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sábado, 7 de março de 2026

da minha varanda

 Da minha varanda vejo a quinta. Aqui juntinho à grade, as aves, que vêm a correr quando chega o senhor que as alimenta, num pequeno trator barulhento; lá mais ao fundo, as vacas castanhas, faladoras e de cabeça sempre baixa, focinho ocupado a comer a erva.

Lá mais ao fundo, ainda, os eucaliptos e os capôs dos carros que passam na autoestrada.

Se virar os olhos um bocadinho para a direita, basta um bocadinho, vejo a "porcaria", um edifício branco, feio, que empesta as redondezas em algumas alturas do ano, sem que saibamos porquê (só sabemos que nesses dias temos de fechar janelas e não deixar roupa a secar na varanda).

Nos dias de sol, que este ano ainda foram muito poucos, podem encontrar-me sentada, com uma chávena de café ou um livro, na minha varanda. Faço assim um bocado de fotossíntese.

Nas noites de verão, nas que são minimamente agradáveis, gosto de me sentar no banco vermelho e fazer bolas de sabão. Faço assim um bocado de terapia.

Estou cansada deste inverno, desejo muito dias de sol e noites quentes. 


da minha varanda

 Da minha varanda vejo a quinta. Aqui juntinho à grade, as aves, que vêm a correr quando chega o senhor que as alimenta, num pequeno trator ...