Seguidores

domingo, 22 de julho de 2012

robot

Sou só eu que me sinto numa bolha?


Levanto-me todos os dias e viro o robot, que faz todos os dias as mesmas coisas sem pensar muito, como se estivesse à espera de começar a viver a qualquer momento, como se ao virar da esquina fosse encontrar as verdadeiras causas e as verdadeiras emoções.


Sou a única mãe que brinca com as filhas e de vez em quando, só de vez em quando, olha para o lado e pensa "quando é que vou começar a divertir-me?"


Passo tempo de mais sozinha com elas, sem aproveitar verdadeiramente o que os momentos têm para me dar, mas só me lembro disso quando não estou com elas. E o tempo passa e a vida passa.

sábado, 21 de julho de 2012

ó mãe, dá....

As ites estão de malas aviadas. Hoje deixo de tomar o antibiótico, devia ser amanhã, mas ando enjoada como se estivesse grávida e estou farta. A Mr. acaba hoje o dela.


A Gr., apesar do ranho constante, está bem.


 


Hoje fui com a Mr. ao centro comercial da esquina, tomar café e a rapariga fartou-se de me pedir coisas. Não é normal. Gosto de pensar que a estou a educar para dar valor ao que tem, por isso e porque não há dinheiro para muitas coisas, não lhe dou nem metade do que pede.


Hoje, pediu um gelado no café. Claro que não lho dei. Eram 11 da manhã. Depois, pediu um bolo. Como sei do que a casa gasta, acedi mas pedi ao senhor para o partir e pôr na caixa. Eu já sabia que ela ia dar-lhe duas dentadas e ficar satisfeita. Não me incomoda o facto. Sei que a rapariga com pouco se satisfaz e trouxe o resto para casa.


Depois, pediu para meter uma moeda numa máquina que dá brindes, umas sandálias da hello kitty e outra coisa que não me lembro. De facto, nunca me tinha pedido tanta coisa e espero que não seja uma "moda" prestes a começar. Coitada, já ouve tantos nãos e não me apetece "oferecer-lhe" mais ainda.


 


Quando eu era miúda, pedia algumas coisas, de vez em quando: um rebuçadito, no verão um epá e pouco mais.


Sabia que para outras coisas viria um não e não foi coisa que me tenha traumatizado.


Faz-me confusão o tipo de pais que dão tudo, com a justificação de que são coisas pequeninas e baratas. Sim, um rebuçado ou uma pastilha elástica, uma bola das que saem nas máquinas, são coisitas, mas se são oferecidas sempre que o puto ou a miúda pedem, que mensagem se passa?


 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

in the mood for procrastinate

Estou a ver as férias a passar.


Depois penso: mas quais férias qual carapuça, estou desempregada, isto não são férias!


Desempregada indefinidamente.


Continuando, em mood de férias, os dias vão passando, ora com chuva ora com chuva, ora fazendo coleção de ites (amigdalites e conjuntivites, sim arranjei uma no olho direito, que está de passagem para o esquerdo), sem fazer nada de especial, nada de concreto, nada de útil.


Daqui a pouco estamos em setembro, termina o mood de férias, entra o modo desempregada a sério e dona de casa desesperada e aí é que vai ser.


É que nem uma limpeza a sério da casa fiz, para fazer jus ao meu estado profissional atual.


Os dias correm, cavalgam, fazem maratonas e eu... não faço nada, parece que estou à espera não sei de quê, num limbo estupido.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

doenças lindas...

Uma amigdalite: da mãe, detetada no domingo, quando já estavam cerca de 28 graus.


Outra amigdalite: da Mr., detetada agora da manhã. Ontem à noite, quando consegui levantar-me da cama, ao ouvir a Mr falar pareceu-me que, embora não se queixasse, a garganta dela não estaria muito bem. De facto, aquilo era uma bola. Hoje de manhã, sangrava.


Fui ao hospital (o meu pai a fazer de motorista) e vim-me embora. Desapareceu a urgência pediátrica e havia muuuiiiitaaa gente.


Acabei por ir ao hospital privado onde me atenderam a mim ontem. 


Sou uma boa cidadã: não é para o privado que o estado quer que nós vamos?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

para mais tarde recordar

A Gr. já sabe comer cerejas: mete-as na boca, lá dentro separa o caroço, deita fora a cereja, fica com o caroço na boca e diz "hmm, c'a bom!"

In paternidade, out normalidade

Na segunda feira por volta do meio-dia a Gr., que estava doente mas ainda não tinha tido febre desde as cinco da manhã, começou a tremer e a ficar com as extremidades rôxas, dedos das mãos e pés rôxos, lábios rôxos... e sem febre. Assustámo-nos e o M. decidiu auscultá-la. Entrou mais ou menos em pânico porque, dizia ele, ela estava cheia de arritmias. Largou o estetoscópio (sim, o meu marido tem um) e queria ir a correr para o hospital.


Nestas situações eu sou sempre mais calma e pus água na fervura, sugerindo que ligássemos primeiro para a Saúde 24. Assim o fez.


Estava eu com ela ao colo, a assistir aos seus tremores e a ver como estava rôxa nos lábios, quando de repente me lembrei de meningite. Assim, de repente, "TRÁS" meningite apareceu-me na cabeça e ao mesmo tempo que tal pensamento me surgiu, olhei para os pés da miúda. Os dedos estavam rôxos e pretos por baixo. Isto é sintoma de meningite em estado avançado, de acordo com um episódio de E.R.


Zás, passei-me, passei a miúda para o colo já não sei de quem (estavam cá os meus pais) e fui preparar as coisas para irmos para o hospital a voar, toda eu tremendo e murmurando continuamente "meningite, meningite......"


Cheguei ao pé da miúda e saquei de um toalhete para a limpar, porque lembrei-me de que ela andava descalça, portanto tinha os pézitos sujos. Tinha, pois tinha. O preto era sujo.


O M. olhou para mim, com um ar alucinado, com o telefone no ouvido a ouvir a enfermeira, que lhe explicava quais os sintomas que devemos procurar, no caso de meningite (manchinhas no corpo, fotofobia e rigidez do pescoço e nuca). Que ela não tinha.


 


Dá para rir, sim senhora, e para concluir que depois de sermos pais nunca mais somos os mesmos.


 


Passadas umas horas, o M. diz-me meio a sério, meio a brincar: hoje deixaste-me ficar mal. Tu és sempre a mais calma e racional nestas situações, mas hoje passaste-te.


Pois foi, respondi eu.


Deixa lá. Eu dei por mim a lamber-lhe os pés para conseguir perceber mais depressa se o preto era sujo ou não.


 


 


 


 


 

serões de solteiros

Ontem, por volta da uma e meia da manhã, estava eu a dormir e acordei com a tosse da Gr..  A coitada tosse tanto que se engasga e é preciso ir levantá-la para facilitar a coisa.


Pois, dizia eu que acordei e dei por mim sozinha na cama (mais uma vez). Tive então uma ideia fantástica que pode ajudar a salvar casamentos.


É a seguinte: o gajo, quando começa a ver que coisa é séria, que vai dar em casamento ou ajuntamento, devia virar-se para a rapariga, se for caso disso e avisar "olha que comigo não há cá essa coisa de irmos juntos para a cama. Tenho sempre uma porrada de coisas mais interessantes para fazer antes de me deitar, por isso não contes comigo no leito nupcial antes das duas ou três da matina." E pronto, a rapariga sabe com o que contar. Se não se importa, avante, se tem problemas com isso, vai à vida dela e ninguém se chateia.


 


Mas não, não. Nos primeiros tempos, o gajo deita-se ao mesmo tempo que ela, é miminhos e outras coisas antes de adormecer e tal, criando a ideia de que vai sempre assim. Só passado algum tempo é que revela esta faceta de animal noturno e entram em cena as discussões.


Uma mulher quando se casa ou quando se ajunta não está à espera de ter serões de solteira todas as noites! Para isso ficava solteira, pôrra!


Poupava-se uma série de chatisses se o homem avançasse logo com esta característica.


 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

a Gr. tá nuente

A Gr. está outra vez doente. Parece que os fins de semana são especialmente apelativos para ficar com febre, aquela febre que aparece de repente, demora uma horita a baixar com antipirético e cinco horas depois regressa novamente em força.


A vantagem é que por estar tão caidita, faz menos disparates. Ainda assim, tenho constantemente de arrumar as gavetas e armários por onde passou.


Como doente, é um doce: deixa medir a temperatura, toma o "xaiópe" com gosto (também eu tomava, se pudesse, aquilo é bom!) e dorme muito tempo. O problema é que quando está acordada só quer "coinho" da mãe.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

sitemeter

Às vezes, apetece-me mandar o sitemeter embora. Depois, vejo visitas de França, Kuwait, Itália e acho tão giro que ele acaba por ficar.


E as vezes que os senhores da Mountain View me visitam? Ui....




casamento é isto

Eu ia dormir. São 10.12, as miúdas estão na escola e eu ia dormir.


Mas o M. está tristinho, desabafou que devia ir dar uma volta de bicicleta porque precisa de fazer exercício.


Como sou uma boa esposa e sei que é mais fácil com companhia, ofereci-me para ir com ele.


Por isso, em vez de ir dormir vou andar de bicicleta.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

dúvidas existenciais e falta de horas de sono

Se elas partilham tão bem as doenças, por que carga de água não podem fazer o mesmo com os brinquedos?


E que pôrra é esta de acordarem quase todas as noites?


Quando estava grávida da Mr. ouvia histórias de mães que nunca mais dormiram, inclusivamente de uma senhora que tinha (ainda tem, espero eu) uma filha que aos cinco anos ficava acordada a pensar na morte e eu pensava: isto nunca me vai acontecer.


Pois.... a Mr. faz cinco em agosto, a Gr. já fez dois em março e eu, eu acordo e levanto-me todas as noites pelo menos uma vez, tirando aquelas em que não tenho pena do M. e o atiro da cama abaixo para ir lá ele.


Eu sei, ou melhor, intuo que a culpa deve ser minha. Se elas não aprenderam a dormir a noite toda, alguma coisa eu fiz de errado ou não fiz alguma coisa que devia ter feito.


O que é certo é que não sou adepta do senhor Estivili e o que é certo também é que estou com uma síndrome de privação do sono tão grande que qualquer dia estampo-me!


 


 

terça-feira, 3 de julho de 2012

regresso das tardes parvas

Regressaram as tardes parvas. Não, não me refiro aos programas de televisão emitidos a partir de uma qualquer praça ou praia do nosso país.


É o regresso das tardes com a Gr. em casa.


Não era suposto ela continuar na escola, dado que acabei o meu trabalho. No entanto, tendo em conta que não sabemos quando é que ela voltará a estar num contexto escolar, decidimos deixá-la mais este mês.


A educadora sugeriu que passássemos a levá-la de manhã, porque é nesse período de tempo que se fazem mais atividades. Durante a tarde dormem, lancham e brincam.


 


Pois, para a Gr. esta troca deve estar a dar-lhe a volta ao miolo. Hoje, deixei-a e ela ficou a olhar para mim com um ar "então pá, estás enganada. Ainda não é hora de ficar aqui!" e ficou a chorar.


 


Para mim, serão uma sucessão de tardes estúpidas, em que não consigo fazer nada de jeito.


Não consegui fazer com que dormisse a sesta, desarrumou o meu quarto e o dela umas três vezes, fez imensos desenho em papel novinho em folha, estragando para aí umas dez folhas, chorou, choramingou, berrou, vestiu os boxers do pai (dois de uma vez) e eu fui arrumando a cozinha, fiz duas tentativas para a adormecer, de meia hora cada uma, lavei chãos, estendi, apanhei e arrumei roupa, brinquei com ela e tenho a impressão de que não fiz nada de jeito.


Virão tardes em que decido ir à praia e, ou estará frio ou ela adormece pelo caminho e dorme a tarde toda, e assim passarei o mês de julho.


É, já fiz o filme todo.


É, sou uma queixinhas.


É, sou uma refilona.


Eu sei.

domingo, 1 de julho de 2012

o poder de um título na blogosfera

Se este post tivesse como título palavras como:


 


sexo, facebook, não tenho facebook, trabalhos manuais em família, amamamentação.... o número de visitas aumentaria exponencialmente.


 


Quanto ao sexo, não é preciso explicações.


No que diz respeito ao facebook, parece que há muita gente que para abrir a página inicial do mesmo tem de fazer pesquisa no google, outra tanta gente obcecada com quem não tem facebook ou por não ter facebook.


Há também muita mãe e muito pai preocupado com tempo de qualidade em família, porque já muitas pessoas chegaram aqui ao blog pesquisando a expressão trabalhos manuais em família.


Amamentação é assunto que tira o sono e preocupa muita mãe, sei-o por experiência própria. Hoje, graças aos blogs, e a quase quatro anos a amamentar, sou eu própria perita em amamantação.


 


E, agora, sinto pena das mães de primiera viagem que vierem aqui parar, na esperança de aprender alguma coisa sobre o tema e vão dar de caras com um texto sobre o poder dos títulos na blogosfera.

ela foi a Londres, eu fui à dermatologista

 É claro que adorou Londres, principalmente o museu de história natural. Gastou uma pipa de massa no hard rock, andou kms e kms, socializou ...