A casa do meu vizinho solteiro, não sei se bom, se mau rapaz, que deve rondar a minha idade, é limpa todas as quartas-feiras pelos papás. Todas as quartas-feiras, os papás, a mamã e o papá, aparecem com baldes, esfregonas, sacos do lixo, panos e paninhos e limpam a casa ao "menino".
quarta-feira, 31 de maio de 2017
gr.
Diz coisas como "espirote" (espera),
"fófi" (calculo que nos esteja a dizer que somos fofos ou algo do género).
O pai é "api" ou "apizinho",
a mãe "ami ami" ou "amizinha".
Sempre brincou muito com as palavras e o crescimento não lhe levou ainda essa qualidade.
Ontem à noite, em resultado de na escola terem ouvido poesia, disse: - "hoje podemos ler uma poesia? não me apetecia ler uma história."
Saquei do "livro da Tila" e bingo! - "foi desse livro que estivemos a ler poemas."
Quase que o lemos de ponta a ponta
sábado, 27 de maio de 2017
obrigada, blogocoiso
Eu já não tenho a certeza de quem comentou quem primeiro, atrevo-me a pensar que foi ela a primeira a vir aqui ao caixote, dada a minha reticência em comentar em sítios alheios. Uma miúda do Porto, a lidar com a vida, cheia de sentido de humor e com textos honestos.
Nunca nos vimos pessoalmente, mas tornámo-nos assíduas no blog uma da outra. Coisa estranha, isto dos blogs, porque, embora não a conheça, sinto uma ternura especial por ela. Aqui há uns dias, enviou-me uma mensagem pedindo a minha morada.
Ontem, na caixa do correio veio um presente dela, que se deu ao trabalho de, sem me conhecer fisicamente de lado nenhum.
Coisa estranha isto dos blogs, que nos leva a sentir afeição por pessoas que não conhecemos.
Obrigada, Isabel, Meninamulher.
sexta-feira, 26 de maio de 2017
Untitled
Ela pinta desenhos sacados da net, de princesas, heróis da disney, animais variados e recorta-os. Depois, amontoa-os no sítio onde pintou e recortou. Vou recolhendo recortes pela casa quase toda e ponho-os numa pasta. Não me deixa deitar nenhum fora, de vez em quando lembra-se daquele gatinho com manchas cor de rosa "sabes, mãe, aquele que tinha as patinhas que eu pintei de azul, sabes mãe, não o encontro" e tira todos os recortes, espalha-os novamente, no chão da sala, do meu quarto ou do quarto delas.
Eu zango-me, porque já sei que ela não vai arrumar ou vai tentar e não vai conseguir.
No dia seguinte, sozinha em casa, aproveito para me ver livre de alguns, enquanto volto a empilhá-los, para caberem na pasta cada vez mais cheia.
De cada vez que amarfanho um, faço votos para que não seja o próximo que ela vai querer rever, encontrar...
quinta-feira, 25 de maio de 2017
quarta-feira, 24 de maio de 2017
segunda-feira, 22 de maio de 2017
fim de semana de festa e de mais surpresas
Sexta, dia 19: ida ao norte. Paragem na zona de leitões para abastecer estômago. Chegada a casa às doze da madrugada.
Sábado, dia 20: noite com amigas entre chávenas de carioca de limão, cafés e shots de tequila, muita conversa, com temperaturas na ordem dos vinte graus às duas da manhã.
Domingo: manhã de preparativos para um almoço de família. Quando chega a C., vem ao telefone com o irmão (meu). "Fala aí com o teu irmão." E passa-me o telemóvel para a mão.
"A tua prenda está na mala do carro, pede ao M. que vá contigo e te ajude:" Oi? prenda? na mala? preciso de ajuda? o que é que estes gajos foram arranjar?
Na mala do carro uma bicicleta. Para mim. Só para mim, a minha, o que não deixa de ser engraçado, porque aos vinte anos também recebi uma.
Domingo após o almoço: começam a entrar-me pela casa amigos, respetivas proles e as crianças fazem a festa. Estou atónita e maravilhada. Há semanas que toda a gente conspirava para me dar um aniversário do qual não me vou esquecer. E isso vale ouro.
O M., conspirador mor, vale platina e diamantes e todas as outras pedras preciosas.
(e eu acho que já não sei escrever)
quarta-feira, 17 de maio de 2017
diga quarenta!
A noite de ontem terminou com dois shots de tequila. Terminou bem.
Depois de um dia inteiro a maldizer o homem com quem casei porque aparentemente ele não me ia fazer a festa surpresa que andei meses a pedir, o mesmo marido empurrou-me para dentro da casa da Rita e do Rui onde havia uma catrefada de gente a gritar parabéns. Acho que era isso, não me recordo com certeza absoluta porque ainda achava que a minha filha mais nova estava doente. Eu podia jurar que até a tinha ouvido chorar, enquanto subia as escadas do prédio. Afinal, a miúda não estava nada doente, não se lembraram foi de outra desculpa para me fazer subir.
Refeita do susto, percebi que, afinal, às escondidas, andava tudo a conspirar. Entrei nos quarenta à grande e à francesa.
Tive ainda direito a um power-point feito pelo mesmo marido que andei a maldizer o dia todo, com uma seleção de fotografias minhas e nossas, que marcaram os meus quarenta anos de vida, com uma seleção musical escolhida a dedo.
As pessoas que fazem parte da minha vida aqui no oeste estavam todas presentes, trocatintas e bolachas incluídas. Faltaram, por motivos óbvios, as pessoas que são importantes para mim, mas que estão longe, com quem vou estar no fim de semana. Foi um dia bom.
Tenho quarenta anos. É oficial. Mas dizem que continuo a parecer uma miúda. E eu vou continuar a acreditar que sim.
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Give away
Amanhã entro nos Entas. Para comemorar, vou fazer um pequeno give away. Durante o dia todo vou oferecer a quem quiser.... Não é nada de especial... Preparem-se, é uma cena simples, nada de muito grandioso.... Vou oferecer o meu braço esquerdo ( o direito faz-me mais falta) e um pé com a pedicure por fazer. A primeira pessoa a dar-me os parabéns leva o braço. Depois, sorteio o pé.
domingo, 14 de maio de 2017
sábado, 13 de maio de 2017
sexta-feira, 12 de maio de 2017
dia da mãe, 2017
No dia da mãe tive pequeno-almoço no cama, prendas artesanais e não só, fomos jipar para o meio do monte, onde lanchámos chouriça assada num porco de barro, acompanhada de um uma cerveja fresca e queijo de uma tasca a caminho da fórnea. Jipámos muito, por caminhos desconhecidos e o pai fez o jantar. Foi um dia bom.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Notas soltas
Todos os caminhos vão dar a Fátima. Chove a potes. A minha TPM era pré em vez de ser pós. Ainda bem. Pode ser que entre nos quarenta com disposição para festa em vez desta disposição pra enterrar uma faca no meu pescoço (eu ia escrever no meu próprio pescoço, mas era um pleonasmo bué estúpido). Vivam as pontes papais.
terça-feira, 9 de maio de 2017
estatísticas
São só as "minhas" estatísticas que estão maradas?
Não escrevi nada de jeito, não falei de sexo, não houve destaques... não há razões para ter centenas de visualizações. Será que descobriram finalmente que este é um blog bem escrito?
closure
O fim de uma relação não mata, mas mói, porque um fim é sempre algo frustrante, que abala os nossos alicerces.
Quando uma das pessoas sai da relação sem explicar os motivos que a levam a afastar-se, a concordar com o fim, complica tudo. Porque deixa o outro num limbo, não permite um "encerramento" emocional, não se consegue iniciar o luto daquela relação que acabou e depois também não se consegue avançar.
A pior coisa que um elemento de uma relação pode fazer é isto. Porque "mata" o ex. para a vida que vem a seguir. Pensar que andam aí pessoas capazes de atuar desta forma deixa-me furiosa.
Os ingleses chama-lhe "closure".
Não, a minha relação não terminou, mas conheço pessoas que ficaram neste "limbo" e sinto uma vontade de assassinar quem as deixou ficar assim.
segunda-feira, 8 de maio de 2017
guiomarês
"Vamos no episório 27 do tom sawyer" e canta "vês passar um barco rumando pró sul, brincando na broa gostavas de estar..."
"Amanhã são as provas de aflição."
domingo, 7 de maio de 2017
Está um pirilampo
na minha janela. Estou às escuras a ver a sua luzinha piscar e estou feliz por isso. Que os anos e a vida não me tirem esta capacidade de me maravilhar com coisas pequeninas.
sábado, 6 de maio de 2017
sexta-feira, 5 de maio de 2017
dia da mãe
Declaro que o dia da mãe começa hoje e,
logo à tarde,
quando eu chegar a casa,
começo a ser tratada como uma rainha do sabá.
Não faço nada até a meia-noite de domingo,
a não ser que me apeteça tirar o rabo do sofá.
chuva
Metade das águas mil que deviam ter caído em abril
cairam hoje
em cima de mim
das minhas calças brancas
das minhas sapatilhas de lona
quinta-feira, 4 de maio de 2017
crescer
Por cá (em casa) tem-se falado sobre amizade a propósito das primeiras desilusões "amiguisticas" que a mais velha tem sofrido nos últimos dias.
O discurso é o de que não há "uma melhor amiga", há amigas e amigos ("mas sempre que eu vou brincar com algum rapaz elas dizem que eu estou apaixonada por ele e é mentira!!!"), amigas e amigos, enfatizamos nós, que podem ser os melhores em coisas diferentes. Podemos ter a melhor amiga para contar piadas e fazer brincadeiras malucas, a melhor amiga para contar segredos, a melhor amiga para nos ajudar a fazer trabalhos, o melhor amigo para jogarmos um jogo ou conversarmos sobre programas de televisão.
E a miúda vai para a escola mais contente, mas regressa tristonha. Suponho que depois a tacanhez típica da idade, das raparigas em geral e dos miúdos que só jogam à bola e afastam aqueles que não gostam, vem estragar as nossas boas intenções. Crescer custa.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Para não variar
O sol brilha, está quentinho, mas cá ando eu a carregar a cabra da nuvem negra da TPM.
terça-feira, 2 de maio de 2017
teoria de compensação
Há pessoas que se afastam ou a quem a vida afasta, mas outras chegam, de outros lados, para preencher o buraco.
Que seja sempre assim.
fazer a revolução (outra vez)
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Estou aqui ou não?
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Estamos em casa. À minha volta vejo sacos e malas. Ouço as miúdas na casa de banho, dentro da banheira, a livrarem-se de sal e areia acumula...