Há roupa que ainda serve à Mr.
A que não serve adapta-se, pedem-se uns acessórios à mãe, veste-se a Gr. de borboleta, a A. de preto e toda maquilhada.
Tenho o carnaval em casa!
Há roupa que ainda serve à Mr.
A que não serve adapta-se, pedem-se uns acessórios à mãe, veste-se a Gr. de borboleta, a A. de preto e toda maquilhada.
Tenho o carnaval em casa!
Não me venham com merdas. A morte é tudo menos natural. Como é que se passa 20, 30, 40 anos ao lado da mesma pessoa e depois vamos para casa, dormir, sabendo que aquele corpo que se deitava connosco todas as noites está a ser comido por bichos?
Acho que o que eu queria mesmo (esquecendo o óbvio da cozinha por arrumar e da roupa por dobrar) era aquela sensação fabulosa de poder ir onde e quando quisesse.
Não podes deixar que...
Não podes mostrar que...
Tens de ser...
Cansa...
não sei ser atriz no dia-a-dia, com as minhas pessoas, com as minhas filhas.
Magoam-me mais no peito os pontapés que ela me dá, do que nas pernas.
Magoa-me mais o não saber o que fazer com ela, quando ela continua a bater-me mesmo depois de uma valente palmada, daquelas que deixam o rabo negro.
Se há coisa que me faz confusão é a pedagogia positiva, mas não consigo arrancar de mim a ideia de que bater-lhe porque ela me bate é perder a legitimidade.
Tem de haver outras formas.
Espreito este blog
http://eueleeamaria.blogspot.pt/
e fico feliz porque a minha casa não é a única virada de pernas para o ar!
Afinal, a tag "desemprego" não vai engordar. Para esta trabalhadora não há subsídios, nem um...
Não haverá que contar. Espero pela carta oficial da Segurança Social a confirmar, farei as primeiras comparências quinzenais e não me preocupo mais. A vida é uma alegria e a gente faz poesia sem pensar.
Para registo, fique a conversa que tive com a Mr., a caminho do IEFP:
- onde vamos mesmo, mãe?
- vamos ao centro de emprego para eu me inscrever.
- o que é o centro de emprego?
- é o sítio onde as pessoas que ficaram sem trabalho se vão inscrever (duh!, não sabes nada, filha, pá!)
- e vais-te increver em que profissão?
Eu ia hoje ao IEFP, ia, mas a minha filha mais nova, que tem acordado com pouca vontade de ir para a escola, hoje acordou sem vontade para nada.
Eu tinha duas opções: fazer tudo à força, e ela tem muita força e levá-la à escola de rastos, física e moralmente ou negociar e gerir a falta de vontade da miúda, o que poderia ser coisa para meia manhã.
Ganhou a segunda hipótese. Negociei, aparentando uma calma extrema, a ida para a escola e consegui sair de casa às 9.30, que era a hora a que, no plano original, eu já estaria no centro de emprego.
Agora, estou em casa, e tento convencer-me de que é só um dia, que amanhã vou conseguir deixá-na escola a hora decente, que amanhã deixo tudo resolvido, que não vale a pena ir à tarde ao dito centro, porque de certeza não ia ser atendida... e que fiz a opção certa...
Amanhã....
O meu contrato de trabalho terminou hoje.
Amanhã, rumo ao centro de desemprego, para me inscrever e ver se desta vez tenho direito a alguma coisa e se não demoram 8 meses a dar-me uma resposta.
Estou com suores frios!
Regressámos de três dias em Baltar.
Antes, uma pequena anotação do que se passou na véspera da ida, para memória futura.
Andamos (anda o M.) com um peugeot 205 de 1877, emprestado por um colega, para substituir o carro que vendemos.
Deu-se o caso de ele ter de levar o carro a sério e eu ter ficado com o peugeot para ir levar a Gr. à escola.
Saímos de casa as 3 mulheres e lá fomos nós.
Segui as instruções do M. (tinha de puxar o ar ao carro) e seguimos o nosso caminho.
À entrada na vila, mesmo na primeira rotunda, as luzes do tablier acendem-se todas e eu achei que dali não vinha coisa boa. Não veio! O carro não pegou mais, mesmo à entrada da rotunda! Eu tinha deixado o telemóvel em casa (muito inteligente da minha parte, eu sei).
Tentei manter a calma, pus os 4 piscas, saí e fui por o triângulo. Entretanto, pararam dois senhores, um deles agente da GNR antes de entrar ao serviço, que me empurarram o carro para fora da faixa de rodagem. Tirei as miúdas do carro, os homens foram à vida deles e preparei-me para fazer o resto do caminho a pé. Desaba um temporal! Pára uma senhora numa carrinha vermelha que se oferece para dar boleia. Eu, armada em irresponsável que sai de casa num carro velho sem telemóvel, declinei a oferta dada a ausência de cadeiras para as levar. A senhora, felizmente, ignorou-me e fez-nos entrar para a mala, onde, juntamente com uma caixas de alfaces, nos depositou mesmo em frente ao infantário! a próxima vez que me virem aqui a dizer mal das gentes da batalha atirem-me uma bigorna para cima, se faz favor.
Agora o nuorte! Os primeiros dias serviram para vermos carros em segunda mão, o sábado para fazer nada e o domingo para sair. Foi um forrobodó completo.
Almoço com duas amigas no mercado do Bom Sucesso e nem me atrevo a contar pormenores. Só digo que no feicebuque houve quem insinuasse que andávamos a beber de mais. O que interessa é que o almoço foi o melhor que se pode desejar: amigas com conversa semelhante a cerejas, boa comida e bebida ainda melhor (os vinhos do Douro estão excelentes).
À noite, mais amigas boas, num bar com música calma, ao vivo, regada por um gin que me causou azia.
Hoje, back to life, back to reality. Neste momento, tenho 4 miúdas aos gritos e a correr, dentro de casa e da minha cabeça também.
Amanhã estou oficialmente desempregada.
Falamos sobre o comportamento da filha mais nova, coisas sérias e preocupantes e ele pára, olha-me nos olhos e depois para os lábios e limpa-me restinhos de baton, que estão nos cantos.
Sim, isto também deve ser o amor e sim, também foi por estas mariquices que me casei com ele.
Quando preciso de me lembrar de um (só um) ator giro e novo e só me lembro do Johnny Deep e do do Brad Pitt.
Agora, que estão a chegar os sete da Mr., mais pinipons não, por favor.
Ainda há muito lacinho e baldinho e e florzinha minúscula para ser aspirada. Quando o stock precisar de ser renovado, eu aviso com antecedência.
Grata pela atenção,
a gerência:
mãe que aspira e arruma.
Só viria aqui queixar-me do tempo, por isso não venho.
Nem sequer vale a pena falar da falta de energia que me atormenta.
É claro que adorou Londres, principalmente o museu de história natural. Gastou uma pipa de massa no hard rock, andou kms e kms, socializou ...