sexta-feira, 31 de julho de 2015

o dia ideal para casar II

Fotógrafo, pá! O fotógrafo!


Eu odeio a parte das fotografias nos casamentos. Sejamos honestos: é uma seca.


(já agora, levar o calhamaço do álbum para o pessoal ver também é, dispenso, não me mostrem, deixem lá).


Não era obrigatório escolher uma empresa (não é). Pedimos aos amigos e a uma miúda que está habituada a fotografar casamentos que nos tirasse uma com todos os convidados nas mesas onde estavam e que fosse circulando (mas que estava mais à vontade com a família do Marco, por isso fotografou mais "desse lado", coisa que só percebemos mais tarde e não dava para remediar, olhem, vamos repetir o casório porque há pessoas que, pá, olha, não aparecem as vezes suficientes, tá bem?) Esta é das cenas que mais me arrependo: não ter controlado minimamente as fotografias que iam sendo tiradas. Há casais "divorciados", tias que aparentemente não foram, primos com pais diferentes e a minha família ficou a perder.


Não há volta a dar, bola para a frente.


Animação! Animação! Outra cena que, não sendo má, podia ter sido melhor. Os senhores do espaço garantiram que dispunham da aparelhagem e de música variada, que não nos preocupássemos. Afinal, não.... a escolha musical era má até dizer chega, o que levou um tio do Marco a pegar na guitarra e cantar. Foi o momento em que algumas pessoas se despediram para ir embora (rais partam o tio!). Para se ter uma ideia, nós abrimos o "baile" ao som da música dos Patinhos (das melhores que lá havia....)


 


Resumindo, não foi um dia (noite) perfeito, mas foi muito mais próximo dos nossos desejos e da nossa maneira de ser do que um casamento numa "quinta", com cataratas de chocolate e bufete de marisco.


E, já agora, muito mais em conta.


 

O dia ideal para casar

Parece que é hoje, se quisermos casar sem nenhum desgosto, de acordo com o Quim, como bem lembrou a simples e nice.


O dia ideal para casar....


Não há.


Há datas. Se quisermos casar no verão, pela igreja, as datas não dependem de nós, mas da agenda do padre da vila ou do sítio onde queremos casar.


Se não nos importarmos de casar noutra estação do ano, há mais datas disponíveis.


Eu não queria um casamento igual aos outros. Nos nossos planos, feitos meio a brincar, meio a sério, falávamos em picnics, em restaurantes self-service (casamos, depois vamos ali ao sel-service da esquina, o pessoal serve-se, come e vai embora), elaborávamos ementas malucas constituídas por arroz de feijão e jaquinzinhos, lasanhas e bolonhesas e ríamo-nos muito.


Quando efetivamente, naturalmente, sem cenas românticas à mistura à laia de filme, começámos efetivamente a falar a sério em casar decidimos logo que seria na primavera. Escolhemos um dia que estava livre, com cerca 7 meses de antecedência.


Depois, por sugestão de toda a gente, alarmada com o pouco tempo que faltava, começámos a fazer o périplo das "quintas".


O que descobrimos foi que se optássemos por uma "quinta" o dia do nosso casamento seria aquilo que a quinta queria, nós é que teríamos de submeter os nossos desejos à disponibilidade da "quinta" do ínicio até ao fim. Como se optássemos por um pacote de uma agência de viagens. E nós não queríamos isso.


A cerimónia seria ao fim da tarde, seguida de um jantar simples e sem salamaleques, sem fogos de artíficio ou rufos de tambor entre pratos.


Não havia nenhuma quinta que nos fizesse isso, ainda que a agenda estivesse livre. Há pacotes ou kits dos quais os gajos não fogem e se não querem vão-se embora. Foi o que fizemos.


Procurámos um estabelecimento habituado a servir neste tipo de evento, que tivesse um espaço minimamente bonito e combinámos, mais ou menos de acordo com os nosso desejos. Entradas normais, jantar constituído por dois pratos servidos ao mesmo tempo, sobremesas e um bolo de chocolate negro coberto de morangos.


Comprámos um papel maricas para os convites, fizemo-los e, ao longo dos dias distribuímo-los.


A irmã do Marco, dada às decorações, por moto-próprio, fez aquelas coisas pequenas, que para mim são mariquices, mas são giras para a maior parte das pessoas e que afinal até fizeram diferença na decoração do espaço.


 


Eu não queria usar um vestido de noiva tradicional, nem sequer queria usar vestido de noiva. Por sugestão da C., fui a Braga, a uma loja para lá de espetacular, onde escolhi um vestido que afinal era da noiva e deixou a minha sogra à beira de um colapso (eu vi na cara dela o medo transformar-se em alívio).


 


 

então, que fazes hoje?

Lavo os azulejos da cozinha.

dele

Quem o ouve, sentado a uma mesa qualquer, de pé, por aí, com o seu cigarro na mão, nunca suspeitaria de que ele já foi um grande totó. Daqueles totós que não disfarçam, vítimas de bullying.


Quem o ouve falar, com a sua assertividade, às vezes confundida com arrogância, às vezes mesmo arrogância a sério, de quem sente que "eu é que sei o que digo, por isso cala-te e ouve" não desconfia nem um bocadinho de que aquele tipo já teve de fazer um esforço enorme para parecer seguro e confiante.


Ninguém sabe que desse esforço resultou de facto um tipo seguro, que, mais do que isso, passa segurança e que, por isso, é uma gajo magnético, de quem quase todas as pessoas, em contexto social, gostam.


Mais dele do que de mim. Se por um lado isso me deixa toda babada, por outro, o meu cotovelo emite assim umas faíscas....

atualizações

As miúdas estão bem e recomendam-se (obrigada, Titi e avó Sinha).


Nós também.


Entre pequenos afazeres domésticos, perna levantada a ler blogs ou livros (ando a despachar o Asterix, obrigada biblioteca municipal), entre almoços frugais e jantares pantagruélicos, sempre em boa companhia (obrigada Rosa), temos passado os nossos dias a dois.


 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

não aconselhável a pais totós

Como é sabido, estamos os dois, marido e mulher sozinhos, pela primeira vez vários dias seguidos. Embora fosse algo que já queríamos ter feito há mais tempo, as condições nunca se proporcionaram.


Já não sabíamos o que era ter o tempo todo por nossa conta e paira no ar um clima de satisfação contida e ao mesmo tempo o tal estranhamento de que falei.


Ontem, saímos para jantar à tinouca. Comemos, bebemos e conversámos bastante. A ideia de que estávamos por nossa conta, sem hora para voltar para casa, era (e é) maravilhosa. Estamos relaxados (de ressaca também).


Mas onde eu queria chegar é que a sensação de liberdade que temos é tão grande que ontem, alcoolicamente alterados, em pleno ataque de riso, diz o Marco: vamos pôr as miúdas à venda no olx, não vamos? como se fosse assim uma inevitabilidade que mais tarde ou mais cedo vai acontecer.


Salvaguardo aqui, para memória futura e para o caso de isto ser lido daqui a alguns anos por elas, que estamos cheios de saudade.


Acontece que acredito que como pais seremos mais felizes se, de vez em quando, nos for permitido este tipo de escapadela. Afinal, ser pai e ser mãe não significa viver única e exclusivamente em função dos filhos, ainda que haja muito casal por aí capaz de jurar a pés juntos que sim e que nós é que estamos errados.


Para esses, o meu middle finger.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

isto do casamento

Ele gosta de death metal


eu gosto de música brasileira


 


no mesmo local, à mesma hora,


ele sua como uma fonte


eu tirito de frio


 


ele não consegue estar quieto, as pernas abanam (pára com essa merda, estás-me a enervar! Deixa-me pá, estou a tocar bateria!), os dedos dedilham continuamente guitarras imaginárias, há sempre cenas para arranjar, fotos para tirar, merdas para arrumar


eu consigo estar uma boa meia hora sentada no sofá, a olhar para o dia de ontem e de hoje, só, quieta...


 


ele dorme destapado


eu durmo coberta até ao pescoço


 


ele bebe litros de água o ano inteiro


eu bebo zero (água)


 


ele só gosta de livros técnicos


eu nunca li uma coisas dessas


 


Mas algures lá no meio, a gente encontra-se e saem umas coisas engraçadas.


 


 

Porquê, senhor, porquê?

Deve haver uma explicação da "piscologia" para isto: tenho todo o tempo do dia ao meu dispor, posso fazer tudo o que não posso fazer com as filhas em casa, posso andar por aí nua...


 


...mas estou a lavar as frestas do chão da cozinha com lixívia e uma escova de dentes velha.

caminhar, caminhar

As caminhadas são o melhor exercício que se pode fazer. São gratuitas, desopilantes e iadaiadaiadaiada o caralhinho!


Tenho feito caminhadas de 4kms em passo bem acelerado, todos os dias. Chego ao fim quase nem transpirei.


Ontem atrevi-me e corri. Corri mesmo a sério, ao som de The dog days are over, corri como se os cães viessem atrás de mim. Hoje, as minhas pernas doem-me. O joelho, para já, está ok.


Moral da história: as caminhadas são uma treta!

mitos urbanos

Eu achava que os fanhosos faziam parte do imaginário das anedotas.


Afinal existem. Hoje vi e ouvi um. Tive vontade de rir e fugi.


 


 


Eu sei que ambas as afirmações anteriores fazem de mim uma idiota chapada.

terça-feira, 28 de julho de 2015

caraças!

Os meus vizinhos estão a f**** à força toda!


Ou isso ou a partir uma parede!

estranhamento

O hamburger do Ramona não me soube pela vida.


A sangria da casa da viúva, em Quintandona, estava boa, mas na esplanada nem parece que estamos numa tasca chique metida no meio de uma aldeia reconstruída com fundos da comunidade europeia.


Já fui e já vim.


Estou em casa, na minha casa, na Batalha, mas há algo de, não diria errado, mas algo de anormal. Ainda não me levantei para apagar fogos de birras, lutas pela mesma peruca de alguma pinipon, nem para limpar o rabo de ninguém, nem para dar leite ou bolachas.


Estamos só os dois, marido e mulher, a ver se ainda nos lembramos de como se cumprem estes papéis.


Para já, corre bem, mas não deixa de ser estranho não ouvir as miúdas, não as ter aqui.


Como numa narrativa escrita do fim para o início...

sexta-feira, 24 de julho de 2015

quinta-feira, 23 de julho de 2015

on va ó chópingue!

Destesto chópingues.


Deve ser o meu complexo de inferioridade. Faz-me confusão aquela amálgama de gente, de mulheres e raparigas maquilhadas ao quilo e vestidas como se fossem para um "invento" social da revista caras.


Faz-me confusão o parque cheio de carros, quente e abafado como uma sauna.


Faz-me confusão a confusão nas lojas, a mesma peça de roupa ser agarrada por várias pessoas ao mesmo tempo, os montes de trapos que ninguém quer.


Ontem fez-me especial confusão e raiva o casal de trintões avecs que decidiu furar a orelha à criança de meses que a mãe levava no colo, em pleno centro comercial, numa qualquer loja de acessórios e bijuterias baratas e caras.


Se o meu olhar falasse mandava um par de estalos àqueles imbecis.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

...

A temperatura da água do mar em Alicante ronda os 30 graus.


A temperatura do ar na Batalha ronda os 24 graus.


Eu seria muito mais feliz dentro de água em Alicante do que na Batalha.


Se eu soubesse rezar, pediria que me fosse dada a capacidade de apreciar o que tenho de bom em vez de desejar o que não tenho.

leite de arroz e côco

Iac!


Sou mulher de leite de vaca.


Um dia, apanho um cancro qualquer e o médico vai-me dizer que é derivado do leite.


 


Há trocadilhos bem piores.

Acordar assim todos os dias

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 Não é para meninos!


Isto podia ser apenas uma metáfora, mas não é.


 

terça-feira, 21 de julho de 2015

eureka!

Banda desenhada! A miúda curte BD.


Ah! maravilha vê-la agarrada a um livro!


 

para mais tarde recordar

Deito-me relativamente cedo, com sono, mas o cérebro não desliga.


Adormeço depois das 3 e acordo por volta das 8.30.


Passo o dia rabujenta e sem energia.


A Mr. deve sofrer um bocado. É a minha "vítima", em cima de quem caio por tudo e por nada.


 


 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

palermices de quem não tem vontade de se levantar do sofá

Onde está escrito que têm de ser eles a acender o lume e a fazer os grelhados?


Ali: "acenderás o lume e tratarás de assar os alimentos (sem esperar nada em troca)."


É isso mesmo, já está determinado há muitos e muitos anos, desde o início dos tempos.

domingo, 19 de julho de 2015

passeios

Esta tarde, fomos ao Portugal dos monstrinhos pequenitos, que eu sempre achei que se chamasse Portugal dos pequeninos.


Valeu pela loucura das miúdas a entrar e sair das casinhas e igrejas em miniatura. De resto, é um sítio que cheira a bafio do Estado Novo e onde não se aprende nada.


Vimos de fora o Convento de Santa Clara porque ainda queríamos ir a Conímbriga, mas acabámos por não ver nada porque já lá chegámos em cima da hora.


Conheço muito pouco de Coimbra e a minha vontade era subir à zona da universidade, mas já sabíamos que para as miúdas seria uma chatice. Elas queriam era brincar nas casinhas e afinal, tínhamos decidido que a tarde era delas. Assim foi, para nós e para as milhentas famílias de várias zonas do país que por lá andavam.


 


 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Nix (é sobre piolhos, passem ao largo)

Ontem, apliquei o Nix na cabeça das miúdas.


Cheira mal.


Volto a aplicar daqui a uma semana. Já ando a preparar psicologicamente as miúdas para um corte de cabelo radical.


Estive mais de uma hora a passar o pente que vem com a loção em cada filha.  A Gr. nas últimas já se estava a passar, com a Mr. tivemos de fazer uma pausa para lanchar. Mecha a mecha, espero ter erradicado tudo.


 


Voltar a fazer o mesmo para a semana vai ser uma valente seca, mas espero que dê resultado.


O mundo da maternidade não cessa de nos abrir os horizontes.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

ilsontárivé!


 Chegaram os avecs!

Termos de Pesquisa (visualizações ontem - 15/07/2015)


  1. Como educar putas - 1

Here I go again....

a lavar roupa de cama e toalhas a 90 graus, que é o máximo que a máquina da roupa dá!


Que pôrra!


Vou abrir uma tag nova: piolhos.

comprei leite de amêndoas

Há algum tempo que bebo leite sem lactose, porque não me sinto bem se beber do normal.


Mas já estou farta de ler e de ouvir que leite é veneno e ando a pensar nas alternativas. Nenhuma me agrada, mas hoje comprei "leite de amêndoas".


 


Aquilo é água com açucar e 2% de amêndoa.


Estou, portanto, muito feliz com a minha compra e ainda nem o experimentei....


 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

exterminar piolhos

Assim que descobri os cabrões dos piolhos na cabeça da Mr. telefonei ao Marco em pânico. Faltava uma semana para terminarem as aulas, era domingo, chovia, estava frio e estávamos em Baltar.


O Marco chegou e eu saí para ver se descobria qual era a farmácia de serviço aberta. A terrinha tem duas e ambas estavam fechadas.


O pai foi até à cidade com a indicação de trazer o método de ataque e erradicação mais fiável.


Passo agora a descrever de que forma atacámos os estafermos, estupores dos bichos feios, horríveis:


venderam-lhe um pente exterminador que custa cerca de 40 euros.


Passa-se o pente no cabelo seco, mecha por mecha. Aquilo apita 3 vezes sempre que apanha um piolho. Atordoa-os e eles acabam por cair. Deve usar-se todos os dias durante uma semana.


Como eu não confiei a 100%, na segunda-feira, assim que cheguei à Batalha, comprei Paranix, champô que se aplica com o cabelo seco, aguardam-se dez minutos e lava-se o cabelo.


Nessa primeira semana de combate, depois de fazer o tratamento com o champô e pente respetivo, continuámos a usar o pente elétrico.


Aplicámos o método em ambas as filhas. A bem dizer, aplicou o Marco, que ele é que tem mais jeito com animais.


Eu também me encharquei de paranix (três vezes), o pai penteava-se com o pente. As nossas cabeças, pelos vistos, mantiveram-se a salvo.


No final da semana um, repetimos o champô, tal como dizem as indicações, para garantir que se matavam todos os estupores. A cabeça da Gr. estava limpinha, a da Mr. tinha lêndeas mortas, mas nada de piolhos, lêndeas essas que eu achei que iam cair com o tempo.


 


Durante a semana que passámos em Belmonte a Mr. coçava-se muito. A minha mãe, que até tem uns óculos novos, garantiu-me que não tinha piolhos e que as lêndeas continuavam mortas. Cá em casa a miuda continuava a coçar-se.


"Marco, passa lá outra vez o pente porque isto não é normal." Havia piolhos, caramba, bastantes, caramba (para não escrever palavrões, que a minha mãe não gosta.)


Já fizemos uma nova ronda de Paranix e de pente elétrico e vinagre, para ver se as cabras de lêndeas caem, mas fui à farmácia dizer mal do champô e vim para casa com o Nix, que supostamente é mais forte. Amanhã ataco novamente.


 

recordar é viver

Quando era miúda e morava em Belmonte, a nossa casa era quase colada à Cila cabeleireira. A minha mãe "atirava-me" da nossa varanda para a varanda da Cila e eu passava lá muitas horas, entretida com as escovas e rolos do cabelo.


Um dia, num daqueles dias em que a Cila (que nos dias de hoje ainda trabalha, mas passou a Cyla) não tinha clientes, sentou-me numa cadeira e começou a pentear-me. Deu-me umas escovadelas e saiu de fininho. Apareceu novamente com a minha mãe e ouvi-as sussurrar: "está carregadinha, carregadinha"; "tudo morto, mas cheia delas."


É a única vez que me lembro de ter sido atacada por piolhos. Parece é que o meu couro cabeludo terá segregado algum veneno que os expulsou a todos e matou as lêndeas. Já dizia o meu avô Francisco que eu era má como as cobras.


 


Isto porquê?


Porque as minhas filhas têm piolhos!


Estou a adorar a experiência.


É a segunda vez no espaço de um mês. O que quer dizer que da primeira vez alguma coisa falhou, ou nós ou os métodos que usámos.


 


 


 


 

terça-feira, 14 de julho de 2015

ela e a tv

A miúda é tão afixionada da televisão que está a ver o programa religioso do canal 2.


"Oh mãe, o papa é espanhol?"

pedicure

Este verão ainda não consegui pintar as minhas unhas dos pés. Não acerto uma!


Haverá alguma dica que aqui esta "iluminada" desconheça e ajude a acertar na unha em vez de pintar os dedos?

segunda-feira, 13 de julho de 2015

queixinhas

A ideia era que fosse surpresa para o pai de família que ainda está a trabalhar a sério, apesar de já não haver aulas.


Mas, antes do pai chegar, houve o drama de faca e alguidar que há sempre que tento pôr a Mr. a trabalhar. Assim, quando ele chegou eu já estava um bocado pelos cabelos e por isso apresentei o plano: compramos um frango assado no pingo doce, pão e batatas fritas e vamos picnicar aí num recanto.


Ao pai agradou a proposta e lá fomos.


Pena os 20 graus que se faziam sentir. O frango estava bom.


Agora, são 21.45, elas já estão na cama, na televisão não deve dar nada de jeito (acho eu, que não a ligo há semanas) e não sei que hei-de fazer. A esta hora, em Belmonte, estávamos a acabar de jantar no terraço. Elas ainda davam umas corridas e só depois iam para a cama.


De facto, o tempo (clima) condiciona-me de uma forma exagerada!


Isto porquê? porque enquanto comia o frango só conseguia sentir os pés gelados e maldizer (interiormente) a terra onde me encontrava (Batalha....)

elas

Elas pedem para ir brincar com a vizinha (puberdade no auge) e eu deixo.


Quando regressam, indago: que fizeram com a "vizinha?"


" A vizinha pintou as unhas e nós brincámos."


"Nós?"


"Sim, eu e a Gr.".


 

só para registo

Ontem, às 20.30 tomei banho de mangueira.


(estavas em Belmonte, Gabriela)

dez

dez graus de diferença! casaquinho de malha e calças.


O meu estado de espírito é muito influenciado pelo estado do tempo e pelas temperaturas. Regresso à Batalha. Estou muito mal disposta!

já fui a um festival

este verão já fui ao Canecofest, em Belmonte.


Também fui ao festival dos recursos hierárquicos e ao da manifestação de preferências. Foi maravilhoso.


 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

ouvido por *aí

Acho que o gato tem um arranhão no focinho, diz o avô.


Gr.- Eu gosto de ouvir as pessoas dizerem focinho, (faz uma cara muito marota). Faz-me lembrar rabo! 


 


* cá em casa

segunda-feira, 6 de julho de 2015

blog para que te quero!

Blog, meu querido,


eu sei que estás abandonado. A culpa não é totalmente minha.


Primeiro, não estou em casa, onde tenho um computador sempre ao dispor;


segundo, o meu querido pai, proprietário deste onde escrevo, não o deixa sozinho muito tempo;


terceiro, as minhas filhas, a minha sobrinha, a minha prima C. que vejo uma vez por ano e os almoços e jantares para 7 ou 9 pessoas têm absorvido todo o tempo disponível (está bem, confesso, também passo muito tempo a pensar na morte da bezerra).


Temos feito muito pouco para além de comer e brincar (o pai ficou na Batalha, mais uma vez).


Sabes, blog, quando se tem uma vida, as redes sociais ficam para segundo plano.


Desculpa.


Lá para o fim desta semana as coisas devem voltar ao normal.


Um grande beijinho e até breve. 


 


 


 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

as temperaturas

....é assunto que nos incomoda.


Ontem, o blog teve visualizações muito acima da média.


Estou a refletir sobre o assunto.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

jantar

Primeiro, come-se um prato vegetariano.


Depois, devora-se um gelado!


Porquê? Porquê?


Mais valia ter comido logo uma pratada de carne!

Mas eu quero!

Quero xcxcxcdcjfbg!


O pai argumenta: é caro, não serve para nada, estás a fazer uma birra enorme, não mereces xcxcxcxvdhgfh!


Mas eu quero! (repete 45 vezes)


É caro! Não há dinheiro para gastar em coisas que não servem para nada. (repete o pai umas três vezes)


Depois, senta-se com ela no colo, dá-lhe uma moeda e propõe-lhe o seguinte exercício:


na mesa põe uma hello kitty e um pão. Dá-lhe uma moeda e diz: estás com fome, estamos todos com fome e tu só tens esta moeda. Vais comprar a hello kitty ou o pão para comermos?


Ela olha, pensa com o dedo no queixo. O pai reforça: estamos todos com fome. Que vais fazer?


Ela, a medo, pega na hello kitty. Escolhe a porcaria do boneco! Não consigo evitar uma gargalhada, que engulo, para não estragar o jogo.


Ela mexe-se no colo do pai e diz que quer água, tem sede. O pai põe-lhe o copo à frente e repete o exercício: só tens esta moeda. Precisas de pagar a água. E agora? queres a boneca ou queres a água?


A miúda escolhe a água, envergonhada.


E vai-se embora.


Não sei se serviu para alguma coisa, mas no momento calou aquela birra que já durava há uma boa meia-hora.


 

as temperaturas vão subir

Onde, pôrra? Onde?


 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

aspirar ou educar?

As birras são muitas, mais que muitas.


A Mr. porque só quer brincar e ver televisão, a Gr. porque sim, porque quer isto ou aquilo para agora, já, não pode esperar, tudo tem de aparecer ao sabor da sua vontade.


Agarrada ao aspirador, eu matuto no que posso fazer, no que devo fazer, no que me apetece fazer.


Ao almoço falou-se na possibilidade de inscrever a Mr. em atividades de verão preparadas por muitas das associações que há pela região.


Agarrada ao aspirador, desejo que o ruído seja tal que me permita não ouvir a discussão por causa dos legos, que se seguiu à discussão por causa das fichas.


Agarrada ao aspirador, desejo pegar no telefone e fazer já a inscrição das duas num sítio qualquer que me sirva de depósito. Depois, lembro-me das razões que levaram o Marco (sim, o M. é Marco) a aceitar discutir com o sr. da Confap o porquê da escola não dever estar aberta de setembro a julho sem interrupções. Lembro-me que sou uma mãe que deseja depositar as filhas num lugar qualquer onde outros quaisquer lhes dêem a educação que me compete a mim dar. E largo o aspirador e vou enfrentar "o touro pelos cornos" (salvo seja, que nem gosto de touradas e até acho que os toureiros deviam todos levar umas belas cornadas pelo ânus acima), vou tentar desfazer os nós que atam aqueles cérebros pequeninos e me dão cabo do meu. Vou e assumo a responsabilidade, ainda que a vontade seja continuar a aspirar.


 

que estás a fazer?

Agarrada a uma sagres e amendoins salgados, enquanto faço o jantar.


Sou uma doméstica bimba!


 


 

Infantário da Gr., eu amo você!

No infantário da Gr., esta semana é a semana da lama.


Hoje fomos falar com a educadora de intervenção precoce sobre a forma como decorreu este 3º período e vimos os putos todos malucos e castanhos, entretidos a brincar com água e terra misturadas.


É por estas atividades, entre outras coisas, que eu prezo tanto a escolha que fizemos. Que escolas é que deliberadamente põem os putos a mexer na terra, nos bichos, nas plantas e em coisas nojentas?


No final, quando todos já estavam pretos e chegou a hora de almoçar, entraram nas instalações e, um a um, limparam-nos na medida do possível. Os mais pequeninos mudaram de roupa (sim, os miúdos de 2 anos também lá andaram a sujar-se), os mais velhos lavaram bem as mãos e a cara e foram almoçar. Maravilha!


 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...