segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Parentalidade 5G

Sem querer ser polémica, mas já sendo, muito provavelmente: os nossos pais tinham a vida facilitada no que à parentalidade diz respeito. Não tinham de negociar tudo e mais alguma coisa e ainda competir com os écrans desta vida.


Quando acabavam as aulas, fazíamos os trabalhos de casa ou não, víamos televisão nos dois canais e depois tínhamos de matar a cabeça a pensar no que havíamos de fazer para queimar o tempo. Íamos a casa de amigos, ficávamos por casa, deambulávamos pelas divisões, inventávamos jogos e coisas para fazer ou limitávamo-nos a ficar aborrecidos.


Hoje, com as minhas, filhas tenho de negociar tudo e mais um par de botas, enquanto luto para as manter afastadas o máximo de tempo possível da porcaria dos telemóveis e computadores. Arranjar entretenimento que não os inclua é uma dor de cabeça. 


E tirá-las de casa? Gostamos de as incluir nos passeios e voltinhas que damos, porque ah e tal temos de fazer coisas em família e assim, mas perante as recusas insistentes e os amuos acabamos nós por perder a vontade de sair ou de as incluir no que quer que seja. 


É muito cansativo, todos os dias isto, esta constante negociação de termos, pôrra! 


 

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

pequenos apontamentos (shorte noutes)

mr. narra fait-divers dos primeiros dias de aulas deste ano letivo:


"quando fomos para a aula de história, entrámos na sala e sentámo-nos, a professora disse que estávamos todos com uma cara estranha, de....   .....  .... e eu pensei cara de quem vai para a câmara de gás, mas só pensei, não disse..."


é mesmo minha filha, caramba! 

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

de volta

cá estamos


contrato renovado e aditado para este ano letivo que começa amanhã


férias terminadas


filhas em ciclos novos


pai em locais novos


férias terminadas é o que me apetece escrever em loop, para ver se me entra na cabeça que amanhã volto ao remeramerame, que se acabaram as manhãs de ronha, a relativa tranquilidade dos dias de não ser obrigatório fazer nada

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...