quinta-feira, 28 de julho de 2016
quarta-feira, 27 de julho de 2016
os dias que hão-de vir
- Sabes o que vai acontecer daqui para a frente?
- Não. O que vai acontecer?
- Esta é a última semana em que vais ao jardim da isabel. Depois, vamos para Belmonte, a seguir para Baltar e depois para o Alentejo.
Sorri com a perspetiva da praia.
- Depois, quando viermos da praia vimos para casa, ficamos uns dias e sabes para onde vais quando começar a escola?
- Para a escola primária? - com um sorriso grande na cara.
- Sim. - respondo.
Que mantenhas o sorriso quando esses dias chegarem, minha filha, minha pequenina.
terça-feira, 26 de julho de 2016
alimentar o bicho
O calor faz das suas, apesar de bom. Andamos moles e sem energia.
A piolhada voltou à cabeça da mais velha, que deve ser mais doce do que a da mais nova, dado que não querem nada com ela.
Ataquei o mal com Nix, que os deixou vivinhos da silva (fiquei furiosa) e reataquei com Paranix em spray. Não quero mais nada com champôs, agora só quero sprays. Hoje, a cabeça dela estava limpinha de bichedo vivo, mas no pente elétrico vinham restos mortais. Vou continuar a atacar com o pente elétrico e na próxima semana leva outra vez com o spray. Lavei lençóis,fronhas, toalhas, chapéus e elásticos de cabelo a 95 graus, amanhã volto a lavar tudo outra vez e sempre até o bichedo ir à vida e estou cheia de medo que seja como no ano passado: meses até me livrar definitivamente dos cabrões.
O casório foi bom, correu bem, as miúdas portaram-se bem. Foi em tudo, menos nas temperaturas, muito semelhante ao meu, até no mesmo sítio. Tirando o frio e a filhota dentro da barriga, o meu foi parecido: celebração religiosa à tarde e jantar. Depois, ala que se faz tarde, vai tudo para casa. É destes que eu gosto.
Esta é a última semana de pré para a Gr. Custa-me pensar no que vem a seguir, por isso não penso. Deve ser sinal de que estou a crescer.
O M. anda cansado e stressado. A situação indefinida do seu local de trabalho, que pode resolver-se de muitas formas diferentes, nenhuma delas positiva, anda a mexer com todos.
Mas, não pensemos muito. É que julho está no fim e agora entra agosto.
sábado, 23 de julho de 2016
sexta-feira, 22 de julho de 2016
aim fachione
Amanhã tenho casório.
Já escolhi o vestido e a titi já escolheu os acessórios. Num dia mandei-lhe duas fotos com dois vestidos para indagar qual é que ela preferia e no dia seguinte mandou-me logo o conjunto completo para ambos os vestidos. É uma fachione adviser escondida, é o que é, a minha titi.
Acho que levo um vestido para a cerimónia e outro para o copo de água. Assim como assim, é um desperdício não usar as duas conjunções elaboradas pela minha fachione adviser privada.
quinta-feira, 21 de julho de 2016
reanimar o morto e vigiar exames
Diria que isto (blog) está meio morto.
Mas não pode, não pode.
Bora lá reanimar isto, reanimação a postos. CPR. Clear! Go!
Hoje fiz a minha terceira vigilância nos exames nacionais. Confirma-se que as miúdas são uma snobs, com cara de cabritas, mas tão cabritas que apetece mandar-lhes duas bofetadas nas fuças.
Li coisas lindas como "idificios", "aurelas", padrão dos descubrimentos" e apeteceu-me mandar-lhes com um pano encharcado naquele cabelo que já viu mais tinta do que o cabelo da Madonna.
Sim, estou má.
terça-feira, 19 de julho de 2016
aplicações
Tem de haver sempre qualquer coisa a tirar os olhos das pessoas das coisas e a pô-los no ecran, como se a vida fosse ali e não é. Tem de haver sempre qualquer coisa a virar as preocupações das pessoas para o que está lá, no ecran, mas o mais importante não está lá. Está na rua, nos olhos das pessoas, nas mãos, nas caras que se podem tocar.
Deviam ser proibidas todas as aplicações que nos roubam uns dos outros.
Ou então, devíamos já ser mais evoluídos do que isto.
Alguém me explique para que serve o pokemon go.
sábado, 16 de julho de 2016
almoço de sábado tórrido
Duas bolas de mozarella fresca temperadas com azeite, sal e óregãos.
Saladas: alface, tomate, pepino (separadas).
Ovo cozido.
Pão fresquinho.
Melão.
Só faltou o vinho branco, acabado de tirar do frigorífico.
Aguardo inspiração para o jantar.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
andamos assim
levanto a gr primeiro, preparo-a para a escola. que ela agarre bem estes últimos dias de despreocupação que o jardim infantil representa. levo-a e regresso a casa. a mr está à minha espera e tenho de lutar um bocadinho contra a preguiça que a acomete para a fazer sair de casa. vamos tomar café, compramos o que será o nosso almoço, fruta fresquinha e regressamos a casa. obrigo-a a ler, pondo em causa os direitos do leitor e os mandamentos da lei da leitura mais a gramática do verbo ler que não admite imperativo tal como o verbo ama e ela cede. depois liga a televisão e vê o zig zag. eu faço camas, arrumo roupas estendidas no estendal e no chão, que é o estendal preferido das minhas filhas e às vezes do meu marido, vou dando umas voltas pela blogolândia, faço o almoço, ela põe a mesa. à tarde a porca torce o rabo, não a deixo ver televisão e ela estende-se pela casa num aborrecimento sem fim. eventualmente deixo-a ir para casa da vizinha adolescente, que, coitada, tem de aturar a conversa constante e acelerada da minha filha. se o vento não nos lixar o esquema, há banho na piscina insuflável e depois lanche. por esta altura já o pai chegou e vou buscar a mais nova, que me abraça num abraço quente e saudoso para começar logo a seguir a pedir qualquer coisa pequena que perdeu, não sabe onde está, ou o peluche da patrulha pata ou o playmobil do bebé ou sei lá o quê. penso no jantar, faço-o, jantamos e elas brincam uma com a outra. os brinquedos do sótão têm regressado a casa e há mais coisas espalhadas, a mr. quer-se maquilhar e eu não deixo, temos conversas sobre o que significa ter quase nove anos e sobre ser criança. andamos assim, a curtir os dias que passam sem que haja testes e fichas para corrigir, notas para lançar e coisas chatas e obrigatórias. estamos de férias mas não estamos.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
mas eu quero....
Os pormenores, os mais pequenos pormenores: nos brinquedos, nos desenhos, na comida...a Gr. é fascinada por pormenores.
Quando se lembra de um brinquedo, é sempre de algo minúsculo, que pode estar em muitos sítios diferentes, debaixo de móveis ou dentro de carteiras e malas, em cantos escondidos, mas temos de encontrar o brinquedo naquele momento, naquela hora, porque ela precisa dele, com lágrimas nos olhos, sofrida, de quem morre se não tiver aquela merdinha que nem sabemos o que é. E não é fácil desconstruir aquele desejo, aquela urgência. Os "nãos" não valem de nada, os "daqui a pouco procuramos" ou os "ele vai aparecer" também não.
A "tara" mais recente é "mas eu queria brinquedos novos".
No sótão estão dois sacos de brinquedos que recolhi, eram aqueles com os quais elas já não brincavam. Nas últimas semanas, seguindo a regra de trocar o que está cá pelo que está la, têm ido ao sótão umas três vezes por dia. E eis que muitos já estão de regresso.
Cansados de ouvir a Gr. repetir a ladainha dos brinquedos novos, ameaçámos (que pedagogicamente incorretos, pá) que não ia ter brinquedos nenhuns, nem no natal.
"Mas eu vou-me esquecer e vou pedir e não vou receber brinquedos." - choramingou. Nós lembramos-te, fazemos assim: "shhhhiuuuuu" quando coemçares a dizer que queres brinqquedos novos.
Hoje, a primeira coisa que disse assim que acordou foi: "não te esqueças de me lembrar que não posso pedir brinquedos novos."
Gr.
A Gr. vai para o 1º ciclo.
Há dias em que me apetece embrulhá-la num cobertor e deixá-la lá ficar.
Se possível, envolver-lhe o coração.
Não posso.
notas
Não me tem apetecido ligar o computador.
Temos andado por aí a pastar. Ainda não estou de férias, mas não posso ir para lado nenhum.
As miúdas já tomaram muitos banhos de piscina, já fomos a Baltar e voltamos daqui a quinze dias, para um casamento.
Ontem, em trabalho para a revista de produtos Amanhecer, eu e o Marco fizemos a volta ao Porto, como turistas. Foi o dia todo a andar de um lado para o outro e ainda tivemos oportunidade de conhecer o trabalho da Susana, do Beija flor, uma marca que produz cadernos artesanais.
Na zona da biblioteca municipal, perto de Belas Artes, lembrei-me da rititi, andaria ela por ali? Lembrei-me das miúdas com quem tinha uma saída que acabou por não acontecer e da noite em que nos deixámos ficar pelo Madame Gertrude e da outra em que bebemos um copo no Duas de Letra.
Na casa e atelier da Susana lembrei-me da Lis.
Na busca por um sítio para almoçar só queria ter ali a Dadinha, que de certeza iria connosco a algum spot mais giro do que aquele a que fomos.
Não conseguimos descobrir a tasca de Santo António, (fechada de acordo com o facebook), mas na próxima ida ao Porto, as pataniscas não me fogem.
Comecei este texto ontem, às 17h e acabo-o hoje. Com as miúdas em casa podia contar o nº de vezes que chamam "mãe". Chegaria facilmente ao milhão.
quarta-feira, 6 de julho de 2016
segunda-feira, 4 de julho de 2016
sexta-feira, 1 de julho de 2016
pedinchonas
As minhas miúdas estão umas pedinchonas. No supermercado, se vão comigo, pedem tudo o que faz mal.
Ontem, a mais nova pediu sumos. Disse-lhe que comprávamos uns morangos e experimentávamos fazer um sumo de melancia e morango em casa. Ela concordou e acabou a pedinchice.
Fiz o sumo e até me dei ao trabalho de o coar para não levar com as grainhas do morango. Fiando-me de que seria semelhante ao néctar da compal, nem o provei. À hora do jantar, o sumo foi para a mesa.
"Não gosto", disse a mais nova.
"Sabe a secador" disse a mais velha, que será uma bela crítica gastronómica.
Eu provei. Não prestava. Se sabia a secador isso já não sei, que há anos que não bebo disso.
é festa, é festa!
Amanhã é a esperada "festa de fim de ano com muita piscina (cof cof) e animação".
Ui! estou em pulgas.
Já comprámos coisas para o lanche: gomas e batatas fritas e sumos daqueles cheios de açucar e corantes. Tá feito.
fazer a revolução (outra vez)
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Estou aqui ou não?
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Estamos em casa. À minha volta vejo sacos e malas. Ouço as miúdas na casa de banho, dentro da banheira, a livrarem-se de sal e areia acumula...