"Vou fazê um zenho bunito pa ti. Qués? um uso cô de rosa, qués?"
Tão querida, vai fazer um desenho para a mãe, logo de manhã. Tão querida e a seguir já se despiu toda e não me deixa vesti-la. Tão querida!
"O que foi o almoço na escola, Gr.?"
"Foi cáne e feijão."
Outra vez, ainda ontem foi carne e feijão!
"cáne e feijão." repete.
"Não foi nada! Foi arroz e carne!" diz a Mr.
"Não, Mr, foi cáne e feijão." insiste a Gr.
E ficam nisto.
A acreditar, portanto na Gr., a ementa da escola não muda.
E é tão querida num minuto e no segundo seguinte já me apetece torcer-lhe o pescoço e quebrar-lhe a teimosia.
A Mr. está tão lenta, tão lenta, que me divido entre o deixá-la fazer as coisas ao tempo dela e o apressar porque o relógio não pára e já está na hora de saber cumprir horários.
Esta ambivalência no que toca a filhos e filhas não é só minha, pois não?
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