sábado, 28 de abril de 2018

Gr.

Ela disse que eu sou um rebuçado (doce) e uma flor (bem cheirosa).


É um génio precoce no que diz respeito às metáforas. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Esquizofrenia

Gostaram? Do verão? Aproveitaram? Usaram as t-shirts a que tinham direito, as sandalocas e sandalinhas? 


É que já chegou o outono! 

quarta-feira, 25 de abril de 2018

25 de Abril e texto em pedaços

Quando era miúda, em Belmonte, acordávamos ao som da Grandôla, o meu pai punha uma colcha vermelha na varanda...


Hoje fiz panquecas, tomei o pequeno-almoço e café ao som do mesmo. Liguei para casa, mas os meus pais não estavam.


Depois, obriguei as miúdas a fazer os trabalhos de casa. 


Não sei muito bem onde vou com isto. Não consigo fazer mais paralelismos. 


Ontem, a mais nova veio com um cravo para casa, contou-me a sua versão do que foi o dia 25 de abril dizendo coisas como fizeram ditaduras.  


 

terça-feira, 24 de abril de 2018

as músicas da minha vida

Ando desde ontem a cantar isto:


"bem vindo ao mundo encantado dos reis, princesas, ladrões,


heróis de banda desenhada, purpurinas e muito muito mais" - nesta casa, as purpurinas nascem do chão.


A roupa vem com purpurina das lojas


os brinquedos têm purpurinas


elas fazem desenhos e usam purpurinas


o calçado tem purpurinas


as nossas caras têm purpurinas 


e depois eu podia cantar - "está purpurinada, está toda purpurinada" ao som da música da Ana Malhoa (nem te atrevas!)


 


Há roupa no chão: meias perdidas, uma t-shirt, aquela mantinha que estava a tapar a mulher maravilha que já não tem a roupa original, mas um vestido cheio de purpurinas (o que te fizeram, mulher maravilha!) e eu podia cantar - primark on the floor (gostava mais de poder respeitar o original e cantar Versace on the floor).


 

domingo, 22 de abril de 2018

quero coisas boas ao domingo

(post inspirado na m-M, que faz posts de coisas boas à sexta, mas eu quero é coisas boas ao domingo, que aniquilem a nostalgia e dor dos domingos à noite)


 


fake blogger


os episódios novos de Will and Grace


 

sábado, 21 de abril de 2018

Cabidela

Agora, as miúdas chamam-me cabidela. Fixe, não? Partilhamos cenas do nosso passado como forma de passarmos uma qualquer lição de vida importante e as gajas pimba! Mandam-nas com elas para cima. Que é que hei-de fazer se não rir-me?

sexta-feira, 20 de abril de 2018

o jogo

Começou quando regressávamos de Lisboa, aquando da minha consulta de ombro na Cuf, só os dois.


Cada um escolheu uma marca de camião, se passar a minha marca posso dar-te uma cacetada, se passar da tua, dás-me tu. Podia ter-nos dado para pior. Não é todos os dias que podemos bater no parceiro e não sermos acusados de vioolência doméstica.


Nessa noite eu fui scania e ele volvo. Ele bateu mais do que levou e agora, em viagens mais ou menos compridas, é o nosso jogo. 


Que parvoíce! que grande parvoíce! Só que as parvoíces às vezes fazem-nos chegar a conclusões (igualmente parvas ou que não interessam a ninguém) engraçadas: 


1º se pudermos bater no parceiro, só usamos um bocadinho de força se estivermos zangados por algum motivo e vai de aproveitar para descontar, mas não ousamos magoá-lo a sério. Não fomos feitos para isto de andar a espancar parceiros.


2º não havendo razões de queixa latentes, damos uma sacudidela no parceiro e até temos pena. 


3º em determinadas zonas do país há mais volvos, noutras mais scanias, noutras mais renaults ou mercedes (eu avisei que as conclusões eram parvas)..


 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Sou fraquinha

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Diz que é médio, mas estou quase a falecer. 

vai-te lixar

O puto gritou qualquer coisa que eu não ouvi e ela mandou-o lixar. 


 - Mr! que foi, porque mandaste o miúdo lixar-se?


E depois ouvi: Mr! és não sei quê, não sei quê e ninguém gosta de ti" e ela mandou-o lixar-se outra vez. A minha vontade foi sair do carro e pregar dois tabefes àquele puto, mas deixei-me ficar.


Dei-lhe "autorização" (porquê as aspas? porque ela me perguntou se podia e eu disse que sim) à miúda para fazer piretes àquele puto ranhoso que está sempre a chateá-la. 


"podes, mas tens de garantir que não há nenhum adulto a ver."


Depois disse-lhe que o melhor mesmo era pura e simplesmente ignorar e partilhei com ela aquela cena de os rapazes da minha turma do 5º ano me chamarem arroz de cabidela, porque rimava com Gabriela. Durou uns dois ou três dias, porque eu ouvia-os gritar "cabideeeelaaaa", "cabiiiideeelaaaaa", mas fazia de conta que não, seguia o meu caminho (lixada por dentro, mas fazendo de conta que tô nem aí, tô nem aí, ainda esta música não tinha aparecido, só uns bons anos depois, que não sou assim tão idosa). 


 


Ensinar aos miúdos que se devem defender, e que essa defesa pode passar apenas pelo desprezo, não é errado, pois não? 


 

sexta-feira, 13 de abril de 2018

na vida e não só nas palavras

Faz hoje anos que estamos juntos, mas não vou fazer nenhuma declaração de amor aqui por escrito.


Não vou falar do quanto te amo porque todos os dias te mostro: quando me levanto e vou eu tratar do que tem de ser tratado, para tu dormires mais um bocado,


quando faço compras para as nossas refeições,


quando cozinho devagar e a pensar naquilo de que vocês mais gostam (há anos que não faço um arroz malandrinho),


quando me junto a ti na cama, depois de ir levar as miúdas à escola,


quando vou contigo a armazéns de segunda mão,


quando te levo snacks ao escritório,


quando te vou dar um beijinho,


quando te passo a mão no cabelo rapadinho,


quando te penteio as sobrancelhas,


quando te dou a mão na rua,


quando não me importo de tomar café cheio por causa daquele problema que nós sabemos de tu pedires sempre café curto (embora proteste),


quando te peço para comeres devagarinho,


quando obrigo a sair da cama mais cedo para aproveitares o dia,


quando te acordo das sestas (aí é porque também me amo e não quero aturar as tuas neuras de bebé dorminhoco que não dormiu o suficiente),


quando me deixo ficar em vez de ir para a cama,


quando....

quinta-feira, 12 de abril de 2018

ensinar a resiliência ou torturar

A propósito deste texto da Maribel, volto a pensar numa questão que me vem à cabeça muitas vezes quando se trata da minha miúda mais velha: quando é que insistirmos com os miúdos para fazerem alguma coisa que eles não querem ou acham que não conseguem deixa de ser trabalhar a resiliência e passa a ser pura tortura?


No caso da Mr., estes cinco anos de escola ensinaram-me que se ela não está para lá virada, insistir para que o faça só dá discussão, asneiras e muitos cabelos brancos (a mim). Assim, se ela não está para lá virada, obrigá-la a estudar matemática, por exemplo, é puro desgaste emocional para ambas, idem para o trompete e tudo o resto.


Todos os dias são dias de batalha campal e esta mãe fica sem saber o que fazer, sabendo que na vida não podemos só fazer aquilo que nos apetece, quando nos apetece. É a difícil e constante busca pelo equilíbrio. 


O pai tem a habilidade de levar a água dele com mais frequência ao moinho, mas eu desisto mais facilmente.


Se calhar, a culpa é da minha mãe, que não me ensinou a ser resiliente, porque já sabemos, a culpa é sempre das mães! 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Estranhamento

Estou tão habituada a ser chulada, pagar e calar que, quando me "oferecem" coisas ou quando olho para a conta e não me assusto, fico de pé atrás, com medo de estar a ser enganada. 


Fui a um fisioterapeuta novo em Leiria. Depois de uma sessão, "mandou-me" voltar lá para fazer exercícios no ginásio da clínica, uma média de duas vezes por semana, a custo zero. Ainda não estou em mim. 

Maluuucass

Por essas rotundas injardinadas, por essas valetas fora já há papoilas. Eu não sei se elas são malucas ou corajosas por saírem à rua com temperaturas de inverno.


 

terça-feira, 10 de abril de 2018

A cama

O que é a cama onde dormem duas pessoas que vivem juntas?


Apenas isso: uma cama para dormir?


 

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Elas e as escapadinhas

Nunca querem ir a lado nenhum. Os brinquedos, os livros, os jogos no telemóvel do pai, o cartoon network, as panquecas da mãe, a bolonhesa do pai são muito melhores do que idas e saídas aqui e ali.


Nem sempre conseguimos vencer a barreira de obstáculos que elas nos deitam em cima, mas vamos fazendo orelhas moucas. Umas vezes é prazeroso, outras uma valente merda sair com duas miúdas que conseguem passar o passeio todo a ranhosar.


Fomos a Montesinho passar duas noites e não foi automática a decisão de as levarmos. Mas foram, fomos todos. E, durante esses dois dias, passados metidos num carro, em estradas cheias de curvas e chuva, metidos num bungalow no meio do nada, eu só pensava: estas miúdas são um espanto! Não houve birras, não houve porrada. Houve passeios, com chuva e vento e frio, posta e batata frita, mas também atum e esparguete, filmes no computador, vento lá fora e até trovoada, houve calor da salamandra, mimo e muita calma. Houve família. 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...