Sinto, nesta vida adulta, que passo a vida a procurar o equilíbrio.
Ora quero ser uma mãe presente, ora acho que elas têm de se safar sozinhas e afasto-me, ora acho que a Mr. precisa de descansar, ora tenho medo que não trabalhe o suficiente, ora quero ter tudo impecável em casa, ora acho que tenho mais é que ir ler o livro para o café e deixar a limpeza para depois, ora acho que estou gorda e quero fazer dieta ora dou por mim a enfardar... enfim, há uma imensidão de exemplos que mostram que, afinal, sou é um bocadinho desiquilibrada.
Outra questão na qual também tenho refletido e buscado o "equilíbrio" é na amizade.
Tenho "amigos" que são meus "amigos" porque eu insisto em mantê-los, porque ligo e pergunto como estão, o que se passe nas suas vidas. Se uns dias acho que tenho mais é que parar, noutros arranjo justificações para a falta de notícias e volto a ligar.
Bem equacionadas as coisas, estes amigos são meus amigos? Ou eu é que ainda não percebi a mensagem: "ó minha, pára de me ligar, se eu quisesse ser teu amigo eu dava sinal... "
Bem essa questão não é muito fácil de responder. Pode ser que não deem sinal de vida pela correria do dia adia e por falta de tempo. Prefiro pensar assim.
ResponderEliminarEu, que já me incluo nessa categoria de amigos, só não dou sinal porque estou atolada de trabalho (e porque as novidades podiam ser agradáveis, que podia, mas não era a mesma coisa e é só m****), de maneiras que estou aqui, ok?:)
ResponderEliminar"Os amigos não são muitos nem poucos, mas o número suficiente."
ResponderEliminar"Uma pessoa tem alguns amigos menos do que supõe e alguns mais do que conhece."
"O homem só se apercebe, no mundo, daquilo que em si já se encontra; mas precisa do mundo para se aperceber do que se encontra em si; para isso são, porém, necessários actividade e sofrimento."
"Uma pessoa pode chegar aos sessenta anos sem fazer uma ideia do que é um carácter."
(Não é de nenhum livro de citações, mas de "O Livro dos Amigos" de Hugo von Hofmannsthal - Assírio e Alvim)
Podes ler mais quando vieres a Belmonte :-)
Em relação à primeira parte do texto: acho que somos todas assim. É só veres os comentários ao texto que escrevi "Mulheres" e percemos que estamos todas juntas nisso.
ResponderEliminarEm relação à segunda parte, posso dizer que sou do tipo de amigos que raramente liga: ou tenho alguma coisa específica oara dizer ou não ligo só para perguntar se está tudo bem. E acabo por passa semanas, meses, sem dizer nada a quem efetivamente gosto MUITO.
Olha sou tudo o que descreveste no 1º paragrafo!
ResponderEliminarTudo o que a "Maria das Palavras" comentou!
Infelizmente vem-me sendo cada vez mais difícil é utilizar a palavra amigo para descrever alguém :)
Sim, somos umas bipolares, e à medida que vamos acrescentando papeis à nossa vida, a bipolaridade vai-se estendendo.
ResponderEliminarTu liga aos teus amigos, pá! ;)
Beijo....
ResponderEliminaridem...
ResponderEliminarPois, eu também vou pensando assim...
ResponderEliminarPõe aí de lado, para eu ver.
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ResponderEliminarbeijinho
O que é isso de equilíbrio? Em nós, na família, nos amigos, na vida (em geral) o equilíbrio não existe. Porque não existe a perfeição. Pobres dos que assim crêem... Não achas? E, pensando bem, melhor assim.
ResponderEliminarE no amor, como na amizade, não deve haver esforço, só saudade. Não sei se me entendeste...
Sim, a perfeição não existe. Mas, em todos os aspe(c)tos da tua vida tu tentas fazer o melhor.
ResponderEliminarO meu problema é que às vezes não sei o que será o melhor... debato-me e sinto que devia ter feito sempre de outra forma, como se andasse aqui numa tentativa e erro atrás de erro constante. Sou eu...
Quanto às amizades, eu provavelmente precisava deles, dos amigos, mais perto, à mão de semear e de tomar um café sempre que desse a vontade e houvesse saudade.
Tenho pensado muito, muito nisso.
ResponderEliminarAinda mais a 300km a construir (u a tentar) uma rede nova...