Vejo e leio tanta merda blogosfera fora que perco a vontade de pôr aqui os pézinhos.
Vejo e leio tanta merda blogosfera fora que perco a vontade de pôr aqui os pézinhos.
Não pagam nada. As escolas com contrato de associação não cobram mensalidades aos seus alunos.
(O facto de arranjarem formas de fazerem os pais pagar por outras coisas é outra conversa)
Farás a matricula, como já fizeste a da Mr.
Comprarás o material necessário (já há lápis e canetas e réguas e afias e porta-lápis e tesouras e sei lá mais o quê que cheguem para o ano inteiro), nos próximos meses assegurarás a miúda de que "não, não é já para a próxima semana / dia / que vais para a escola nova" as vezes que forem necessárias, com calma e sem te zangares.
E, no dia marcado, irás com ela, como foste com a Mr.
A probabilidade de haver muitos choros matinais, acompanhados de diarreias e vómitos é muito maior, tal como a necessidade de gerir imensas frustrações, mas, já com a Mr. foi e continua a ser assim.
A Gr. tem maneiras diferentes de lidar com o que a vida lhe vai dando e tu só tens de ter muito mais calma. Já agora, Gabs, essa calma de que falo agora, também tens de a ter para a Mr., que tadita, leva com as tuas merdas em cima mais vezes do que merece, lembra-te disso mais vezes.
Será um ano letivo igual a todos os outros, vais ver.
Ontem à noite, a mais velha disse que se eu a deixasse ouvir aquele portento de composição musical que é o Agir (deve dizer-se agir ou ágir?) ela vestia-se sozinha e ia para a cama sozinha.
Era um sacrifício que valia a pena e eu acedi.
Tive então oportunidade de prestar atenção à letra de uma música que fala sobre maquilhagem.
Para além de ser uma bela poesia, como uma valiosa lição de vida, é também uma bela música. Tenho pena que ninguém tenha dito ao rapaz que não se pode dizer rímel, é máscara de pestanas, máscara de pestanas e que não se precisa mesmo de make up para ir para a cama, precisa-se, na realidade de a tirar antes de ir para a cama.
Seja como for, em resultado, ando com essa merda de música na cabeça desde ontem à noite e é muito mau.
Honra seja dada ao Agir!
Também posso escrever sobre aquilo dos contratos de associação?
Nos últimos vinte anos o estado financiou entidades privadas, principalmente na zona centro.
Durante estes anos, essas entidades privadas encheram o bolso de dinheiro à custa do estado e da exploração dos seus funcionários, docentes e não docentes. Encheram os bolsos porque nunca o estado se lembrou de fiscalizar a aplicação do dinheiro que saiu dos seus cofres.
Durante estes anos, roubaram alunos ao ensino público, publicitando ensino de qualidade e projetos pedagógicos mais interessantes, quando na realidade o que fazem é dar aos pais mais espaço de manobra para terem os filhos nas escolas durante o dia de trabalho, ocupados com atividades extra e grupos de apoio ao estudo, sempre às custas dos professores e funcionários.
Durante estes anos, os professores desses colégios foram aceitando as condições de trabalho que essas mesmas entidades oferecem sem nunca se oporem, trabalhando muito mais do que 40 horas semanais e ganhando cada vez menos.
Agora, que o estado decidiu atuar em parte do problema, devolver ao público os alunos que devem ser do público, os professores dos colégios são aqueles que, por nunca terem reclamado das situações em que trabalham, se irão lixar.
Quanto aos pais, não têm legitimidade para reclamar sobre direito de escolha se se partir do princípio de que somos todos a pagar. Eu também gostava de poder escolher outro médico de família, mas não posso. Tenho o direito de ir ao privado e pagar e esse direito ninguém me tira.
Espero que o governo não recue na decisão, apesar de ter um marido a trabalhar no setor em causa, espero que o governo não ceda às pressões da oposição, que tem na agenda privatizar todo o sistema escolar e já agora o da saúde também.
Quanto ao meu marido, quando as condições de trabalho que lhe ofereciam começaram a descambar, tomou uma posição: a de se bater pelos seus direitos e não permitir que lhe tirassem a dignidade. E eu tenho uma porrada de orgulho nessa postura, que só revela a espinha dorsal que o gajo possui.
do colégio (com contrato de associação), porque era das que mais recebia, dada a sua antiguidade (há que manter o lucro), está agora a ajudar o colégio a produzir faixas amarelas e a gritar pelo direito de escolha. Deve ser a síndrome de Estocolmo.
Aqui há uns tempos escrevi um post sobre as referências ou a falta delas e lembrei-me dele esta semana por esta razão:
que acham que a Gr. vê na imagem?
Risinhos, risinhos, risadas às escondidas, claro, de boquinha fechada, a fazer beicinhos uns, de bocarra escancarada outros.
Até olhei discretamente para o fecho das calças, para ter a certeza de que estava como devia estar, fechadinho que é assim que se quer, as meninas entreolhavam-se e riam-se de olhos baixos e eu, farta de não estar a assistir ao mesmo espetáculo, mandei um berro e exigi ser admitida.
- "A stôra tem a camisola ao contrário." - diz uma mais corajosa. Os outros, à boleia, repetiram. - "sim, tem a camisola do avesso."
Tenho nada! digo eu, olhando-me de alto abaixo e entoando mentalmente "não posso, não posso, nánánináná, ai foda-se, não posso!"
Realmente, a stôra tinha a camisola do avesso. Agora, já todos se riam, sem medo, contentes do suposto vexame a que se submetera esta stôra.
Esta stôra, não dando parte de fraca, tira a camisola, põe-na do lado certo e veste-a, ali mesmo, perante o olhar embasbacado da canalhada toda.
(esta stôra tinha uma camisola preta por baixo, que anda um bocado cansada e esquecida, mas ainda não endoidou de vez)
Esta cena dos contratos de associação vai trazer-nos mudanças radicais, trazer-nos a nós, os cá de casa.
Avizinham-se tempos incertos. Seja o que for, que sejamos capazes de dar a volta por cima. Eu, pessimista assumida, estou confiante de que tudo correrá bem.
Passou metade da minha vida.
Não há-de ser nada, digo a mim mesma no sossego da casa.
Acaba por ser isso que mais me mói.
Não me entra na cabeça que, graças à meteorologia (sua cabra!), ainda não abrimos a época do picnic.
Ontem, a Mr. disse uma coisa muito gira, cometeu um erro que me fez rir às gargalhadas. Por vezes, ela acha piada ao facto de ter metido os pés pelas mãos, outras fica muito ofendida. Foi o caso de ontem. Quando consegui parar de rir e ela já estava mais calminha perguntei se podia partilhar o incidente linguístico no blog. Ela está a ficar crescida e não quero criar futuras guerras mundiais à conta da revelação de cenas que são dela.
Não me deu autorização ontem, mas hoje achou piada e veio dizer-me que eu podia partilhar no blog.
Depois deste intróito não vai ter piada, mas ficará para registo.
Entrou na cozinha muito satisfeita e disse: "aquele pedaço de gengibre que tinha no dente já saiu, até que enfim, estava mesmo a incomodar-me."
Olhei para ela, espantada. Que raio, quando foi a última vez que comemos gengibre nesta casa??
Ficou a olhar para mim, consciente de que teria dito alguma palermice e, a medo, corrigiu: gengiva? saiu o pedaço de gengiva?
Ouvia esta e outras nas viagens de intercidades Porto/Lisboa, nos idos 95/96... parece que foi ontem. Por acaso não, essa parte da minha vida, desconheço a razão, parece ter sido vivida por outra pessoa. Siga para bingo.
Normalmente, a minha rotina capilar segue os seguintes passos:
começo por
e depois
Já percebi, ao longo dos anos e com a experiência de vida adquirida, que tem de ser nesta ordem, inverter não dá bom resultado.Vão por mim, que já ando nisto há algum tempo. Esfrego bem, mas gentilmente para não agredir o couro cabeludo.
Depois, normalmente, uso
outra vez, até eliminar totalmente o champô.
O passo seguinte pode ser trabalhoso, mas comigo dá muito bom resultado.
Uma boa esfregadela elimina o excesso de água e deixa o cabelo mais solto. É um espetáculo. De seguida aplico
Por vezes, após este produto, sacudo o cabelo e uso
para o deixar mais solto.
E pronto, é isto que faço. O meu cabelo mantêm-se saudável e bonito.
Este é o último ano de "intas". Falta uma semana para fazer 39. Dizem que a partir dos 40 é sempre a descer. Bela merda!
Para comemorar, sai uma música por dia, até à próxima segunda-feira.
Preferia uma cerveja na varanda, acompanhada de uns amendoins salgados, mas já que insistem, senhora chuva e senhor vento, seja feita a vossa vontade:
Devia haver um xarope qualquer para curar esta minha constante sensação de que estou emprestada em todo o lado.
Caraças, quase nos quarenta e ainda me sinto tão pequena.
Não vamos dizer nada. O resto do dia será nítido,
palavra tranquila, irmã gémea do silêncio,
do tamanho da esperança. A que não sabe mentir.
Campo bem lavrado.
Zeferino Silva
(o que vier, será por bem. Mas que venham frutos do encontro de amanhã, paterfamilias)
Ontem, no primeiro bloco de 90 mns que tive com o vocacional, deu-se o caso de vermos parte do filme "gato preto gato branco" do Kusturica.
Os miúdos, na casa dos 13, 16 anos, achavam que era um filme dos anos 70. Foi preciso quase esfregar-lhes com a capa do DVD na cara para eles acreditarem que não. Afinal, tem, para mim apenas 16 anos, para eles é praticamente do século passado.
Há uma personagem que vira e volta grita "maradona", que só é um dos futebolistas mais famosos de todos os tempos. "O que é que aquele palhaço está para ali a gritar?" pergunta um. Foi preciso explicar.
É um filme cheio de ciganos e o cigano snob/chic da turma fartava-se de gritar que era tudo uma cambada de porcos badalhocos. Foi preciso explicar que há sim, ciganos assim.
Filmes, para estes meninos, só comédias de adolescentes wasps.
Os meus sorrisos ontem:
ao levantar, quando senti que estava calor. Sorriso interrompido quando me lembrei de que ia dar aulas (3h) aos vocacionais. Este movimento foi-se sucedendo ao longo dia, até às 16h, quando saí da escola.
Os meus sorrisos, hoje:
ao acordar, quando me lembrei de que é feriado na terra onde dou aulas! o sorriso foi interrompido pela constatação de que, realmente, como anunciavam as previsões meteorológicas, está a chover.
Bipolaridade governa, manda, põe e dispõe, mais ou menos como a direção da instituição para a qual trabalho. (e eis como um post tão banal e aparentemente desprovido de interesse é afinal uma crítica subtil e engenhosa às nossas instituições educacionais. Eu sou uma blogger, de facto, espeCtacular)
Afinal, o problema não é a torneira XPTO, és mesmo tu que não consegues mandar as borras do café pela pia abaixo, cara*'/%#!!
A miss saiaamarela e a miss amoraconversa já me tinham desafiado para isto, mas andei a empurrar com a barriga. Cá vai hoje, para não pensarem que sou uma coninhas snob. Há que:
escrever 11 factos sobre nós; respoder às perguntas de quem te indicou; indicar blogs com menos de 200 seguidores;fazer 11 perguntas para quem indicar e pôr o selo.
Factos sobre mim:
1) - não gosto de responder a desafios
2) - sou mulher altamente baixa
3) - gosto de não fazer nada
4) - agora gostava de estar lá fora a apanhar sol
5) - com um café ao lado e um copo de água das pedras
6) - e de não ter de trabalhar
7) - tenho duas miúdas
8) - das quais me queixo muito
9) - mas não devia,
10) - porque na realidade elas são um espetáculo de miúdas
11) - estou feliz por ter terminado esta parte mas ainda falta o resto
1. Praticas exercício regularmente?
Sim...
2. Consideras-te uma pessoa com um estilo de vida saudável?
Sim...
3. Identificas-te com os princípios #Us4all, #eatwell #sleepwell, #runall.......?
Isto são hashtags, não é?
4. Frutas e legumes ou fast food e alimentos processados?
tudo tudo a que tenho direito...
5. Praia ou campo?
Praia
6. Se tivesses poder de decisão, indica uma medida que consideres importante para a melhoria das condições de saúde dos Portugueses!
dar mais valor à inteligência emocional dos futuros médicos e menos à media final de curso
7. Conversas ao ar livre ou redes sociais?
ao ar livre e ar preso, ao ar, sempre...
8. Consideras que uma boa alimentação é meio caminho para uma saúde plena?
Sim...
9. Caminhadas ou corridas?
ambas
10. Verão ou Inverno?
Verão
11. Doces ou salgados?
sopa
Fico-me por aqui... recomendo o meu blog porque lê-se bem, não dou erros e até tenho piada.
TPM é eu ir no carro, com a comercial ligada,
à espera do rebenta a bolha,
e ter de gramar uma música nova do Boss AC,
má, má.
TPM é eu ouvir essa porcaria e pensar que já o Stevie Wonder fez muito melhor, anos luz melhor,
há uns quarenta anos e, mesmo assim, deitar uma lágrimazitas,
porque se fala de criancinhas
e disto de se ser pai/mãe.
Arre pôrra!
À mesa fala-se do dia que passou. Comentam-se coisas como o aniversário da educadora da gr. "Ela fez 38 anos", diz a gr.
O Marco fica espantado. Pensava que ela era mais nova. "Pois, mas não é." digo eu e continuo "por isso é que as pessoas ficaram admiradas quando ela se casou, toda a gente pensava que ela ia pa tia."
"Patia?? o que é isso?" pergunta a mr., muito espantada.
"É uma doença." responde rapidamente o Marco, explicando a que riscos se sujeitam as educadoras no seu local de trabalho.
Mais à frente na refeição, brinda-se já nem sei a quê. As miúdas fazem aquela cena do "vai a cima, vai a baixo, ao centro, pra dentro", enquanto eu e o Marco olhamos um para o outro, em pânico. Onde é que as peralvilhas aprenderam isto, caraças??
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...