Não podia faltar o relatório das férias de 2021, para mais tarde recordar.
As aulas nunca mais acabavam, mas quando acabaram e pudemos mandar-nos daqui, fui com as miúdas para Belmonte, sem o pai, depois estivemos no norte e no início de agosto mandámo-nos para o sul. Uma semana no Monte do costume e outra quase em espanha.
Para o Monte levámos a sobrinha, elas fartaram-se de apanhar ondas e eu nem os pés consegui molhar. A água estava gelada. Fiz várias tentativas, fui fruto de gozo e pilhérias, mas o resultado era sempre dores excruciantes nestes ossos, aparentemente de mulher de oitenta anos.
Em Tavira apanhámos um calor de ananases, consegui ir a banhos e até comi bolas de berlim. Para variar e não ter de andar sempre a atravessar a ria, experimentámos a Manta Rota, que achámos uma bela porcaria (mil desculpas se ofendo alguém). Dormimos mal para catano.
Fui à loja social, para me abastecer de livros às carradas, a preço da uva mijona, mas havia quase nada. Despachei uns quantos que levei de casa do paterfamilias e os melhorzitos que me vieram à mão na dita loja social (todos em inglês).
No fim destas duas primeiras semanas, dividimo-nos pelo norte e Belmonte.
No norte, demos uma saltinho curto à Imbicta, com as miúdas. Comprámos cenas da Jewels don't shine, mamámos (eles, eu não, que não sou apreciadora) uns eclairs da leitaria, vimos a fila de 2kms para a Lello e ficámos assombrados com a quantidade incrível de turistas que voltou a inundar a cidade.
No interior centro e desquecido, fizemos a rota das praias fluviais, para descobrir que não tem nada de desquecido, dada a quantidade de gente que havia por todo o lado. Numa só tarde, tentando encontrar um spot decente e sem gente, corremos três praias de rio.
Conclusão número um: vamos ficar pela de sempre, que conhecemos de gingeira e da qual gostamos, embora a água seja gelada.
Conclusão número dois: as fotos das praias são bem boas, mas quando chegamos aos sítios ficamos a modos que desiludidos, não sei se porque ver tantas pessoas quebra o encanto, se porque de facto os locais não são tão aprazíveis como as fotos queriam fazer parecer.
Como a miúda mais velha tinha de ser vacinada, regressámos à base ainda antes do agosto acabar.
Demos uns mergulhos neste mar (só numa tarde fui mais vezes à água do que no Monte) e para não desiludir, quando ainda contemplávamos uma terceira ida a banhos, veio aquele nevoeiro típico do oeste, que nos mandou para casa a tremer de frio. Definitivamente, aqui não dá para fechar a praia às oito e meia da noite como lá por baixo.
Setembro veio com ameaças vãs de chuva e trovoada e a colocação aqui ao lado de casa, onde me arrisco a encontrar pais e alunos ao virar de todas as esquinas (no comments).
Bora lá, ano novo!