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quarta-feira, 31 de julho de 2013

coisas que nunca fiz na vida

Pintar o cabelo,


arranjar as unhas,


arranjar as sobrancelhas.


 


O meu cabelo é giro, tem  madeixas naturais, que vão desde o loiro ao castanho escuro e, de há uns anos para cá, branco (PDI).


Olho para as minhas unhas e gosto delas: não têm grandes cutículas, não têm manchas, estão cortadinhas.


As sobrancelhas são as minhas. Se as arranjasse uma vez teria de o fazer sempre. Desperdício de tempo e dinheiro.


 


Eis um post fútil. Escrito por uma tipa muito pouco.


 

sábado, 27 de julho de 2013

destes dias III

Não, não estou a leste.


Não estou a leste dos novos membros deste governo de merda, não estou a leste do acidente na Galiza, não estou a leste do nascimento do bebé real, do novo falhanço dos putos (dos professores, claro que tudo é culpa deles) nos exames, dos embates no Cairo, na Turquia... não estou a leste de nada disso.


 


Mas cá para mim, já nem as silly seasons são o que eram. E eu queria uma silly season à moda antiga.


E, já agora, comer comidinha quente e normal.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

destes dias

Ontem tirei um dente. Foi muito mau.


Não conheço o dentista que fez o serviço e que tinha cara de ter saído há 10 mns da faculdade.


Doeu. Tanto, que a certa altura só disse que o que me apetecia dizer era "arranque-me essa merda de vez!"


Agora, a iogurtes e sopa fria, diz-me a Gr. "dói-te o dente? Não preocuspe-te. Amanhã eu ponho-te um dente bonito, cor de rosa."

quarta-feira, 24 de julho de 2013

para memória futura

Início de férias a meio gás: estamos, só as mulheres, em Belmonte. O pai ainda tem trabalho.


A Mr. foi despedir-se dos amigos à escola. Viemos embora com o dossier dos trabalhos e uma trouxa de roupa.


 


Neste momento, fazemos horas para ir para a piscina.


A Mr. quer usar biquini completo, porque tem vergonha da andar com a "maminhas" à mostra.


Ontem, enquanto eu arrumava a mala, tentava convencê-la da patetice que é essa vergonha. Eu ia arrumando a roupa e ela ia falando. Dizia eu: "tu não tens mamas! Não precisas de tapar nada, aproveita para andares à vontade!"


Diz-me ela, enquanto eu arrumava: "posso usar fio dental?"


 


Caiu-me tudo e já me ia sair um palavrão.


Olhei para ela e vejo-a com o fio dental,


fio dental no sentido literal,


fio dental dos dentes!


 


É assim que vamos ganhando cabelos brancos.

sábado, 20 de julho de 2013

nova abordagem educativa - CTFD

CTFD é o novo método para lidar com criancinhas, que até agora me parece mais razoável.


 


Esqueçam lá a pedagogia positiva, embora, por um lado, isto tenha algumas parecenças com o "berra-me baixinho".


 


CTFD é o método "calm the fuck down", que faz parelha com o método de pôr a dormir "go the fuck to sleep".


 


É mais ou menos isto: as chavalas estão aos berros uma com a outra, prestes a arrancarem o escalpe? Calm the fuck down! Sendo que este é o lema que os progenitores devem repetir até à exaustão, antes de se dirigirem à cena de pancadaria.


 


As chavalas não aprendem nada na escola a batem nos colegas? calm the fuck down.


 


As chavalas fazem birras monumentais em público? calm the fuck down.


 


De acordo com os especialistas, esta abordagem retira aos pais grande parte da pressão inerente ao processo de paternidade.


É o mais fácil de seguir que vi até agora. Só tem os seguintes passos:


 


1) calm the fuck down


 


Inspirado por : http://jezebel.com/the-ctfd-method-is-the-greatest-of-all-parenting-trends-816536389

sexta-feira, 19 de julho de 2013

destes dias

Sou arraçada de preguiça, confesso.


Ontem, procurei esquecer-me disso e levei as miúdas à praia.


Tirando o facto de chover, da Gr. comer areia como se comesse mousse e ter de carregar tudo às costas sozinha, até correu bem.


E ouvir cenas como "eu adoro tu" e "este é o melhor dia de sempre" soube bem com'ó catano.


 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

reflexões várias

Perguntaram-me assim: "tu tens assim um blog de maternidade?"


Não me incomoda o epíteto, veio de um miúdo que provavelmente leu um ou dois posts e ficou com essa impressão, mas deixou-me a pensar sobre que outras impressões podem os meus posts suscitar. Mentiria de dissesse que não me incomoda minimamente.


 


Outra pergunta que me deixou a pensar: "já fechaste a fábrica? só com duas filhas?!", estando eu a sofrer os incómodos de uma infeção urinária, entre eles enjoos, o que leva sempre à piada da gravidez.


 


Tomámos a decisão de o fazer por muitas razões. A principal foi (eu ia escrever "saber", mas a palavra mais acertada é "sentir") sentir que, nas circunstâncias em que vivemos, é difícil criar e educar filhos com qualidade de vida.


 


Quando eu escrevo qualidade de vida, não estou a pensar exclusivamente em ter dinheiro para lhes dar tudo o que necessitam.


Falo de algo mais importante: ter tempo disponível para elas. Não ter de trabalhar o dia todo para no final do mês pagar as contas.


Ter tempo para ver as miúdas crescerem em vez de estarmos preocupados com a sobrevivência.


 


Sentimos, perante a qualidade de vida sempre a diminuir, que duas filhas seria o ideal, não por nós, mas por elas e para elas.


 


Apesar de eu ter na altura 34, apesar de muita coisa poder acontecer, para mim ter filhos não é só uma questão de "querer", mas também de "poder".


 


 

terça-feira, 16 de julho de 2013

lista

O saquinho onde vinha a chouriça, com o cuzinho da dita.


O recipiente onde estava o queijo ou o fiambre (às vezes, com um nico dos mesmos).


A metade do limão, virada para baixo, mas bem esprimidinha.


 


São coisas que o meu marido deixa no frigorífico.


 

Se há pilulas e remédios para tudo

porque é que não há para a puta da tpm?

segunda-feira, 15 de julho de 2013

a culpa é da tpm

Tão lindas as praias e as crianças,


o pratos de caracois e de camarão,


tão belas as pernas morenas ao sol,


as bolas de berlim.


 


Tão encantadores os braços empulseirados


e as costas enfiadas em túnicas coloridas.


 


Tão farta das tardes perfeitas de praia, com filhos perfeitos que não fazem birras nem se sujam, captados pela pôrra do instagram.

domingo, 14 de julho de 2013

histerias à parte

A Gr. aconchega-se ao lado do pai, murchinha. Tiro-lhe a temperatura. Está a subir. Tudo bem, era previsível, foi por isso que viemos para casa (estávamos no norte).


Pai, hospital com ela. Afinal, já lá vão quase cinco dias de febre.


Ao ouvir a palavra hospital, Gr. levanta-se de um pulo e começa aos saltos: sim, sim, hospital, vamos ao hospital.


 


Já estou a ouvir os médicos e enfermeiros: "mais uns pais histéricos!"

da vida de casada

Quem passou os últimos dias com duas miúdas doentes, sozinha,  a acordar 3 e 4 vezes por noite fui eu.


Quem está a dormir agora é ele.


A vida custa, ó costa.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

gaba-te cesto

Eu vinha aqui gabar-me de uma entrevista que vou dar, representando o grupo de teatro do qual faço parte, à Rádio Clube de Penafiel! Mas anda aqui uma p.u.t.a de uma mosca que não me deixa fazer nada.


Já disse que estou toda picada das melgas?

domingo, 7 de julho de 2013

gosto

Muito bom mergulhar na piscina ao meio-dia e voltar para a cozinha, onde estava a fazer o almoço, mergulhar novamente quando sinto o corpo quente e vir a pingar, misturar a salada que estava a fazer.


 


Muito bom sair da praia às oito e meia da tarde e sentir que ainda podíamos ficar mais uma fora porque o calor deixa.


 


Eu gosto do verão e gosto do calor.


 


(a piscina é de borracha é dá-me pelos joelhos)

sábado, 6 de julho de 2013

dicionário guiomarês e desabafo

Biquinho: bikini;


leguinhos: leggings


nas palavras da Gr.


Deve haver ali alguma coisa contra anglicismos e francesismos ou então não.


 


 


 


O que me mói é a constante tentativa e erro. Há quem tenha um dom natural para ser mãe. Eu não.


A Gr. bate-me e não sabe gerir a frustração e eu ando aqui a tentar e a errar.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

white teeth

Deve ser da Zadie Smith: fiz uma caril bombástico e um pão naan, que me fez despejar meia garrafa de vinho.

espelho

O sr. da Dica da semana (jornal do Lidl) já sabe o meu nome. De cada vez que passa por estas bandas, só cá estou eu para lhe abrir a porta, seja a que horas for.


Podia ter piada, se não fosse o espelho da minha vida nos tempos que correm.

ela foi a Londres, eu fui à dermatologista

 É claro que adorou Londres, principalmente o museu de história natural. Gastou uma pipa de massa no hard rock, andou kms e kms, socializou ...