sexta-feira, 30 de julho de 2021

sensual dance

Na terça-feira, aula de hiit, no fim, eu toda partida, diz a prof.: na quinta é aula de sensual dance. Venham com tudo!


Eu, suada e vermelha como um pimento sexy, ri-me muito para dentro e depois para fora. 


"Posso vir para a aula de dança, mas devo deixar o sensual em casa."


Umas horas antes da aula, a prof envia mensagem: tragam uma camisa ou casaco e um chapéu.


Caraças, pensei, vai por-nos a dançar o "you can leave your hat on" e mandei link do vídeo para o grupo. Vamos dançar isto? 


Bam! estraguei a supresa.


À hora marcada, lá estava eu de camisa branca e chapéu de palha falsa, made in china.


Hoje, sei fazer movimentos sexies para uma cadeira vazia.


Já me fartei de ri com o vídeo que fiz, quando a coreografia ficou toda montada.


Que cadeira sortuda! 


 

quinta-feira, 29 de julho de 2021

o pai cá de casa

Cá em casa, o pai pinta as unhas das miúdas, o pai faz penteados, o pai "ensina" a mãe a andar de tacão.


 


 

quarta-feira, 28 de julho de 2021

é sempre todo um mundo novo

Daqui não vejo, mas imagino, porque estendi-os logo pela manhã (fresquinha, fresquinha), os três soutiens: o meu, o da mais velha e o da mais nova.


É muito estranho, isto de ter em casa pessoas que, de um momento para o outro passaram, a necessitar de usar algo como um soutien. 

quarta-feira, 21 de julho de 2021

bum bum turbinado

Já fiz muitas aulas de fitness, com todo o tipo de equipamento, em muitos locais diferentes e com muitos instrutores/professores diferentes, mas nunca...


nunca tinha feito uma aula de bum bum brasil


ao som de música pimba...


até ontem! 

terça-feira, 13 de julho de 2021

estilos (ou uma lição sobre)

que fazes?


estou a pesquisar roupa alterna.


Até me caiu a caneta da boca, a caneta com que ia escrevendo no caderno e que punha na boca quando precisava de voltar ao teclado do computador.


Alterna? podia jurar que tinha ouvido alternadeira, que a minha mais velha queria roupa de alternadeira. Depois pedi para repetir e ela disse outra vez "roupa alterna". Claro que não podia ser de alternadeira, ela sabe lá o que é uma alternadeira. 


Alterna, de alternativa, explica ela. Tudo bem, nada a opor, até bato palmas. Devo ter arrumado algures umas quantas saias e camisas que cumprem o requisito.


A outra, a mais nova, quer roupa no estilo kawai. o que é? não sei... 


quando acho que a coisa até está a correr minimamente bem saem-se com estas pérolas que me fazem sentir uma velhadas de noventa anos. 

domingo, 11 de julho de 2021

fim de ano letivo

Tudo atrasado...


vai ser aquele aperto no peito até finais de agosto... aquele não saber o que sai na lotaria até às vésperas de começar a trabalhar, se a lotaria nos sair e se a lotaria não for uma bela merda e ainda assim ficar agradecida por sair alguma coisa.


 

sexta-feira, 9 de julho de 2021

para memória futura

Nome do meio agora: alheada.


Vejo-a caminhar à frente, de unhas pintadas de preto, toda ela, quase toda de preto, e tenho de fazer um esforço enorme para voltar atrás no tempo e lembrar-me de mim há trinta anos.


Só vos digo: adolescência é o karma, and karma is a bitch! 

segunda-feira, 5 de julho de 2021

4th of july

Ontem foi um dia bom. Para ser muito lamechas vou escrever que foi um dia cheio de amor.


A miúda casou-se e quis-me lá, com ela, e de caminho quis também o Marco. 


Quando o convite foi feito, a minha resposta foi logo um sim, claro que vou. Passados uns minutos dei por mim a duvidar, por montes de razões todas ligadas apenas a mim. Depois, assumi que se tinha sido convidada era porque realmente o convite fazia sentido na cabeça da noiva e deixei de lado os pensamentos parvos.


Ontem, o Marco acompanhou-me a um casamento onde não conhecia ninguém e onde iria sentir-se extremamente desconfortável, fazendo-me sentir que se eu queria lá estar, ele estaria comigo. 


Ontem, fiz parte do casamento da miúda e o desconforto inicial (pá, sou uma wedding crasher, pensava eu com um cocktail na mão, antes da noiva chegar) deu lugar ao desfrutar do que estava a acontecer: a miúda estava a afirmar o seu amor pelo rapaz, e o rapaz a afirmar o amor por ela, com gestos, com olhares e palavras repletos de uma cumplicidade, de uma candura, de tanta coisa boa... que dou por mim com a máscara cheia de ranhoca e os olhos todos molhados (pimbas, estraguei tudo, agora). 


Sou uma wedding crasher, disse-lhe quando nos abraçámos após a cerimónia. Mas não era. Nesta altura também o Marco estava rendido aos noivos. 


O desconforto já tinha ido às urtigas. Na mesma mesa de outra miúda e do seu rapaz, passámos o resto do dia, em amena cavaqueira, desfrutando de um almoço delicioso, num sítio, que, caramba, era de sonho! Quando for grande quero lá casar! 


Como disse à miúda antes de sair, só tenho agradecer o facto de nos ter querido lá, porque fomos testemunhas de um momento especial. 


Tenho a certeza de que estes dois são marriage material e que irão sempre encontrar formas de se manterem juntos, lançando discos que vão ficar no top do Spotify, até serem velhinhos, cheios de tatuagens e sem poderem com o peso dos instrumentos! 


 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...