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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

joana

 apetece-me escrever sobre a joana

a gata que escolheu a nossa casa

a gata senhora do seu nariz que sabia que aqui a porta estava sempre aberta, fosse para entrar, fosse para sair

era nossa e dos vizinhos, mas a "cama" que a adormecia era aqui, na nossa casa

a joana foi atacada por um cão e ficou às portas da morte

e morreu (não logo, não no dia em que a levámos envolta numa manta ao hospital veterinário)

vi-lhe as patinhas, embrulhadas no penso rosa, com corações, que lhe costumavam pôr quando a levávamos aos curativos e arrependo-me

porque sonho quase todos os dias com essas patinhas embrulhadas em adesivo rosa




quarta-feira, 15 de julho de 2026

sete vidas

 Fez ontem um mês que a gata que nos adotou há uns três ou quatro anos apareceu aqui na  frente da casa (por obra e graça não sei de quê ou de quem, porque não mexia mais nada para além do pescoço). Tinha sido selvaticamente atacada (deduzimos) por um cão. 

Eram 23h quando ouvimos gatos à bulha e ela ali estava, com ar alucinado, abanando o pescoço.

Corremos com ela para o veterinário, uma gata literalmente com os intestinos cá fora, pensando que seria para eutanasiar.

Os veterinários que a viram propuseram-nos operar, porque haveria possibilidades de ela se safar. E um mês depois, muito dinheiro gasto depois, idas diárias para Leiria depois, tratamentos a tudo e mais um ar de bota depois, a Joana veio para casa. 

Parece um esqueleto ambulante, tem de ser alimentada e medicada por sonda, mas está em casa. 

Não sei muito muito como vai ficar depois disto tudo, sei que terá perdido as suas seis vidas das sete que lhe cabem. 

quarta-feira, 20 de abril de 2022

para não esquecer (fugindo ao título para memória futura)

Ao décimo nono dia do mês de abril de 2022, dois anos e picos depois do início da pandemia, os adultos desta casa testaram positivo, com sintomas, ao Covid19.


Nessa noite, a nossa gata deu sinais de morte e deixou-nos de madrugada. 


A minha Pata. A nossa Pata. 


 


 


 

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Há patrão!

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As bestas também vão de férias. E gostam de espalhar a má criação para onde vão. 

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Animais de estimação

Os peixes desta casa devem pensar que são piranhas. De cada vez que alguém entra na sala, os gajos saltam na água como se nos quisessem apanhar e comer. Ainda bem que não passam de peixes de aquário. Às vezes tenho medo deles. 

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Pata

Tinha o meu gato Preto morrido há algum tempo, em circunstâncias que me são muito dolorosas de lembrar, quando a senhora que fazia limpezas lá em casa chegou um dia com a notícia de que um gatinho bebé tinha sido abandonado na varanda de uma vizinha, umas casas acima.


Curiosa, fui ver. Era uma gatinha preta, esguia e cheia de fome e frio. Peguei nela, sem pensar muito (típico em mim) e levei-a para casa. Não sabia muito bem o que ia fazer com a bicha, mas não queria deixá-la naquela varanda. A tal vizinha, dona da varanda não iria mexer uma palha ou talvez fosse levá-la a outra varanda qualquer da vizinhança e a gatinha acabou por ficar lá por casa. 


Chamei-lhe pata, porque era essa a alcunha da vizinha. A pata cresceu, entre casa e a rua, foi esterelizada antes do 1º cio e por lá esteve. Uns meses depois de a "adotar", engravidei da Mr. A pata deitava-se em cima da minha barriga e dava-lhe lambidelas, vinha esperar-me à porta de casa, a minha mãe já sabia que eu estava a chegar, e vinha atrás de mim, pedindo mimo. 


Quando a Mr. nasceu, afoguei-me num misto de paixão pela bebé e de um baby blues que me fizeram negligenciar a gata. Em resposta, a pata começou a fazer xixi em cima de tudo o que cheirasse à Mr. 


Um ano depois, vim morar para esta casa, pertinho o IC2 e dado o estado de ciumeira doida da pata, decidi deixá-la com os meus pais.


Entre Belmonte e Baltar, a pata foi vivendo. Ainda vive, calma, este texto não é o anúncio da sua morte. Acontece que, com a mudança da casa, os meus pais "devolveram" a gata à dona. E, agora, contrariamente àquilo que sempre anunciei (NÃO QUERO ANIMAIS EM CASA, NÃO QUERO), somos donos de um gato.


A pata está à minha espera quando chego a casa, sente uma mistura de ódio/amor pelas miúdas e pelo M., pede-me para ir para a cama e que lhe abra a torneira do bidé para beber água.


Todos os dias tenho de aspirar a casa e mudar-lhe a areia, mas é muito agradável ouvir-lhe o ronronar assim que a chamo "paataaa"...


 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Canibalismos há muitos

Partimos para férias deixando um rasputine às portas da morte. O peixe ora ficava quietinho no fundo do aquário, ora desatava a dar ao rabo e a comer... Não sabíamos se o mandávamos pela sanita, se o deixávamos no aquário, não fosse o gajo recuperar. Quando chegarmos, não vai haver peixe para contar história, os outros vão come-lo, vais ver. Disse eu. O meu marido olhou para mim, encolheu os ombros e murmurou qualquer coisa semelhante a vão lá agora comer o peixe.... Chegamos e não havia peixe para contar a história, nem um bocadinho a boiar... Temos peixes canibais e não sabíamos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

creepy

Ontem, estava sentada a preparar aulas quando comecei a ouvir uns ruídos estranhos, nada de muito sonoro, eram uns toques em alguma coisa, uns roçares... eram barulhos novos na minha sala. Olhei para os lados, quieta e muda, baixei ainda mais o som da música que me acompanhava e fiquei alerta. Que pôrra eram aqueles sons?


Eram os estúpidos dos peixes, a baterem nas paredes de vidro do aquário. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

pets

Os peixes chegaram no sábado à tarde. O pai foi com elas comprá-los e em vez de dois comprou quatro, um peixe para cada membro da família. O da Mr. é o bubble gum, o da Gr. manteve-se Felini, o meu é o Rasputine, aka Ras e o do pai é o Blackie. Está-se mesmo a ver quem é que anda desesperado por um cão!


 


Nota: os peixes sobreviveram o resto do fim de semana e o aquário é do mais kitch que pode haver. 


 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

elas venceram

Vamos ter um animal de estimação, melhor, dois!


A Gr. já escolheu o nome do seu: Felini (é muito culta, a miúda!)


A Mr. ainda não decidiu.


Já foram avisadas de que os animais democraticamente escolhidos são seres muito sensíveis (o que é sensíveis, perguntou a Gr.) e que poderão morrer muito pouco tempo depois de virem cá para casa.


Saem dois peixinhos para a mesa do canto. 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

faltou-me um bocadinho assim

para dizer aos meus pais para deixarem cá ficar a pata.


Tu cala-te, M. porque é a pata, nem te atrevas a tentar meter cá em casa um gato qualquer.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

para registo

Foi o primeiro animal que entrou lá em casa. Era a gatinha ou a xaninha. Foi o Marco quem ma deu, pequenina, bufona, mázinha mas muito miminhas.


Morreu esta semana, nos meus pais.


 


 

segunda-feira, 23 de março de 2015

para registo

O vomitado foi apanhado pelo M. cerca das 17.30.


Fique em ata!

a mãe manda até quando?

Mais tarde ou mais cedo, as miúdas desta casa vão-me trazer algum animal de estimação, cão ou gato, com a cumplicidade e apoio do gajo cá de casa. Nessa altura, vou-me passar, mas não vou ter poder nem coragem para mandar os bichos embora. Entretanto, fazendo catsitting, já tive uma amostra do que serão esses dias.


O vomitado da gata mais velha está desde domingo de manhã na sala (c'orror! como consegues? quero ver até que ponto o marido o vai lá deixar, ele disse que o apanhava, estou à espera...), dos cocós e xixis só eu tratei, tal como da aspiração de grãos de areia que vão ficando espalhados pela casa.


Mimos, todos lhes dão, da limpeza trata aqui a mãe. Será assim.


Por isso, vou evitando ao máximo o assunto, batendo o pé com os tacões e, para já, nessa questão, a mãe é que manda (até quando?)


 

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...