sábado, 21 de dezembro de 2013

das noites e das histórias para dormir

Nesta casa, há duas histórias por noite, de acordo com o número de filhas. Elas assim o exigem e nós satisfazemos a exigência com muito gosto (AAHHH, está bem! nem sempre!).


 


Há histórias que agora me fazem impressão, como Hansel e Gretel, a de um ogre que come as filhas por engano e as que metem barrigas abertas e depois cosidas com uma agulha.


Tenho de fazer um esforço por me lembrar que, quando crianças, recebemos as mensagens de outra forma.


 


Quando criança, não me fazia confusão nenhuma que da barriga do lobo mau saíssem a avózinha e o capuchinho vermelho.


 


Quando criança, a única história que me fazia confusão era a da princesa e a ervilha!


 


Não me cabia na cabeça aquela coisa de a princesa não conseguir dormir por ter uma ervilhinha lá no fundo, no último dos dez colchões em cima dos quais dormiu.


 


A história que mais me assustava era a da cabra cabrês que te salta em cima e te faz em três.


O susto não me impedia de a pedir vezes sem conta à minha mãe.


 


O meu pai contava histórias a atirar para o surrealista, às quais nós achávamos piada, apesar de ainda não termos idade para apreciar verdadeiramente o estilo nonsense.


 


Escrevo este post tendo como banda sonora a história que o M. conta, neste momento, às nossas filhas.

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