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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

exercícios de escrita (fevereiro)

Oh, the deceiving smell of Spring....


que me perdoe o paterfamilias, mas isto na língua de Camões não teria o efeito de aliteração pretendido...


a não ser que fosse qualquer coisa do género:


ah, o erro de pensar que é primavera...


que não tem o mesmo ritmo nem a sibilação da língua dos bifes. 


 

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

encaixa (exercícios de escrita)

encaixa, encaixa..


encaixa o meu horário no teu,


encaixa o horário dela no meu, encaixa o horário uma da outra, encaixa o orfeão, mais as explicações, mais a catequese e o judo e o karaté,


encaixa a minha ginástica mais a tua formação,


encaixa os tpcs dela e dela, mais os meus e os teus,


encaixa a cama, se não, encaixamos o caixão! 

quarta-feira, 23 de março de 2016

quarta-feira, 24 de junho de 2015

quero-te (exercícios de escrita)

quero-te para mim


quero-te aberta e positiva


quero-te clara e vibrante


quero-te a ver o sol esteja ou não esteja sol quero-te a acordar bem quero-te branca de momentos bons existentes ou potenciais


quero-te, Gabriela.


Quero-te Gabriela.


 

sábado, 20 de junho de 2015

exercícios de escrita

Dei por mim a dizer eu quebro-a, mas eu quebro-a!, referindo-me à minha filha mais velha.


Eu sou lá alguém para quebrar quem quer que seja, uma filha minha ainda por cima?!


Eu devia era quebrar em mim tanta coisa, tanta.


 


 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

exercícios de escrita

Sento-me cruzo a perna direita sobre a perna esquerda a minha mão direita pende e toca na perna cruzada não preciso de mais sinto-a à pele cheia de furinhos, aquilo a que chamam pele casca de laranja passo os dedos passo os dedos e tiro-os cheia de um sentimento que não ouso nomear descruzo a perna e fico aqui a olhar para o teclado tanta porcaria que precisava de ser extirpada e não é


 

terça-feira, 28 de abril de 2015

exercícios de escrita

Não me apetece.


Não te apetece o quê?


Não me apetece nada.


Então, apetece-te tudo?


Nada me apetece, nada!


O nada apetece-te?


Deve ser isso...


Nada.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Exercício de escrita

Tenho muito sono.


Tenho muito pouca paciência.


Tenho muito poucas ideias produtivas.


Tenho muito pouca energia.


Tenho muito pouco dinheiro.


 


... eis como o muito se passa por quase nada...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

exercícios de escrita II

Não gosto de dias cinzentos.


Não sou fã de dias cinzentos.


Os dias cinzentos são-me desagradáveis.


Os dias cinzentos não me aprazem.


Não aprecio dias cinzentos.


Detesto dias cinzentos.


 


Não posso tomar café na varanda.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

exercícios de escrita

Naqueles dias, fazíamos assim: eu levantava-me, tomava banho ou lavava a cara e os dentes, às vezes ficava até mais tarde na cama e só tinha mesmo tempo de lavar a cara, vestia-me e ia para a cozinha, preparar o pequeno-almoço. No inverno fazia um frio de gemer e no verão, abrindo-se a persiana, a cozinha era inundada de uma luz amarela ou cinzenta, conforme o tempo que fazia lá fora. Mas no inverno era fria. Eu ligava o termoventilador e fazia o meu pequeno-almoço, que ia engolindo à medida que preparava os restantes. Na altura, o que me apetecia era sentar-me à mesa e com calma beber o meu leite com café e comer a minha torrada, mas quais torradas, não havia tempo, era mesmo só um bocadinho de pão com manteiga...


Depois, levava o leite com chocolate à Mr. e preparava o nestum da Gr. Nem sei porque é que ligava o termoventilador, agora que penso nisso. Acabavam as duas por tomar o leite no quarto, enfim...


Depois, depois... ah! sim, depois preparava-lhes as roupas. Eu sei, seria mais inteligente prepará-las de véspera, mas não era isso que me consumia mais tempo. Pois, preparava as roupas e ajudava-as a vestirem-se. A Mr. demoooooravaaaa muito teeeemmmmpooo a vestir-se e depois nunca queria a roupa que eu lhe dava, tinham de ser saias ou vestidos ou léguinhos, como dizia a Gr. E para a pentear? senhores, que tormento!


A Gr. deixava-me vesti-la, mas também tinha de ser sempre léguinhos!


Quando elas já estavam vestidas e penteadas, mandava-as lavar os dentes e eu ia acabar de me arranjar, punha um bocado de creme na cara, perfume e ala para a garagem.


Eram assim umas manhãs meio parvas, em que toda eu era stress, com medo de chegar atrasada à escola da Mr., ansiosa por ir tomar o meu café, com calma, pensando que não queria ir para casa sozinha e ficar o dia todo sozinha e o frio, jesus, o frio no inverno naquela casa! Era assim uma coisa estranha: por um lado, queria muito aquele momento do dia em que me ficava com a chávena quente de café na mão, a pensar no que podia fazer, mas depois saber que voltava para casa... não me apetecia... ficava ali, a inventar coisas que era preciso comprar, a adiar a hora de voltar.


Preciso de me lembrar disto, de não me esquecer, porque tenho muitas saudades delas assim pequeninas, a Gr. a deixar-me pegar nela ao colo, tão grande, mas tão meu bebé, a Mr. a rezingar, porque me estás a puxar o cabelo, pára! o M. a vir dar-me um beijinho e um abraço perfumado, que bem que ele cheirava, caramba, às vezes ainda sinto o cheiro dele, e dão-me umas tonturas que acho que vou morrer, mas estamos em 2070 e o teste que fiz no facebook dizia que eu só morro em 2073, portanto ainda me faltam 3 anos.

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...