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quarta-feira, 15 de julho de 2026

sete vidas

 Fez ontem um mês que a gata que nos adotou há uns três ou quatro anos apareceu aqui na  frente da casa (por obra e graça não sei de quê ou de quem, porque não mexia mais nada para além do pescoço). Tinha sido selvaticamente atacada (deduzimos) por um cão. 

Eram 23h quando ouvimos gatos à bulha e ela ali estava, com ar alucinado, abanando o pescoço.

Corremos com ela para o veterinário, uma gata literalmente com os intestinos cá fora, pensando que seria para eutanasiar.

Os veterinários que a viram propuseram-nos operar, porque haveria possibilidades de ela se safar. E um mês depois, muito dinheiro gasto depois, idas diárias para Leiria depois, tratamentos a tudo e mais um ar de bota depois, a Joana veio para casa. 

Parece um esqueleto ambulante, tem de ser alimentada e medicada por sonda, mas está em casa. 

Não sei muito muito como vai ficar depois disto tudo, sei que terá perdido as suas seis vidas das sete que lhe cabem. 

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