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segunda-feira, 20 de abril de 2026

ia escrever "às vezes", mas não é só às vezes, é quase todos os dias

 à tarde, treino.

Escolho um treino, estendo o tapete, visto um par de calças de fato de treino e aplico-me, uns 30, 40 minutos, cerca de quatro, cinco vezes por semana.

Pois não há dia em que não diga a mim própria "hoje não treino, estou cansada, não me apetece", uma horita antes, às vezes mais cedo. Na hora de sempre, entre as 18 e as 19, lá estou eu a estender o tapete.

É isto quase sempre. Daria um estudo. Dar a mim própria a possibilidade legítima de não fazer nada, para acabar a fazer, não sem antes ter dito um debate interior. Quase sempre isto. Cansa ser eu. 

sábado, 22 de novembro de 2025

terceiro lugar

Aqui há uns tempos, na antena 3, falava um senhor que tinha escrito um livro sobre a necessidade de desligarmos. Não sei quem era nem como se chama o livro, sei que introduziu no meu léxico a ideia do "terceiro lugar". O terceiro lugar corresponde à existência de um espaço e de um tempo fora da casa e do trabalho. Sociologicamente falando, será um local dentro da cidade ou do local onde vivemos onde podemos ser, estar, sem sentir obrigação de ser outra coisa (pai, mãe, médico, professor, seja lá o que for que somos em casa e no trabalho, no cumprimento das nossas obrigações diárias.).

Na altura, fiquei triste. Pensei "eu não tenho um terceiro lugar. Depois das aulas vou para casa e assumo os outros papéis todos. O Marco pega na guitarra, vai para a garagem e compõe cenas, aquela malta vai matar o corpo no padle, no ténis, no futebol, na zumba... eu só vou para casa...." 

E andei assim uns tempos, a pensar que as pessoas tinham o terceiro lugar que eu não tenho e que por isso são mais soltas e menos enervadas com a vida. Até que se fez luz: eu tenho esse espaço e tempo, em casa, mas tenho-o, quase religiosamente umas quatro vezes por semana. Começa comigo a estender o colchão,  a procurar um treino no youtube e acaba comigo mais ou menos suada, mais ou menos cansada. Esse é o meu 3º lugar. Ali sou só eu e os meus halteres, as minhas caneleiras, eu e a minha vontade. Embora eu nunca tivesse pensado nesse momento do meu dia dessa forma, ele cumpre esse papel, de me dar o tal espaço para ser e estar. Por isso, entre outras razões, é que faço todos os possíveis por manter a disciplina de estender o colchão umas quatro vezes por semana. Está na hora. Lá vou eu para o meu terceiro lugar. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

o que faz uma mulher

Terça-feira cheguei a casa após as aulas e assumi com extrema competência o papel de empregada doméstica: limpei a casa, fiz camas de lavado, apanhei roupa, estendi roupa, guardei roupa e alinhavei o jantar, tudo em modo fórmula 1, que é como quem diz a correr, para ter tempo de: 


treinar em casa


e


ir ao treino fora de casa


Mas a mulher é doida! ia ter treino fora de casa e vai treinar antes?


Era zumba... que para mim não é "treino", por isso escolhi um vídeo de 15mns bem intensos para sentir que valia a pena e valeu (muita isometria, movimentos muito lentos, os músculos ali a bombar e a gritar). 


Cheguei ao treino, tinha havido trocas e por isso não foi zumba, foi um menu de exercícios que me deixou de rastos (muito abdominal, muito agachamento, muitas aranhas, afundos com várias nacionalidades, pontes de glúteos... acabei mais morta do que viva).


Relembro que já tinha sido uma gata borralheira perfeita em casa após um dia de aulas. 


Às 22h e pouco sentei-me no carro para voltar para casa e pensei: é isto que "faz" uma mulher "perfeita"? Uma mulher tem que conseguir fazer isto tudo para sentir que está a cumprir os seus papéis? Arre! Não quero! 


Esta ideia de que uma pessoa só não faz tudo se não quiser é uma grande treta, especialmente no caso das mulheres. 


 


 


 

sexta-feira, 30 de julho de 2021

sensual dance

Na terça-feira, aula de hiit, no fim, eu toda partida, diz a prof.: na quinta é aula de sensual dance. Venham com tudo!


Eu, suada e vermelha como um pimento sexy, ri-me muito para dentro e depois para fora. 


"Posso vir para a aula de dança, mas devo deixar o sensual em casa."


Umas horas antes da aula, a prof envia mensagem: tragam uma camisa ou casaco e um chapéu.


Caraças, pensei, vai por-nos a dançar o "you can leave your hat on" e mandei link do vídeo para o grupo. Vamos dançar isto? 


Bam! estraguei a supresa.


À hora marcada, lá estava eu de camisa branca e chapéu de palha falsa, made in china.


Hoje, sei fazer movimentos sexies para uma cadeira vazia.


Já me fartei de ri com o vídeo que fiz, quando a coreografia ficou toda montada.


Que cadeira sortuda! 


 

quarta-feira, 21 de julho de 2021

bum bum turbinado

Já fiz muitas aulas de fitness, com todo o tipo de equipamento, em muitos locais diferentes e com muitos instrutores/professores diferentes, mas nunca...


nunca tinha feito uma aula de bum bum brasil


ao som de música pimba...


até ontem! 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

disseste dieta?

Quando decido fazer dieta, o meu apetite aumenta exponencialmente e só me apetece comer porcaria.


No início desta semana decidi que ia reduzir a quantidade de pão que ingiro, que ia beber muita água, que ia comer poucos hidratos e tal e tal.


O que comecei logo, logo a sentir? Fome! Muita fome! Parvoeira de cérebro! Prendam-no numa prisão de alta segurança, se faz favor.  

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

retalhos da vida (não de um médico)

Não admira que a roupa não seque. Se até eu me sinto constantemente húmida.... (no sentido literal... será que esta explicitação piora as coisas?), se até a mim me apetece pendurar-me pelas orelhas num estendal ou, quiça, enfiar-me numa máquina de secar roupa...


A preguiça para sair de casa e ir às aulas de ginástica anda cá pelo corpo. Já pensei em mandar o exercício às urtigas. O meu marido há-de gostar de mim gorda e flácida, pelo menos assim jurou no altar, se é para a saúde e para a doença, também há-de ser para a gordura e magreza.


O problema é que depois passo eu a não gostar de mim ou a gostar ainda menos de mim e isso é que era mau. 


Por isso, vou arranjando coragem para sair de casa e me meter lá naquela associação duvidosa onde duas vezes por semana entrego o corpo ao manifesto (toma lá, duas insinuações de âmbito sexualmente duvidoso no mesmo post, estás bonita, estás!)


As miúdas andam na vidinha delas e isso é bom, chato é termos de ser nós a conduzi-las, e digo isto em sentido figurativo E literal, porque elas ainda não têm carta e as distâncias mais a chuva que cai não se compadecem com idas e vindas a pé. 


E eu disse que isto eram retalho e não menti. Agora, vou corrigir trabalhos. 


 


 


 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

à linha, à linha

Antes das férias do natal ganhei coragem estupidez e marquei uma sessão de depilação ou epilação qualquer coisa assim, das sobrancelhas, com linha.


Marquei, precisei de coragem, porque quando marco uma coisa não sou de desmarcar ou não aparecer sem dizer água vai, e evitei pensar no assunto. Bola para a frente.


Quando chegou o dia, fui, porque não sou de desmarcar ou não aparecer sem dizer água vai. Fui, às nove da matina, no meu primeiro dia de férias, o que é só mais uma prova de como sou corajosa estúpida.


Dentro do gabinete da raquel, que é assim um sítio espaçoso e claro, agradável à vista, para a malta não pensar naquilo como é na verdade (um espaço de tortura), a mesa marquesa estava pronta para me receber. Não sei bem porquê, porque já tenho idade para saber que nem tudo o que se faz deitado é bom, especialmente numa marquesa de esteticista, fiquei uns segundos feliz pela decisão de ter marcado aquilo. Foram uns breves segundos, porque depois lembrei-me de que, claro, NADA do que se faz numa marquesa de esteticista é agradável. No entanto, deitei-me, minimamente esperaçosa de que fosse minimamente suportável.


Por breves segundo, porque entretanto a raquel mandou-me pediu-me que repuxasse a testa e a cara ao mesmo tempo e sacou da linha. Portanto, aquilo ia ser assim: não só ia ser torturada, como ainda tinha de colaborar diligentemente no ato de tortura sob pena de ficar sem olhos.


Assim que a raquel sacou da primeira puxada de fios quis morrer, eu, não ela. Ela ficou a apreciar o meu misto de susto, incredulidade e dor avassaladora, o choque. 


E assim foi, durante uma boa meia hora, talvez mesmo quarenta e cinco minutos: susto, incredulidade e dor avassaladora, não necessariamente pela mesma ordem.


Saí, mais linda, apenas sutilmente mais linda porque ninguém deu pela diferença (só o M.), nem mesmo aquela que um dia disse que eu tinha monocelha e a principal responsável por eu ter ido cometer aquela atrocidade conta mim própria, saí, escrevia eu e pensei: nunca mais, pá! nunca mais.


Agora, mais de um mês depois, olho-me ao espelho e vejo os estupidozinhos dos pelinhos a aparecer, espalhados, pintelhadinhos e penso: vais ser corajosa mais uma vez, estúpida! estúpida! e vais marcar outra sessão. Toma que é para aprenderes! 


 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

foi um erro

acender a lareira


foi um erro comer tudo o que comi


foi um erro vestir um par de calças suaves e fofas


foi um erro ter calçado as pantufas.


Quem é que agora vai sair de casa para ir mexer o corpo numa sala gelada, cheia de mulheres rezingonas?

quinta-feira, 27 de abril de 2017

A juntar à preguiça

jantei sapateira, camarão, leitão, batata frita, mousse de chocolate, bolo de chocolate e Fechei com um cálice de porto. Ámen. Estou bem f@##%#!

Se eu ficar barriguda gostas de mim na mesma?

Ando em campeonatos com a preguiça. A cabra tem vencido todos os jogos.

domingo, 9 de abril de 2017

é o chamado morrer na praia

Já estava planeado haver bicicletas estas férias. O meu irmão arranjou dois suportes e fez-me o favor de trazer uma bicicleta para mim, para além da dele.


Ontem à noite, apresentou-me mais ou menos o percurso: subimos a Santa Cruz, são 8 kms a subir, mas depois o resto é sempre a descer. E podemos parar a cada dois kms na subida.


Torci o nariz. Fazer 8 kms a subir, a subida para a Guarda... não me agradou... mas o man insistiu "faz-se bem, com paragens é fácil, vais ver, depois é sempre a descer..."


Eu devia ter confiado no meu instinto. Ainda não me esqueci daquela vez que fomos de férias para a neve e depois da primeira aula, o homem achou que eu já estava apta para descer a montanha em vez de apanhar os "ovos" para chegar ao hotel. Demorámos cerca de duas horas a fazer um percurso que demoraria uns 10mns de teleférico, mas chegámos.


Dizia eu que não me esqueci dessa viagem, por isso, fui de pé atrás fazer o percurso de hoje.


A subida não foi o que me matou... as pernas aguentaram na boa uma média de 6, 7 kms/h. O que me matou foi a falta de calo numa certa parte do corpo, mais o ombro esquerdo e a dor na cervical, que gradualmente me foram contaminando as costas todas e a cabeça, isso mais a dor numa certa parte do corpo onde me falta calo. Já para não falar do facto de que não era sempre a descer.


A cerca de 4 ou 5 kms de casa, numa reta, imaginei-me a fazer a subida para o Colmeal e comecei a achar que não aguentava mais. Encostei à box e liguei ao marido. Vem-me buscar... tão perto de casa e tão longe. É o que se chama morrer na praia.


Foram quase 40 kms, quase...


 


 


 


 


 

Parece que vou ali subir a serra

de bicicleta...

quinta-feira, 9 de março de 2017

aproveitar bem

"Eu vou morrer, eu vou morrer, mas primeiro vou aproveitar bem" cantam os Capitão Fausto. Estes dias de sol e calor dão-nos aquela vontade mais ou menos louca de nos esticarmos numa esplanada com uma mini ou um gin tónico, dependendo da altura do mês e do estado das finanças.


O problema é que começamos também a olhar para o corpo que transportamos e que passou o inverno tapado por mantas e casacos. Apertamos as pernas e salta à vista a cabra da pele de laranja, olhamo-nos de perfil ao espelho e vemos a filha da mãe de uma barriguita que não estava ali em setembro do ano anterior... e começamos a pensar que a idade está a fazer das suas, aquela coisa de ser mais difícil perder peso, de as gordurinhas se instalarem insidiosamente sem nos darmos conta... e tentamos enterrar a vontade de nos perdermos num copo de gin, acompanhado de amendoins salgados.


Puta que pariu a idade. Aproveitamos bem ou temos cuidado com o corpo?


Eu sei de fonte segura que há gente que me conhece pessoalmente que está agora a gritar a plenos pulmões ou só interiormente "BARDAMERDA PARA TI, GABRIELA!!!, SUA CABRA, ESTE POST É GOZAR COMIGO" mas independentemente da imagem que os outros têm de nós, se não nos sentimos bem com o nosso corpo essa cena de "aproveitar bem" fica um bocado comprometida.


 


 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

riviu: uma espécie de iogurte

Andei feita doida (não andei nada, mas o dramatismo confere outra aura ao texto) à procura disto no Lidl.


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Não especificamente o de morango, os de fruta. Já tinha provado os naturais e queria dar uma oportunidade aos outros, mas de cada vez que chegava à loja já não havia nenhum. A minha teoria é que os funcionários ficam logo com eles.


Hoje encontrei (os funcionários já os devem ter provado todos e não querem mais). Comprei. É uma merda, uma merda! O sabor é horroroso, parece um iogurte fatela e a textura é má, uma pasta avermelhada e um creme de morango com aspeto doente nos cuidados paliativos à espera do último suspiro. É um mau iogurte que ainda por cima não cumpre o que promete: encher o bandulho. Estou na mesma com vontade de comer o pão todo que há em casa.


 

sábado, 4 de fevereiro de 2017

brave

Ontem fui ao ginásio. Queria compensar uma semana má, estava cheia de pica, esqueci-me de comer decentemente durante a tarde. 


Entre walking ou crawling bears ou lá o que é, walking lounges, saltos à corda e o camandro comecei a ver tudo a andar à roda e o meu coração disparado. 


Mandaram-me deitar e pôr as pernas para cima. Assim fiz. Entretanto, as tonturas continuavam, o coração batia tanto que achei que ia sair do peito. 


Comecei a pensar que ia morrer, entrei em modo de ataque de ansiedade. À minha volta perguntavam-me se seria melhor chamar os bombeiros, que ficam logo ao lado, mas eu recusei. Só queria controlar a ansiedade de sentir o coração prestes a explodir e pensar que ia morrer. Consegui. Uns dez minutos depois levantei-me e devagarinho alonguei. Vim embora.


Hoje fui ao ginásio outra vez (tenho de compensar a semana má) e assumo que ia com medo. Começar a relacionar exercício físico e ansiedade decorrente do aumento do ritmo cardíaco é a última coisa que quero. 


Correu bem. E escrevo porque quero deixar registado que hoje acho que devo ser uma gaja com eles no sítio. Só quem nunca teve um ataque de ansiedade sabe a vitória que é controlar. 


 


 


 


 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

trocadilhos parvos e ginásio

Hoje ia fazer jump, mas não havia quorum.


Fiz wod (workout of the day) e eu, que ensino inglês, fico feita estúpida a olhar para o quadro com as indicações.


Ele é jumping jacks, walking lunges, clean and jerks... e o que gozei interiormente com o "jerk"? Aqui estou eu, jerking off, em vez de estar em casa a corrigir testes e fazer o jantar, dava por mim a pensar. E ria-me, feita parva, enquanto o resto de pessoal olhava para mim, com ar de quem está a pensar "esta é doida".


 


 


 

domingo, 23 de outubro de 2016

o must-have desta estação

Ontem foi o jantar de gala (uuuiiiii) de aniversário do ginásio que frequento, num hotel xpto da vila.


Paguei o jantar e o direito a bar aberto (grande maluca), mas fui de boleia com a vizinha. Há que manter um certo nível, por isso, para mim, o bar foi pouco aberto


Juízo é o must-have desta estação.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

é d'ómem!

Fazer crossfit é para meninos.


Eu queria ver a malta que faz crossfit conseguir fazer uma aula de pilates com gases e sem música para abafar, os abdominais a contrair, descontrair, os movimentos pélvicos, as inspirações e as expirações. Isso é que é!


Qual crossfit qual carapuça!


 

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...