Quando a maria josefina diz ao seu homem, manel, que num certo dia quer forrobodó conjugal, o manel vai à sua vida e, à noite, quando chega à cama, atira-se para cima da maria josefina.
A maria josefina fica amofinada e manda-o dar uma curva. O manel não entende nada, vira-se para o lado todo lixado e adormece passados trinta segundos.
O manel não entendeu ainda que para a maria josefina os preliminares começam logo depois do anúncio de que quer forrobodó. Que para a maria josefina há todo um conjunto de acontecimentos que têm de ser postos em movimento pelo manel, que a maria vai criando um conjunto de expetativas às quais o manel teria de responder e não responde.
O manel não entende.
Mas a maria josefina tem culpa no cartório. É que ela, sabendo bem como funciona a cabeça do manel, nunca foi capaz de lhe dizer, ponto por ponto, o que espera dele, tal como lhe diz na lista de compras (pacote de leite meio gordo, com 30% de matéria gorda, sem lactose, da marca xpto, os pacotes azuis e cor de rosa; 1 frasco de champô de camomila, de 200 ml, da marca xyz, frascos amarelos com letras verdes...)
Este há-de ser sempre o problema base na vida do manel e da josefina: não por os pontos nos is.
E antes que pensem que este post é uma parábola sobre a minha vida, explicito que não, é uma parábola sobre a vida a dois de qualquer casal, seja ele "straight", seja "gay".
Certíssimo! :-)
ResponderEliminarsabes, já começo a achar que nem com os pontos nos is....
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