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quarta-feira, 23 de novembro de 2022

saí para a noite

No sábado passado saí para dançar.


Vou repetir: saí para dançar.


Depois do jantar de anos do paterfamilias (oitenta anos já lá cantam), meti-me no carro e fui ter com as meninas. Disseram-me que não podia dizer isto, as meninas, que tem conotação de trabalhadora do sexo, mas para mim são as meninas, as amigas de sempre, do coração e do fígado, desde os tempos da faculdade (porque tenho outras, no mesmo patamar, de outros contextos). 


Fui ter com elas a Matosinhos, de onde seguimos todas num só carro para a baixa do Porto.


Eram cerca das onze da noite e não havia muitos sítios para estacionar. Foi uma aventura! 


Depois de devidamente estacionadas, começámos a noite num bar (não me lembro do nome). Nesta altura, a chuva tinha dado tréguas e sentámo-nos tranquilamente a conversar. 


Por volta da meia-noite e meia toda eu era sono e cansaço, mas diabos me levavam se deixava que os dois (cansaço e sono) me impedissem de continuar (mentira, se tivesse ido no meu carro acho que me tinha posto na alheta!).


Quando achámos que já não era embaraçoso ir para a discoteca, rumámos ao Tendinha . 


Que deixar aqui para memória futura desta parte da noite? o quão estranha me senti, ali, como se estivesse fora de contexto. A faixa etária não era muito diferente da nossa (quarentas... cruzes! ver isto escrito dá um nó no cérebro); a música era do meu gosto (à laia de Antena 3, a minha rádio), mas.... não sei explicar...


sei que tive de fazer um esforço para descomprimir e relaxar, para me soltar e dançar, sem pensar muito em nada.


Quando me permiti relaxar diverti-me, mas não foi um processo fácil. Será que é de não fazer parte dos meus hábitos sair? será que é por estar mais velha? 


Às três e tal dei por mim a dançar  E a bocejar de sono, ao som de Ornatos Violeta.


Feita cortes, acho que fui eu que dei o mote para irmos embora. Afinal, ainda tínhamos de voltar a Matosinhos e só depois é que seguia cada uma o seu rumo.


A S. já fazia anos e eu falhei a tradição de não lhe telefonar a desejar os parabéns. 


Ficou mais ou menos prometida outra saída no próximo aniversário (o meu). Não sei é se aqui a cota de serviço vai ser capaz. 


 


 


 


 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

noites

Então, ela disse assim: gosto tanto de estar no quarto da miami só com a miami a fazer coisas as duas. Eu estava com um baby blues da biblioteca municipal (já li todos os que eles têm, agora, só me resta o site, mas não é a mesma coisa) e ela pegou no outro que estava em cima da mesa de cabeceira.


Depois, disse: eu faço as vozes deles ( e apontou para a zoe e o hammie) e tu fazes as vozes deles (e apontou para a wanda e o darryl). Ficámos ali, as duas a ler em voz alta as tiras de baby blues.


A seguir, apareceu a Mr. com o terceiro baby blues (da biblioteca) e ficámos as três, na minha cama, a ler.


Olhei para as horas e já passava das dez da noite. Dio mio, que já deviam estar na cama há meia hora. Quiseram ficar na cama com a miami. A miami começou a cantar canções de embalar com rimas muito espatafúrdias e com um tom de voz a roçar o insuportável, porque queria que elas fossem cada uma para a sua cama. Então, apareceu o pai, com uma faca a fingir, que queria matar os maus que estavam a magoar as meninas no quarto, porque de certeza que havia alguém a magoá-las, tal era a chinfrineira, a miami teve um ataque de riso, as meninas também e o pai foi embora. A miami continuou a fazer rimas parvas mas já não conseguiu cantar naquele tom de voz horrível, depois o pai voltou e levou as meninas para as suas camas.


Foi mais um serão rico e recriativo na mansão pedrosa. 

segunda-feira, 19 de março de 2018

arrependimento esclarecido

O m. costuma ir para a cama depois de mim. Às vezes nem dou conta da sua chegada ao leito matrimonial, tal o meu estado de adormecimento.


No outro dia, levantou-se do sofá e largou o que estava a fazer, anunciando que ia para a cama porque estava cheio de sono. Eu fui também, sem estar cheia de sono.


Chegámos à cama, ele adormeceu. Eu... fiquei a olhar para o escuro, para o teto, que não via por estar escuro.


 


Arrependi-me de ter ido para a cama com ele, pois claro! 

domingo, 4 de fevereiro de 2018

terça-feira, 1 de março de 2016

para memória futura

e prova, filhas minhas, de que sou, às vezes, poucas, eu sei, uma mãe cool, daquelas que vai ao pinterest buscar ideias, só que não fui, isto saiu mesmo aqui da cabecinha da mãe: ontem, jantámos na sala, de baixo de um lençol esticado entre cadeiras, à laia de tenda.


Foi um picnic com frango de churrasco do pingo doce, batatas fritas das que fazem mal e salada.


Para sobremesa fez-se a vontade à mais nova que pediu salada de fruta.


Depois, tivemos de ter cuidado com os leões e tigres que andavam lá à volta, à espera dos restos da refeição.


 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

relambório

We drank a whole bottle of wine.


God knows where it will take us. The fact I'm writing in English is some how proof of what alcohol can do to you on a Friday evening.


Alcohol and chilli.


And a Friday evening.


And the will to revive lost feelings.


Either that or finish harry potter and the deathly hallows...


who knows.


 

domingo, 11 de outubro de 2015

ontem

Ontem, maquilhei (também pode ser maquiar) o marco. Sombras azuis nas pálpebras, eyeliner, rímel mascara, baton cor de laranja (O horror! baton cor de laranja?? veio como oferta numa compra de um perfume).


Não foi a primeira vez que o fiz e creio que não foi a última.


É coisa que me apraz muito no homem com quem casei, este não ter medo do rídiculo.


Rimo-nos todos como família um bocado maluca que somos.


Hoje é domingo e estou aborrecida.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

é sexta-feira (foi)

Sextas são os dias designados à diferença.


À sexta, espero um bom jantar (feito por quem quer que seja), um bom vinho e umas horas para assentar e sentar sem grandes preocupações. No fundo, no fundo, quero comer e beber bem e o resto que vier, que venha por bem, seja lá o que for.


 


Sexta passada, perguntei via sms, ao marco o que é que ele queria jantar. Muitas vezes (99%), o meu problema é descobrir o que fazer e só o facto de o gajo me dizer faz XPTO já parece que o gajo veio para a cozinha, pôs o avental e fez tudo.


 


Nessa sexta foi mais ou menos isso que aconteceu, não sem antes, mentalmente eu ter estado umas boas duas horas a maldizer o tipo com quem casei. Porque o tipo com quem casei, nessa sexta-feira, meteu-se em casa dos vizinhos a fazer o que devia estar a fazer em casa, que era petiscar e beber, em jeito de prelúdio para o jantar.


 


Eu estava fula da vida e as miúdas brincavam sozinhas, num daqueles momentos zen. Eu, fula da vida e com vontade de fazer nada, recebi da rosa uns tutoriais de maquilhagem. Não foi tarde, nem cedo. Fula da vida, levei o arsenal (básico, muito básico) de make up que possuo para a cozinha, um espelho de mesa e "apalhacei-me". O marco chegou bem no final, já eu estava pintada, mas continuava fula da vida.


 


O que o salvou, bem como à sexta-feira, foi o facto de o gajo se ter metido com outro gajo na cozinha e terem feito o jantar sozinhos, enquanto eu e a respetiva ficámos na sala a trocar muitas de letra.


 


Maravilha de sexta.


 


 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

terça-feira, 23 de junho de 2015

insónias

Acho que parte da minha insónia se deve ao luto de elias gro.


Esta noite, antes de me deitar, troquei-o por algo muito, mas muito mais leve e dormi melhor.


O luto de elias gro é aquele tipo de prosa que se cola a ti, não sei onde é que o Tordo vai buscar estas personagens tão perturbadas que me deixam num misto de inquietação e melancolia...


 

terça-feira, 26 de maio de 2015

para memória futura

Desde a semana passada que ficam sozinhas à noite, na cama.


(só agora? que treta de pais!)


Sabe bem vir para a sala e saber que não vou ter de me levantar de cinco em cinco minutos para dar água, acender a luz, dizer que não podem comer bolachas, que já fizeram xixi, que não podem vir para a sala, que têm mesmo de dormir, sabe bem não entrar em coma na cama da Gr. às 22h e ter um serão como gente normal.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

libertinagem

Gostei do conceito daquele rapaz, o gustavo qualquer coisa, de libertinagem de expressão!


Esta noite vai ser cá uma libertinagem na minha cama! Ui, ui!


Não vai nada, que vim do barre terre e a N. matou-nos a todas mais um bocadinho, tudo em nome de um rabo gostoso.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

serões

Eu queria ter serões, nem que fosse para cair de sono em frente à lareira, que, coitada, arde para ninguém. Queria ter serões para ligar a televisão e voltar a ter a certeza de que a programação é um deserto.


Queria ter serões para conversar um bocadinho com o meu marido.


Mas não tenho serões, tenho sessões de massagens aos pés e costas da Gr., na cama dela, antes de ambas adormecermos.


Depois, passo diretamente da cama dela, quente e fofa, para a minha, gelada.


 

domingo, 23 de novembro de 2014

nostalgia de domingo à noite

Enche-me o copo, agora atiça aí o lume que está a ficar mortiço. isso.


É bom este esteva, não é?


Agora enrola-te aqui assim, isso, enroladinho nas minhas pernas... é bom não é?


Vamos ficar assim mais um bocadinho?

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

para memória futura e para me ajudar a relativizar os próximos tempos que se avizinham maus

Os últimos dias merecem registo.


As férias foram boas: descanso, amigos, praia, família, tudo a que se tem direito.


A primeira semana de setembro merece post.


Entro em setembro com uma vontade danada de prolongar o mood de férias, mil vezes preferível ao de desempregada, que esta chuva está a fazer chegar.


Vêm cá amigos a casa, saímos, fazemos picnics, as miúdas vão à psicina, bebemos um copito ao jantar...


No final da semana passada aparece a S.


Saímos, feitas turistas, passeamos muito e sentamo-nos numa esplanada, batemos texto de peça, vamos à praia e tomamos banho!


Na sexta rumo a Baltar, de caminho paramos em Quiaios e vamos outra vez à praia, tomamos banho, mergulhamos, desafiamos as ondas.


No sábado, vou ao Indie music fest, em Baltar, armada em Soraia, fã louca de Tony Carreira (com o restante grupo de teatro, armamos barraca e divertimo-nos tanto, tanto!). Conheço o Álvaro Costa, ouço a banda que me tem acompanhado nos últimos tempos (Sensible soccers), bebo à pala junto dos "artistas", no backstage e vejo o M. em cima do palco a tirar fotografias.


Foda-se! (sim, palavrão, repito: foda-se!) Que dias bons! Que maravilha isto de termos sol, termos uma família gira e amigos e fazermos teatro!


 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

fomos muitos

Esta noite, fomos muitos à mesa.


Metade aterrou aqui em casa de paraquedas, mas foi-se ao hipermercado alemão que fica mesmo ali à mão e o jantar ficou bom na mesma.


Mais noites destas para esta mesa aqui, se faz favor.


 


 


 

domingo, 12 de janeiro de 2014

sábados à noite

Ontem, ao jantar, pusemos a conversa em dia, aviámos um tinto oferecido pelo irmão no natal passado (2012) e comemos um mega folhado de queijo de cabra.


Só posso desejar mais noites de sábado assim: calmas e saborosas.


 


 


gabipedro

sábado, 21 de dezembro de 2013

das noites e das histórias para dormir

Nesta casa, há duas histórias por noite, de acordo com o número de filhas. Elas assim o exigem e nós satisfazemos a exigência com muito gosto (AAHHH, está bem! nem sempre!).


 


Há histórias que agora me fazem impressão, como Hansel e Gretel, a de um ogre que come as filhas por engano e as que metem barrigas abertas e depois cosidas com uma agulha.


Tenho de fazer um esforço por me lembrar que, quando crianças, recebemos as mensagens de outra forma.


 


Quando criança, não me fazia confusão nenhuma que da barriga do lobo mau saíssem a avózinha e o capuchinho vermelho.


 


Quando criança, a única história que me fazia confusão era a da princesa e a ervilha!


 


Não me cabia na cabeça aquela coisa de a princesa não conseguir dormir por ter uma ervilhinha lá no fundo, no último dos dez colchões em cima dos quais dormiu.


 


A história que mais me assustava era a da cabra cabrês que te salta em cima e te faz em três.


O susto não me impedia de a pedir vezes sem conta à minha mãe.


 


O meu pai contava histórias a atirar para o surrealista, às quais nós achávamos piada, apesar de ainda não termos idade para apreciar verdadeiramente o estilo nonsense.


 


Escrevo este post tendo como banda sonora a história que o M. conta, neste momento, às nossas filhas.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

noites do camandro

Há cerca de uma semana que é assim:


adormecem por volta das 22h (devia ser mais cedo, mas tenho uma mais velha que gosta de estar acordada e uma mais nova que com a sesta tem sono mais tarde),


aconchego-me no sofá em frente à lareira com um livro ou com o computador,


adormeço e acordo por volta das 23h,


vou para a cama, onde me encolho para não perder o calor que vem comigo,


por voltas das 3 começa a dança


 


- pesadelos, tosse, sede, nariz tapado, fome, xixi, sede outra vez, mais pesadelos, mais tosse...


- levanto-me às 7.30 mais podre do que quando me deitei.


 


Há sempre uma fase nova ou qualquer coisa que as faz não dormir a noite toda.


Creio que já aqui escrevi que os pais que se gabam de nunca ter perdido uma noite de sono por causa dos filhos deviam ser passados pelo ferro de marcar gado!


 


 


 


 

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...