domingo, 9 de abril de 2017

é o chamado morrer na praia

Já estava planeado haver bicicletas estas férias. O meu irmão arranjou dois suportes e fez-me o favor de trazer uma bicicleta para mim, para além da dele.


Ontem à noite, apresentou-me mais ou menos o percurso: subimos a Santa Cruz, são 8 kms a subir, mas depois o resto é sempre a descer. E podemos parar a cada dois kms na subida.


Torci o nariz. Fazer 8 kms a subir, a subida para a Guarda... não me agradou... mas o man insistiu "faz-se bem, com paragens é fácil, vais ver, depois é sempre a descer..."


Eu devia ter confiado no meu instinto. Ainda não me esqueci daquela vez que fomos de férias para a neve e depois da primeira aula, o homem achou que eu já estava apta para descer a montanha em vez de apanhar os "ovos" para chegar ao hotel. Demorámos cerca de duas horas a fazer um percurso que demoraria uns 10mns de teleférico, mas chegámos.


Dizia eu que não me esqueci dessa viagem, por isso, fui de pé atrás fazer o percurso de hoje.


A subida não foi o que me matou... as pernas aguentaram na boa uma média de 6, 7 kms/h. O que me matou foi a falta de calo numa certa parte do corpo, mais o ombro esquerdo e a dor na cervical, que gradualmente me foram contaminando as costas todas e a cabeça, isso mais a dor numa certa parte do corpo onde me falta calo. Já para não falar do facto de que não era sempre a descer.


A cerca de 4 ou 5 kms de casa, numa reta, imaginei-me a fazer a subida para o Colmeal e comecei a achar que não aguentava mais. Encostei à box e liguei ao marido. Vem-me buscar... tão perto de casa e tão longe. É o que se chama morrer na praia.


Foram quase 40 kms, quase...


 


 


 


 


 

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