domingo, 29 de outubro de 2017

trompete

O M. diz que está melhor, mas não deixa de ser um exercício de paciência e uma tortura ouvir a Mr tocar trompete. 


 

Esta é a altura do ano

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em que criaturas estranhas dão à costa. Misturas assustadoras entre lobos e lombos!

sábado, 28 de outubro de 2017

Um saco de boxe

preciso de um saco de boxe. Para libertar esta fúria que não posso libertar em que ma provocou.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

guiomarês

"Venceste a guerra, mas não venceste a batalha!" grita a gr. depois do pai vencer um jogo de uno, tendo ela vencido os dois anteriores. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

terça-feira, 17 de outubro de 2017

bipolar (quem? eu? sim!)

Comprámos-lhe (à mr.) o Diário de Anne Frank na sua adaptação em novela gráfica que saiu agora recentemente na versão portuguesa com a chancela da Porto editora.


Esteve a tarde quase toda agarrada ao livro. Ouvi-a dizer coisas como "ela viveu grandes aventuras naquele anexo" que atestam o quanto a minha filha é pequenina, inocente e imatura, deixem-na ser mais um bocadinho. 


Agora à noite, enquanto eu arrumava a cozinha, comunicou-me que ia apresentar aquele livro nas aulas de português, "amanhã, vou apresentá-lo amanhã" e começou a fazer de conta que eu era a turma enquanto desenrolava um discurso totalmente improvisado e um bocado caótico sobre o que leu e viu e ouviu (antes de jantar falámos sobre campos de concentração, sobre nazismo, as SS, sobre o facto de o diário ser um testemunho real). Na cabeça da minha filha ela estava capaz de apresentar aquele livro de uma penada só, sem preparação, sem nada, só chegando lá, à sala de aula, amanhã e debitando o que lhe viesse à cabeça, o que atesta o quanto a minha filha é pequenina e inocente e imatura, cresce lá um bocadinho mais, minha filha! 


 


 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Fumo

Já me aconteceram coisas invulgares nesta vida de professora, mas nunca ajudar a tirar os miúdos da sala para a escola ser evacuada.

fogo

A intenção era ir beber uma cerveja à beira mar, às Paredes. 


Sempre me congratulei por haver um pinhal a salvo dos incêndios, o Pinhal de Leiria na minha cabeça não ia arder. O mato é limpo, não há eucaliptos, as pessoas são cuidadosas, os munícipios que mandam nele também. O pinhal estava a salvo.


Até ontem. O pinhal começou a arder ontem. Uma núvem de fumo espalhou-se pela costa, desde a Figueira até muito além da Nazaré. Às seis já parecia noite, o sol afundava-se no mar mas era difícil vê-lo. 


Regressámos a casa. Vim com uma espécie de bola no peito. 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

ups

Uma semana sem escrever aqui. Uma semana que passou a cavalo.


Ainda é cedo para o calendário do advento, não é?


 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

o mundo dela (Gr.)

(O caixote foi destacado e nem dei conta.)


 - Gr, queres torrada para o pequeno-almoço? - pergunta a mãe.


 - Quero - responde a filha.


Quando a torrada fica pronta, a filha resolve bazar da mesa.


 -- Eh, e a torrada? - indaga a mãe.


 - Já não quero.


 - Assim, a torrada vai ficar triste.


 - Não vai nada, porque a torrada não tem vida.


 - Tem, tem! - Insiste a mãe. (já não é bebé, pensa a mãe)


 - Não tem nada, porque quando a metes na torradeira, ela morre. (ainda, ainda é bebé)


 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...