Seguidores

Mostrar mensagens com a etiqueta atualizações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta atualizações. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 10 de julho de 2024

para registo - fim de ano letivo

Um ano letivo passado, as horas maratonas, os dias e os meses sprints.


Miúdas crescidas, a mais velha a caminho do segundo ano do curso de cozinha, agora em estágio (já a cozinhar quando lhe disseram que nem iria chegar perto do fogão), a mais nova a caminho do 9º, agora em férias dedicadas à guitarra elétrica (da bateria passou ao ukelele, do ukelele à guitarra acústica e agora passa as tardes com uma das guitarras do pai).


O pai, por falar nele, passou quase o ano todo em casa, graças ao acidente de mota ocorrido em agosto. Regressou à escola em finais de abril, para poder progredir na "carreira" e a mãe naquele limbo de quem está sem atividades letivas, mas sempre à espera de trabalho não letivo.


À espera, também, de desembrulhar o presente envenenado que foi a vinculação dinâmica, ou seja, estamos à espera de saber o que vai ser de nós no próximo ano letivo. O sr. ministro diz que as listas saem esta semana, sem ter consciência de que a semana tem cinco dias e que a nossa ansiedade ainda vai dar cabo de nós. A mim, trouxe-me um senhor herpes, aqui no lado esquerdo e acho que a comichão no olho e a sensação constante de ter areia da praia alojada na retina também se deve à dita cuja (da ansiedade). 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

súmula

O ano letivo 21/22 terminou com muito cansaço, parecia interminável.


As miúdas deram o seu melhor, a mais velha cansada do articulado, a mais nova aparentemente sempre na boa, nós um bocado na merda, não vamos dourar a pilula.


As férias vieram, duas semanas já foram, na costa do costume. 


A primeira semana primou pelo céu cinzento, que nos obrigou a descer pela costa até Lagos. Curtimos várias praias, com várias temperaturas, demos belos mergulhos. Tivemos a companhia da sobrinha.


Na segunda semana subimos a Odeceixe, revisitámos o Carvalhal e a Amália.


São Teotónio saiu de órbita e deslocou-se para o Punjab. As mercearias deixaram de ter produtos portugueses e cheiram a caril. 


Regressámos ontem à Batalha, mas nem vamos aquecer as camas, que hoje mesmo subimos para o norte, para festejar os 15 anos de vida da mais velha.


As férias servem para mudar geografias, especialmente as mentais. Espero que o fim destas seja o início de anos letivos mais tranquilos, de cabeças mais leves e com mais amor e paciência. 


IMG-20220813-WA0112.jpg


 


 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

só para inaugurar o marcador

Deixa cá deixar alguma coisa registada, para dar início ao calendário deste ano, que começou há sete dias.


Ontem fomos à serra (da Estrela) e juntámo-nos às familías inteiras em confinamento e a deslizar pela neve na Torre.


Hoje, fomos, os adultos, à "casa aberta" aqui da terra receber a terceira dose da vacina covid. 


Temos malas para fazer e tudo para arrumar, após estas semanas fora de casa, mas eu ainda acalento a esperança/receio de que o regresso às aulas seja online.


Deixo assim a coisa, entre barras, porque é mesmo um misto de esperança e de receio. Por um lado, a perspetiva de não ter de me levantar todos os dias antes das sete da manhã e de não ter de andar de um lado para outro e, por outro, o receio de ter de voltar ao pesadelo do ensino à distância. 


Bom ano!

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

notas muito soltas

Foi um bom domingo. A feira de velharias era enorme, o parque cheio de sombras.


Muitos livros e, no fim, contra o meu costume, decidi dar uma vista de olhos pelas cruzetas.


Comprei algumas peças de roupa, bem baratas e giras, umas coisas só para mim, outras a pensar na Mr.


Tenho medo de andar de moto na autoestrada e o capacete não integral não ajuda. 


O regresso, pela nacional, foi bem mais agradável. Até dispensámos os blusões de couro. Mantive as luvas para não fazer calos.


À tarde, o calor manteve-se e bebeu-se um café numa esplanada na vila.


Comecei a ler um dos livros que trouxe e dei-me conta de que estou a ler duas biografias ao mesmo tempo. Decido deixar a do Gunter Grass para a noite e a Patti Smith para a tarde. Não sei se decido bem.


Hoje recebo o horário do novo agrupamento e começo a trabalhar com a colega. O horário não é mau, embora implique a volta ao agrupamento todo, que vai quase até Fátima e contenha quase em exclusivo turmas mistas.


Recebo os últimos raios de sol do dia, na varanda, com uma brisa que me deixa os braços arrepiados e me faz desejar uma camisola. Hesito em beber uma cerveja, tenho bebido uma todos os dias, por esta hora. 


Esta semana recomeço a ginástica.


Esta semana é, também, a última de liberdade quase absoluta e isso deixa-me um travo amargo na boca. Se calhar por isso não vou beber a cerveja.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

"vão vir dias bons" (escreveu alguém)

não sei se serão bons


diferentes com toda a certeza, colocada pertinho de casa, a frequentar locais que já me são familiares noutros contextos


venha de lá esse ano letivo 2021-22


 


P.S1. hoje já fui a Mafra, tratar de outros quinhentos.


P.S2. aquele código que colocamos no fim, por descargo de consciência? nunca, se só significar merda ficar lá colocado. Estamos sempre a aprender!

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

atualizações

O post que vem faltando.


Calendário do advento ranhoso, mas feito. Nuns dias, nada, porque havia outras coisas, noutros  dias, tentativas de compensar com todas as coisas que não tinham sido feitas. Tivemos jantares especiais, seguidos de jogatanas de Uno, seguidas de cantorias à lareira. Fizemos bastantes coisas, mas ficou a sensação de que não fizemos quase nada. 


Fomos fazendo as compras de natal todas online, os feriados de dezembro e pontes anexas souberam que nem ginjas,  a última semana de aulas foi bastante enervante, porque uma colega testou positivo e no dia 22 fomos para Belmonte, onde passámos o natal com os meus pais.


Foi bom, por uma série de razões, especialmente porque há alguns anos que tal não sucedia. A casa aquecida, as miúdas entregues às suas coisas, sem obrigações, poder dividir as tarefas domésticas com a mãe... foi bom.


No dia 26 fizemos malas e fomos para o norte.


Até parece que fomos uma família de irresponsáveis, a furar confinamentos. 


E se calhar fomos, apesar de só termos estado com família próxima e fechados em casa.


Calha que agora, todos os dias, alguém vai para casa: alunos, colegas nossos, colegas das miúdas, professores... o cerco aperta. 


 


 

domingo, 8 de novembro de 2020

update

Cá estamos, naquela correria típica dos dias que passam e não deixam marcas exceto as rugas no corpo e os cabelos brancos.


Ainda nenhum de nós apanhou covid, mas faz dois meses que morreu o sogro.


O período está a mais de meio e as miúdas já terminaram a primeira ronda de testes.


Neste momento, ambas são frequentadoras mais ou menos assíduas de clínicas de psicologia (achávamos nós que estávamos a fazer um trabalho minimamente decente e vai-se a ver são crianças marafadas).


A mr é proprietária, muito contra nossa vontade, de um telemóvel (ou mantinha-se a nerd da turma, excluída da vida social que agora se faz quase exclusivamente online), a gr. herdou o dumbphone da irmã e já nos pode telefonar se precisar de alguma coisa.


O pai cá de casa está em vias de perda substancial de peso e está mais bonito.


O paterfamilias vai fazer anos, mas não podemos ir vê-lo porque estamos confinados. 


Não pude ir ver o Ivo Canelas porque estamos confinados.


E confinados para tudo e ao mesmo tempo para nada vamos ficar. 


 

quinta-feira, 6 de junho de 2019

para memória futura

parece-me que isto precisa de ser reanimado, à laia de paciente do seattle mercy grace west, que está numa maca a ser alvo de choque elétricos em cheio no coração, para ver se volta à vida.


Têm acontecido coisas, umas giras, outras nem por isso, mas está na altura de as deixar registadas, para mais tarde as minhas filhas e eu nos lembrarmos de que, afinal, até fizemos umas coisas.


Fui ver Samuel Úria (acho que me apaixonei um bocadinho pelo homem, mas não digam nada ao M.), na feira de maio que agora parece que se chama feira de leiria, deve ser mais fashion, vá-se lá saber...


Fui três vezes, três! à dita feira, para gáudio das minhas filhas, que puderam estourar uma pipa de massa em diversões aparentemente vagamente assustadoras/violentas, mas que afinal eram apenas nhé. 


Fui com a mais velha ver Expensive Soul (mas antes vimos a encher chouriço uma mega aula de zumba, cheia de senhoras de meia-idade meias balofas a abanar as ancas e os bracinhos moles - para lá caminho, bem sei, bem sei ).


A mais velha fez a comunhão solene.


Depois, no dia seguinte, fomos à capital receber um prémio, dado pelas mãos das autoras da coleção Uma aventura. Nós e todas as escolas do país, públicas e privadas, especialmente todas a creches João de Deus. Foi uma tarde inesquecível: a miúda trocou o cheque por livros (não tinha outra hipótese, teria sido mais decente e menos hipócrita da parte da Leya pura e simplesmente ter dado logo livros) e nós viemos embora com um envelope vermelho da Emel! 


A mais nova (em parelha com a mãe) criou a banda desenhada "Clara e Cornichon" - uma dupla de amigos constituída pela miúda Clara e seu amigo mini pepino que, por acidente, caiu na poção que dá vida a seres inanimados criada pelo pai da Clara que é cientista. 


 O ano letivo está quase a acabar e o ano 2019 está a meio. Como?? como?? para onde estás tu a ir, grande #&%$*? (ponham aqui o palavrão que desejarem)


 


 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

São (de santo) amar

Reina o silêncio depois de alguém ter saído deixando a porta bater. 


Prometi à gr. bolachas com pepitas de chocolate em forma de coração, ela pediu o pai em namoro, o pai aceitou e ela disse então agora beijamo-nos, isto via whasapp.


Ontem à tarde, subornei a Mr. Se leres um destes livros da Alice Vieira, no fim dou-te vinte euros, mesmo que não tenhas gostado. E mordi os lábios com força, porque me arrependi no segundo seguinte. Ela escolheu logo um dos mais difíceis, mas convenci-a a pegar noutro. Expliquei-lhe que haveria duas perspetivas da mesma história, não necessariamente a decorrer no mesmo tempo cronológico. Ela pareceu compreender e começou a ler. Hoje de manhã disse que estava a gostar. Amor é o que a gente faz pelos filhos se assim formos capazes. Feliz dia de são valentònio. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

calendário 2018 (para memória futura)

Já ouvimos histórias do natal de antigamente, quando a coca cola ainda não tinha inventado o pai natal barrigudo, já falámos com o menino jesus, para lhe contar as novidades desta vida, ouvimos música de natal enquanto jantávamos, partilhámos o que nos fez felizes naquele dia (a mim foi a temperatura exterior de vinte e poucos graus), já fizemos um vídeo a desejar feliz natal aos nossos amigos, que vai ser enviado no dia 24 (quem quer receber?) e, pasme-se, temos uma tenda montada no quarto delas. Ocupa o quarto todo e inicialmente era para ser o refúgio da mr., para ela adormecer sentindo-se protegida, mas tem sido o da gr. que dorme lá todas as noites (a mr na cama dela). É difícil fazer a cama, arrumar roupa e arrumar o resto, mas confesso que até a mim me apetece lá dormir.


Acho que temos tenda montada (em sentido literal) até janeiro.  


Ainda não ouvi o last christmas....

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

atualizações devidas

Tantas atualizações para fazer.


Das férias, principalmente. Eu estive sem trabalho praticamente desde o fim das aulas (já sinto saudades daquele agrupamento). Foram dias passados em casa com as miúdas.


 


Mas não foste a lado nenhum? Não.


 


O tempo esteve uma senhora merda, tirá-las de casa era coisa para me pôr os cabelos em pé, começando nos preparativos (mas temos mesmo de nos pentear?), prolongando-se pela saída propriamente dita (que seca, pá! que seca, pá) e terminando no regresso (bolas, ainda bem que chegámos, bolas).


 


Foram dias em que lutei arduamente contra os écrans e nem sempre venci.


 


Fomos à biblioteca buscar livros, mas eles acabaram por andar aí espalhados. Os companheiros constantes acabaram por ser os baby blues, lidos e relidos até à exaustão.


 


Lutei também contra os piolhos, mais uma vez (filhos de uma grande égua).


 


O pai reuniu as hostes da banda com quem não tocava há mais ou menos 17 anos e juntos deram dois grandes concertos em Baltar, um deles dentro do Indie Music Fest e foi um orgulho ver o recinto a encher-se de miúdos festivaleiros a verem uns cotas em palco. 


 


Veraneámos pela nossa costa, a Vicentina, e descemos a Tavira.


 


As miúdas fartaram-se de "surfar" e mergulhar nas ondas de Monte Clérigo, exibindo uns jeitosos fatos de neoprene que lhes permitia aguentar as temperaturas baixas da água. Foi em Monte Clérigo que celebrámos os onze anos da Mr. numa hamburgaria que a tia Ci descobriu. Aliás, devemos esses dias aos tios, que generosamente nos acolheram na sua "cabana" de frente para o mar. Somos uns sortudos! 


 


Já em Tavira ficaram arrumadinhos, pois a água estava um mimo enquanto lá estivemos. 


Enquanto casal conseguimos ter uns dias para nós, cortesia das avós, do avô e das tias. 


 


Este ano avizinha-se especialmente difícil por muitas e variadas razões, mas que no nosso caso se resumem à instabilidade da nossa vida profissional (afetando tudo o resto, infelizmente).


 


Já fizemos votos para que, apesar de tudo, consigamos manter o barco com leveza e sentido de humor e de amor, (muito).


Que venha o ano. 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Telegrama

Comecei na quinta a trabalhar stop Colegas simpáticos stop Miúdos ainda não sei stop A Mr já trouxe para casa um trompete stop Parece que estão a torturar vacas lá em casa stop Quando ela está a praticar stop Não posso mandá-la parar stop Porque é educativamente incorreto stop

terça-feira, 4 de outubro de 2016

anotações

A mais nova anda na patinagem. Já patina e andam a treinar um esquema para um tal de festival.


Está mais sociável do que alguma vez pensámos que viesse a ser.


Embora faça todos os dias a ladainha do "não quero ir para a escola", regressa bem disposta e trata dos seus deveres (pouco, pouquinhos) cuidadosa e rapidamente (se é que tal é possível).


A mais velha vai hoje ao ripi ropi (não é assim que se diz!! é hip-hop, berra comigo).


A mãe tem dias em que é isto:


https://www.youtube.com/watch?v=pzTJ-6nlGOk


 


versão "esta mãe não fala, só grita, só grita!"

terça-feira, 5 de abril de 2016

breves apontamentos

Há uma auxiliar na escola da Mr que se encantou pela miúda. Soube, logo no 1º período, através de outra cuja miúda também frequenta as aulas de natação. "Ai mãe da mr! há uma colega minha lá na escola que só falta levar a mr ao colo!"


Ontem, quando a fui buscar (à mr) vinha a miúda com um saco gigante de qualquer coisa. Tinha sido a auxiliar, a Olga, que de visita à sua Ucrânia natal, se lembrou de lhe comprar uma prenda. É um saco de algo parecido com cheetos, mas em versão doce.


É claro que, para além do espanto, fiquei muito contente. Lá diz o ditado que quem meus filhos beija....


 


A Gr. começa hoje uma série de testes que nos ajudarão a perceber se ela está preparada para o primeiro ciclo, no qual dará entrada já em setembro. Deve ser por isso que hoje tenho o coração do tamanho de uma ervilha.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

para memória futura

Foram dias calmos estes.


Os primeiros em Baltar, sem correr de um lado para o outro, excluindo o dia de caça às prendas. Não houve encontros nem jantares ou cafés, tirando um muito rápido antes de descer a Belmonte, com a Lis.


Houve noites calmas em casa, idas para a cama bem cedo. Não houve internet.


Depois, no dia 28, fomos para Belmonte. No dia 29 deixámos as miúdas com os avós e demos um salto a Évora. Fomos devagarinho, saboreando mentalmente o que íamos comer (porco preto, pão alentejano, migas, hmmm já salivo) e chegámos bem tarde. Vimos a cidade à noite e namorámos. No dia 30 regressámos a Belmonte, passando por Vila Viçosa e pelo paço ducal.


Estreitámos, todos nós, laços com a miúda mais nova, loira escorregadia e avessa a beijinhos, mas doce como só ela. Que bem que sabe ouvir chamar-me tia.


Dormimos muito, tanto que hoje acordámos antes do despertador, fresquinhos como alfaces.


Siga para bingo, que começa um novo período e a única resolução de ano novo é correr menos.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

calendário (perdi a conta, mas também deixei de contar)

Ontem, dia 17, foi dia de contarmos histórias de natal.


Dei as hipóteses de lermos ou inventar e ambas optaram por inventar, o que me deixou surpreendida, no caso da mais nova, pelo menos. No caso da mais velha, é normal, ler dá muito trabalho, na ótica do utilizador.


 


Como a história da Mr. levou como personagens principais o pai natal e a rena rodolfo, a da Gr. idem.


No final, eu contei a minha história, tão marcante que nem me lembro.


Estou com o espírito adormecido, a condizer com as noites mal dormidas, à conta de melgas, pesadelos, sede, tosse e outras maleitas que as expulsam do quarto delas e as conduzem à minha cama.


 


 

sábado, 5 de dezembro de 2015

calendário Advento 2015, dia 5

Não dançámos ontem, à maluca, que o pai sentiu-se mal e levámo-lo ao hospital.


Mas dançámos hoje e deixámos, mais uma vez, para amanhã, o que devíamos fazer hoje: comprar bolas para a árvore.


O que se dançou por aqui: last christmas dos wham, bailando não sei bem de quem, uma daquelas novas da mariza, em que ela berra ou fica sem voz, tal é o tom grave com que canta e I feel good, de james brown.


Amanhã, então, teremos a aquisição de novos adereços para a árvore de natal, que em breve cai com o peso que alberga, e brincar aos spas.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Atualizações para memória futura

Em finais de outubro de 2015 ainda estou em casa, sem trabalho remunerado. Não me apetece fuçar no blog, mas tenho a impressão de que nunca estive tanto tempo sem trabalhar. Estou já a entrar naquele modo de desempregada, dona de casa deseperada.


A Mr. está na terceira classe. Muito pouco mudou na sua postura em relação à escola e ao trabalho. Mudámos nós.


Quando a Gr. era bebé não víamos ciúmes, eles foram crescendo à medida que as duas foram crescendo também. Eu tenho mais paciência para a mais nova e passo-me muito mais facilmente com alguns comportamentos da Mr. o que gera grandes atritos. Temos uma relação difícil, eu e a Mr., que tenderá a agravar-se se eu não conseguir dar a volta às minhas posturas.


 


A Gr. está mais calma. Embora no início do ano letivo tenha resistido muito às idas para a escola, como quando era bebé, agora vai bem e fica bem. Creio que o facto de ver a Mr. ficar na escola todos os dias a fez perceber que também ela tem a escola dela.


Continua a não pronunciar bem as laterais, o que agora já começa a ser preocupante, na medida em que o problema é preguiça de colocar a língua no sítio certo.


 


O M. vai estando bem, a fazer o luto do avô, que faleceu faz hoje uma semana. É agora órfão de avós, o meu marido.


Estamos, apesar do meu desemprego e dos lutos que a vida nos vai trazendo, bem. Há saúde e capacidade para enfrentar o que nos tem chegado por "correio" e o desejo é que assim se continue.


Agora, para avacalhar isto, porque o tom sério já me está a incomodar, este é o balanço de final de ano que nunca fiz. Estou parva comigo mesma.


 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

não fizemos os passadiços, mas...

antes de lá chegarmos (porque já tínhamos decidido fazê-los só de tarde), fomos à frecha da Mizarela e à casa das pedras parideiras. Nós já conhecíamos, mas as miúdas não e o pai gosta muito (eu também, confesso, gosto de ver o pai brilhar) de dar espetáculo com os seus conhecimentos de geologia. A paisagem é fenomenal e as miúdas gostaram.


Depois, procurámos um sítio para picnicar e fizemos tempo. Brincaram com paus, a fazer de conta que eram arcos e flechas (para a Gr. "arco e frechen") e correram de um lado para o outro. Ainda contávamos fazer os passadiços.


Quando achámos que estava na hora, metemo-nos novamente à estrada. Ainda tínhamos uns bons 30 kms pela frente, no meio da serra da Freita, nada meiga nas curvas.


Pensávamos que elas iam dormir, mas nada feito, sempre na galhofa uma com a outra, muito bem dispostas.


Quando desistimos dos passadiços, ainda andámos mais hora e meia de carro! à procura de um local "para lá de espetacular", onde o pai tinha ido há quinhentos anos, mas nem as respostas "não sabemos se falta muito porque estamos perdidos, já não deve faltar muito, achamos nós" as deixaram ranhosas.


Quando demos com o local, ainda percorremos trilhos de cabras e percursos pedestres que devem fazer parte do trail da serra da Freita e elas sempre na boa. 


Por volta das cinco e meia da tarde, estávamos numa lagoa com uma queda de água, no meio da serra, onde arrefecemos a frustração e o cansaço de muitas horas de carro e umas trepadelas valentes. Elas adoraram e nós também. 


É extraordinário como em situações de rotina elas se passam uma com a outra e nós com elas, mas em situações diferentes elas se portam como duas adultas, com a vantagem de conseguirem manter um olhar maravilhado sobre tudo.


Da próxima vez que eu vier aqui queixar-me do comportamento das minhas filhas, mandem-me com uma barra de ferro na testa! porque de facto, elas portaram-se à altura! 


 

passadiços do Paiva

No sábado de manhã cedo (9h da madrugada) saímos de casa com meia intenção de fazer os novos passadiços do rio Paiva, no concelho de Arouca.


Para quem aqui chegou na expetativa de informações relevantes, avanço já, para não perderem tempo, que ficámos pelas intenções. Podem ir à vossa vida.


A quantidade de gente, a falta de locais minimamente decentes para estacionar e o calor dissuadiram-nos. No dia 8 de agosto meio país deve ter-se concentrado naquela zona. Ver as pessoas a subirem os lances de escadas do Areinho fez-me lembrar formigas, em carreirinhos, a caminho do formigueiro.


De qualquer forma, para quem lá quiser ir, algumas indicações de quem lá esteve e não fez os passadiços: ao fim de semana, nos próximos tempos, contem com muitas pessoas (excursões, mesmo), vão cedo ou mais para a tarde, quando o calor começa a diminuir. 


Os 8kms de percurso ligam Areinho a Espiunca e já há táxis que levam as pessoas ao sítio onde deixaram o carro (assim, se começarem no Areinho e não tiverem forças ou não quiserem de todo fazer os 16kms de ida e volta não é necessário deixar um carro numa ponta e outro na outra).


Nós, olhámos para  cenário, tentámos estacionar, mas desistimos e fomos para outras paragens. 


 

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...