Aqui há uns posts atrás dizia eu que fodido não é o amor. Fodido é educar um filho. Mas, depois, pensando bem, é claro que é o amor que é fodido!
Educar é um ato de amor! Fodido como o caraças.
Como mãe, trago comigo uma quase constante sensação de erro e frustração. É um trabalho que só vai lá por tentativa e erro, desde o dia em os que levamos, ratinhos de dois quilos, para casa.
Se há momentos em que o cerébro consegue ativar várias hipóteses de atuação perante determinados comportamentos dos seres minorcas que nos desarrumam a casa, a alma e o coração, escolher uma e ter plena cosnciência dos possíveis resultados, outros momentos há em que se faz a primeira coisa que vem à cabeça e a seguir estamos nós a levar as mãos à cabeça, grande merda! que fui eu fazer?
Depois, com o segundo filho damos por nós a fazer coisas que nunca fizemos com o primeiro, porque sabemos que estão erradas, mas fazemo-las na mesma, porque estamos tão cansados que queremos é dormir e eu já estou a ver a Gr. dormir na nossa cama até aos sete ou oito anos.
Que grande verdade!
ResponderEliminarA minha filha tem quase 8 anos e, sendo a primeira, tudo para mim era novidade.
Fui aprendendo a ser mãe, a ecucar a minha filha o melhor que conseguia e da forma que achava correcto, comentendo alguns erros pelo caminho.
E por vezes irrita-me profundamente, ouvir esta e aquela dizer "não devias fazer assim", "devias ter feito assado", "não estás a fazer a coisa certa", etc. É que até podem ter razão, até pode não ser a atitude mais correcta, e muitas vezes tenho consciência que certos comportamentos não são benéficos para o desenvolvimento das crianças, mas queria ver se estivessem no meu lugar, a ter que lidar com ela todos os dias. Talvez já não dissessem o mesmo. Falar é fácil, opinar e dar conselhos mais ainda, quando é para os outros, mas quando nos vemos nas mesmas circunstâncias, a coisa muda de figura!
E as crianças conseguem mesmo muitas vezes descontrolar o nosso sistema nervoso e vencer-nos pelo cansaço.