Eu assumo, eu admito, eu me confesso: subornei, sim, subornei a minha filha mais nova para conseguir vesti-la sem ter em casa a 3ª guerra mundial (qual 3ª, seria para aí a 11ª, da maneira como as manhãs têm sido agitadas).
A rapariga só quer vestidos, vai às gavetas e saca tudo o que é vestido, atira-se para o chão e esperneia. Enfiar-lhe uma peça de roupa só à força, na marra, como dizem os brasileiros.
Hoje, entre sacões e empurrões enquanto a tinha no colo, ofereci-lhe um rebuçado: "queres um rebuçado, sim, queres?"
"Quéio!" e vesti-a. Ela permitiu que eu a vestisse sem mais delongas.
Depois, brincou um bocadinho enquanto eu ajudava a mais velha a vestir-se e... esqueceu-se...
É certo e sabido que logo à tarde ou tenho um rebuçado ou estou tramada.
Pôrra lá para o pedagogicamente correto!
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