domingo, 31 de janeiro de 2016

pedagogia do nojo (post não recomendado a pessoas sensíveis)

Pára de engolires o ranho, vai-te assoar.


Não faças isso, toma um lenço.


Sabes o que estás a fazer? estás a comer o teu ranho!


Olhos esbugalhados! Incrédulos.


Pai desenvolve: engolires assim o ranho em vez de te assoares é igual a assoares-te e a seguir lamberes o ranho que está no lenço e engolires. É isso que andas a fazer!


Ela engole em seco e pede um lenço.


Nunca mais mandou nada lá para dentro.


Os lenços enchem os caixotes do lixo cá de casa.


 

pedaços

domingo.


pijamas.


o quarto delas em pantanas.


lenços ranhosos no balde do lixo.


o céu cinzento.


o quarto delas em pantanas com elas lá dentro, ranhosas e tossidoras.


eu e a sala. às voltas na amazon, tento encomendar o mesmo livro pela terceira vez.


o cinzento da rua.


o marco no banho e eu quero café.


pijama.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

dele

O M. fez o jantar ontem, enquanto fui à aula de pilates. Senti o cheiro assim que entrei em casa. Cheirava bem. O M. cozinha bem, embora cozinhe pouco.


Começou logo, como é frequente, a queixar-se de que estava uma porcaria. Ignorei-o e meti-me num duche rápido. Um dos músculos da perna esquerda pedia água quente e eu fui fazer-lhe a vontade.


Sentámo-nos à mesa e ele manteve o discurso do está uma porcaria. Servi-me antes de todos e comi. Estava bom, muito bom e comi que nem um alarve, uma alarve será mais correto.


O M. cozinha muito bem.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

para mais tarde recordar

Mr. e Gr.,


estes são os dias em que cada uma de vocês tem um "laboratório" no quarto.


 


Não sei que experiências fazem lá, cada uma no seu, mas são consumidoras ávidas de papel, que vos serve para desenhar, rabiscar coisas indecifráveis e deixar recados cheios de erros na porta.


 


Não sei que experiências lá fazem, mas exigem da Mr. um computador, onde batendo nas teclas com toda a força, regista "coisas" e fazem com que a Gr. exija o seu, para poder fazer as suas experiências. Já te disse hoje de manhã, Gr., que podemos pensar num computador para ti nos teus anos, mas tu achas que falta muito tempo.


 


Estes são os dias em que tu, Gr., perdes os resquícios de bebé que habitam em ti. Já sabes dizer os "eles" todos, já não dizes besgoto nem cristório. Mas insistes em que te limpe depois de ires à casa de banho e insistes em que te ajude a vestir.


 


São os dias em que tu, Mr., por vezes, tens lampejos de que é duro crescer "eu queria voltar ao jardim da isabel, lá não tinha de estar sempre a fazer trabalhos para a escola, lá só brincava" dizes tu.


 


São os dias em que percebo que tenho de acalmar este meu peito cheio de ansiedade e vou fazendo por isso, mas duvido que consiga sem ajuda externa, venha lá de onde vier.


 


São os tempos de crescer para dentro.

se faz favor,

Eu queria que viesse uma rabanada de vento qualquer que me levasse para outro local, outra forma de vida, a mim e aos meus.


Não precisava de ser uma rabanada de vento físico, nem furacão, nem ciclone, nem merdas más (pleonasmo fenomenal).


Era uma rabanada na cara que me alterasse as geografias.

há dias assim

Há dias difíceis e épocas difíceis para quem tem um blog. Ser capaz de, todos os dias, ver nos encontros e desencontros do dia, nas tarefas e pequenos nadas algo para contar ou contar esses desencontros e pequenos nadas com graça suficiente para alimentar o bicho (leia-se blog) é tarefa árdua.


Há dias em que me apetece mandar isto às urtigas e começar outra coisa qualquer onde escreva sem constrangimentos, mas sinto esta coisa como parte de mim e da família que constituí com o M.... deixar isto ao abandono seria como deixar por aí perdido um álbum de recortes da minha vida, todo legendado.


 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

domingo, 24 de janeiro de 2016

o que faltava

Na cozinha, a mãe faz o almoço. Entra a mais nova, dá uns quantos saltos (salta muito na cozinha, esta minha mais nova), diz "sabes, gostava que o calendário do advento nunca acabasse", dá uma volta à mesa e põe-se na alheta.


O calendário pode ter sido um fracasso sob determinado ponto de vista (não se fez metade das atividades), mas está provado que é realmente necesssário.


Fica também uma mensagem aqui para os pais da casa: há que continuar a inventar coisas para fazer em família.

Guiomarês

Há as tartarugas ninja e depois há as tartarugas minja. Gosto mais destas.

sábado, 23 de janeiro de 2016

tradições cá de casa

Mantém-se a árvore de natal, quase até ao carnaval.


(não é preguiça, não senhores, é tradição do mais alto nível)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

saldos

Sou a única pessoa que não foi aos saldos? Sou?

tu atina, mulher! facilitar as manhãs!

No combate desenfreado pela gestão eficiente dos meus níveis de ansiedade, comecei a analisar que situações me deixam mais stressada.


As manhãs cá em casa são momentos desses. A pressa para ter tudo pronto, fazendo tudo sozinha, lutando contra a preguiça matinal das miúdas dá cabo de mim.


Mas a verdade é que sou uma totó, que já devia ter feito por fazer das minhas manhãs algo completamente diferente.


Sou eu que faço literalmente tudo (sintam-se à vontade para julgar o meu parceiro) e nunca, até esta semana, me passou pela cabeça que não deve, nem pode ser assim.


Criei um quadro de tarefas que as miúdas devem cumprir, especialmente a Mr. E que tarefas são essas? Ora, as tarefas básicas que a minha filha mais velha já devia fazer sozinha e não faz: levantar, vir à cozinha tomar o pequeno-almoço, vestir-se e tudo o resto.


O quê? a tua filha não faz isso? Não, a mãe faz tudo, lutando contra as birras matinais todas. A mãe passa-se todas as manhãs, por tudo e mais alguma coisa porque a mãe tem de fazer tudo e mais alguma coisa. Totó!


Comecei hoje com o quadro e a manhã foi um edílio, fui para a escola descansada, sem dizer mal das crianças, do marido, da casa, da vida.


Um pequeno passo para mim, um passo gigantesco no caminho da sanidade mental.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

there's street fighter

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 And then, there's stress fighter (ou eu a caminho do alcoolismo).

Ó Evaristo, tens cá disto?

Na semana passada, na sexta-feira, dia que do meu ponto de vista encerra a semana, ia eu para a escola, para cumprir o meu bloco de aulas da parte da tarde e dei por mim a pensar na necessidade urgente que sinto de começar mesmo a sério a gerir o meu stress e ansiedade diárias.


Fico tão ansiosa e nervosa, desnecessariamente, com coisas pequenas, com pequenas frustrações, pequenos nadas que deviam ser assim encarados, tão ansiosa dizia eu que sinto constantemente os meus ombros doridos, tensos, duros, doridos (já escrevi isto não já?). Nos piores dias, essa dor sobe pelo pescoço e concentra-se no musculo epicrânico todo. Fico com dores de cabeça e sinto-me um pedaço de bosta.


Preciso de controlar esta ansiedade, preciso de relativizar quase tudo. Mas como é que isso se faz, se sou uma pessoa naturalmente ansiosa? ansiolíticos para o bucho está fora de questão. Só de pensar que tenho de ser menos ansiosa já me deixa num estado geral de ansiedade. Internem-me....

a cuidar do físico

Sou só eu que me sinto rídicula nas aulas de combat, enquanto freneticamente dou murros e pontapés no ar, tentando não abanar as ancas?


 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

bufa

Tom de voz entre o queixume e o "toma lá que é para aprenderes", enquanto punha o cinto no carro, diz a Gr.


 - Sabes, pai, quando os senhores da polícia foram lá à escola, eu disse-lhes que a mãe, às vezes, põe o carro a andar sem eu ter o cinto posto, não espera para eu pôr o cinto antes de começar a conduzir..."


 


Estou bem tramadinha. À minha primeira incursão no mundo do crime, serei logo denunciada pelas minhas próprias filhas.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

I wanna go out but I wanna stay home

Dói-me a cabeça.


Quero café, mas não não quero levantar-me.



 

em modo faz malas

Parece que ainda ontem desfiz malas e hoje já estou a fazer malas outra vez. Lá vamos nós, em direção ao norte para um salto ao ikea (o mundo podia dividir-se entre quem diz o ikea e a ikea?).


Depois tenho ensaio de teatro, onde me calhou na rifa uma personagem que é o equivalente da Dori, do filme do Nemo. Ainda não sei muito bem o que fazer com ela, mas no último ensaio a que fui, durante as férias de natal, ri-me muito com esta personagem e com as outras.


Fazem-me tanta falta os ensaios, não só para memorizar texto e trabalhar a personagem. Faz-me falta para outras coisas e por outra razões, porque acho que quando for grande quero ser atriz. Talvez noutra encarnação.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

o balanço que estava em falta

O calendário do advento deste ano foi um grande fracasso!


A partir de meados de mês de dezembro, deixámos de fazer grande parte das atividades. As miúdas tiravam o papelinho de manhã, mas as atividades já estavam todas em atraso e foram sendo adiadas ou substituidas por outras. Apesar de tudo, porque o objetivo do ditocujo era fazer-nos passar tempo de qualidade em família, fomos fazendo sempre alguma coisa. Houve uma noite em que jogámos ao macaquinho do chinês e foi a loucura total. A partir daí, se não se fizesse a atividade do dia mas se jogássemos ao macaquinho voltava a ser nova maluqueira.


De tal forma que ainda hoje a Gr. o que quer fazer todas as noites é jogar ao macaquinho. Fica possuida! Atiram-se para o chão, rebolam, têm ataques de riso galopante e ficam completamente histéricas antes de irem para a cama, que é exatamente o que a gente quer: duas miúdas histéricas na hora de deitar.


 


Tencionamos manter a tradição? sim!


Não sei que alterações vou introduzir, mas mantenha-se o calendário do advento nesta casa.


 


 

palminhas para mim

que dois meses e meio depois de ter começado a trabalhar já consigo chegar à escola e ir diretamente para a sala em vez de ir a correr para a casa de banho mais próxima!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

twilight zone

Ontem à noite tive a minha primeira experiência de cariz sobrenatural.


Este não é um post de dia 1 de abril, erradamente agendado, este é mesmo um post sobre uma cena "muito creepy" que me aconteceu ontem à noite.


Ao adormecer as miúdas, deitada na perpendicular na cama da Gr., senti uma cena a passar-me pelas costas e vi uma sombra. Numa primeira fração de segundo, pensei que tinha sido a Mr. a levantar-se de mansinho e a tentar sair do quarto,


mas não era,


não foi...


foi muito, muito estranho! levantei-me, arrepiadinha até aos cabelos, que agora me chegam pelo meio das costas, e enfiei-me na cama da Gr.


Caneco, que foi assustador.


 

domingo, 10 de janeiro de 2016

reações estranhas

Via-se o como treinares o teu dragão, parte 2.


O pai do herói morre. A Gr., de lágrimas nos olhos, levanta-se e desata a fazer cócegas à irmã, chora e ri ao mesmo tempo, a irmã levanta-se e tenta fugir às cócegas. A Gr. persegue-a, com um ataque de riso e choro ao mesmo tempo. Mete-se no quarto e enrola-se na cama. Não deixa que ninguém a agarre, chora e ri ao mesmo tempo.


Precisámos de uma boa meia hora para a fazer voltar a um estado normal. Quando consegui que ela me deixasse pegar nela, tentei distrai-la com brincadeiras, conversas parvas, resumos do que tínhamos feito durante o dia... mais brincadeiras...


 


A única explicação que encontramos para esta reação estranha é a incapacidade de lidar com o sofrimento que sentiu com uma cena de ficção.


 


 

guiomarês

"A lontra vai para o paulo norte."

sábado, 9 de janeiro de 2016

também vou falar daquele vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=8IuzTeCRye8


Mixed feelings...


não menosprezando a coragem da atriz, não condenando a exposição a que se está a submeter, não consigo deixar de sentir que aquilo é demasiado ensaiado, demasiado coreografado.


 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

ausente

Estou ausente...


não tenho ideias...


pouca coisa me inspira...


não me apetece vir aqui debitar queixas contra a chuva e a roupa que não seca e os os bichos maus que provocam arrepios de frio e febre e narizes ranhosos e já o fiz.


Voltaram as estatísticas.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

comprar (ou restos de pedagogia positiva)

Dou por mim a comprar as minhas filhas por dá cá aquela palha: se ficarem sozinhas na cama, amanhã faço panquecas! Se comeres tudo podes comer sobremesa especial! se te portares bem, jogamos ao macaquinho do chinês!


Hoje, que vamos jantar a casa do cão Gordon, onde a Gr. não gosta de ir porque o Gordon salta muito, o M. chegou a casa e mostrou-me um chocolate. "É a sobremesa especial das miúdas, em casa do Gordon", enquanto me piscava o olho. Compro eu, compras tu.


O resto da malta também compra os filhos?

ginásio novo

No início de dezembro inscrevi-me num ginásio que tinha aberto uns mesitos antes e que tem preços muito competitivos!


A ideia inicial era fazer pilates duas vezes por semana, mas como o único plano que eles têm permite ir todos os dias, comecei a aventurar-me noutras aulas que já não fazia há muiiiiitoooo tempo, como combat e pump.


Estas últimas semanas de férias não pus lá os pezinhos. Regressei em grande ontem, para uma aula de combat. Quando entrei, já atrasada, a sala de aula estava vazia e o prof, um puto, perguntou se ia para a aula de cycling ou de xxmxmmxnx (não percebi o que o rapaz disse). Não haveria as aulas normais e eu não sabia. Toda a gente foi avisada, Gabriela! diz ele. Oi? Eu não! No facebook, pusemos o plano de hoje e de amanhã no facebook!


Obrigadinha! eu não tenho facebook! combat e a aula seguinte já eram, mas podia fazer cycling ou xxmxmmxnx. Já não havia bicicletas e eu não sabia o que era xxmxmmxnx. Afinal era qualquer coisa como pilates hiit ou algo que o valha, dada pela mesma professora de pilates.


Ora, segue-se que eu já estava de pé atrás com este ginásio: parece tudo uma balda, ninguém corrige nada, não há espelhos (ai, há pessoas que ficam inibidas com espelhos, decidimos não pôr!), se há apenas duas ou três pessoas para uma aula não dão e mandam o pessoal fazer crossfit (coisa do demo), e ontem puseram-me a dar murros no ar e a fazer burpees por entre exercícios de pilates. Era o tal pilates hiit!


Não consegui deixar de pensar que a professora estava a inventar tudo na hora e a divertir-se com a minha cara de parva.


Não me apetece ir.


 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

quando é que acaba

a pôrra dos balanços?


com tanto balanço já estou enjoada.

para memória futura

Foram dias calmos estes.


Os primeiros em Baltar, sem correr de um lado para o outro, excluindo o dia de caça às prendas. Não houve encontros nem jantares ou cafés, tirando um muito rápido antes de descer a Belmonte, com a Lis.


Houve noites calmas em casa, idas para a cama bem cedo. Não houve internet.


Depois, no dia 28, fomos para Belmonte. No dia 29 deixámos as miúdas com os avós e demos um salto a Évora. Fomos devagarinho, saboreando mentalmente o que íamos comer (porco preto, pão alentejano, migas, hmmm já salivo) e chegámos bem tarde. Vimos a cidade à noite e namorámos. No dia 30 regressámos a Belmonte, passando por Vila Viçosa e pelo paço ducal.


Estreitámos, todos nós, laços com a miúda mais nova, loira escorregadia e avessa a beijinhos, mas doce como só ela. Que bem que sabe ouvir chamar-me tia.


Dormimos muito, tanto que hoje acordámos antes do despertador, fresquinhos como alfaces.


Siga para bingo, que começa um novo período e a única resolução de ano novo é correr menos.

balanço 2015

Por aqui, balanços só no parque de diversões, no baloiço.

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...