domingo, 29 de abril de 2012

questões e mais questões e mais

Porque é que nas tardes dos fins de semana me apetece ir para a cozinha fazer coisas apetitosas?


Porque é que perco tanto tempo em blogs de receitas à procura de alguma para fazer e depois não faço nada?


Porque é que me recrimino por estar aqui a blogar em vez de estar a arrumar pela centésima vez os brinquedos e livros espalhados pelo chão?


Porque é que em vez de ir para a rua aproveitar o sol que agora está lá fora estou aqui a blogar?


 


 


 


 

no reino do faz de conta

Tenho de brincar ao faz de conta. Tenho mesmo.


Neste momento, estou a fazer de conta que a Gr. não despejou as gavetas todas das meias e das cuecas e que meias e cuecas NÃO estão espalhadas pela casa toda.


 

sábado, 28 de abril de 2012

os homens

Ontem à noite, depois de ter vindo do ensaio com a banda, o M. informou-me de que tinha umas coisas marcadas para hoje de manhã, o que me ia deixar, mais uma vez, sozinha com as miúdas.


Respondi-lhe que isso ia impedir o encontro que eu tinha marcado comigo mesma no shopping de Leiria, para tomar um café. Afinal, já não me vejo há algum tempo e tenho saudades minhas.


Para me compensar, ele ia ter de fazer o almoço hoje. Prontamente ele respondeu: está bem, eu faço o almoço.


 


Hoje, quando acordámos, já não guardava lembrança, ou assim o dizia, de ter feito tal promessa.


Fica pois assim provado que, os homens, para além de visão e audição, também têm memória altamente seletiva.


 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

apetecia-me

 ir beber uma imperial ao Guarany ou ali à praça rodrigues lobo.


Em vez disso e porque estou sozinha em casa e as filhas não entram neste apetite, vou ali fazer o jantar.


 

dia de tirar fotografias,dia de andar pipi

Na terça foi dia de fotógrafo na escola das miúdas.


O fotógrafo vai hoje outra vez, fazer mais fotografias porque grande percentagem de papás quer books para as crias e fotógrafo achou que não tinha fotos suficientes.


Hoje é dia de ginástica para meninos da sala da Mr.


Mr. foi de fato de treino.


Os outros meninos levaram mudas de roupa para as fotografias, porque tirar fotografias com fato de treino, ainda que seja o dia da ginástica, deve ser assim, para o possidónio, ai c'orror. Já sei que tipo de pensamento rege esta gente. Porque é que fiquei admirada??!!


 


Mr. vai tirar fotos de fato de treino. Mr., daqui a uns anos, vai chamar nomes aos pais! Ou não.... seria sinal de que alguma coisa de válido passámos.


 

constatação (post muito produtivo)

Ando assim um bocadinho para o revoltada, não ando?


Deve ser fruto desta condição mista de mãe doméstica, que não dorme uma noite seguida há mais de 4 anos, com profissional assalariada, não remunerada, que faz um trabalho que detesta, que a faz vir para casa e atirar com as panelas ao ar.


 


Mas como diz o outro, sou feliz. Então não sou? Haja saúde!


 


P.S. hoje decidimos que temos de decidir marcar o dia de comer carne de vaca cá em casa, só não pode ser do lombo!


E comemos manga ao jantar! viv'ó luxo!


 


 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Es.co.la da Fontinha

Conseguiram acabar com um projeto que valia a pena continuar. Em nome de quê?


Não entendo....


 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

o que sinto hoje!

Tenho a certeza de que daqui a uns poucos de anos o 25 de abril será um feriado como o 1º de dezembro. E isso chateia-me!


Chateia-me porque cresci a ouvir falar da ditadura e da falta de liberdade. Cresci a ouvir as histórias de quem teve de ir a salto para frança, para fugir à guerra, cresci sem saber o que eram chocolates, exceto os que se traziam à socapa depois de ir a Badajoz.


Mas mais impostante do que isto, cresci sabendo que o destino do meu pai e de todos os rapazes que queriam estudar era a vida de padre, cresci sabendo que nenhuma das minhas tias paternas estudou porque o destino das raparigas era a casa e o parir filho atrás de filho, cresci a ouvir que depois de parir os filhos, a minha mãe foi quase direta para o trabalho, porque licenças e subsídios de maternidade era coisa inimaginável, que os meus avós trabalharam até morrer porque reformas não existiam.


Cresci com uma escola para todos, com direito a ir para o infantário e pré primária, com o aumento do nº de alunos na universidade, com os centros comerciais, com saúde meia paga pela ADSE, com sudsídios e reformas. Tudo fruto da luta de gente como o meu pai, tudo fruto de luta dos homens que comiam criancinhas ao pequeno almoço. Porque quer se queira quer não, foi a única forma de luta organizada que fez frente ao regime, enquanto não chegava o dia 25 de abril de 74.


 


E hoje, estou refém de um trabalho em regime ilegal e precário!


Hoje, não tenho ADSE. Hoje, se quero uma consulta de especialidade, vou para uma lista de espera de meses ou pago exclusivamente do meu bolso uma consulta de 70 ou 100 euros. Hoje, se chego ao centro de saúde da minha área, só me atendem se tiver uma "doença aguda", porque o serviço de urgência foi ao ar; hoje tenho de ir ao hospital e pagar uma taxa moderadora de 20 euros!


Hoje, não tenho direito a subsídio de desemprego.


 


Hoje, eu queria um novo 25 de abril, queria não sentir que as conquistas da geração do meu pai não estivessem por um fio. Queria sentir que à minha geração, mais importante do que dar playstations aos filhos, é dar valores. E não sinto.


 


 


 


 


 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ponha o dedo no ar quem....

... já ficou sem dinheiro para meter gasóleo para poder ir trabalhar por falta de pagamentos de salários por parte da entidade empregadora.


Ponha o dedo no ar quem teve de decidir se comprava os itens da lista de compras ou se metia gasóleo.


Ponha o dedo no ar quem anda a comer mais doses de atum e salsichas do que recomenda a roda dos alimentos.

dinossauros na expo batalha

 


Serviço público, para quem vem aqui parar por causa da exposição de dinos, na Batalha: olhem lá o link para o sítio certo. Ah? Fixe, não?


 


http://www.exposalao.pt/index.php?page=int&pageid=2&subpage=0&fid=46

segunda-feira, 23 de abril de 2012

o meu marido

..... quer comprar base para pôr na cara, dele!


Ao que parece, sempre que chega à escola depois de sair de casa a correr, com as marcas da máscara da cpap na cara, peguntam-lhe se esteve a chorar.


 

sábado, 21 de abril de 2012

Atualizações

Nos tempos que correm, tenho de aproveitar os momentos em que a Gr. dá beijinhos aos bonecos ("dá meijinho, dá") para sacar a minha dose de "meijinhos".


 


Já fica melhor na escola e consta que passa a tarde a cantar.


 


A Mr., ontem, esteve a tarde de sexta feira "depré". Segundo a educadora, o reportório andou à volta de coisas como:


"tenho o coração apertado!"


"mas porque é que e minha mãe não vem? Tenho tantas saudades dela"


"por favor, não me obrigues a ir para a rua. Deixa-me ficar aqui na sala!!"


"por favor, não façam tanto barulho, estou cansada!"


???


Não sei o que terá acontecido, e novelas mexicanas, nem outras, já agora,  se vêm cá por casa.


 


 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

a professora que há em mim, II

A professora que há em mim, nos dias que correm, está como uma vela ao vento.


Primeiro, estou a fazer trabalho voluntário forçado há quatro meses.


Segundo, não há um dia em que venha para casa contente com o trabalho que fiz. Os meus métodos devem estar complemente desadequados, as minhas metodologias idem.


Os putos não têm regras nenhumas, são incapazes de fazer silêncio e de trabalhar em silêncio, não têm noção dos limites, não parecem ter capacidade de raciocínio, de memorização. E sinto-me um calhau com olhos à frente das turmas.


Não sei trabalhar assim.

À distância de um post

Parabéns, Catarina! Temos saudades tuas, se bem que ainda agora perguntei à Gr. se te queria ver no FB e ela disse que não, pediu antes o pom pom pom.


Lá vou eu ouvir o raio do dueto com a Carminho e os Moon. pela 4647586970707ª vez.


 


 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

a professora que há em mim

Há putos cujo comportamento me dá vontade de bater com a cabeça na parede. A dele, bem entendido.


isto deve fazer de mim uma péssima professora, mas custa-me ver como cada vez mais, miúdos e miúdas desafiam a autoridade do professor e saem impunes.


Antes do final do segundo período, tive de segurar um puto que, pura e simplesmente, se recusou a parar de fazer os disparates que estava a fazer, nomeadamente subir e descer das mesas, acender e apagar as luzes e, para cúmulo dos cúmulos, quando percebeu que as provocações não tinham efeito (porque eram provocações apenas) vir apagar o que eu tinha escrito no quadro. Quando o agarrei para o controlar, ameaçou que me mandava para um sítio feio e que dava um pontapé na minha mala, o que cumpriu.


Pois este rapaz de 9 anos, que deve pesar uns 80 kgs e medir para lá de metro e sessenta, continua na sua vidinha, não se passa nada, apesar do relatório descritivo que fiz, apesar de já ter roubado bens do professor da turma, apesar de ..... são tantos os apesares.


 


Um puto destes devia ir fazer tijolo! Literalmente! Pôrra lá para a escolaridade obrigatória e já agora a escola para todos! Vá lá para os esteiros, à moda do Soeiro.


 


 


 


 


 

a professora primária

A professora primária diz que o inglês é uma disciplina extra curricular.


A professora primária diz que é importante fazer a avaliação. Até o professor de natação da filha faz avaliação da filha.


A professora primária diz que o professor de AECs não necessita de participar nas reuniões da avaliação com os professores das turmas, porque é um professor extracurricular.


Argumenta que o professor de natação da filha não faz reuniões com os outros professores para saber como deve avaliar a filha dela.


Argumenta que a avaliação do professor da turma não influencia em nada a avaliação do professor de AECs. Defende que se este quiser saber alguma coisa do aluno pode sempre ler o Plano Curricular.


 


E depois, espantam-se porque nem pais nem alunos respeitam o professor de AECs.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

post altamente enfadonho

Já houve fases como esta: chegar aqui e não "ver" nada de jeito que valha a pena partilhar.


O relambório é sempre o mesmo. A sucessão de acontecimentos, ou melhor, de não acontecimentos repete-se incansavelmente: levantar, arranjar miúdas, arranjar-me, levar Mr à escola, tomar café com a Gr, voltar para casa, arrumar camas, roupa, roupa, roupa, roupa, fazer almoço e dar almoço à Gr., levá-la à escola, deixá-la, na maior parte das vezes, a chorar, vir para casa, almoçar, arrumar, ir para a escola, dar aulas, ir buscar miúdas, tratar do jantar, dos banhos, jantar, pôr miúdas na cama, adormecer na cama de uma delas, arrumar ou não, sentar-me um bocado em frente aos blogs de leitura diária com a série da noite no canal 2, deitar, ler um bocado, dormir, acordar para sossegar uma delas de pesadelos (doença frequente cá por casa) e acordar para repetir tudo de novo.


 


 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Telegrama

Dou aulas e não me pagam. Stop


Aturo as estupidezes dos putos e apetece-me fugir. stop


Venho para casa e descarrego nas miúdas. stop


O M. tem trabalhado muito. stop


Estou sozinha em casa. stop


Faço jantares, dou banhos, dou jantares, aturo birras e mais birras sozinha. stop


Meto miúdas na cama. Stop


Chego aqui e não sai nada de jeito. stop


STOP


 


 


 


 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

vamos fazer uma corrida?

Partida!


Lagarta!


Fugida!


 


 - Mr., não é lagarta, é largada.


 - É?! oh, lagarta é mais giro.


 


Tem razão, a rapariga. 

O penico estaria sujo?

 Filha mais nova - Queio fazê xixi.


 Mãe  - Está bem, vá la.


 Filha mais nova entra na casa de banho, pega no bacio, também conhecido por "macio".


 Traz bacio para o corredor.


 Volta para a casa de banho.


 Faz xixi no chão da casa de banho.


 


   Como é que eles vêm o mundo?


  

terça-feira, 10 de abril de 2012

futurschool my ass parte 2 (ou será 3?)

Devia estar a dar aulas. Mas estou a organizar as gavetas das miúdas e a separar a roupa que não serve a nenhuma, para dar a alguém.
Devia estar a dar aulas, mas não estou. Dos cerca de 30 professores de inglês, quase todos pararam hoje. Há alguns que receberam o mês de janeiro, outros apenas o de fevereiro, outros, como eu, nenhum.
Mas parece que, a haver problemas, não serão da empresa que não paga, serão nossos, porque não estamos a cumprir com as funções para as quais fomos contratados, ainda que nenhum de nós tenha assinado contrato.
Ia escrever que é tão lindo este país, mas é tão cliché que nem vale a pena.
Vou continuar a ouvir o M. que ensaia para um concerto que tem amanhã e arrumar roupa de bebé.
Se calhar, vou fazer scones. Ou se calhar não.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

a batalhar

De volta à Batalha.


Batalha por salários que a empresa Futurschool não pagou.


Batalha por encontrar mais receitas de salsichas e atum.


Batalha por lavar menos roupa e louça.


Batalha por gastar menos luz.


Batalha por ser capaz de rir.


Batalha por ser capaz de apreciar o que a vida dá de bom: saúde, filhas lindas e chatas, gajo com tendência a engordar, mas sexy de qualquer forma, pais presentes e anjos da guarda.


 


 Na Batalha.

sábado, 7 de abril de 2012

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...