terça-feira, 26 de março de 2013

domingo, 24 de março de 2013

para recordarmos

Já fizemos biscoitos da páscoa (os do Abilinho, para mim. Devo ser a única pessoa a chamar-lhes assim, porque quando eu era miúda era um senhor chamado Abilinho que os fazia e é desses que me apetece comer), já jogámos à bola, foram ver as galinhas, andámos de trotinete, lanchámos os biscoitos com chá e pão com manteiga, vimos fotografias e vídeos de quando eram bebés, tomámos banho e agora sim, renderam-se à porcaria do canal panda, enquanto faço o jantar com a minha mãe.


 


São assim os nossos dias em Belmonte, com o avô, a avó e os tios P. e D.


 

qual ginginha de Óbidos

qual carapuça! A da mãe bate a original aos pontos.

sábado, 23 de março de 2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

o que eu escrevo e o que vocês leem

Escrever isto assim:


 


"Eu na cozinha a ouvir Seu Jorge e ele na outra ponta da casa a ouvir Damien Rice."


 


Passa alguma ideia subliminar?


Façam favor de dizer.

quinta-feira, 21 de março de 2013

constatações e primavera

Creio que o facto de as minhas flores preferidas serem as papoilas diz tudo sobre a minha relação com plantas.


Ramos e arranjos dizem-me pouco, já um campo repleto de malmequeres e papoilas deixa-me embevecida. Passo a primavera embevecida.


E os pés começam a aquecer.

quarta-feira, 20 de março de 2013

carta à Gr.

O teu chorinho, com pernas cá fora e cabeça lá dentro, fez toda a equipa médica rir-se.


Eu lembro-me que fiz por rir. Estava nervosa de mais. Era a primeira vez que assistia a mim própria a dar à luz, com baixas de tensão, perna aberta… (eu queria escrever uma coisa bonita, mas já comecei a descambar), gente de mais à minha volta, frio…


 


Dizia eu, o teu chorinho ainda dentro de mim foi a primeira coisa que de ti me chegou. Depois encostaram-te ao meu nariz e eu cheirei-te e vi-te. Feiinha, pensei e disse alto sem dar conta. Qual feia, mãe! É linda, a sua filha é linda!


 


E levaram-te. Voltei a ver-te uma horita mais tarde e passámos a noite juntas. Tu mamaste de duas em duas horas e deixaste-me ver como iam ser os próximos anos.


 


E hoje fazes três anos.


Três anos que passámos muito juntas.  Não sei como seria não te ter, a ti e à Mr.


Não sei como seria não vos ver juntas.


Olho para ti tão crescida, e, mesmo assim, apetece-me fechar-te nos meus braços e embalar-te como fazia quando eras pequenina, mas não sinto o que sentia quando olhava para a Mr a crescer: pena que não sejas só minha.


Porque a Mr. me ensinou que vocês serão sempre minhas, tal como hoje eu sei que serei sempre da minha mãe (vocês assim me ensinaram).

terça-feira, 19 de março de 2013

o pai, de acordo com a Mr. e a Gr. em 2013

Mr., porque é que o pai é fixe?


Faz-me cócegas


Deixa-me ver filmes e outras vezes não me deixa


Brinca comigo


Quando o chamo ele vem ter comigo para ver o que se passa


Ele consegue andar de skate


Agora já chega.


 


Porque gostas do pai?


Ele deixa-me ver filmes. (não vou fazer comentários... apetece-me, mas não vou.)


 


Gr.


O pai é fixe? sim.


Porquê?


Porque é.


Gostas do pai?


Sim.

meus

Nesta casa, mora o melhor pai do mundo. Porque foi o pai que escolhi para as minhas filhas.


No meu coração mora o meu pai, que é o melhor pai do mundo para esta filha que escreve.


 


Não, não quero um vestido novo.


 


 


 


 


 


 


 


Quero um bom tintol!

segunda-feira, 18 de março de 2013

no Chipre é que se está bem

Esta cena no Chipre pode bem ser o início do fim.


A malta vai toda levantar o dinheiro que tem no banco, o banco vai à falência, o dinheiro deixa de valer coisa alguma e os cabrões dos mercados vão para a puta que os pariu!

domingo, 17 de março de 2013

sábado, 16 de março de 2013

doenças e outras anotações

Mãe com cabeça metida na sanita vomita à força toda. 


Filha mais velha assiste, depois de ter passado ela própria noite toda em alto vomitanço - se calhar, peguei-te a minha constipação, mãe.


 


 


Quem sabe mais coisa, Mr. ? a mãe ou o pai? (eu sei, pergunta para lá de estúpida, a competir com gostas mais da mãe ou do pai)


Resposta: o pai, mas não fiques triste. Tu ensinas inglês, sabes inglês e isso também é importante.


 

quarta-feira, 13 de março de 2013

do choro, parte II

Fui aconselhada a deixar de ver tv e vídeos do youtube. Eu não vejo tv. O problema parece residir mesmo no youtube. Pois se até a ver isto me veio uma lagrimita ao canto do olho.


 


 


do choro

Tenho tentado culpar a tpm. Mas, ao contrário do que o M. diz, eu não ando o mês inteiro com tpm.


 


A verdade é que desde que sou mãe não me apanham a ver filmes onde crianças e criancinhas indefesas são vítimas de maldades, perpetradas pelo homem ou pela puta da vida, porque sei que vou passar o tempo todo a chorar e sei que não vou dormir.


 


A verdade é que desde que sou mãe, choro a pensar no sofrimento de mães que não conheço de lado nenhum, choro a ver vídeos onde nascem crianças e onde se apela à esperança na vida e no que ela pode trazer, choro ao ler descrições de momentos sofridos, vividos por gente que nunca vou conhecer, choro no carro quando me lembro do que podia ter acontecido durante o parto da Mr.... choro muito desde que sou mãe.


E, às vezes, nem sei se choro de tristeza, se de alegria ou de nostalgia.


 

terça-feira, 12 de março de 2013

da atitude

Eu chego lá para ensinar inglês e ouço que o português (povinho) é o mais desenrascado do mundo, não precisa de falar estrangeiro.


E eu acho que é esta atitude, que nunca esteve em crise (tinha de vir), que fez da crise aquilo que ela é hoje.

quarta-feira, 6 de março de 2013

vale a pena ouvir tudo

no registo civil

Ouvido no registo civil:


"este casamento, entre mhbnbnh e kgfjgjg... Que faço?"


"Esse casamento é para deitar para o lixo."


 


No registo da Batalha, as funcionárias discutem futebol: "o Manchester devia ter ganhado, caraças!"


 


Fui fazer o cartão de cidadão. Fiquei com cara entre alienada e xanada, a olhar o infinito e com o cabelo despenteado, para a posteridade.


 

terça-feira, 5 de março de 2013

relambórios noturnos

Say "ho, ho! TPM's in tha house."


Não me apetece escrever


não me apetece comer carne


não me apetece trabalhar


odeio miúdos e adolescentes


quero comer um chilli com carne bem picante e


quero beber uma sangria fresca e cair para o lado


quero que o trabalho apareça feito


quero ter férias


não vou ter férias


vou trabalhar e receber meio ano depois e fazer um ato isolado


vou trabalhar e não me vou queixar


o gajo disse que tinha muuuuiiiitaaa coisa para fazer e não está a fazer nada de produtivo, aqui ao meu lado


ainda bem que ele não lê isto

segunda-feira, 4 de março de 2013

Gabriela, versão humana da estrunfina resmungona (sim, sou do tempo dos estrumpfes, não dos smurfs)

Os dias que aí vêm cheiram-me a muita ida à casa de banho.


Explico: na semana passada, enviei mail para anúncio de emprego (formação de inglês), no dia seguinte fui logo contactada. É! o meu curriculo é impressionante!


Começo na segunda feira dia 11 de março.


Três manhãs por semana, em horário ante laboral.


É.


Há o horário laboral, o pós laboral e ainda, descubro, o ante: das 8.30 às 10 da manhã.


Lá vou eu, ministrar rudes ensinamentos de lingua estrangeira, coisa que gosto de fazer mas ao meu tempo. Isto de ter de definir o mais rapidamente possível objetivos de aprendizagem e materiais para trabalhar mexe-me com o sistema nervoso.


Perco-me entre as imensas possibilidades e nunca sei se estou a fazer escolhas acertadas.


Depois, pensar que as minhas miúdas pequeninas vão estar na escola das 8 da matina às 18 da tarde mexe comigo.


Oh pá! Mas é o normal, pá. Dizem vocês. É o normal, sim senhor, mas não devia ser, pá! Não devia ser.


É.


Eu sei, sou uma queixinhas.


 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...