segunda-feira, 6 de maio de 2013

as favas e o dia da mãe

Ser filha de um homem de esquerda, de princípios e valores bem definidos, tem resultados variados, mas todos associados à recusa de "cenas importadas do consumismo e do capitalismo seja lá de onde for". Em casa, nunca entrou coca cola e hamburgures só os caseiros.


Dia da mãe, dia do pai, dia do avô, o dos namorados, são invenções comerciais.


Assim, não fui educada para dar importância a manifestações e comemorações desses dias.


 


Ah e tal, quando tiveres um namorado vais ver. Não vi.


Ah e tal, quando fores mãe, vais ver.


 


Não vi.


Não fosse o facto de as miúdas trazerem para casa um artefacto meio feito por elas, meio feito pela educadora, eu nem me lembrava de tal coisa. E incomoda-me o não saber muito bem o que fazer àquelas caixas de ovos pintadas, onde supostamente devia guardar a bijuteria, que não tenho. Sou uma treta de mãe, pelo menos nestas coisas sim, sou.


 


Posso e quero, no entanto, como filha, dizer que as favas da minha mãe, feitas assim a correr, para as poder trazer na viagem e comer ao jantar, são as melhores que já comi.


 


(adenda para não esquecer: passámos o fim de semana em Belmonte, onde demos um abraço apertado à Catarina, que brevemente parte para Macau.)

4 comentários:

  1. What? Eu já bebi coca-cola em tua casa. :P Mas, ok, provavelmente comprada pelo P. ou por ti. :P

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  2. Confesso que essa coisa do dia de ...também me enerva. Nunca celebro nada disso. Mas sorri ao imaginar as favas nas mãos da tua mãe, depois na panela, depois embaladas e depois na tua mesa.

    E é isto.

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  3. É uma chatice só eu gostar de favas nesta casa. Por outro lado, a tachada que trouxe dá para várias vezes. Haja o lado solar em tudo!

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