Os pormenores, os mais pequenos pormenores: nos brinquedos, nos desenhos, na comida...a Gr. é fascinada por pormenores.
Quando se lembra de um brinquedo, é sempre de algo minúsculo, que pode estar em muitos sítios diferentes, debaixo de móveis ou dentro de carteiras e malas, em cantos escondidos, mas temos de encontrar o brinquedo naquele momento, naquela hora, porque ela precisa dele, com lágrimas nos olhos, sofrida, de quem morre se não tiver aquela merdinha que nem sabemos o que é. E não é fácil desconstruir aquele desejo, aquela urgência. Os "nãos" não valem de nada, os "daqui a pouco procuramos" ou os "ele vai aparecer" também não.
A "tara" mais recente é "mas eu queria brinquedos novos".
No sótão estão dois sacos de brinquedos que recolhi, eram aqueles com os quais elas já não brincavam. Nas últimas semanas, seguindo a regra de trocar o que está cá pelo que está la, têm ido ao sótão umas três vezes por dia. E eis que muitos já estão de regresso.
Cansados de ouvir a Gr. repetir a ladainha dos brinquedos novos, ameaçámos (que pedagogicamente incorretos, pá) que não ia ter brinquedos nenhuns, nem no natal.
"Mas eu vou-me esquecer e vou pedir e não vou receber brinquedos." - choramingou. Nós lembramos-te, fazemos assim: "shhhhiuuuuu" quando coemçares a dizer que queres brinqquedos novos.
Hoje, a primeira coisa que disse assim que acordou foi: "não te esqueças de me lembrar que não posso pedir brinquedos novos."
É engraçada essa cena das crianças. Deitam-se a falar em algo e, no dia seguinte, depois de tantas horas a dormir, a primeira coisa de que se lembram é disso mesmo. Daquela cena de que falaram no dia anterior. E eu fico... uauuuuuuu... :)
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