sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Telegrama

Comecei na quinta a trabalhar stop Colegas simpáticos stop Miúdos ainda não sei stop A Mr já trouxe para casa um trompete stop Parece que estão a torturar vacas lá em casa stop Quando ela está a praticar stop Não posso mandá-la parar stop Porque é educativamente incorreto stop

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Toma!

Na sexta-feira de manhã, recebi a carta da segurança social que confirmava que ia receber subsídio de desemprego, na sexta-feira comecei a pensar que precisava mesmo que o M. me fizesse uma lista de tarefas para eu cumprir ao longo de dia e me afastar do computador, na sexta-feira, ao início da tarde comecei a pensar mais ou menos isto:


da última vez que fiquei desempregada, no dia em que me dediquei a destralhar a casa foi o dia em que comecei a receber o subsídio e foi também o dia em que fiquei colocada, na volta, apesar de estar tão em baixo nas listas, fico colocada hoje. Ahaha! pois, ahahah!


 


Na sexta-feira, estamos a falar da mesma sexta-feira, fiquei colocada. Tumbas. São só oito horas, mas significa tempo de serviço e a possibilidade de não me sentir uma ameba fechada em casa, num leva e traz constante das miúdas, entre casa e escola. Toma!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

químicos, é só químicos!

A mais velha quer usar desodorisante! As colegas levam desodorisante para a escola, usam-no antes das aulas de educação física, portanto, a miúda, pequenina, cujas hormonas ainda (felizmente, felizmente) não andam aí aos saltos também acha que precisa! Não adianta nada explicar-lhe que ela ainda não precisa, que o seu suor não cheira mal  - "mas eu suo, eu suo" -  diz ela, agitando os  braços, muito indignada, como é que eu me recuso a comprar-lhe um desodorisante, como é possível, se ela sua!


 


 - Compra-me um para criança. 


 - Eu acho que nem há disso para criança! As crianças não precisam.


 - As crianças não precisam de maquilhagem, mas há maquilhagem para criança!!! argumenta ela, muito agitada. Como é que eu não percebo isso, como?


As miúdas da idade dela usam maquilhagem, pintam as unhas, põem desodorisante, têm telemóveis!! 


E agora, ponho em causa o julgamento e a capacidade de decisão de todas as mães que compram às filhas, de forma frequente, artigos de maquilhagem e merdas para porem na pele sem pararem para pensar na merda toda com que as estão a envenenar! 


Quando eu era miúda, pintar a cara era coisa de carnaval. Ninguém na escola andava pintada. Hoje, as miúdas de sétimo ano já vão para a escola todas besuntadas e vão continuar a andar besuntadas o resto das suas vidas, porque depois de uma pessoa se habituar a ter a cara encerada é difícil vermo-nos ao espelho com a cara com que acordamos. Vão andar o resto da vida a meter químicos no corpo.


Eu defendo que quanto mais tarde o fizermos, melhor. Mas parece que sou uma ave rara. Tenho de rebater toda a sorte de argumentos e ainda sair das discussões com a fama de mãe chata e fora de moda. A minha miúda nao vai ser cool e a culpa é da mãe. 


 


 


 


 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

o meu quarentão

A partir de hoje sou casada com um gajo quarentão, quarentinha, digamos antes, afinal entra hoje nos quarenta, ainda não anda lá pelos meios ou pelo fim.


 


O meu quarentão, quarentinha, quarentinha! é um gajo giro como o caraças, um homem com O assim grande, maiúsculo, um pai fabuloso e um amigo extraordinario, o meu melhor amigo.


 


 


 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

setembro é lindo

A minha miúda mais velha mede 1 metro e pouco, talvez um metro e quinze cms.


Começou agora o 5º ano e, por estes dias, só me lembro deste mixórdia de temáticas: 



A mochila é maior do que a dona e deve pesar quase tanto como a dona. Depois, nos dias em que tem educação física, leva o "malote" (este fenómeno é comum a outras zonas do país? conhecem o fenómeno do malote, aquela mala extra onde os miúdos levam o equipamento de ginástica?). Na próxima semana, começa a ter aulas de trompete e já a estou a imaginar com a mala do instrumento a juntar-se à festa.


 


A minha filha começa as aulas às 8.30, nós moramos a cinco minutos da vila, mas tenho de sair de casa às oito e cinco, porque caso contrário, devido à forma como o trânsito circula na área afeta à escola, chegamos atrasadas. Consigo que às oito e vinte esteja dentro da escola e regresso a casa a correr para preparar a mais nova, que entra às nove. 


Não me lembro de nenhuma mixórdia de temáticas sobre este fenómeno, mas deve haver.


 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Sentei-me

no sofá, agora. Que nem uma nem outra me chame. Que a pata, gata que é minha e vive com os meus pais, mas está connosco, não me peça para lhe ir abrir a torneira do bidé para beber água, que nada me arranque daqui exceto o desejo imenso de me ir deitar na cama. Para já, preciso de sofá. >

Prece

Que o deus das pequenas coisas me ajude, que está aqui a TPM e não era suposto.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

"Há alguém mais gulosa do que eu"

Nas vésperas de descermos ao Algarve fui com o M. a Coimbra. Ele foi fotografar uma blogger / doceira para a revista dos produtos Amanhecer.


Gosto de ir com ele, por vários motivos, entre eles conhecer pessoas novas envolvidas em trabalhos interessantes e desta vez não foi exeção. Se calhar, já muita gente ouviu falar na Mafalda Agante, do blog "Há alguém mais gulosa do que eu", mas eu não fazia ideia de quem era.


Chegámos a Coimbra um pouco antes da hora marcada e o M. foi partilhando comigo as ideias que tinha para as fotografias.


A Mafalda chegou uns minutos atrasada, com sacos e caixas, desculpou-se muito, visivelmente aborrecida consigo por nos ter feito esperar, ainda que tenha sido por pouco tempo, e começou a "montar" a sua loja com os bolos que tinha trazido para serem forografados juntamente com a própria. 


A lojinha onde vende os seus doces e outros tradicionais, vindos de vários pontos do país, é pequenina, mas de muito bom gosto, assim como a louça onde os apresenta.


A Mafalda, à nossa frente, foi dispondo os doces que trazia, enquanto o M. ia fotografando tudo o que podia, exeto a doceira. Todas as ideias que o gajo tinha para a fotografar eram postas de lado, a Mafalda não queria ser fotografada. Eu comecei a passar-me um bocado, estava cheia de fome, ver passar diante de mim toda uma série de doces e não os poder comer mais a atitude da rapariga já me estavam a deixar mal disposta. Saí de cena e fui dar uma volta. Lanchei umas cenas saudáveis e regressei à loja. 


O M., falando disto e daquilo, fotografando daqui e dali, já tinha feito grande parte das fotografias que tinha levado na cabeça fazer. Afinal, a Mafalda era apenas uma rapariga que acha que fica mal em todas as fotografias e o fotógrafo foi-lhe dando a volta, conseguindo fotografias giras. 


No final, arrumámos o material e estávamos prontos para sair quando a Mafalda nos perguntou o que queriamos lanchar. Atenção, ela não perguntou se queriamos lanchar. Fez-nos sentar na única mesinha que existe no interior da loja e, com gosto e orgulho, foi-nos dando a provar TODOS os doces que são feitos por ela que nós conseguimos comer. Nunca comi um toucinho do céu tão bom. Ainda me babo quando me lembro da orgia de doçaria que para ali houve.


E, quando achávamos que era tempo de ir embora, começou a pôr em caixas fatias de TODOS os outros doces que não conseguimos comer na loja. 


Que tarde extraordinária. 


 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

lua de mel, lua de fel

Ontem, foi lua de mel: não se ouviram disputas, apenas gargalhadas cúmplices, porta do quarto fechada, mãe "expulsa! dos domínios das filhas. 


Hoje, começaram logo o dia com aquilo a que a língua inglesa chama bickering, um constante rosnar / ranhosar uma com a outra. Alguém quer ficar com esta lua de fel?

sábado, 9 de setembro de 2017

é uma maluca, esta gr.

O pai fez birrinha à hora de almoço, as miúdas começam a chamar-lhe bebé vezes sem conta. O pai sai da mesa depois de termos acabado de almoçar e regressa após uns minutos, com instintos de boss assassino: quero esta mesa arrumada, as meninas vão pôr a loiça na máquina, já, já. Toca a despachar!


Ai, ai, este bebé está a brincar aos líderes!! diz a nossa mais nova.


O pai desata a rir, quase lhe sai café do nariz. 

No quinto ano

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A Mr. vai ser " a miúda dos manuais psicadélicos " nos conselhos de turma.


 


 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

bipolaridade ou a saga da busca permanente pelo equilíbrio

Acordo e digo para mim que tenho de arrumar tudo o que anda por aí espalhado, fora de sítio. Tomo o pequeno-almoço e opto por me sentar ao computador, afinal para quê arrumar aquilo que daqui a dias vai voltar a estar desarrumado?


 


Não sei que faça para o almoço e digo para mim que vou comer algo saudável. Enquanto faço a refeição, decido que até mereço uma coisa menos saudável. A vida são dois dias e bom, bom é comer.


 


Vou no carro, acelero, ainda quero ir ao ginásio, preciso de malhar, mas caramba, ando sempre a correr de um lado para o outro, que stress, a vida não pode ser isto, hoje afinal não vou.


 


Tenho de tratar de mim, não posso estar sempre a comer o que me apetece, a não ir malhar. Que caraças, tenho um corpinho fixe, aceito-o como é, não preciso de estar sempre preocupada com o que como ou deixo de comer, com o exercício que faço ou não faço, aceito o corpo que tenho que não é mau para quem já pariu duas vezes, não pá, não, porque o corpinho é assim fixe porque não comes só o que te apetece e fazes exercício, vai ao ginásio, pá! 


 


É isto, todos os dias isto! 


 

cuidar de mim

A propósito disto, enquanto fazia o almoço para mim e para as miúdas, pus-me a pensar no que seria efetivamente cuidar de mim, agora, aos 40 anos, com uma vida aparentemente calma e organizada (tenho 40, não sei o que quero ser quando for grande e como professora contratada estou sempre num limbo entre emprego/desemprego).  


Cuidar de mim, neste contexto, seria aprender a lidar com a ansiedade e o stress que me comem viva a maior parte do tempo. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Atualização

Fui à praia com as miúdas. Ainda não estou colocada. Estou um bocado na merda, mas tenho uns vizinhos/amigos fora de série, que nos oferecem jantar pela segunda vez seguida.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

síntese

Domingo: sornámos pela casa, fizemos um picnic, tomámos cafe, viemos para casa. Demos uma arrumadela, recebemos os tios e a prima que de regresso ao norte pernoitaram cá, jantámos, tomámos café na vila deserta, elas animaram a praça com jogos de apanhada e escondidas, viemos para casa, dormimos.


O dia acordou cinzento e com chuvinha fininha, deprimente. A condizer com a necessidade de ir ao IEFP. 

sábado, 2 de setembro de 2017

chego a casa

E tenho os três, marido e filhas, a ouvir isto em altos berros: 



e o marido a fazer caracóis às filhas com isto.


 Vou aproveitar a onda e pedir-lhe que me pinte as unhas dos pés. 


 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...