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sábado, 31 de dezembro de 2011

Atualizações

O natal passou-se pelo norte, depois fomos até Belmonte, onde nos deparámos com um serial killer de galinhas e onde o M., depois de andar a apregoar aos ventos que estava em baixo de forma e que não conseguia acompanhar-me numa corrida, me deu uma abada de se lhe tirar o chapéu. Só o apanhei quando o meu pai passou de carro vindo do café matinal e me deu boleia nos últimos 500m.


 


O serial killer de galinhas matou duas aos meus pais e uma ao vizinho da esquerda. Cada noite, aí vai uma, com requintes de crueldade, pescoços estraçalhados, sangue bebido, bocados arrancados, galinhas deixadas mortas-vivas, um festim.


 


Ainda tivemos tempo para assistir a uma cena de filme de segunda categoria: a garagem do vizinho da direito a arder, os vizinhos a tentar ajudar com baldes de água e mangueiras esticadas ao limite, outros sacando da garagem tudo o fosse inflamável, e entretanto, a vizinha que tinha dado o alarme gritava e esbracejava, enquanto corria de um lado para o outro, gritando e ululando: ai c'a minha vijinha fica sem caja, ai c'a minha vijinha morria aqui che não foche eu, ai coitada da vijinha!!


 


A M. corria e brincava e eu assistia, já com um certo pânico a assombrar à janela, com a Gr. no colo, quando me pedem para ligar aos bombeiros. Quando me perguntaram se sabia o que tinha iniciado o incêndio respondi aquilo que tinha ouvido: uma bomba (do aquecimento).


UMA BOMBA??!! responde-me o homem.


 


Escusado será dizer que tentei explicar que não, não tinha sido uma verdadeira bomba e me fui meter dentro de casa, com a miúdas, minding my own businness, como uma boa vizinha deve fazer, perdão, vijinha.


 


Entretanto já estamos de volta ao norte. Ontem, o M. deixou-me em Matosinhos, em casa de uma amiga, para lanchar com as gajas da faculdade e fomos aos movies: a carnificina, do Polanski. Recomendo.


 


 


 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Quando for grande

quero ter um filho como a minha sogra tem: mais preocupado em ver-me e fazer-me feliz do que fazer a esposa feliz.


 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Untitled

Aqui há uns posts atrás dizia eu que fodido não é o amor. Fodido é educar um filho. Mas, depois, pensando bem, é claro que é o amor que é fodido!


 


Educar é um ato de amor! Fodido como o caraças.


 


Como mãe, trago comigo uma quase constante sensação de erro e frustração. É um trabalho que só vai lá por tentativa e erro, desde o dia em os que levamos, ratinhos de dois quilos, para casa.


Se há momentos em que o cerébro consegue ativar várias hipóteses de atuação perante determinados comportamentos dos seres minorcas que nos desarrumam a casa, a alma e o coração, escolher uma e ter plena cosnciência dos possíveis resultados, outros momentos há em que se faz a primeira coisa que vem à cabeça e a seguir estamos nós a levar as mãos à cabeça, grande merda! que fui eu fazer?


 


Depois, com o segundo filho damos por nós a fazer coisas que nunca fizemos com o primeiro, porque sabemos que estão erradas, mas fazemo-las na mesma, porque estamos tão cansados que queremos é dormir e eu já estou a ver a Gr. dormir na nossa cama até aos sete ou oito anos.

Just breathe

Há momentos do dia em que eu devia andar com os phones nos ouvidos, com esta música dos PJ em modo repeat. Just breathe, just breathe, just breathe...


 

em preparativos para feirar

Os preparativos para zarpar daqui e ir para o nuorte, carago! não me deixam tempo para vir aqui postar. Assim que chegar e estiver instalada passo por cá a deixar umas postas de pescada.


 


Aproveito só para dizer que enquanto fiz este texto a Gr. já ouviu os duetos improváveis da Optimus todos e continua a pedir pum pum pum. Eu não mereço! Se calhar sim....

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

às vezes queria...

Houvesse um sinal a conduzir-nos

E unicamente ao movimento de crescer nos guiasse....


 


Daniel Faria (Poesia, ed. Quasi)


 


 

the days to come

O pai anda a passar-se com a conversa da filha mais velha. Já há algum tempo que a Mr. diz que o D. (amigo da escola com quem sonhou) é o namorado dela.


O pai também já há alguns meses que a "ensinou" que se houver namorados é porque ela assim o decide, não é porque um puto chega ao pé dela e diz que são nomorados que a coisa acontece.


 


Ora, ontem, ela contou ao pai que tinha sonhado com o D. e que iam ter milhões de filhos. O pai quis saber quem é que tinha decidido que eles eram namorados.


Resposta da filha: foi na casa de banho, eu perguntei se ele era meu namorado e ele disse que sim.


Nesse preciso momento, o pai levava à boca o copo de vinho. Pois nesse preciso momento, engasgou-se e o vinho saiu-lhe até pelo nariz, estragando a bela da lasanha que tinha no prato


 


O pai está a passar-se cedo de mais, afinal a rapariga ainda só tem quatro anos. Demos-lhe mais sete ou oito e vamos ver como a coisa morde, a dobrar,! porque temos duas gajas!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

sonhos

- Sabes mãe, sonhei com a bela e o monstro. E eu era a bela.


- Sim? quem era o montro?


- Era o D. (amigo da escola). E sabes, casámos. E depois de casarmos eu tive muuiiitooos filhos.


- aaaahhhh.....


- mas o meu pai estava doente e eu tive de o ir ver. Tinha uma coisa no corpo e eu tive de abrir e tirar.


- Que coisa era essa, mr?


- era uma cenoura.


 


 


 


 


 

domingo, 18 de dezembro de 2011

pergunta ao nosso primeiro

Parece que o nosso primeiro sugeriu aos professores no desemprego que abrissem os horizontes. Estou seriamente a equacionar a proposta.


Só não sei se vou sozinha e venho cá nas férias grandes..... ou se levo o marido, que já está efetivo, e as duas filhas, uma de vinte e um meses e a outra de quatro anos.


 


PTP! (que é como quem diz puta que o pariu)


Bardamerda! (ai esta boquinha suja)


 

obrigada, man on the moon

Estou a ouvir o novo álbum de Feist. O facto de estar a ouvir um álbum lançado há tão pouco tempo é raro nos últimos tempos.


Para se ter a noção de como estou desatualizada, digamos que ainda ando a inteirar-me de ábuns antigos dos The National, enquanto arrumo a casa à sexta-feira.


De resto, são as musiquinhas do canal panda sacadas da net e rádios que passam a mesma música over and over again às horas em que lhes ponhos os ouvidos em cima.


Apesar de jamais conseguir acompanhar o ritmo do man on the moon, está a ser porreiro ter uma ideia do que vai saindo e a que soa.


 

sábado, 17 de dezembro de 2011

privatizações

O blogger dá-me a hipótese de tornar os posts que eu assim desejar privados. Ando em privatizações. O que leram não desapareceu, nem comentários associados. Agora só eu os posso ver. Continuam cá.


 

agonizing II

Agonizing with your lack of everything.


Agonizing with your insensivity towards everything related to me.


Agonizing with my weakness that doesn´t allow me to tell you everything I wish.


Agonizing with my constant loneliness.


Agonizing with the lack of patience and care to deal with my daughters.


Agonizing, mostly, with this huge solitude.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Untitled

Ando tão fodida da vida com tanta coisa e ando a meter para dentro tanta merda que se um dia rebento.... vai ser preciso chamar técnicos para limpar as redondezas.

Untitled

estou quase quase a mandar-te para o caralho, para a puta que te pariu!

coisas

Gosto de receber gente em casa, de ter as coisas arranjadas e limpas, de pensar no que posso oferecer.


Mas que as pessoas me apareçam em casa sem avisar e, ainda por cima, para dormir deixa-me possessa.


 


Isso, pelos vistos, faz de mim uma pessoa tinhosa, como se diz no norte.


 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

o que mais me tem custado nestes dias e tentativa de revisão da matéria dada

Tem sido aborrecido, para dizer no mínimo e não entrar em autocomiseração, estar tantas horas sozinha. A gr. já diz bastantes coisas e às vezes dá-me uns abracinhos sem eu pedir, assim nas pernas, que é onde ela chega, mas não é propriamente pessoa com quem dê para conversar.


Depois, fazer todos os dias as mesmas coisas, pela mesma ordem ou não, mas as mesmas coisas.


Estar presa em casa ou sair apenas para ir a locais onde possa levar um furacão de 20 meses.


Saber que não vou receber chavelho de dinheiro no fim do mês, apesar de ter descontado couro e cabelo para a SS desde 2002.


 


Agora a revisão da matéria dada:


 - nada de doenças,


(estou a pensar.......)


Ok, não consigo mais.


 


 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

o meu pai natal

o meu é o sr. Luís, que trabalha na SS da minha freguesia. Informou-me que paguei a mais e que provavelmente vai dar para abater o que lhes devo do mês de setembro. É que por só ter cessado atividade a 5 desse mês tenho de pagar o mês todo: toma, incha 186 euros!


 


É o meu pai natal porque revela empatia pelos problemas das pessoas e faz o que está ao seu alcance para ajudar, em vez de se limitar a encolher os ombros e chamar o seguinte.


 


Percebi também porque é que em Leiria o contacto com as senhoras da mesma instituição é feito com um vidro pelo meio. É que apetece ir-lhes às trombas.


 

o amor não está em crise

Foi com esta barbaridade que a escola da Mr. nos brindou na festinha de natal.


 


Claro que está em crise! Se as pessoas não têm dinheiro para pôr comida na mesa, se se esfalfam a trabalhar 12, 13, 14 horas por dia e chegam a casa cansadas e não há nem tempo nem paciência para mimos porque há uma centena de coisas para fazer e ainda por cima é preciso gastar mais dinheiro que o habitual nas prendas que o pai natal vai dar (então porque é que não é ele que as paga?), claro que o amor também entra em recessão, também se amingua!


Se as pessoas olham para quem está ao lado como uma ameaça, principalmente se for estrangeiro (cabrões vêm cá roubar o nossos empregos!), para os políticos como uns fodilhões (cabrões que só querem encher os bolsos), sim, o amor está em crise.


 


Se ouço mais alguém falar em crise vou-lhe à cara (para não dizer aos cornos, que é feio)


 


Espírito natalício, onde andas? Dá um salto bem grande cá a casa.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

a coisa

Vamos começar por lhe chamar “a coisa” e começamos já por dizer que não sabemos se “a coisa” ainda existe.


 


Encontram-se unicamente à mesa, falam de assuntos circunstanciais ou questões a resolver no imediato. Depois cada um segue a sua vida e os seus afazeres, que raramente se cruzam.


 


Não têm interesses parecidos nem com pontos de contacto.


 


E vivem assim.


 


não sabemos se, como nós, põem em questão a existência da "coisa".

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

cabaz de natal

A todos os que aqui chegaram pelo título, na esperança de ganhar alguma coisa, levem lá com o meu {#emotions_dlg.brrrpt}!


 


 

até à exustão

Tenho um pingarelho em casa que volta e meia vem para o pé do computador e começa a cantar: "pom pom, shop de ti, pom pom pom, shop de ti."


A flash mob do miguel, que era tão gira, à quinquagésima visualização começa a enjoar.


 

a propósito de natal (já alguém ouviu o last christmas por aí?)

Sempre que se fala em pai natal, cá em casa, asseguramos a miúda mais velha que o ser não existe, é fruto da nossa fantasia. A rapariga lá vai concordando umas vezes, discordando outras. Quando, aos fins de semana, se encharca em canal panda em casas dos avós, é frequente ouvi-la dizer que quer que o pai natal lhe traga isto ou aquilo. Eu rebato sempre com "sabes que o pai natal não existe, não sabes?"


 


Nunca percebi essa de fazer creer aos meninos que sim. Nunca percebi e faz-me espécie, como dizia alguém, que os pais se esforcem por oferecer coisas giras e caras aos putos, que se enfiem em centros comerciais (chopings) a abarrotar de gente, deixem de comprar coisas que queriam para si, deixem de fazer coisas que apeteciam, em nome da felicidade das pequenas criaturas e, no final, quem fica com os louros é um velho gordo, com colesterol!


 


Cá por casa, não.


 


Não faço grande questão de oferecer presentes caros e grandes e não faço questão que lhos ofereçam.


Só não quero chegar ao extremo da minha rica mãezinha, que só oferecia coisas úteis e necessárias. Assim, em piquena, fui brindada com tesouras (aquelas que se dobravam todas, alguém se lembra?), collants e meias e um extraordinário guarda-chuva, daqueles que encolhiam, dos primeiros a aparecer. As voltas que eu dei à volta daquele embrulho, tentando perceber o que raio era aquilo e pensando que de certeza que a minha mãe não me ia oferecer um chouriço!


 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

what about now?

Andava entusiasmada com isto das comparências quinzenais.... 


Lá me vestia eu toda pipi, deixava a gr. em casa, com o pai, e ia....


 


Estava já convencida de que era essa agora a minha atividade central e já me imaginava a responder à pergunta "então, o que é que a sra. faz?" com um pedante "faço comparências quinzenais.", assim de nariz empinado, com um ar importante, à laia de embaixadora da boa vontade da ONU, e agora.... já nem isso posso responder.


 


 

carta aberta à Segurança Social

Exmos Srs. da Segurança Social,


 


venho por este meio comunicar-vos que estou desejosa de que uma montanha de lava incandescente vos assente bem os penteados e retire os escalpes após o que sejam bem perfurados com um berbequim ostentando uma broca de diâmetro 10.


 


Grata pela v. atenção,


subscrevo-me com consideração.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

ni miedo ni esperanza

.....No tengo miedo ni esperanza. Desde un hotel exterior al destino, veo
una playa negra y, lejanos, los grandes párpados de una ciudad cuyo
dolor no me concierne.


 


Vengo del metileno y el amor; tuve frío bajo los tubos de la muerte.



Ahora contemplo el mar. No tengo miedo ni esperanza.


 


 


 


 


 


 


 


Antonio Gamoneda


Libro del frio (ed. Assírio e Alvim)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

pedido ao pai natal uiche list

Neste natal, querido velho de barbas que só existes na nossa fantasia, como eu ando a tentar convencer a Mr, eu quero uma noite.


 


Uma noite sem crianças para alimentar e adormecer, num local longe daqui, uma noite regada com um bom vinho a acompanhar um jantar delicioso. É importante este pormenor, o jantar tem de ser bom, para convidar à bebida de um bom tinto alentejano ou do Douro, um bom vinho que me leve para a cama com aquela euforia deliciosa que dá lugar a um sexo fantástico de trepar paredes. Uma noite dormida do principio ao fim, sem interrupções, excepto mais sexo, se se proporcionar.


 


Pode ser? São pormenores a mais?


 


 

diatribe e atualizações no que às filhas diz respeito

Que raio de porra de vida é esta que me ando a sentir mãe solteira...?


Preciso de Christmas mood, sem a necessidade mórbida de gastar dinheiro, porque afinal natal não é isso.


 


AH! a Gr. agora diz "stóia". Pega nos livros e senta-se com a postura de quem está a ler, balbucia e palra para lá umas coisas, depois levanta-se, pousa ou atira com o livro e diz "já tá".


 


A semana passada, com as duas doentes em casa, teve como resultado uma filha mais nova no limite da melguice. Continuamente agarrada às minhas pernas, guinchando: mamãããã...


A Mr. anda eufórica com os preparativos para o natal, os da rua, porque cá em casa o clima ainda não entrou. As luzes, os presépios, os pais natais, as estrelas, as árvores montadas em todas as esquinas deixam-na histérica. Tirá-la de casa agora é canja. Anda Mr, vamos ver se há mais luzes de natal! E bora com ela, a correr à frente.


 


Na quinta que vem, dia 8, é a festa de natal da escola dela.


 


Devo ser uma porcaria de uma mãe, porque acho aquilo uma valente seca. Mas não quero estigmatizar a criança, por isso, todos os anos lá estamos nós, de máquina em punho, tirando 33030303 fotografias, todas iguais, da miúda em cima do palco, cheia de baba e ranho, a chorar pela mãe.


E o tempo passa tão depressa!


 


 


 


 

sábado, 3 de dezembro de 2011

declaro aberta a época de natal (not)

Para mim, a época natalícia só começa quando a ouço num qualquer centro comercial ou loja ou rádio. Ainda não começou, lamento...


 


Declaração de amor

Gosto quando da outra ponta da cama os teus pés se enroscam nos meus.


Gosto quando chego à cama gelada e me encaixo em ti tão quente.


Gosto quando estou na cozinha a fazer o refogado e me fazes largar faca e cebola e me abraças muito.


Gosto quando depois de uma semana de merda no sábado de manhã levas as miudas para a outra ponta da casa e me deixas dormir e depois me levas o pequeno-almoço à cama, com um bilhetinho de amor.


 


Gosto de ti, quase sempre e amo-te todos os dias.


 


Não, não fazemos anos de nada, apeteceu-me.


 

ela foi a Londres, eu fui à dermatologista

 É claro que adorou Londres, principalmente o museu de história natural. Gastou uma pipa de massa no hard rock, andou kms e kms, socializou ...