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quarta-feira, 10 de julho de 2024

para registo - fim de ano letivo

Um ano letivo passado, as horas maratonas, os dias e os meses sprints.


Miúdas crescidas, a mais velha a caminho do segundo ano do curso de cozinha, agora em estágio (já a cozinhar quando lhe disseram que nem iria chegar perto do fogão), a mais nova a caminho do 9º, agora em férias dedicadas à guitarra elétrica (da bateria passou ao ukelele, do ukelele à guitarra acústica e agora passa as tardes com uma das guitarras do pai).


O pai, por falar nele, passou quase o ano todo em casa, graças ao acidente de mota ocorrido em agosto. Regressou à escola em finais de abril, para poder progredir na "carreira" e a mãe naquele limbo de quem está sem atividades letivas, mas sempre à espera de trabalho não letivo.


À espera, também, de desembrulhar o presente envenenado que foi a vinculação dinâmica, ou seja, estamos à espera de saber o que vai ser de nós no próximo ano letivo. O sr. ministro diz que as listas saem esta semana, sem ter consciência de que a semana tem cinco dias e que a nossa ansiedade ainda vai dar cabo de nós. A mim, trouxe-me um senhor herpes, aqui no lado esquerdo e acho que a comichão no olho e a sensação constante de ter areia da praia alojada na retina também se deve à dita cuja (da ansiedade). 

terça-feira, 7 de novembro de 2023

assim coisas soltas e aleatórias

o pai cá de casa vai ser operado novamente, desta vez à clavícula;


o mais velha anda cansada e mal humorada (levantar todos os dias às 6.30, chegar a casa às 19.30 e ainda ter tarefas da escola para fazer é puxado);


a mais nova numa fase complicada, com a qual não sabemos lidar. Pudessemos nós ir à escola e partir as trombas a bullies e cenas assim... ;


eu cheia de trabalho, mas a aproveitar o facto de o pai ainda se poder mexer para cumprir com o ato de treinar trinta minutos quase todos os dias, aqui na sala, acompanhada de senhoras várias, todas elas boas como pipocas, que se dispõem a colocar vídeos no iutubi.


É o meu momento zen, que se reduzirá significativamente quando o pai vier da operação. 


Há quem viaje, quem cozinhe, quem leia, quem medite. Eu castigo o corpo e foco-me na dor muscular para afastar os demónios, os pensamentos destrutivos, os medos e ansiedades.


Acabei há pouco um livro de ficção à laia de diário de um autor que desconhecia (Teju Cole), regressei ao Infinito num junco, mas necessitava agora de um bom romance que me levasse para a cama e me embalasse as noites. 


 

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

vocês não sabem da missa a metade

Um gemido contínuo, umas vezes mais alto, outras mais baixo, mas incessante, sai daquela cabeça metida nos braços, pousados na secretária: hmmhmhmhm...mhmhhhhmmm......


Os outros queixam-se de que estão fartos de a ouvir, pudera, estão com ela desde as nove da manhã e já são quase duas da tarde.


Eu vou-lhe pedindo que ouça as histórias e as canções, nem me esforço para que pegue no lápis ou na caneta. Quando também eu já estou prestes a rebentar, pergunto-lhe o que é que posso fazer, como é que a posso ajudar. Grita que quer a mamããããããããããã!!!!!!


Eu estou duas horas por semana com ela. Imagine-se o que passa a professora titular....

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

de volta

cá estamos


contrato renovado e aditado para este ano letivo que começa amanhã


férias terminadas


filhas em ciclos novos


pai em locais novos


férias terminadas é o que me apetece escrever em loop, para ver se me entra na cabeça que amanhã volto ao remeramerame, que se acabaram as manhãs de ronha, a relativa tranquilidade dos dias de não ser obrigatório fazer nada

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

"vão vir dias bons" (escreveu alguém)

não sei se serão bons


diferentes com toda a certeza, colocada pertinho de casa, a frequentar locais que já me são familiares noutros contextos


venha de lá esse ano letivo 2021-22


 


P.S1. hoje já fui a Mafra, tratar de outros quinhentos.


P.S2. aquele código que colocamos no fim, por descargo de consciência? nunca, se só significar merda ficar lá colocado. Estamos sempre a aprender!

terça-feira, 16 de março de 2021

she's craaazyyyyy!

Voltei, voltei, voltei à escola. Ainda agora estava em casa e agora já estou lá! (ao som de Dino Meira)


Os putos, aparentemente, na boa. Como se não tivéssemos ficado em casa sete semanas, como se ainda na sexta-feira passada lá tivessem estado.


Fizemos teste de compreensão oral (que bruta! os putos ainda todos remelosos de sete semanas em casa e mandas logo com teste!). Os do 3º tinham de pintar os animais da quinta.


Eu avisei logo, com olhos bem abertos, que era uma "crazy farm", mas eles acharam muito estranho que a cow fosse red. Olhavam para mim, com o lápis de cor vermelho na mão, ar espantado e hesitante. Oh titcher, oh titcher! a sério? E nenhum queria começar a pintar a cow de red.


"Come on, it's a crazy farm! start colouring, 'cause next comes the chicken and my chicken is blue!"


A titcher é maluca! ele não disseram, mas vi nos olhinhos deles que acham a professora de inglês maluca. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Mães

Já estou naquela fase do e@d em que quero mandar tudo para o car@!#0!


Mães que se escondem enquanto dão respostas pelos filhos, mães que ligam às outras mães que não acompanham os próprios filhos para chibar o que fez a professora ou o que disse a professora, mães que dizem a boca cheia que os filhos não têm tempo para fazer os trabalhos de inglês, como se estes fossem opcionais, mães que vêm assistir às aulas dos filhos com os bebés ao colo em crise de cólicas, pais que gritam lá do fundo enquanto o filho responde a uma pergunta colocada pela professora, mães que ralham com a professora porque ela ainda não perguntou nada ao filho dela, que não pára quieto na cadeira nem está um segundo calado (ralhar com o filho é que não)... 


Mães.... 


 

sábado, 13 de fevereiro de 2021

ensino à distância 2.0

Sobrevivemos à primeira semana de escola em casa.


Quatro salas de aulas online, três espaços de trabalho, três computadores alternando com telemóveis sempre que necessário, manuais da mais nova, que é uma desorganizada, espalhados por todos os cantos, mas chegamos à sexta-feira à noite e tenho todos os planos de trabalho mais materiais agendados.


Está mais fácil por uma lado, mas mais difícil por outro. Mais fácil porque a máquina está mais ou menos oleada, não me preocupo com o que o super colega de trabalho faz (os vídeos, as apresentações, os googleforms e o c@r@.... ), faço o que posso, com o tempo que posso e seja o que for. Apanhei uma turma que no ano passado foi do super colega e, ao contrário do que pensava, os miúdos não sabem nada, nem falar, nem escrever o básico. Portanto é assumir que nem ando a fazer um trabalho mau. Há sempre vinho às refeições e um episódio de uma série qualquer para me levar bem disposta (relativamente) para a cama.


Por outro, mais difícil porque estamos cansados, porque chove e está frio, porque o céu cinzento é deprimente. Porque não podemos estar com ninguém excetuando nós os quatro, todos os dias, mais uma vez. Porque não vemos o fim à vista.


Num destes jantares comparei estes dois confinamentos a um parto de uma criança, à forma como uma mãe lida com a primeira vez que dá à luz, e depois como lida com a segunda vez. No primeiro confinamento não sabíamos o que nos esperava, tal como uma mãe que nunca pariu. Vai-se mais ou menos na boa, na expetativa de que vai correr bem, por isso ainda acreditávamos nos arco-íris. No segundo filho sabemos ao que vamos, já não há arco-íris para ninguém. Queremos é que acabe e pronto, mas esta merda nunca mais acaba e quando é que o bebé nasce, pôrra, tirem-no daqui, depressa, acabem logo com isto, dasse! 


 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Relambório sobre a escola e os armazéns

"A escola tem de se reinventar." 


"A escola tem de se reinventar." 


"A escola tem de se reinventar." 


Estas semanas que se passaram, de preparação para o início do ano letivo que começou ontem, foi a frase que mais ouvi, enquanto professora, da boca da direção, de coordenadores, enquanto encarregada de educação.


A escola tem de se reinventar é mensagem que vai direta ao ouvido dos professores, que dão as cara pela escola todos os dias à opinião pública. Se os professores não se conseguirem "reinventar" a escola falhou. 


Que grande pôrra! E a sociedade civil, as instituições, as entidades patronais não têm de se reinventar? 


Na reunião com a direção da escola, os pais estavam muito preocupados com as tardes livres e manhãs livres que os filhos passam a ter, exigindo que a escola dê soluções. A escola não é armazém de crianças.


Não passa pelas nossas cabeças que é às entidades patronais que temos de pedir soluções? Que horários rigídos das oito às seis da tarde já não fazem sentido? que a família deve estar primeiro? 


Não é só a escola que tem de mudar. Somos todos nós. 


 

sábado, 25 de abril de 2020

não sei que título dar a isto, mas é para memória futura

Eu podia dizer que não tenho tempo para me coçar, mas era mentira, porque tenho, e uso-o para fazer isso, coçar-me ou ir arrumar as almofadas dos sofás pela milésima vez ou apanhar a roupa que secou e arrumar a cozinha do lanche que daqui a pouco são horas de jantar.


Passo os dias sentada ao computador, com um olho no #estudaemcasa, outro na mais nova e um terceiro que vamos fazer de conta que existe (não o do c*) e vou ver a mais velha que montou a escola no quarto e emerge para brincar um bocadinho ou meter comida na boca. Passo os dias a responder a mails e a ver fotos manhosas de páginas dos manuais (que não pedi, mas já que os pais se disponibilizaram a fazer eu não consigo ignorar), a contabilizar quem está a dar notícias e quem não está, para enviar mais mails para responder depois.


Nos intervalos dos mails tenho ideias para apresentar a matéria aos miúdos em modo à distância, mas depois descubro que não consigo fazê-lo porque não domino as ferramentas necessárias para o fazer. E quando descubro quais são e tento descobrir como usá-las o meu computador entra em modo arrastadeira e não saio do sítio. E o pior é à noite: passo-a toda a "explorar" a dita aplicação, o cérebro não desliga e acordo ainda mais cansada.


Ponto giro destas semanas que foram as primeiras do ensino à distância em modo oficial (porque na verdade estamos assim desde 16 de março): falar com os putos nos meetings desta internet fora. Depois de umas quantas sessões online já dominam netiquette e portam-se muito bem. Ontem quase me vinham as lágrimas aos olhos ao ver uma turma espalhada pelo éran, todos de micros desligados à espera. E quando lhes dei ordem de soltura e eles puderam falar uns com os outros! A loucura.   


E ontem à tardinha, os nossos coordenadores foram aos grupos de trabalho do whatsapp dar uma de relações públicas, foram agradecer o empenho e blá blá blá de todos, desejando um bom fim de semana de descanso, que é merecido. Descanso? onde? Se às oito da manhã já eu estou na cozinha a pensar no trabalho que ainda me falta fazer para pôr a próxima semana de aulas a andar?


Se passei a noite toda a explorar o flipgrid a a tentar fazer screencasting com o sreencastify? 


(não sabem o que é? estudassem!)


Hoje é 25 de Abril. Daqui a pouco ponho a Grândola a tocar, choro mais um bocadinho e logo à tarde furo o confinamento para ir dar uma volta com duas pessoas que não são do meu agregado familiar. Não hei-de apanhar covid e os putos hão-de agradecer não ter trabalho de inglês, se for caso disso. 

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Rescaldo da primeira semana de aulas

Então, miúdas, que acharam da primeira semana de aulas?


Não foi má, dizem. 


E de que gostaram mais? 


Eu gostei da aula de cidadania, responde a Mr.


Sim?


Sim. Daquele momento em que o professor nos deixou sozinhos a falar uns com os outros. 


Moral da história: virtual ou real, o melhor da escola continuam a ser os intervalos. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

só tu é que não percebeste!

O professor de história da mr. vive rodeado de mitos urbanos que ele próprio foi criando ao longo dos anos.


Já tínhamos ouvido histórias do arco da velha sobre o senhor. 


Este ano, a mr. já chegou a casa muito excitada com a notícia de que o professor é alérgico às radiações e, por isso, possui um medidor de radiações, que leva para as aulas. Ai dos miúdos que não desligarem os telemóveis nas aulas dele. Ele deteta logo, com o seu medidor!


Este fim de semana, chegou a casa com a missão de ver o planeta dos macacos. O planeta dos macacos? por causa do home erectus, por causa da evolução da espécie humana? perguntei eu.


Não! para vermos o futuro, o professor de história disse para vermos o planeta dos macacos, para vermos como vai ser o nosso futuro!


Óbvio, não?


 

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

este é primeiro dia lá lá lá (ao som de Sérgio Godinho)

Seis horas de aulas e quatro kgs de mochila depois, fui buscar uma.


Oito horas de aulas e oito kgs de mochila depois, fui buscar a outra.


Este foi o primeiro dia. Delas.


Do pai também, numa nova relação profissional, com uma nova escola. Ainda está na fase de enamoramento. Saíu de casa antes das oito da manhã. Ainda não chegou a casa. 


E eu? Eu começo amanhã. 


 


 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

quarta-feira, 17 de julho de 2019

balanço 2018-19

O ano letivo acabou (ainda ontem começou, é a sensação que tenho).


Para as miúdas correu bem. Acho que sou menos ansiosa em relação à mais nova no que toca à escola e vou dando asas à mais velha.


Ainda não estou de férias, mas já não tenho trabalho. Fiz duas formações e ando agora com os trabalhos de avaliação das ditas cujas. Foi giro.


Tive companhia para andar para baixo e para cima, para fazer relatórios e avaliações no meio de muita galhofa e umas quantas minis, superbock e sagres.


Ontem terminei a segunda ronda e acabámos o jantar a falar sobre fenómenos como reuniões da maleta vermelha. Foi giro. 


Não sei o que o ano letivo que aí vem traz (que novidade!), mas este trouxe-me duas pessoas bem porreiras! 


 

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Sistema integrado

Sentava-me, à frente porque sou baixinha (era assim que me chamavam, a baixinha, exceto naquela semana em que decidiram chamar-me cabidela porque rimava com gabriela) e bastava-me estar atenta à aula, ao que os professores diziam, escrever os apontamentos no caderno e pronto, chegava ao teste e sabia as respostas. 


Hoje, eles sentam-se, tomam notas e apontamentos, mas a atenção da maior parte está em parte incerta. E, mesmo que esteja lá, na sala de aula com o professor, chegam a casa e ainda têm de dar às canetas e estudar para conseguirem acompanhar a quantidade incrível de merda que têm de saber, de colar com cuspo para darem respostas nos testes dos quais se vão esquecer assim que sairem da sala.


E têm de o fazer depois de estarem na escola desde as 8.30 da manhã às 17h. A miudagem aqui da Batalha com sorte tem apenas uma tarde livre.


Eu bem gostaria que a minha miúda estudasse mais, ela precisa de estudar mais, mas que pôrra! o dia não tem mais de 24 horas!


Saindo ela sai às 16.30 todos os dias, exceto à quarta, tem meia horita para lanchar, espairecer e já está agarrada outra vez aos livros, para fazer trabalhos de casa. Que moral tenho eu para a obrigar a estudar para além disto? Se ela já teve uma jornada de oito (oito horas, car"#$"#!) na escola?


Há dias em que fico tão revoltada com esta merda de sistema que nem vos conto. E o pior? É que eu sinto-me mal por não a obrigar a estudar! Porque depois vêm as notas medíocres ou as que estão abaixo das suas capacidades! Mas a culpa não é só dela. 


E andam aí esses intelectuais de merda, políticos de gabinete que nunca puseram os pés numa sala de aula a vomitarem documentos com "aprendizagens essenciais" que na realidade não são nada, que nada produzem a não ser papel que nós imprimimos para ter nos dossiês, para a inspeção escolar ver.


Aprendizagens essenciais era saber ler, escrever e fazer contas de somar e subtrair, multiplicar e dividir, coisa que metade não sabe fazer e vai sair da escola sem saber. E vai continuar a estudar e a tirar cursos e depois vai trabalhar! pôrra!


 


 

sexta-feira, 22 de junho de 2018

alguma coisa está a correr bem (ou mal, depende do ponto de vista)

A escola acabou.


Chego à portaria e há duas miúdas em pranto, soluços arrancados do peito.


Olho lá para dentro e vejo uma gr., carregada com trabalhos feitos ao longo do ano, a vir lavada em lágrimas. Até o cabelo ela tem molhado.


É o último dia de aulas.


Eu chorava de alegria, saltava e dançava, feliz da vida pela liberdade que ia ter nos meses seguintes.


Estas miúdas choram de tristeza porque "só voltamos a ver-nos no próximo ano e vamos ficar sem ver a professorinha". 

quarta-feira, 14 de março de 2018

recuso-me

"Fizemos teste único, não tive nem ciências nem educação física, não nos avisaram. Podia não ter levado equipamento.... "


"Teste único?"


"Sim, todos os quintos anos fizeram o teste igual, à mesma hora."


 


Passei o último ano do curso e o estágio de forma intensiva a ouvir "o aluno é o centro, temos de nos adaptar ao aluno, temos de chegar ao aluno". Passei esses dois anos a levar com as teorias dos diferentes estilos de aprendizagem, a levar na cabeça todos os dias porque "não chegaste ao aluno, estas fichas não têm exercícios para os aprendentes cinestésicos..." 


E agora, anda esta malta a fazer testes iguais para todos, em nome de umas supostas objetividade e justiça.


Até para as minhas diferentes turmas tenho dificuldade em fazer testes iguais, porque elas são diferentes, têm ritmos diferentes, aprendem de forma diferente, logo a minha abordagem dos mesmos conteúdos é diferente, como é que esta malta consegue fazer testes iguais, iguais? Como? Ninguém protesta? os colegas andam a dormir? 


Recuso-me! Eu sei o que estou a dar aos meus alunos, mais importante: eu sei como estou a dar. Aquele teste que aquele professor fez a pensar na turma dele não serve à minha ou aquele teste feito em modo retalho, com uns exercícos daquele professor e outros exercícios de outro não passa disso, uma manta de retalhos.


Recuso-me. E faz-me urticária que as minhas miúdas andem a ser sujeitas a esta merda desta pedagogia da treta, ainda mais quando a palavra "flexibilização" anda por aí nas bocas de tudo o que é diretor. Parece que andamos sempre a brincar ao ensino, foda-se! 


 


 


 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Toma!

Na sexta-feira de manhã, recebi a carta da segurança social que confirmava que ia receber subsídio de desemprego, na sexta-feira comecei a pensar que precisava mesmo que o M. me fizesse uma lista de tarefas para eu cumprir ao longo de dia e me afastar do computador, na sexta-feira, ao início da tarde comecei a pensar mais ou menos isto:


da última vez que fiquei desempregada, no dia em que me dediquei a destralhar a casa foi o dia em que comecei a receber o subsídio e foi também o dia em que fiquei colocada, na volta, apesar de estar tão em baixo nas listas, fico colocada hoje. Ahaha! pois, ahahah!


 


Na sexta-feira, estamos a falar da mesma sexta-feira, fiquei colocada. Tumbas. São só oito horas, mas significa tempo de serviço e a possibilidade de não me sentir uma ameba fechada em casa, num leva e traz constante das miúdas, entre casa e escola. Toma!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

setembro é lindo

A minha miúda mais velha mede 1 metro e pouco, talvez um metro e quinze cms.


Começou agora o 5º ano e, por estes dias, só me lembro deste mixórdia de temáticas: 



A mochila é maior do que a dona e deve pesar quase tanto como a dona. Depois, nos dias em que tem educação física, leva o "malote" (este fenómeno é comum a outras zonas do país? conhecem o fenómeno do malote, aquela mala extra onde os miúdos levam o equipamento de ginástica?). Na próxima semana, começa a ter aulas de trompete e já a estou a imaginar com a mala do instrumento a juntar-se à festa.


 


A minha filha começa as aulas às 8.30, nós moramos a cinco minutos da vila, mas tenho de sair de casa às oito e cinco, porque caso contrário, devido à forma como o trânsito circula na área afeta à escola, chegamos atrasadas. Consigo que às oito e vinte esteja dentro da escola e regresso a casa a correr para preparar a mais nova, que entra às nove. 


Não me lembro de nenhuma mixórdia de temáticas sobre este fenómeno, mas deve haver.


 

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...