quarta-feira, 15 de julho de 2015

recordar é viver

Quando era miúda e morava em Belmonte, a nossa casa era quase colada à Cila cabeleireira. A minha mãe "atirava-me" da nossa varanda para a varanda da Cila e eu passava lá muitas horas, entretida com as escovas e rolos do cabelo.


Um dia, num daqueles dias em que a Cila (que nos dias de hoje ainda trabalha, mas passou a Cyla) não tinha clientes, sentou-me numa cadeira e começou a pentear-me. Deu-me umas escovadelas e saiu de fininho. Apareceu novamente com a minha mãe e ouvi-as sussurrar: "está carregadinha, carregadinha"; "tudo morto, mas cheia delas."


É a única vez que me lembro de ter sido atacada por piolhos. Parece é que o meu couro cabeludo terá segregado algum veneno que os expulsou a todos e matou as lêndeas. Já dizia o meu avô Francisco que eu era má como as cobras.


 


Isto porquê?


Porque as minhas filhas têm piolhos!


Estou a adorar a experiência.


É a segunda vez no espaço de um mês. O que quer dizer que da primeira vez alguma coisa falhou, ou nós ou os métodos que usámos.


 


 


 


 

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