segunda-feira, 21 de julho de 2014

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Não me venham com merdas. A morte é tudo menos natural. Como é que se passa 20, 30, 40 anos ao lado da mesma pessoa e depois vamos para casa, dormir, sabendo que aquele corpo que se deitava connosco todas as noites está a ser comido por bichos?

8 comentários:

  1. Por mais certa que ela seja não me parece que seja possível conseguir aceita-la.
    Tenho medo dela e medo de perder quem amo.
    Beijinho

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  2. :(

    É mesmo daqueles "mistérios" da vida que "sonhamos" não chegar a conhecer...

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  3. É... nem sei que te responda... :(
    Beijinho

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  4. Esta cousita pôs-me a pensar: não sendo a morte cousa "natural", que cousa é a vida que vamos conhecendo? Continuando a pensar.
    "Aquele corpo que se deitava..." é a vida que morreu"? - Ná, não me parece. A vida não é assim, pelo que a morte também não é...
    E, já agora que alguém ao meu lado está a ver a "merda" dum programa da tv que não quero ver, fui pelo Santo Agostinho e toma lá disto (das "Confissões"; Santo Agostinho, tendo muitas cousas chatas, tem outras muito interessantes):
    "...não existem coisas futuras nem passadas; nem se pode dizer com propriedade: há três tempos, o passado, o presente e o futuro; mas talvez se pudesse dizer com propriedade: há três tempos, o presente respeitante às coisas passadas, o presente respeitante às coisas presentes, o presente respeitante às coisas futuras."
    Por isso e se ainda estás aí...a morte não existe...
    Amém.
    Se outras pessoas que te visitam ainda estão a ler isto, reconfirma-se...
    Amém outra vez.

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  5. O que dizes é que sendo natural viver, também é natural morrer? No entanto, é-me difícil conceber que um corpo esteja vivo num segundo e morto no segundo seguinte. Como é que a morte não existe? A física, o desaparecimento de uma pessoa, que nunca mais vai estar presente? Como?

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  6. Vai-te convencendo, menina: "Non enim habemus hic manentem ciuitatem"...Esta é de São Paulo...

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  7. Essa imagem dos bichos aterroriza-me e por isso prefiro as cinzas. E sim, para mim, a morte existe tanto como a vida. A diferença é que só a segunda tem graça. Aproveitemos.

    (E gostei muito do que disse o pater).

    Beijo

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