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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

disparates

O que é que estou a fazer? a comer.


Se ontem fui correr, hoje estou a comer. Bem vistas as coisas, não é assim tão diferente uma coisa da outra.Um sonzinho apenas separa o correr do comer.


E agora vou parar de comer e vou fazer outras coisas.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

ombra mai fu

Descontrai, descontrai.


Alguém me traga um gin tónico, se faz favor.



 

desabafo

Miúda, eu disse-te aquelas cenas todas, mas ver o tempo a passar e tu agarrada ao mesmo parágrafo, enquanto gemes, choras, urras, atiras coisas para o chão, dizia eu, ver-te agarrada ao mesmo parágrafo, desde as quatro da tarde às sete dá cabo de mim.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

educar para o sono e passar a ferro (no Porto diz-se dar a ferro)

Troquei as minhas filhas pela tábua de passar a ferro e respetivo.


Parece ter havido um ligeiro retrocesso nesta casa, graças a umas camisas que o marco ganhou de presente no seu último aniversário. Se o homem não tinha problemas nenhuns em andar com as camisas por passar e se eu tinha problemas em passá-las por que razão haviam de ser passadas? Entretanto, o homem tem-se vindo a queixar de que se sente um maltrapilho, enquanto agita as camisas ligeiramente amassadas.


Estando eu em casa, em modo desempregada a tempo inteiro, seria muito mau não fazer o jeitinho ao senhor e passar-lhe as camisas, coisa que estive a fazer em vez de estar com as minhas filhas antes de adormecerem.


Isto escrito assim soa muito mal. Preferi fazer uma coisa que destesto a estar com as miúdas?


Não é bem assim: eu preciso que as miúdas aprendam a dormir sozinhas. Já é tempo disso. A mais velha tem oito e a mais nova cinco e ainda sentem necessidade da presença da mãe ou do pai (especialmente da mãe) para dormirem.


Esta noite, usando a desculpa de que tinha de passar as camisas do pai, deixei-as.


A mr. achou estranho que eu tivesse que passar três de uma vez, porque não só uma? porque o pai precisa de mais do que uma. sim? sim, porque suja-se muito. suja? ui! suja! sim? sim, é uma camisa de manhã e outra depois de almoço. sim? sim, eu já venho.


Passados uns segundos, discutiam, um bocadinho depois, a gr. apareceu na sala. Ficou muito alarmada com o vapor que saía do ferro, fenómeno nunca presenciado (já disse que raramente passo roupa?).


Eventualmente, antes de acabar o serviço (arre, camisas do demo), adormeceram, a mr. na sua cama, a outra na minha (sem eu dar conta).


 

dúvida

Estou aqui com uma dúvida a dar-me cabo do juízo: não sei se devo sentar-me em frente de um copo de cerveja e um prato de amendoins salgados,


ou se devo ir correr.

domingo, 27 de setembro de 2015

não ter tv cabo

Nesta casa há quatro canais. O aparelho da TDT é partilhado pelo condomínio. É uma valente bosta, que vai não volta avaria. É frequente um dos canais ficar sem som, outro perder o sinal e muitas vezes o som estar desfasado.


Com grande pena minha, hoje só se consegue ver o "pugrama" dos putos gordos. Não sei se tenho mais pena de mim, se deles.

O M. levou as miúdas a ver a xana toc toc

eu fui dar uma volta com a Rosa.


O M. é um tipo excecional, não só levou ele as miúdas ao chato do concerto como ainda se absteve de falar sobre as MILFs que viu.


E devia haver muitas, porque o raio do chato do concerto esgotou.

sábado, 26 de setembro de 2015

uma bela

porcaria!

das duas, uma....

fica muito bom,


ou uma bela merda.


Para já, o cheiro é bom.

jantar de sábado

Sai um rizoto (escrito assim à portuguesa, porque o que vai sair daqui nem eu sei) de merguez.


Vou fazer assim:


salteio meia cebola em muito pouco azeite (a merguez já tem gordura que chegue);


junto as salsichas partidas e envolvo na cebola, deixo-a libertar o que há para libertar;


acrescento uma chávena de arroz carolino (devia ser arborio ou outro para fazer risotto) e misturo;


segue-se um pouco de vinho branco;


vou juntando água fervida (uma porção, deixa evaporar, nova porção, sempre assim, até o arroz estar cozido al dente).


Dispenso os queijos e as natas que certas pessoas misturam nos risottos.


 


Irá para a mesa, as pessoas da casa demorarão a chegar, o arroz ficará empapado e eu ficarei fodidaborrecida.


Acompanha uma garrafa de tinto Montes Claros, em promoção no lidl.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

.....

Obrigada.


Está muito bom!

se faz favor,

era uma noite diferente, esta que vem.


Não me peça pormenores, que não lhos sei dar. Olhe, ponho-me nas "suas mãos". Decida o senhor, faça de mim o que quiser.


Obrigada.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

sabes, Maria....

Sabes, Mr., eu vou mudar, prometo que vou.


Sabes, essa coisa de tu seres tão desatenta, desfocada, desconcentrada e preguiçosa dá cabo de mim, mas eu tenho andado a pensar e começo a chegar à conclusão de que tu és apenas uma miúda que gosta de brincar.


Sabes, quem está errado no meio disto tudo é a tua escola, quer dizer, não a tua escola em especial, a escola em geral. Isto de eles quererem que vocês trabalhem e trabalhem, todos no mesmo ritmo e que todos compreendam as coisas ao mesmo tempo e que todos terminem as milhentas fichas ao mesmo tempo é uma grande palermice!


Vocês são diferentes e não têm obrigação nenhuma de ser iguais. Os professores deviam saber melhor do que isso, os homens mais importantes lá de cima, os do governo, deviam saber mais do que isso. Não sabem!


Mas sabes o que a mãe decidiu? a mãe decidiu que ela sim, sabe mais do que isso e vou tentar lembrar-me. Vai ser um ano letivo melhor, para mim e para ti, vais ver!

Nós

Somos sempre os melhores.


Nas reuniões de pais, nós é que somos os pais cool, os mais porreiros, aqueles que sabem melhor.


Os outros são os totós, os stressados de mais ou preocupados de menos.


No trânsito, nós é que temos sempre razão, nós é que conduzimos bem.


Os outros são os estúpidos, os que tiraram a carta por correspondência.


No supermercado, nós é que temos sempre motivos válidos para passar à frente dos outros nas filas das caixas.


Os outros são um bando de desocupados, mal educados.


Na vida em geral, nós é que a sabemos toda.


Depois, abrimos o facebook e, afinal, os outros é que sabem viver.


 


(Nota: não tenho facebook há cerca de três meses e não faço tenções de voltar a ter)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

o outono

Também vou falar sobre o outono.


O outono é uma estação do ano que começava sempre no dia 21 de setembro, mas isso era quando outono se escrevia Outono, mas agora nunca se sabe, parece que começa hoje.


No outono as folhas que ficaram de cores acastanhadas, nos seus mais variados tons, caem ao chão e fazem tapetes que agora são muito bonitos, mas vão ser muito feios quando começar a chover.


Também no outono há fruta especial, as castanhas, os dióspiros, as uvas e fazem-se as vindimas que parece que agora é moda os famosos irem trabalhar para o Douro, a fazer trabalho que antes só os desgraçadinhos dos pobrezinhos faziam.


É uma estação do ano em que o frio começa a aparecer e a gente sabia que tinha de guardar as sandálias, mas isso era antes e agora nunca se sabe se vamos precisar delas na mesma.


Eu adoro o outono!


 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

blogolândia

"Fui conhecer a Marrocos", disse eu à Titi.


"Foste?!"


Sim. Respondi.


E acrescentei: "só vou conhecer pessoas que eu sinta, aqui dentro, que serão boas de conhecer."


E acho que não me enganei.  

completa a frase

 


 


Ai Marta....  quase me esquecia...


 


Sou muito...pessimista.


Não suporto...ver os meus planos contrariados.


Eu nunca...pintei o cabelo.


Já me zanguei...hoje, ontem também, anteontem idem.


Quando era criança...já não sou???


Neste exacto momento...tenho os pés frios.


Morro de medo...de não ser feliz.


Sempre gostei...de ler.


Se eu pudesse...ia para um sítio quente.


Adoro...comer.


Fico feliz quando...estou de férias! 


Se pudesse voltar no tempo...tinha-me divertido mais.


Quero viajar para... um sítio quente.


Eu preciso...de dinheiro! 


Não gosto de ver...injustiças.

tempo, volta para trás!

A avó lurdes olhava embevecida para aquele neto mais pequenino.


Do alto da sua sabedoria de quem já criou cinco filhos e agora ajuda com os netos dizia para a nora: "agora é que é bom, agora é que eles não dão trabalhinho nenhum."


A sofia, mãe de primeira viagem, ainda abananada com as hormonas do pós parto, olhava para a sogra com ar mais que duvidoso, incrédulo.


Por incrível que pareça a quem tem pela primeira vez um filho nos braços, é verdade!


Quando as minhas filhas eram bebés, a minha presença, a minha palavra, a minha atitude perante o choro resolviam o assunto. Por tentativa e erro vamos acalmando os nossos bebés, vamos descobrindo porque choram e resolvemos os problemas que os atormentam.


 


Agora, que elas já não são bebés, há uma infinidade de situações, que se vão complexificando, para as quais eu não tenho solução, para as quais não basta a minha presença, a minha palavra, a minha atitude.


A preguiça da Mr., a sua incapacidade para se concentrar no trabalho.


A recusa da Gr. em ir para a escola.


Não posso alterar nada, por mais que fale desta ou daquela maneira.


Sim, é muito mais fácil quando eles são bebés.

já, já....

Já deixei duas filhas nas respetivas escolas, uma delas em prantos, já corri e fiz exercício físico 45 minutos, já fui ao supermercado e ao talho, já guardei as compras, já liguei para a DGAE (órgão do min. da educação)... mas continuo com vontade de estrangular alguém.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

day one

Na sexta-feira, foi dia de receção aos miúdos do 3º ano, que aqui na Batalha, por não haver lugar no centro escolar novinho em folha, passam a frequentar a EB2,3.


Foi tudo avisado de que não devíamos entrar na escola, para evitar confusão, que se eles viessem carregados com material não havia problema se ele estivesse identificado. Deixava-se na portaria e alguém o ia buscar. "Não se preocupem com a crianças, levem-nas ao portão e deixem-nas ir, eles não se perdem entre o portão e o bloco onde vão ter aulas."


Como acredito na professora, nas auxiliares e também na capacidade da miúda se desenrascar, assim fiz. Deixei-a no portão, onde se aglomeravam mães que entupiam a passagem.


De fora, garanti que entrou, passando o cartão e fui à minha vida. Devo ter sido das únicas mães que o fez. O resto, com a desculpa ou não de deixar o material lá foi, escola fora, deixar a criança à porta.


Eu não sei se isto faz de mim uma mãe baldas ou uma mãe confiante na cria. Partilho porque espero que me venham aqui dizer que eu é que sou um espetáculo.

não tinha saudades

Não tinha saudades disto, de estar aqui sentada à mesa, sozinha, agarrada a uma sande de restos.


Preferia ter posto a mesa e estar agora à espera do M. e da Mr. para almoçarmos os três, já que a Gr. regressou à escola mais cedo. (mas todos os dias chora e agarra-se ao meu pescoço... ai, coração sofre...)

era tão simples

A ideia era simples e de concretização fácil, rápida e económica: um picnic partilhado surpresa, com a família toda. Foi o que idealizei para surpreender o M. no dia dos seus 38 anos, ontem.


Aproveitava a ida ao norte porque tinha peça de teatro e surpreendia o marido.


Mas....


a peça foi cancelada, o sábado correu mal, o homem estava com um humor de cão e trocou-nos as voltas todas.  A Mr. ia desvendando o segredo à hora de almoço e foi preciso arrancá-la da mesa para a fazer calar.


Durante a tarde de sábado ainda havia pessoas a perguntar "como é que é? sempre há picnic?" o que nos fez levar aos mãos à cabeça e imaginar cenários de festas vazias de gente.


À noite, o homem devia ter saído para nos dar tempo para fazer uns petiscos, mas ficou em casa.


Na manhã de ontem, dei-lhe rédea solta para ele ir divertir-se na feira da ladra e o homem não queria ir. Mantas para guardar, petiscos para fazer, malas para preparar e o tipo não me desamparava a loja.


A Titi já estava no sítio, a garantir que havia mesa e liga-me: hoje é dia de leilão e bombos aqui no parque.


Finalmente o homem decide ir divertir-se, mas não espera pela boleia, deixando-me sem carro para eu ir para o parque, para onde ele ia ser convenientemente levado.


Uns milhares de telefonemas e de SMSs depois, lá estávamos nós no parque à espera que o aniversariante chegasse, com tudo preparado.


Quando lá chegou ficou com ar aparvalhado. Só quando gritámos "parabéns!" é que percebeu que aquilo era a festa dele. E foi gira, a festa.


Muita comida e muita bebida, crianças a correr cá fora e crianças a correr em barrigas, muita conversa e a despedida em grande das férias.


Hoje é o 1º dia de aulas.


 


 


 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

let the games begin

Manuais encapados (13 livros, senhores, 13 para o 3º ano de escolaridade!),


todo o material comprado e etiquetado (e é muito),


cartão da escola carregado com dinheiro para os almoços da próxima semana,


roupa e calçado pronto.


Cérebro preparado para o início de mais um ano deseducativo.


 

Não quero!

"Eu não quero ir para a escola!" Berra a mais nova.


E agarra-se às paredes, como se a levassem para uma sala de tortura.


Agarra-se à cadeira do carro, à porta, esperneia e agarra-se ao nosso pescoço quando já estamos dentro da sala.


Antes, no percurso entre o carro e a escola, somos olhados com um misto de pena e de espanto.


"Porque é que não queres ir? Não gostas da S.? Não gostas da M.? Elas são más? Os meninos batem-te? O almoço não é bom?"


"Não quero dormir a sesta!" Berra.


Mas, à hora da sesta, deita-se, muito normalmente e parece que não houve cena de faca e alguidar para sair de casa, do carro, para entrar na escola...


O pai fica muito mais perturbado do que a mãe, possivelmente porque é a mãe que a vai buscar e quando chega, a miúda anda muito contente a brincar e muito contente vem ter com a mãe.


De qualquer forma, são cenas que nos deixam os pelos dos braços arrepiados.


A esperança é que, com o início da escola da mais velha, estas cenas parem.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

cozinho

Ontem comprei requeijão para comer com doce de abóbora. Não havendo doce "a sério", comprei um frasco.


À sobremesa do jantar de ontem, em casa da R. e do R. toda eu era água na boca. Assim que provei "a sobremesa" as minhas papilas gustativas revoltaram-se. Não era nada daquilo que elas estavam à espera. Aquele doce era mau, mau, depois de se provar o da minha mãe.


Acabámos por comer o requeijão com mel do Algarve.


 


Hoje, perante um pacotinho de requeijão que sobrou, decidi-me a reproduzir o doce da minha mãe.


A cozinha cheira a canela e açucar amarelo.


Estes vaipes culinários são típicos desta época do ano. Ainda bem que, mais tarde ou mais cedo me passam, porque se não, eu não passava nas portas.

horários e ímans

No frigorífico já canta o horário do M.


Na sexta estará o da Mr.


Falta lá o meu. Terei horário para pôr no frigorifico?


Que merda de ansiedade. 

os meus ouvidos....

Comprou uma guitarra elétrica à medida das miúdas. O amplificador já cá andava.


Há concerto com distorção todos os dias. Muita distorção! 


 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

cá vamos nós

Dá-se início àquela coisa parva de aguardar ansiosamente pelos fins de semana, que passam parvamente rápidos de mais e durante os quais não se faz nada de jeito.


Será isto até às próximas férias, daqui a três meses. Dói ver isto registado: 3 meses para as próximas férias.

pergunta minha

Como ganha a vida o Casal Mistério?


Quando for grande quero ser uma Ela.


Nem preciso de estar casada com um Ele, que por acaso estou, dadas as minhas tendências heterossexuais.

domingo, 13 de setembro de 2015

ponha o braço no ar

quem gosta dos domingos.

Termos de Pesquisa (visualizações ontem - 12/09/2015)


  1. fazer de conta que canta nome tecnico em ingles - 1


Playback?

bipolar

Filhas tão próximas é o cabo dos trabalhos: gostam das mesmas coisas, vestem o mesmo tamanho, e, por isso, facilmente andam à porrada pelo mesmo brinquedo ou pelo mesmo par de sandálias.


Filhas tão próximas é muito bom: gostam das mesmas coisas, brincam juntas durante horas e, às vezes, até me esqueço de que estão em casa.


Filhas tão próximas é delicioso: sendo quase da mesma altura, abraçam-se ou pegam-se ao colo mutuamente sem que nenhuma fique pendurada pelo pescoço.


 


 

sábado, 12 de setembro de 2015

bloqueio

bloqueio de escrita tudo me soa banal tudo me enfastia e nada me


apetece o vinho que bebemos ontem era deliciosamente velho das vinhas do douro.


 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

"é uma firma"

Ligo para a escola x, que não tem ofertas de AECs na plataforma do ministério. Peço informações.


Resposta: "já não temos nada a ver com isso. É uma firma que vai contratar"


E pronto. Assim se descartam do assunto, como se os professores das atividades ditas de enriquecimento curricular fossem um aglomerado de vassouras e detergente que se encomenda a uma empresa de produtos de limpeza.


 

se faz favor,

era isto, em dose dupla.



 


 

para memória futura

"Arrumaste" o quarto: a tua secretária ficou transformada numa montra de brinquedos e pechisbeque. Limpaste o pó onde passa parte da procissão e encostaste com os pés os brinquedos uns nos outros. Demoraste uma boa meia-hora e chamaste-me, muito orgulhosa.


Sim, está bem, mas a tua secretária não pode ser este amontoado de coisas, não podes trabalhar aqui e não dá jeito para limpar, vês? Disse-te eu, enquanto fui desmontando o teu arranjo.


Ficaste zangada! Que o quarto é teu e a secretária é tua, que não tenho nada que ir lá mandar nos arranjos que fazes. Que tu é que sabes e que tens muitos outros sítios para trabalhar.


Estou tão, tão tramada com esta advogadazeca!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

curtas (e grossas)

Andar à procura de trabalho na plataforma da DGAE,


tentar descobrir que escolas "cederam" a contratação de professores das AECs a associações mais ou menos conhecidas, mais ou menos desonestas (o que implica fuçar sites de escolas, sites de associações, facebooks, sites de emprego online, etc.),


tratar da roupa,


da casa desalinhada,


das refeições


e das filhas


é tarefa que me tem deixado zonza.


Não sei se devo ir estender a roupa ou ligar para aquela escola que ainda não colocou nenhuma oferta na plataforma a dez dias das aulas começarem, se devo ir limpar o pó que se acumulou durante mês e meio.


 


 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

10 dicas para começar bem o ano letivo

Ahahahahahahahahahahahahah!

3,2,1.... and we're back!

 


 


Instalem-se, senhores e senhoras, para mais um ano de lamentações e auto-comiserações.


C'est la rentrée!!


(queria ver se fosses um desses migrantes, queria, queria....vens para aqui queixar-te de barriga cheia, minha parva!)

coolness

Gostava de ser uma mãe cool. Cool no sentido de relaxada.


Relaxada não no sentido de negligente.


Durante o ano escolar toda eu sou stress e tensão. O corpo dói, os músculos rebentam.


Era tão melhor se eu fosse cool.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

é injusto!

"É injusto!"


"É injusto não me teres deixado experimentar aquela camisola tão gira na zara kids."


"É injusto não me dares aquilo que eu te peço."


"É injusto eu não ter roupa gira."


"É injusto teres comprado uma cadeira nova para a Gr. e não teres comprado nada para mim."


"É injusto eu não ter o que quero!"


 


Era este o discurso da mais velha, ontem.


 


Na véspera, tínhamos ido ao centro comercial comprar coisas que faziam falta, como um assento elevatório para andar de carro. Nunca como nesse dia a loja de roupa as fascinou tanto. Camisolas à Yeti, botas trendy, saias boho chiques, tudo em versão mini. Nada daquilo é preciso, têm muita roupa gira e boa que vem da prima, ainda nova.


 


Nada daquilo é essencial. Lembrei-a duas vezes, uma dentro da loja e outra fora, do facto de que estamos apenas com um ordenado e que não sei se trabalho este ano, que temos de limitar os gastos.


O discurso continuou, em tom crescente. Aquele "é injusto" já estava a dar cabo de mim.


No fim do jantar, agarrei no telemóvel e busquei aquela imagem que corria todas as redes sociais de uma criança migrante morta à beira mar. Eu ainda não a tinha visto, eu não queria vê-la. 


Mostrei-lha. Isto é injusto, disse-lhe. 


Aquela imagem dói, mói. A miúda calou-se.


Não sei se fiz bem, se fiz mal, mas há injustiças mil vezes piores do que não ter uma peça de roupa que se deseja e acho que é tempo de as minhas filhas se irem apercebendo disso.  


 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Quintandona 2

Quintandona é supostamente uma aldeia rural recuperada. Fica no concelho de Penafiel (distrito do Porto) e não é fácil lá chegar se não se conhecer a região. É um sítio engraçado, bonito, arranjadinho e airoso.


No mês de setembro alberga a festa do caldo, que este ano será nos dias 19, 20 e 21.


Nunca lá fui nessa altura e festa já vai na 8º edição. 


O que eu conheço da aldeia é a tasca chic Casa da Viúva. Que vale bem a pena, pelo espaço e pelos petiscos, especialmente no inverno. 

a mãezinha

Passa-se quando a miúda se afasta mais uns metros de nós.


Quer que ela ande sempre ao nosso lado.


Ralha com ela quando ela faz disparates.


Tapa-lhe os olhos quando há alguma cena na televisão que ela julgue inconveniente.


Chama-nos a atenção se acha que não estamos a cuidar bem dela.


Tenta acalmá-la nos momentos de birra (naqueles que não são por ela provocados).


Impinge-lhe castigos e promete recompensas.


É assim a mais velha com a mais nova. Uma mãezinha. 

belmonte

Aqui, em certas alturas do ano, sentamo-nos numa esplanada a beber um café e, se quisermos aí ficar só a observar o movimento, coisa que aprecio muito, não podemos, porque não há movimento. As ruas estão vazias e esse vazio é pesado e escuro. 


Está a chegar essa altura do ano, juntamente com os primeiros dias mais frescos.


Hoje, já não fui capaz de tomar o café na esplanada do zéquinha. Sentei-me lá dentro e fui, pelo canto do olho, tentando descortinar quem passava por fora, enquanto ouvia a conversa da d. alice sobre o trabalho que os filhos e netos nos dão. 

ela foi a Londres, eu fui à dermatologista

 É claro que adorou Londres, principalmente o museu de história natural. Gastou uma pipa de massa no hard rock, andou kms e kms, socializou ...