domingo, 30 de novembro de 2014

Olha, mãe

Anda ver...


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 É um gato. 


Eu já digo há algum tempo que tenho uma artista em casa. São instalações e mais instalações! É uma Vhils, a minha Gr.

sábado, 29 de novembro de 2014

a culpa é sempre da mãe

Ontem fui a uma palestra sobre o desenolvimento da linguagem.


Regra geral vou a este tipo de eventos porque regra geral questiono muito a minha atuação parental e gosto de ouvir os "especialistas".


Mas tal como já desisti de ler literatura sobre educação, também vou desistir disto de ir a formações.


No fundo, o que acontece é que venho sempre para casa com mais sacos de culpa para juntar aos que já tenho. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

não é bonito

Não se morre de amor nem se morre quando alguém nos morre.


Mas algo dentro de nós deve morrer e ficar sem uma parte de nós é coisa para moer muito.


Nunca mais se vê aquele dia da mesma forma, nunca mais se vive um aniversário, um natal, uma páscoa da mesma forma...


A mãe da I. morreu esta noite.


A I. não volta a ser a mesma porque lhe morreu uma parte ao mesmo tempo que lhe morreu a mãe.


 


 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

queria não, quer!

O caraças! é mesmo queria que eu quero dizer. queria.


Eu não queria esta continha da luz que acabou de me entregar.


A sra. de certeza que quer dizer que não quer, porque queria é passado, diz a sra. carteira.


Sra. carteira, não quer uma lição de gramática e de semântica do pretérito imperfeito às 10 da manhã, pois não? Eu quero mesmo dizer que não queria esta continha!


Ah, não me diga que é professora?


Ah pois digo.


Então, bom dia!


Bom dia para si também!


 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

desabafo

Tenho uma amiga. A minha amiga tem a mãe internada. "já não sai....os médico disseram que já não sai..." foi o que me disse ao telefone.


 


Eu não sei o que dizer à minha amiga. Não posso mandar-lhe uma mensagem normal, daquelas que começam com um olá bom dia, não tenho palavras para lhe ligar...


 


 

Untitled

Pôrra lá para a merda do silêncio e do barulho do frigorífico!

As esponjas

Passam um dia com a titi e a avósinha e vêm para casa com um constante "a séééério?" a propósito de tudo e de nada, especialmente a Mr. Por exemplo: 


mãe - Mr. anda pôr a mesa.


Mr. - Ó mãe, a séééério??


E os tipo? os tipo? ó mãe, estás a ver, isto é tipo aquilo que nós vimos ontem. 


Esta semana, a Gr. veio para casa com um "aleluia". Qualquer coisita e lá vem o "aleluia!"


Porquê? Pelos vistos, foi uma expressão que ela apanhou da educadora da intervenção especial.


Hoje de manhã, a caminho da escola, o rádio ligado na comercial para ouvir o homem que mordeu o cão (desculpa, antena 3) - mãe, aquela senhora também diz "oh mai gód!"


Sim, diz, porquê, quem mais é que diz? 


Eu, eu digo ó mai gód.


E de facto, pensei, foi expressão que já ouvi bastante da sua boca.


O mais engraçado é que, apesar de não dizer bem os "éles", em aleluia, que deveria ser na sua maneira de falar "aueuia", eles saem todos, um ALELUIA corretamente dito.


A sério?

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

caixa de supermercado

Haverá algum código de conduta ou algo semelhante aos mandamentos do/a caixa de supermercado?


Havendo, fazem parte os mandamentos "passarás os códigos de barras de cada item o mais rapidamente possível" e "ficarás, de braços cruzados, assobiando para o lado, à espera que o/a cliente coloque tudo nos sacos sozinho/a, enquanto ouves os restantes clientes atrás a bufar com a suposta lentidão do/a atual cliente"?


Deve haver.


 

domingo, 23 de novembro de 2014

nostalgia de domingo à noite

Enche-me o copo, agora atiça aí o lume que está a ficar mortiço. isso.


É bom este esteva, não é?


Agora enrola-te aqui assim, isso, enroladinho nas minhas pernas... é bom não é?


Vamos ficar assim mais um bocadinho?

sábado, 22 de novembro de 2014

A titi

A titi diz que eu demoro muito tempo a escrever posts novos, que eu devia vir ca varias vezes como a coco e a pipoca... Que hei-de eu fazer se a minha vida nao e rica em acontecimentos dignos de post? Talvez deva engravidar ou arranjar um cao... Post enviado do meu hifone sem acentos e cedilhas.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Calendário do advento

Agora, é só rechear as caixas de fósforos com atividades que promovem a vida em família e o despertar do espírito do natal nas nossas cabeças e corações. (tão fofinha que sou).


Vou, todos os dias, dando conta do que inventámos cá por casa. 


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terça-feira, 18 de novembro de 2014

chove

Chove.


Ouço o barulho da água na tijoleira do terraço e o respirar do computador no colo.


Dia 20 de dezembro serei novamente "convidada" a fazer provas da minha aptidão professoral, através de uma prova de conhecimentos. 


Não consigo escrever sobre o assunto de forma mordaz e satírica como a questão merece.


Apenas me ocorrem as perguntas: os meus conhecimentos ter-se-ão alterado desde o ano passado? Serei eu agora capaz de analisar com mais acuidade um gráfico ou um diagrama? 

Dar de mamar em público

Dei de mamar em público, assumo.


Assumo: alimentei as minhas filhas em locais públicos. 


Fi-lo porque nunca me passou pela cabeça, na minha ingenuidade, que tal ato pudesse ser encarado como tendo o que quer que fosse de sexual.


As mamas de uma mulher que amamenta são tudo menos sensuais no sentido sexual do termo: estão inchadas, cheias de veias azuis e nódulos de leite acumulado, às vezes.


Se uma mulher naturalmente pega no biberon para alimentar o seu bebé, porque não pode uma mulher pegar na sua mama para fazer exatamente o mesmo?


É óbvio que assumo que possa causar desconforto a algumas pessoas, mas daí a achincalhar a mãe que amamenta em público vai uma grande distãncia.


Dei de mamar nos mais variados sítios e é com orgulho que, de passagem pelos mesmos, os assinalo: Mr. a mãe deu-te de mamar aqui num dia em que tu não paravas de chorar...


Amamentar, quando corre bem, é maravilhoso, e não vejo razões para que uma mãe se tenha de esconder para o fazer, como se estivesse a cometer alguma ação hedionda.


 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

rotinas maradas

Quando está muito constipada a Gr. dorme mal e não nos deixa dormir: chora, atira-se da cama, rabuja, não deixa que assoem...


Esta noite, em plena constipação, dormimos aos bocadinhos, fomos dois na cama, fomos três e não fomos quatro porque eu peguei na minha almofada e fui para o quarto delas. Levantei-me para ver as horas, eram sete e meia e voltei para a cama, numa de descansar mais um quartito de hora.


 


Às 8.20 o M. veio todo maluco: levanta-te, levanta-te, são 8.20.  - Oi? Ah?


Enfiámos as miúdas nas roupas, enfiámo-nos a nós, meti-lhes nas mãos uns pacotes de leite e às 8.45 estava a abrir a garagem.


Feitas as contas, acho que podemos levantar-nos todos os dias, não direi às 8.20, que é muito apertadinho, mas às 8.15.


 


 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

silver linings

Às vezes, quando mergulhada nos mares escuros da merda da TPM, quando qualquer música cantada de olhos fechados me faz chorar, quando, dizia eu, nesses momentos vejo um pardalito pousado na minha varanda ou uma borboleta amarela e audaz faz um voo rasante sobre a minha cabeça ou uma lagartixa corre para se esconder na fenda mais próxima e eu dou por mim a sorrir, nesses momentos eu sei que há salvação para mim e que não hei-de morrer amarga e engelhada. 


(em plena TPM)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

falta-me sempre um bocadinho assim....

Aqui há umas semanas, toda partida e na impossibilidade de marcar uma sessão com o osteopata que normalmente me alinha os chakras, marquei uma hora com um primo que fez fisioterapia e agora está a trabalhar com uma equipa de futebol (agora queria fazer uma piada futebolística, mas não sei nada de futebol, por isso, adiante).


Depois de me puxar para aqui e para ali, de me dar choques elétricos e espetar agulhas, ao som de uma banda sonora à laia de rádio comercial, colocou-me na área mais afetada umas fitas adesivas, que segundo estudos recentes, têm poderes curativos. Chama-se quinésio (também já vi escrito kinésio). 


Nunca tinha visto aquilo, nunca tinha ouvido falar naquilo, o que é certo é que toda a gente que me via com aquilo me perguntava se estava lesionada, com ar entendido. 


Desde esse dia, aqui pela Batalha, não há mulher que não esteja lesionada. Andam todas com quinésio: nas costas, nos ombros, nas "nalgas" (vi na piscina), nos braços...o mais comum é serem cor de rosa ou azuis.


 


Quanto a mim, falta-me sempre um bocadinho assim, porque apesar de também eu ter andado fashion, a minha fita era da cor da pele! Não te perdoo, Pedro! 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Formação do IEFP (o seu a seu dono)

Sala de reuniões da junta de freguesia.


9.30 am


Senhora do IEFP chega e pede às pessoas que entrem e se sentem, enquanto lhe entregamos a convocatória.


Antes de me sentar, digo que queria esclarecer uma questão: "eu estou a trabalhar, nem sei se devia estar aqui."


Durante segundos, na minha cabeça passa-se o seguinte filme:


Senhora - "O QUÊ? ESTÁ A TRABALHAR E NÃO COMUNICOU AO CENTRO DE EMPREGO?! VOU JÁ CHAMAR A BRIGADA!" A SENHORA É UMA ASSASSINA! SENTE-SE ALI À ESPERA QUE A VENHAM PRENDER E LHE TIREM AS FILHAS!"


 


O que se passou de facto foi:


"Sim? vamos já ver isso, espere só um bocadinho." As pessoas acabam de entrar, ela gentilmente conduz-me à mesa onde tem os seus papeis e confirma a minha situação.


Quando lhe pergunto se posso manter a inscrição no centro de emprego mesmo estando a trabalhar, diz que sim e que há muita gente que o faz. Peço-lhe então que mantenha a minha inscrição e pergunto-lhe se, mediante isto, tenho de ficar para a formação, que ia durar uma hora. Diz-me que é como eu quiser. Eu digo que tenho muitas coisas para fazer e que me dava jeito ir embora. Ela sorri e diz-me: "então, adeus."


 


Como diria o sr Fernando Pessa: "e esta, hem?"

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

IEFP

Fui convocada para uma reunião no local onde devería fazer as comparências quinzenais, para me obrigarem a frequentar uma ação de formação.


 


Estou desejosa!


 


Não ir implica a desinscrição do centro de emprego, coisa que não quero verdadeiramente perder. O centro de emprego da minha área de residência tem tido um papel crucial na minha vida. Qualquer problema, seja de que ordem for, eles ajudam-me. Ainda no outro dia lá fui, muito chorosa porque estava sem internet em casa e eles acalmaram-me, deram-me um chá de cidreira e eu vim para casa muito melhor. Outra vez, queimei o almoço, fiquei perturbada e lá fui eu. Sentaram-me numa cadeira, disseram-me que não era o fim do mundo e vim para casa muito melhor.


Não sei o que era da minha vida se não fossem eles e eu nem sequer estou a receber qualquer tipo de subsídio!


 


Os eventos relatados no 3º parágrafo são pura ficção. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.


 


 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Vai ficar assim

Não mexo mais. Jeito para estas modificações é coisa que não me assiste.


Precisava de uma "decoradora de blogs". 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

em construção

Isto está muito mau, mas estou cheia de sono. Amanhã componho.

antes que passe a mood cuchi cuchi (calendário do advento)

Este ano decidi fazer um calendário do advento.


Ai, tão cuchi cuchi, tão fofinha que sou.


Vou usar caixas de fósforos (ainda se fazem?). Colo 25 caixas numa cartolina. Dentro de cada caixa colo um post-it com atividades ou brindes que façam dos dias anteriores ao Natal algo especial.


A ideia é, mais do que preparar a vinda do natal, mais do que semear o espírito natalício, fazer dos dias que passam sem nada que os marque, dias especiais, ou fazer com que cada dia tenha um momento especial.


Agora, ando a pensar em coisas que possamos fazer.


Eis algumas ideias (descaradamente roubadas por aí e por ali):


 - jantar à luz de velas


 - dançar uma música (todos os membros da família, em dias diferentes, escolhem uma música e todos dançam)


 - preparar um jantar em conjunto


 - ver um filme, com pipocas


 - ler uma história de natal


 - dar um passeio a um sítio especial (para os fins de semana)


 - comer uma sobremesa especial 


 - fazer um pic nic dentro de casa


 - fazer postais para as pessoas mais próximas ou amigos especiais


 - fazer enfeites de natal com material reciclável (rolos de papel, massas, garrafas, etc)


 - escolher brinquedos para levar à loja social


 - comprar um enfeite especial (no ano passado a Mr. escolheu um anjo e a Gr. uma nota musical)


 - decorar a árvore de natal


 


 


 

domingo, 2 de novembro de 2014

as maravilhas do maravilhoso mundo novo

Passo pelo quarto dela. Porta fechada, com um papel colado. Tento ler alguma coisa. Só gatafunhos. Abro a porta: Mr. já sabes escrever. Se queres privacidade, escreve a sério, não faças gatafunhos.


Tira o papel e passados dois minutos volta a colá-lo, enquanto fecha a porta.


Tento ler: "perciso presição."


 

sábado, 1 de novembro de 2014

afirmação

No supermercado abre uma caixa nova.


Ouve-se o costumeiro "pela mesma ordem, podem ir para a caixa nº tal."


Saí da fila onde estava, juntamente com as outras pessoas que estavam noutras filas e, ao contrário do que costumo fazer, não deixei passar ninguém. Pousei as minhas coisas no tapete e fiquei à espera, fazendo ouvidos de mercador aos resmungos das pessoas que ficaram atrás de mim.


 


 


Hoje fui a má da fila.


(não gostei)

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...