quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E assim se trabalha

Aqui há uns 15 dias candidatei-me a uma oferta de escola em Cinfães. O processo esteve na primeira semana em concurso (normal) e na segunda em análise (normal). Hoje de manhã continuava em análise. Às 13h tinha desaparecido (anormal, ou eu estou louca e pensava que tinha concorrido e afinal não).


 


Cheia de vergonha, afinal podia estar louca, liguei para a escola para saber notícias da oferta. Passam-me a chamada e diz o sr que atendeu: tem tempo de me ouvir?


 


Pois, resumindo, a DGRHE ordenou o destacamento da pessoa que estava com esse horário e agora desordenou-o. Oferta deixa de existir, logo desparece do sistema, onde estava há 15 dias.


 


É assim que se trabalha nos recursos humanos da educação.


 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Não falha

Quando uma das miúdas fica doente, pomos os remédios no camiseiro do quarto delas, é acessível para lhos darmos a meio da noite e quando é hora, mas elas não lhes chegam. Invariavelmente, depois, quando elas já estão boas, os remédios acabam por ficar por lá até que decido arrumá-los no sítio certo. No dia seguinte, uma delas ou as duas, fica doente outra vez.


 


Foi o que aconteceu. Na sexta arrumei tudo, hoje as gajas estão doentes!


 


O mesmo acontece quando resolvo guardar o guarda-chuva após vários meses sem chover, no dia seguinte chove; quando tiro a roupa quente da cama porque parece que já não se justifica, no dia seguinte o frio volta, e um sem número de outras coisas. As leis de Murphy não falham!

domingo, 27 de novembro de 2011

trabalhos manuais em família

Gosto muito quando da escola da Mr. vêm trabalhos para fazermos em família!


Tento reunir as hostes, que começam à porrada, grito e pancada, ligo o youtube e tento cativar a Mr. para o trabalho, esperando que a Gr. se distraia com uma música qualquer. 


Entretanto, uma rouba-me a cola, a outra devia estar a fazer bolas de papel e está agarrada à tesoura a ver se corta os dedos.


Pego no material todo, subo o som do que sai do youtube, fecho-me na cozinha e faço tudo sozinha!

sábado, 26 de novembro de 2011

Untitled

Não quero um novo amor. Não quero mais carnaval.


Quero conseguir pensar que não estou mal.


Quero conseguir pensar que algo novo há-de chegar, não sob a forma de uma pessoa, não um novo amor literal, mas uma forma diferente e positiva de encarar a situação em que me encontro, de explorar as possibilidades que ela me oferece, uma maneira de encontrar o meu carnaval.


Quero e dizem que querer é poder. Tão cliché.....

gosto de metáforas

 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mr. e respetivas divagações

A Mr. tomou contacto com o primo Diogo nestas férias de verão. Queriam estar sempre juntos, mas passavam o tempo à batatada (típico)!


Após as férias, há cerca de um mesito, fomos à Linha visitar o primo.


 


De vez em quando, fala dele e já ouvimos pérolas como:


"Quando tiver asas e souber voar, vou a casa do Diogo."


 


Mas a melhor foi ontem:


"Mãe, o Diogo sabe o caminho para nossa casa?"


 


E um minuto depois:


"Mãe, quem é o Diogo?"


 


Deve ser o que se chama paragem cerebral.


 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

sobre a terra onde moramos

 


 Vim morar para uma terra onde os autóctenes dizem de si próprios: "antes ladrão do que parecer pobre!"


Quando vou buscar a Mr. à escola, os miúdos andam todos artilhados, marcas da cabeça aos pés. Pergunto-me como será daqui a uns anos, quando ela começar a notar essas coisas.


Se ela sair à mãe não andará atrás da manada.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Aventuras no reino do desemprego parte 3030304857586869

Passei a manhã no centro de emprego.


segundo a legislação, o cumprimento da obrigação inicia-se a partir da data de concessão das prestações de desemprego.


 


Abreviando: tenho de fazer a pôrra das comparências quinzenais, porque se o sub. for concedido a data de concessão é a data em que foi pedido!


 


Abreviando: antes de saber se recebo ou não, tenho de as fazer. Saí de lá com a ideia de que não terei direito a nada, ideia esta que já vem crescendo.


Segundo o que a técnica diz, o desempregado candidata-se a um subsídio. Cabe à SS determinar qual deles vamos receber. Para ter direito ao de desemprego há que ter X dias de descontos, trabalhando por conta de outrém.


 


FUI, não tenho, dado que trabalhei quase sempre como independente.


 


Tem direito a sub. social quem não tiver rendimentos superiores a X.


 


 FUI, porque o M. recebe como professor com 7 anos de tempo de serviço.


 


Fui-me a dormir!


 

atualização - parte 3 e meio

Temos a acrescentar novas palavras no que diz respeito à alimentação, que até aqui se resumia a alguma fruta, pão e pêxe. Assim:


agôz (arroz),


batata banana (a banana foi promovida, subiu de patente, sei lá)


eite (leite)


sazaco (casaco) e a esta hora da noite não me recordo de mais.


 


O que é mesmo de salientar são as frases que já diz:


maish áuguia, ou maish agôz;


natuna não, eite;


papa tu ( ao contrário do que parece não me está a mandar comer a mim, é a forma de dizer que quer comer sozinha, de tantas vezes que eu lhe disse "papa tu"); senta menina, pachiá menina...


 


Percebe frases como: vamos tomar banho ou lavar os dentes. Corre para a casa de banho, onde sabe que todos menos ela fazem xixi e outras coisas.


No outro dia viu-me sair do banho e com o dedo espetado ouço-a dizer: pipi, pipi!


 


Agora parece mais interessada na comida que nos vê comer e já lhe consigo dar o segundo prato, embora vá parar quase tudo ao chão.


 


A Mr. mantém as birras de fim de tarde. O facto de estarem a aparecer as iluminações e decorações de natal vai sendo motivo para distração e quebrar o ciclo que me deixa sem paciência e, assumo, sem capacidade para lidar com ela como devia.


 


 


 

domingo, 20 de novembro de 2011

ressacas

Custa ver a dor alheia e senti-la nossa, não poder fazer nada exceto abraçar e afagar.


Morreu a avó do M. E eu só pude abraçar e nada mais.


 


Depois, a estreia de peça que andávamos a ensaiar há um ano..... parto difícil.


Mas a energia que se criou naquele palco foi algo indescritível.


No final, desaparecida a adrenalina, um cansaço tão grande, mas tão grande que tive a nítida sensação de ter a cabeça do tamanho de uma bola de basquetebol.


 


Hoje, domingo, regressamos a Leiria. A mr. a ressacar de tanto mimo, nós de um funeral e de tudo o que o acompanha.


 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

mais queixas

Continuamos por Belmonte. A Mr. acusa as saudades de casa, do pai e da escola. Ontem à noite saí, a minha mãe ficou com as duas e a miúda mais velha só dizia que tinha saudades de casa. Hoje, cumpriu os rituais da escola: almoçar, lavar as mãos e a cara, xixi e sesta.


A mais pequena dormiu cerca de uma hora, já anda aqui a cirandar e a cantar. Continua a acordar às 4 da madrugada e depois às oito da manhã, fresquinha como uma alface.


 


A mãe tem aproveitado para estar à lareira, para estar com as duas mais relaxadamente porque há quem faça as refeições e ajude nos banhos.


Tenho também concorrido a ofertas de escola, cada uma com critérios de seleção mais espatafúrdios que a outra! A mais recente tinha como critério nº 1 a identificação do concorrente com o projeto educativo. Como menina mais ou menos disciplinada, procurei o dito cujo. Não estava acessível, era preciso password. O que é que isto diz sobre a escola em questão e sobre a oferta?


 


Gostava de poder dizer que o Crato deu cabo de tudo obrigando os professores com horário zero a procurarem escola com horário, mas dadas as circunstâncias, faço um esforço de racionalização e compreendo. O problema é que foi esta medida que me lixou este ano e creio que em resultado, para o ano estou ainda mais tramada. Vejo um buraco negro à minha frente. Estou farta desta porra a que chamam crise e de viver neste país que dizem de brandos costumes.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

epifania (fora de prazo)

O Miguel Esteves Cardoso disse que o amor é fodido. Para mim, mais fodido é educar filhos e filhas!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

por Belmonte

Chove a potes, miúdas aborrecidas, mãe aborrecida. Já dançámos, já desenhámos, já lanchámos, já falámos com o pai, conseguimos não ligar a televisão.


Tivemos de convidar a C. para jantar, porque a mr. gosta de ver muita gente à mesa.


 

Aventuras no reino do desemprego

A partir do momento em que me inscrevi no centro de emprego da minha área de residência, fui informada do meu dever de fazer comparências quinzenais em local determinado. A partir desse momento iniciei as tais comparências, sem nunca as questionar (sou muita estúpida!).


 


Esta semana, que é semana de o fazer, rumei a terras da Beira, para estar com os meus pais, sem me lembrar dessa merda (desculpem, mas é o que é). Hoje lembrei-me e tratei de me informar sobre forma de resolver a situação. Esclareço que os beneficiários do subsídios são realmente obrigados a fazer as comparências, duas faltas injustificadas resultam na perda do subsídio.


 


Liguei para a SS, esperava que fosse possível fazer a comparência noutro local. Ingenuamente pensei que tivessem essa situação salvaguardada: cidadã cumpridora por determinadas razões não pode ir ao sítio pré-definido, mas dispõe-se a ir a outro local.


A SS diz-me que apenas me pode informar sobre a situação em que se encontra o meu pedido de subsídio e que me passa a chamada para o Instituto de emprego, esses sim poderiam ajudar-me. Muito bem.


Pedido de subsídio ainda em análise. Ok, passe lá a chamada, se faz favor.


 


 


Instituto de emprego e formação profissional


 


Eu - tive de me ausentar, não posso fazer a apresentação quinzenal.


IEFP - ausentou-se da sua área de residência? Tem de pedir licença para o fazer.


EU - ah? mas eu não estou presa!


IEFP: é obrigada a fazer as comparências enquanto estiver a receber o subsídio.


Eu - mas eu ainda não estou a receber nada, ainda estou à espera, nem sei se tenho direito (à pôrra do subsídio)


IEFP - então não é obrigada.


eu - ah??? mas eu já as estou a fazer....


IEFP - sugiro que contacte o centro de emprego da sua área.


 


Centro de Emprego


eu: passa-se isto e isto.


Centro: tem de fazer. duas faltas perde o subsídio.


Eu: eu não estou a receber NADA!


centro: se vier a ter direito a receber, corre o risco de o perder.


 


E aqui meti a pata na poça. Disse que tinha sido a SS a dizer que não era obrigada a nada enquanto não estivesse a receber. Ao que me dizem: nós temos as nossas regras, eles têm as deles.


 


Desligo o telefone. Fico com ele na mão sem saber se me ria ou se chorava.


Acalmo-me, espero.  Procuro legislação, encontro, confirma o que diz o IEFP. 


Ligo novamente para o IEFP. Dizem-me taxativamente: só quando o seu pedido for diferido é que é obrigada a fazer as comparências.


Eu: e quem é que vai explicar isso aos gajos do centro de emprego?


IEFP: tem aí a legislação? Fale nela.


 


DESCULPE!!!????


Eu é que tenho de ir dizer aos cabrões dos incompetentes que estão a obrigar-me a fazer algo que pela lei eu não tenho de fazer???!!!


 


 

domingo, 13 de novembro de 2011

do calor da tarde já feita noite

Sábado, tarde, lua já completamente distendida, na praça de Leiria onde os lobos pupulam, eu e a R. lanchámos, numa esplanada, com uns meros 23 graus de temperatura.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

em casa

Dizem que o trabalho dignifica. Talvez seja verdade.


Verdade também é que a falta de trabalho estupidifica.


Andei a semana toda a pastar, limpando a casa à medida da minha vontade (nenhuma), mas hoje Já limpei a casa de banho, o escritório e a cozinha, já dei lanche à Gr., que sabe o que quer. Preparei um iogurte com banana e mandou-mo comer a mim, perguntei se queria nestum disse que não, perguntei se queria leite. Disse que sim e bebeu um biberon.


Já concorri a mais três ofertas de escola, literalmente no cu de judas. Já estou por tudo. Se for selecionada, logo se vê.


Assim de repente posso ir parar a Resende ou a Cinfães.


 


 

Untitled

Todos os dias me levanto às 8.30. Visto-me com banho ou sem banho. Preparo a Maria e a Guiomar. Aguento, umas vezes muito bem outras muito mal, todas as birras da Maria. Dou o pequeno-almoço às duas e a mim.


 


Levo a Maria à escola com a Guiomar atrás. Deixo a Maria e volto para casa com a Guiomar.


 


Apanho roupa, dobro e guardo, ponho roupa a lavar e estendo, o momento alto do meu dia chega quando pego na Gui e vou ao café, aproveito para comprar alguma coisa que falte em casa, faço almoço, dou almoço à Guiomar, ponho-a a dormir.


 


Descanso um bocadinho e arrumo a cozinha. Às sextas arrumo e limpo a casa. A Gui acorda por volta das 16, 17 horas, dou-lhe banho, dou-lhe o lanche, faço preparativos para o jantar, vou buscar a Maria.


 


 Aguento as birras porque não quer vir para casa ou porque quer ir brincar com alguém da vizinhança ou quer ver vídeos ou quer comer alguma porcaria. Tento brincar com as duas em exclusivo, sem fazer nada pelo meio. Vou fazer o jantar enquanto dou banho à Maria.


 


O Marco chega, vai para o escritório, acabo o jantar, dou o jantar à Gui, jantamos, preparo as miúdas para a cama, lavo-lhes os dentes, visto os pijamas, conto a história e deito-me ao lado das duas, que têm as camas encostadas uma à outra.


Por vezes, tenho de dar alguma coisa à Maria a quem a cama faz fome. Adormeço e quando acordo vou acabar de arrumar a cozinha à qual o Marco já deu um jeito. 


 


Sento-me um bocadinho no sofá da sala e o Marco fica no escritório a trabalhar nas coisas que tem de fazer. Vou para a cama, geralmente quando o Marco se deita já não dou conta.


Com uma ou outra variante, assim são os meus dias. Não sei porquê, tenho a impressão de que há alguma coisa aqui que está a falhar.   

eu devia

É tão bom levantar-me e poder, com calma, vestir e dar o pequeno-almoço às minhas filhas. É tão bom levar a mais velha à escola, as duas a correr uma atrás da outra e, depois, vir para casa com a mais nova. Poder assistir a todas a fases em direto e ao vivo, saber cada palavra nova que aprende, mudar todas as fraldas e deitá-la para dormir. Fazer o almoço para almoçar sozinha e pensar no que fazer ao jantar. Ter todos os dias bem definidos no calendário e as mesmas tarefas, dia após dia, sempre iguais.


 


AAAHHHHHRRRRRGGGG!! Não consigo, mas era assim que eu devia pensar.


 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

fome

Mãe: mr, deixa-me adormecer a gr.! Se não te calas eu vou aí puxar-te a orelha.


Mr.: não vens nada. Estou aqui a tentar não sentir fome e não consigo!


 


AAARRRRRGGGGG!!!!

in the mood for bed

Não há como Buraka para instalar o mood certo para pôr as miúdas na cama. Não sei porquê, depois demoraram um bocado mais a adormecer....


 


 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

para o M.

Não gosto do inverno.


Não gosto de me ver no inverno, sinto-me sempre uma chouriça, cheia de roupa que me corta os movimento.


As gajas mais pequenas ficam mais difíceis de vestir no inverno, a roupa não seca, os pés estão sempre gelados (já não bastava o tuchi-tuchi), não posso correr, só apetece comer porcaria à base de chocolate, leite condensado e sopas de batata e feijão vermelho, a preguiça e o frio vencem a vontade fazer muita coisa.


 


Quem diz que gosta do inverno sai de casa diretamente para a garagem onde tem o carro estacionado. Deste para o parque de estacionamento coberto da empresa onde trabalha, ar condicionado com 23 graus no emprego e em casa, onde pode andar sempre em manguinhas de camisa e em roupinha leve e sexy.


 


 


Adenda: o meu gajo só leu o meu blog uma vez. Veredicto (sic): vê-se bem a tua personalidade. Está cheio de queixas.


That really is, my dear!


 


 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

do blog do meu pai

O meu pai também tem um blog. É um blog poético. Ainda não disse ao meu pai, dono de um blog de poesia, que tenho um blog que é do mais prosaico que há, a dar com a filha, que anda o menos poética possível.


 


 

Como ficar com um dia de sol, após uma semana de chuva, lixado

Pois que já tenho carregador, pois que já consigo carregar o computador, pois que eis-me de volta de forma mais regular (vamos ver....)


 


Estive a ver uns documentos sobre subsídios de desemprego e subsídios sociais que saquei do site da Segurança Social e começo a chegar à conclusão de que não vou ter direito a nada. Sim, porque após dois meses com o processo em análise decidi ir lá diretamente, para ver se conseguiam explicar-me o porquê da demora.


Então que se passava? É que passados dois meses lembraram-se de que faltava entregar um documento/declaração de rendimentos e composição do agregado familiar.


Eu sei, eu tenho culpa! Deveria ter sacado os tais papéis que hoje estive a ler mais cedo e teria percebido que faltava documentação, eu mesma teria ido entregá-la e hoje, se calhar, já sabia que não ia receber nada.


Assim, estive dois meses à espera que me dissessem que faltava um papel!


A senhora na SS foi muito solícita, disse-me que estava para ser enviada uma carta a informar do facto. UMA CARTA A INFORMAR. Obrigada, senhores da SS. Nem sei como agradecer.....


 


Vou-me abster de escrever para aqui palavrões daqueles bem feios, mas era o que me apetecia, foda-se!


 

sábado, 5 de novembro de 2011

o que não posso fazer

Escrever a quente não é bom, não dá bons resultados, regra geral arrependemo-nos do que escrevemos e não há forma de retirar o que ficou escrito. (num blog até se pode fazer, mas só na prática. Será que isto faz sentido? Quero eu dizer que na prática o post apaga-se, retira-se, mas uma vez lido, o conteúdo não desaparece "into thin air")


 


Por isso, vou-me abster de escrever o que hoje verdadeimente gostaria de escrever e vou apenas dizer que tenho dormido pouco e que não tenho tido hipóteses de me afastar, por meia hora que seja, da lida da casa, do facto de que, após dois meses, continuamos sem saber se tenho direito a subsídio de desemprego, de uma série de merdas que me andam a (ia dizer tirar o sono, mas isso as minhas filhas isso fazem melhor do que ninguém, god bless them) assombrar.


 


Ver escrever apenas que hoje me apetecia sair e arejar, mas não posso! 


 


 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

countdown e alimentação - post aparentemente desconexo

Há coisas pequeninas que quero que fiquem registadas, porque a memória é curta e traiçoeira.


À gr. ouvimos constantemente: um, doish, tês, caco, shete, ôto, novi, desh.... viva! Boa!  Conta escadas, botões, livros, brinquedos, saltos que dá....


 


Shopa, pêxe (toda a comida é peixe), banana (tudo o que é fruta), auga, acha (bolacha): a comida da gr. 


 


A mr., se pudesse, comia canja e esparguete todos os dias. Comer a sopa é coisa para durar 2 horas, sem exageros. Chocolate marcha em dois tempos e tudo o que tiver chocolate também, melhor, lambe ou raspa o chocolate e deixa o resto! 


 


Embora já se vista sozinha, deve ter sangue de preguiça porque dificilmente o faz sem ajuda ou com uma grande motivação por trás. Dizem que os quatro anos são a idade em que é preciso saber motivar a criança porque ela não obedece a ordens diretas. Isto, para mim, equivale a suborno ou manipulação, mas pelos vistos, a psicologia infantil é que sabe.


 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...