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segunda-feira, 11 de maio de 2026

A mais velha estagia

 A mais velha foi para terras do norte, para iniciar o estágio final. Três meses longe de casa, com indicações para "se portar bem", estudar para o exame nacional de Português e para fazer exame de código (tadinha, tenho pena dela).

No ano passado esteve dois meses em Bilbau e não a senti tão enervada como estes dias que antecederam a ida para cima.

Está certo que as circunstâncias mudaram bastante: deixou um namorado saudoso e uma proposta de emprego pendurada, foi para um sítio bem snob, com um chef a condizer e, nota importante, sozinha. Vai chegar ao fim do dia e não vai ter as amigas para conversar, para sair... 

Nós estamos na expectativa do que aí vem. No fim do estágio ela tem de decidir, dependendo do resultado do exame, se quer mesmo fazer o curso superior ou se ingressa já no mercado de trabalho.

É desafiador, no mínimo, vermos os nossos miúdos a crescerem. Deduzo que quando eles sabem que vão entrar para a faculdade seja diferente. Parece que a entrada na vida adulta fica adiada mais uns anos. Saber que ela pode eventualmente fazê-lo já daqui a três meses causa-me assim uma espécie de calafrio.

Não podemos tomar as decisões por ela nem ir com ela tratar da vida. Por exemplo, quando veio a proposta de emprego (por telefone), tivemos de a "deixar" conduzir a conversa, mas a minha vontade era tirar-lhe o telemóvel das mãos e sermos nós tratar do assunto. 

Não dá! Se não, ela não ganha as asas dela. É só mais uma fase no reino da paternidade. 

Nós também estamos SEMPRE a aprender e a ganhar as nossas neste terreno.  


segunda-feira, 4 de maio de 2026

concertos e desconcertos

Percorri 75 kms para lá e outros para cá para ver a banda do M.

Eu e mais uns quantos adolescentes (as de cá de casa e mais outros). Chegámos a casa às 3 da manhã. O único rapaz que nos acompanhava foi o único que se manteve acordado, tendo chamado a si próprio a missão de me manter acordada.

Por muitos concertos que já tenha visto, eu gosto sempre de os ver tocar. O M. transforma-se num animal de palco, ainda que estejam a tocar num espaço exíguo e mal enjorcado, como foi no sábado.

É engraçado e uma lufada de ar fresco perceber como ainda vai havendo espaços onde bandas alternativas podem tocar. Assim sem pensar muito, nestes últimos dois, três anos, os Glaucoma já tocaram em Lordelo, Fafe, Famalicão, na outra banda lá para os lados de Alcochete e na zona de Penafiel. Em espaços pequeninos, mas cheios de pequenas (às vezes muito pequenas, tal como os próprios bares) multidões (está bem, multidõezinhas!) 

No sábado, em Lamego, o bar estava cheio de clientes habituais. E eu fiquei com inveja de não haver assim um sítio aqui perto, onde eu pudesse ir desopilar um bocado, de vez em quando.

Aqui há umas semanas, havia aqui um concerto acústico, num espaço semelhante ao de Lamego. Assim que entrei, saí. Estava cheio de pessoas a comer (os empregados mal tinham espaço para circular) e o tipo que cantava estava sentado num banco alto, agarrado a uma guitarra. Estava com um ar tão lixado da vida!

Pudera! Estava a atuar para uma sala que se estava completamente a marimbar! Deve ter sido um belo desconcerto. 

A mais velha estagia

 A mais velha foi para terras do norte, para iniciar o estágio final. Três meses longe de casa, com indicações para "se portar bem...