Estou tão contente pelos meus colegas, que hoje já receberam os meses de fevereiro e março...
Pena que a mim ainda só tenha calhado o mês de janeiro...
E estamos no final de maio (mais reticências)
Estou tão contente pelos meus colegas, que hoje já receberam os meses de fevereiro e março...
Pena que a mim ainda só tenha calhado o mês de janeiro...
E estamos no final de maio (mais reticências)
Ela - ai, é só lojas de chineses em todo o lado! C'orror. A mim não me apanham lá.
Outra Ela - ai, eu vou muitas vezes. Compro coisas muito giras e em conta. E depois, nos outros sítios também é tudo feito na China.
Ela - Já viste aquela nova loja que abriu ao pé de minha casa? É uma boutique low cost.Comprei um par de botas.
Outra ela - olha, ao pé da minha abriu um restaurante que também diz que é low cost. Comi um hamburger com batata frita melhor que do madolnads, mas um cadinho mais caro.
Ela - Olha, ali ao fundo... aquela placa diz clínica médica low cost? Diz?
Outra ela - não é que diz mesmo? Temos de ir marcar uma consulta.
Ela - mas o que é que eu estava a dizer mesmo? Ah! já sei. A mim não me apanham numa loja de chineses!
Moral da história - chamem-lhe low cost.
Para quem detesta o mês de maio por razões pessoais que não cabem aqui e para quem está com uma brutal TPM, até não me estou a sair muito mal.
Basta-me continuar a pensar continuamente que só faltam cerca de três semanas para acabar o martírio de dar aulas a animaizinhos.
O resto lá se comporá.
E não pensar que para o próximo ano letivo posso estar bem pior.
O Zeca cantava "em cada esquina um amigo". Cá em casa canto "em cada esquina um biberon ou uma meia perdida".
Gr. quer ver ovelha choné pela milésima vez.
Mae (este pc nao tem til?!!) tenta distrair filha com boneca: "toma, a boneca está a chorar, tem xixi, vai tirar o xixi à boneca."
Filha agarra na boneca e: "oh, buneca tá a chuá, tá tiste. Qué ve a ovelha choné."
..... um zero para filha mais nova.
Estou há tanto tempo sem vir aqui mandar bitaites e há tanta possibilidade de escrita, que o excesso de informação está a bloquear-me o cérebro.
Escrevo no meu velho portátil, o mesmo que me impediu de vir aqui. Para já está vivo, mas se o mexer entra em modo morto.
Vejamos a lista de assuntos que deixei pendentes: homens cobardes; ir ao supermercado com a Gr. uma experiência extrasensorial; neste país está tudo minado. Hmhmhm....
Nem vale a pena desenvolver, exceto o do meio, em jeito de atualização e para memória futura.
Aqui vai: as idas ao supermercado com a catraia mais pequena são horripilantes, de tal forma que já decidi que até podemos morrer de fome, mas recuso-me a ir sozinha com ela fazer compras.
Assim que entramos, vai pedindo tudo o que vê: pão, legumes cujos nomes conhece (cineoua, tumate), o mesmo com a fruta (moangos, mangas, auanjas, maçãs, bananas...), iógutes, cáne, pêxe, nestum, chucuate, agoz...
Depois, enquanto pede e grita pelo supermercado inteiro, tenta saltar do carrinho uma centena de vezes, quando chega à caixa resolve que quer colinho e é ver uma mãe desesperada a tentar meter uma miúda no carro, enquanto tira as compras para pôr no tapete rolante, tentar pegar na miúda e agarrar as coisas que a miúda, entretanto, deitou ao chão.
Nos últimos tempos, o DVD pirata da ovelha choné é o que mais roda cá em casa. Não aguento mais aquilo. Acordo e deito-me a cantar a música.
Se alguém tiver um para troca, aceito.
Por agora é tudo. Despeço-me com carinho e consideração. Já vos disse que fiz 35 anos? Já? Pronto, primeiros sinais de alzheimer.
Isto está muito parado, eu sei!
Mas graças ao meu "colega" Spáine (tu sabes quem és) já tenho um computador emprestado. Quando lhe puser umas coisitas que faltam para o ligar à net, regresso.
Diga 35.
"We're adults. How did we come to this? How do we make it stop?"
Meredith Grey in Grey's anatomy
Tenho muita coisa para postar, mas o meu marido não larga o computador. Quando puder quero escrever sobre:
- os homens são uns cobardes, incapazes de assumir sentimentos e decisões e de os comunicar à cara metade;
- ir ao supermercado com a Gr. é uma experiência extrasensorial;
- neste país está tudo minado, culpa dos nossos governantes e nossa que andamos com a cabeça entre as orelhas;
- Vou fazer 35 anos e sinto-me com 22.
Pagaram-me o mês de janeiro.
Agora só falta fevereiro, março, abril e daqui a uns dias, maio.
Estou que nem me aguento.
Ai que me apetecia tanto estar a beber uma imperial na Ribeira!
ou a comer um gelado na esplanada do Octávio, no Brejão!
Ou a ler a Única num sítio qualquer onde as miúdas pudessem andar a correr sem eu ter de andar atrás delas.
Eu não denuncio
tu não denuncias
eles não denunciam
nós não denunciamos
E assim se vive!
Como diz o Sérgio Godinho, "cá se vai andando, com a cabeça entre as orelhas" (fiui fiu fiu fiu)
E eu podia dizer tanta coisa sobre uma certa reunião que tivemos ontem com a entidade empregadora, mas fico-me por isto.
Só hoje dei conta de que este blog deve ter sido abençoado pela virgem, porque foi criado a 13 de maio.
Dia da mãe: 3 vernizes das unhas (prenda vinda do pai);
2 sacos pintados e escrevinhados pelas filhas (vindos da escola).
Dor de mãe: a Gr. ainda chora, pelo menos às segundas feiras, quando a deixo na escola; costumo ir dar um beijinho à Mr. ao refeitório, depois de deixar a Gr. na sala dela. Agora, a Mr. chora se me atraso um bocadinho. Ou seja, deixo duas miúdas a chorar e venho para acasa almoçar.
Dor de mulher trabalhadora e blogadora que precisa de ter computador: computador morreu, não dá sinal. (estou a escrever no do M.)
Deixo de estar interneticamente contactável e não posso ir à Caixa Direta, ver se me pagaram, de 5 em 5 minutos!
Dor de mulher dona de casa: casa limpa de alto a baixo na sexta feira, casa a necessitar de limpeza outra vez, hoje, segunda. O que me vale é que esta é uma dor com a qual passo bem!
Dor de mulher que está em luta pelos seus direitos de trabalhadora: em trinta e tal colegas que não recebem, eu e a coordenadora somos as únicas disponíveis e dispostas a ter uma reunião com a empresa não pagadora e o sindicato.
Agora, vou descascar maçãs para as minhas crias e acabar o jantar.
E beber uma Benediktiner, (obrigada, pai) que dizem que tem o mesmo efeito que uma aspirina.
Tenho este sítio há quase um ano, frequento a blogosfera há cerca de quatro, esperem, deixa lá recomeçar.
Frequento a blogosfera há cerca de quatro anos e tenho este sítio há quase um.
Há blogs que espreito todos os dias: o da cocó, o da Pipoca e os que a Cocó vai introduzindo na sua lista, como Quase adultos, Paracuca, o Pedagogia do terror e outros. Também gosto de ler a Maçã de Eva e vou muitas vezes ao blog da Formiguita bipolar e ao da Margarida. Já não falo dos que sigo como a Trocatintas e a Bolacha Maria, o Curtas metragens e a M. dos desabafos relutantes.
Há cerca de uma semana descobri o da minha alma gémea: panados e arroz de tomate. Tirando o facto de ter três crias, viver em Lisboa e ser uns quatro anos mais velha, escreve o que eu poderia ter escrito também. Vários são os posts onde me apetece comentar perguntando se acaso esteve cá em casa.
Tudo isto para dizer agora que apesar de frequentar uma vintena de blogs, tirando aqueles que primeiro aqui cairam e os que deram essa abertura sem sombra de dúvidas, sou muito relutante no que toca a deixar comentários e quando o faço nunca faço referência aqui a este estaminé.
E no entanto, estou sempre à espera de ter comentários no meu.
Isto deve ter um nome.
Descobri que na vida sou como na estrada: só consigo perceber o percurso à medida que o vou fazendo. Por isso, não me peçam indicações para chegar a algum lugar. Só serei capaz de as dar se entrar no carro convosco. E isso, nos tempos que correm, é arriscado.
Estou lixada ou encontrei a justificação para a minha aparente incapacidade de fazer planos e delinear objetivos?
E agora vou arrumar novamente as gavetas que a Gr. despejou.
Preparo-me, preparo as miúdas, preparo e dou as refeições à mais miúda, dou banhos às duas, faço as nossas refeições, com sopa incluída e menu variado, e arrumo a cozinha e lavo o chão e limpo e arrumo a casa e volto a arrumar e depois outra vez.
Lavo, estendo, apanho, dobro e arrumo a roupa toda de quatro pessoas, duas máquinas por dia.
Vou às compras para a casa e arrumo as compras.
Por onde passo, a toda a hora, tenho de arrumar brinquedos, papeis e roupa que estão fora do sítio.
Dou aulas e vou buscar as miúdas. Brinco com as miúdas e, às vezes, tento fazer a sopa e jantar e dar banho ao mesmo tempo.
Porque é que acham que devia fazer mais coisas?
Ele:
"Faz-me confusão como não consegues organizar o teu tempo de outra forma!"
"Achas que consegues arranjar tempo de ir comprar cebola para plantar?"
Comprei trezentos e tal pés de cebola.
Está a plantá-los desde as 10.30.
São 13.30.
Já disse que odeio cebola?
vou à manifestação, em Leiria. Se houver notícias da chegada da polícia de intervenção não foi por minha causa.
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...