Na ponta do sol.
domingo, 26 de fevereiro de 2017
sábado, 25 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Ontem deu-me para isto
Vestido: figurinos do grupo de teatro, kitado pela d. Elsa
Peruca: emprestada pela Titi, há séculos
Sapatos: dysfunctional by Eureka
Leque: alguém mo meteu na mão
Máscara: diretamente de Veneza, emprestada pela Rita
Tropecei mil vezes na cauda do vestido, abri e fechei o leque em espasmos sensuais outras mil, disse disparates e ri-me muito, sem ter bebido uma pinga de alcool (tá bem! tá bem! bebi uma imperial depois do jantar, uma!)
Coisas soltas que me passam pela cabeça
Às vezes, ela chama-me mummite e eu pergunto-lhe: que é, filhite? Ainda é cedo para começar a beber, não é? Ontem, Coimbra foi giro, excetuando as estudantes de medicina um bocadinho snobes. Hoje, já tive carnaval. Amanhã, há mais, no Funchal, em a gente chegando lá vivos. Vai chover e as temperaturas vão atingir máximas de 16 graus. A loucura!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
fazes assim:
ontem, preocupaste-te com ontem, a visita de estudo das miúdas, a entrega dos testes, etc.
Hoje, preocupas-te com hoje: preparar tudo para ir para Coimbra, ir para Coimbra, fazer parte da animação do congresso, etc.
Amanhã, preocupas-te com o amanhã e nem vais enumerar o que há para fazer amanhã. Pensas nisso amanhã.
No sábado, preocupas-te com sábado.
Zeca
Cresci com Zeca Afonso. O Zeca Afonso rodava lá em casa, no gira-discos. O Zeca rodava em casstes gastas no carro. Nas voltas de domingo à tarde, nas manhãs de cada 25 de Abril (assim, com maiúscula).
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
quando os blogs fecham portas
Não gosto quando aqueles blogs que leio há anos, ainda que tenham deixado de escrever de forma assídua há anos, desaparecem.
Fico sempre com uma sensação pequenina de orfandade.
depositório
Esqueço-me muitas vezes de que este antro não é apenas um depositório de estupidez, é também um registo de coisas que quero não esquecer.
Coisas que quero não esquecer de hoje:
"esta professora faz milagres." Não faço, sei que não faço, tenho plena consciência das minhas falhas enquanto professora, sendo a maior delas todas a preguiça, mas, mesmo vindo de um miúdo imberbe e inocente, ignorante das coisas do mundo, encheu-me o ego.
O Hudson chora, chora baba e ranho depois de lhe entregar o teste, cotado como Muito Bom. O Hudson chora e eu fico a olhar para ele "queres ver que me enganei e escrevi insuficiente?"
Hudson, o que está escrito no teu teste?"
"Muito bom, teacher."
"Por que carga de água estás tu a chorar, homem?"
Chora, chora, chora, o nariz destila ranhoca verde. "O meu pai disse-me que se eu tirasse insuficientes eu ia trabalhar para as obras." (miúdo do 3º ano)
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
eis-me
Aqui estou eu, a corrigir testes...
aqui estou eu a procrastinar a sopa do jantar,
a adiar o resto dos testes,
das listas do que há para fazer,
das listas das listas do que há para fazer.
Aqui estou eu a pensar na quinta-feira, na ida a Coimbra. Que vou lá fazer? vou aqui, não sei bem fazer o quê, com parte do grupo de teatro. Eu queria estar mais stressada com isto que não sei o que é do que com a viagem de sábado, mas está difícil. Estúpida!
caraças
Estou nervosa, ansiosa, com maus feelings. Viajar de avião dá cabo do meu sistema nerbioso. Estúpida, eu sei!
domingo, 19 de fevereiro de 2017
sábado, 18 de fevereiro de 2017
Letters and words (eu follow friday hoje, também) o post desaparecido
Ontem escrevi o texto que se segue, para a tag follow friday. Entretanto, já a caminho do carro para ir trabalhar, lembrei-me de que não tinha feito o link para o endereço do blog que ia recomendar, o letters and words. Saquei do telemóvel e decidi-me a fazer aquilo logo ali, dentro do carro. Com a pressa, abre separador, fecha separador, copia link, tenta colar link, atrapalhei-me toda e decidi deixar para depois. Guardei-o nos rascunhos no telemóvel e abalei para a estrada que ainda tinha muito para andar.
Quando voltei a pegar no telemóvel, o texto tinha desaparecido, não estava nos rascunhos. Assumi que o tinha apagado sem querer e que teria de o reescrever quando ligasse o computador.
Hoje, sábado, após a minha aula de cycling e um cafézinho, sento-me, ligo o computador e, olha, ele está aqui nos rascunhos!! Fixe. Toca a postá-lo, novamente, com os devidos links.
A S. escreve bem, muito bem, e foge sempre à banalidade. Não é o blog para quem gosta de trapos e maquilhagem, mas também é.
A S. escreve sobre livros e filmes de forma espantosa, Ali não há margem para falhas, não há "gostei porque é giro", há análises cuidadas do que leu, viu e ouviu, em textos recheados de piadas argutas e bem engendradas.
Há relatos interssantes das viagens que já fez e pistas para as que quer fazer, há bons planos e dicas essenciais para quem gosta de planear onde vai e como vai.
A S. escreve poucas vezes, mas quando o faz é com um prazer danado.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
ida à Madeira
Já temos carro alugado.
Letters and words, não fizemos planos nenhuns, mas tomei notas a partir dos teus posts.
Sinto que ainda falta muito, mas é já para a semana.
riviu: uma espécie de iogurte
Andei feita doida (não andei nada, mas o dramatismo confere outra aura ao texto) à procura disto no Lidl.
Não especificamente o de morango, os de fruta. Já tinha provado os naturais e queria dar uma oportunidade aos outros, mas de cada vez que chegava à loja já não havia nenhum. A minha teoria é que os funcionários ficam logo com eles.
Hoje encontrei (os funcionários já os devem ter provado todos e não querem mais). Comprei. É uma merda, uma merda! O sabor é horroroso, parece um iogurte fatela e a textura é má, uma pasta avermelhada e um creme de morango com aspeto doente nos cuidados paliativos à espera do último suspiro. É um mau iogurte que ainda por cima não cumpre o que promete: encher o bandulho. Estou na mesma com vontade de comer o pão todo que há em casa.
agradecimento sentido
Entre escolas, casa, arrumos e ginásio, jantar e essas coisas todas que se fazem, não arranjei tempo de qualidade para vir aqui agradecer à Mula o convite que me fez para contar uma história de uma música que eu ouvi. Saiu assim uma coisa muito aparvalhada, mas houve quem lhe achasse piada, vá-se lá perceber o sentido de humor das pessoas....
Obrigada, Mula, pelo convite.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
tão anjinhas, as miúdas
No sábado, depois de os técnicos da meo terem ido embora, o pai avisou as miúdas: "a televisão fica aqui na sala, mas é para ocasiões especiais. Além disso, já não há canais pandas nem nada disso, foi só para os senhores instalarem a fibra."
Hoje, terça-feira, pedem-me para ver um bocadinho de televisão. Eu deixo, "15 ms, meninas."
"Está bem, mãe."
Elas sentam-se no sofá, ligam a tv, ligam a box, vão diretas ao canal dois, onde está a dar o zig zag e ouço a Mr. dizer à irmã: "não temos os outros canais, mas podemos ver o zig zag".
São tão crédulas, as minhas filhas, tão totózinhas...
Petrolina chamada à receção
Se a minha cara Petrolina ainda dá aqui uns ares da sua graça (desaparecida, não te encontro em lado nenhum na blogocoisa), este era o momento ideal para me fazer o grande favor de me dar dicas sobre o Funchal. A minha grande preocupação no momento é saber como circular e onde deixar o carro para ele não ficar bloqueado, dado que chego no sábado, dia de desfile pelas ruas do centro.
Grata pela amabilidade.
Gabs
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Notas
Temos fibra em casa desde ontem. Que fique registado. Plano para os próximos minutos: agora que consegui arrancar o esqueleto adiposo da cama e tomei banho, vou tomar um café tirado por mim e depois reunir outra vez certa dose de coragem para arrumar o caos que ficou do jantar de ontem. Para registo também: temos 150 canais de TV, mas as miúdas nem se lembraram de ligar o aparelho. Já são 8 meses sem ele.
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Gostos de fim de semana
Gosto de estender roupa acabada de lavar. Cheira bem e os atos continuos de sacudir e estender acalmam-me. Gosto de fechar os olhos e encostar a cabeça no guiador da bicicleta, nas aulas de cycling, quando é para dar o máximo a pedalar. Concentrada na minha respiração e no ato de pedalar o mais rapidamente possível, emerjo cheia de energia. Gosto de tomar o café tirado pelo M. Gosto de sábados em que não tenho de andar a fazer de chofer. Gosto de ouvir as miúdas no quarto.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Que bom
Normalmente, neste sítio onde me encontro agora, tenho vontade de me despir toda. Hoje, este calor de tropical é bem-vindo.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Diversidade matinal
Entre uma terra e outra, paro numa terrinha, no meio do nada, para tomar café. Entre os senhores que entram de galochas e as velhotas de pantufas também é normal encontrar as senhoras que parecem saídas de um fashion blog. Rio-me para dentro e saboreio o meu café.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Qual é o teu maior sonho, gr.?
Anda uma mãe e um pai a educar esmeradamente, com brinquedos e chocolates qb, sobremesas deliciosas, chillis e caril à descrição, pra depois ter de ouvir da boca da mais nova que o seu grande sonho era morar em casa da laurinha, ser irmã da Laurinha e vir visitar-nos de vez em quando.
existencialismos à parte...
Racionalizemos: ainda que vivêssemos noutro local, à primeira vista mais interessante, não escaparíamos às rotinas que marcam o passar dos dias quando há filhos. Poderíamos fazê-lo, claro, mas aí seríamos aqueles pais que não cumprem o seu papel.
Vivêssemos nós em Díli, em Londres ou em Singapura, não havia como não acordar de manhã, depois de deitar mais ou menos cedo, preparar e levar filhos à escola, trabalhar, cozinhar, comer e essas coisas todas.
O que me incomoda é a aparente inutilidade de tudo. (hoje incomoda)
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
é oficial
Eu vinha escrever que não gosto de gente que está sempre bem-disposta, mas a verdade é que eu não suporto gente que está sempre bem-disposta.
domingo, 5 de fevereiro de 2017
sábado, 4 de fevereiro de 2017
brave
Ontem fui ao ginásio. Queria compensar uma semana má, estava cheia de pica, esqueci-me de comer decentemente durante a tarde.
Entre walking ou crawling bears ou lá o que é, walking lounges, saltos à corda e o camandro comecei a ver tudo a andar à roda e o meu coração disparado.
Mandaram-me deitar e pôr as pernas para cima. Assim fiz. Entretanto, as tonturas continuavam, o coração batia tanto que achei que ia sair do peito.
Comecei a pensar que ia morrer, entrei em modo de ataque de ansiedade. À minha volta perguntavam-me se seria melhor chamar os bombeiros, que ficam logo ao lado, mas eu recusei. Só queria controlar a ansiedade de sentir o coração prestes a explodir e pensar que ia morrer. Consegui. Uns dez minutos depois levantei-me e devagarinho alonguei. Vim embora.
Hoje fui ao ginásio outra vez (tenho de compensar a semana má) e assumo que ia com medo. Começar a relacionar exercício físico e ansiedade decorrente do aumento do ritmo cardíaco é a última coisa que quero.
Correu bem. E escrevo porque quero deixar registado que hoje acho que devo ser uma gaja com eles no sítio. Só quem nunca teve um ataque de ansiedade sabe a vitória que é controlar.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
pecadora
Pecadora me confesso: não pego num livro há mais de um mês. Senhor confessor, ajude-me. Não sei que se passa. Tenho para mim que a culpa é da série que ando a ver, senhor. Não consigo não ver, ressaco se não ponho o computador no colo para ver o raio da série, sabe, é que ainda por cima o computador em cima das pernas sempre é uma coisa que ajuda a gente a aquecer-se e a esquecer-se, já agora, das outras coisas que há para fazer.
Ai, senhor confessor, tenho aqui tanto livrinho bom para ler, olhe, veja lá, estou a olhar para eles, para os anagramas de varsóvia do zimler, para o night soldiers do alan furst, emprestados pelo meu irmão que está agora a esquiar algures em courchevel, o estupor e eu aqui, o diário de um totó, ai esse não que é da mr, que esteve ontem a ler aqui na minha cama.
Ai, senhor confessor, eu só vou parar de pecar quando acabar o raio da série, assim comassim só falta metade da última temporada.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
sismo
Ontem à noite registou-se um pequeno sismo, com epicentro a cerca de 8kms do local onde vivo. Não foi um grande sismo, apenas o suficiente para sentirmos por breves segundos a casa a tremer com grande estrondo.
Os vizinhos sairam à rua, o M. foi ouvir os animais (diz que sentem os sismos antes), as miúdas continuaram a dormir e eu agarrei-me à ombreira da porta, tremendo de medo e temendo o que ainda pudesse vir.
Não foram aqueles segundos de sismo que me perturbaram, foi o after shock psicológico, se é que posso chamar-lhe assim, que se seguiu, saltar da cadeira, hoje, sempre que um vizinho sobe as persianas com mais violência ou sempre que um camião sobe a estrada em frente...
Cotão
Não sei se acontece com outros, mas o meu marido larga imenso cotão. Ou arranjo maneira de ele parar de largar cotão ou tenho de o substituir. Os vossos maridos também largam cotão?
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Ai a minha vida!
Está a chover. E dói-me a barriga. E aquele menino chateou-me e disse que eu era burra. E eu já fiz tudo. Mas eu não quero esperar. E ele deu-me um pontapé quando passou aqui e ela tirou-me a borracha e eu ainda não sei o que é para fazer. Eu vou à casa de banho e ticher eu quero beber água e eu também já acabei e põe aqui um certo e puseste a ele e não puseste a mim e calem-se se não ficamos de castigo!
fazer a revolução (outra vez)
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Estou aqui ou não?
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Estamos em casa. À minha volta vejo sacos e malas. Ouço as miúdas na casa de banho, dentro da banheira, a livrarem-se de sal e areia acumula...