Para dar cumprimento à minha resolução de novo ano, vou para uma esplanada ler o livro que ando a reler (Milagrário pessoal, do Agualusa) em vez de ir aspirar a casa.
Tenho dito.
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
Mais pó menos pó, que importa?
ResponderEliminar(Que tal o livro? Agualusa não me entusiasma muito...)
Um pouco decepcionante, com algumas passagens deliciosas.
ResponderEliminarTambém não apreciei muito o Milagrário. Só guardei uma palavra, “desamparinho”, que é "hora feliz, ao final da tarde, quando o dia cede lugar à noite, o calor esmorece, e os velhos se sentam nos passeios, fruindo o fresco e as cigarras, e vendo as moças passarem sacudindo as ancas."
ResponderEliminarVisto assim, desamparinho fica bem à gente. É que a manhãsolinho está aí luz mortiça mas de cara macia. Até se tem vontade de guardar a luz tristelinda.
Desamparinho demora-nos o entardecer. Palavra mimosa. Luz manselinha.
Só me interessou isto no livro. Quando lá chegares, podes ir arrumar a casa :-)
Bom dia.
Tenho dito…