Não há beijinho
não há abraço
não há murro no cachaço.
Quando esta merda a que chamamos ensino à distância acabar (aquilo que fomos obrigados a fazer para não quebrar os ciclos avaliativos) quando este merda acabar, os computadores desta casa vão ser encerrados a sete chaves. Se a pandemia quiser voltamos ao normal em setembro e preocupamo-nos com as avaliações e as metas e os perfis de saída nas escolas, ao vivo e a cores.
A campainha toca.
Abro a porta.
É a vizinha, que ficou encarregue de regar a nossa cof cof horta.
- Olha lá, o Marco não capou os tomates, pois não?
- ...................................... ? como?
Pegar no pano e na vassoura, chegar aos cantos e tirar as teias de aranha.
Não sei quando volto aqui, mas se a gente tem uma casa, mesmo que lá não vá, é bom ir fazendo umas limpezas, para ajudar na manutenção ou a casa cai aos pedaços mais depressa.
Pronto, limpei aqui os cantinhos, puxei o lustro aos corrimões, dei uma lavadela aos vidros e aspirei o chão.
Até à próxima.
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...