terça-feira, 31 de janeiro de 2017

fim de semana

Fomos ao norte no fds. Jantei com as meninas e os respetivos, conheci outra maria, desta feita Luís, uma mistura engraçada e otimizada da mãe e do pai. Pusemos a conversa em dia e desenrolámos, mais uma vez, o tapete das doces memórias e recordações dos velhos tempos de faculdade. 


 


Fui a um ensaio relâmpago do grupo de teatro (achava que seria o único a que teria direito antes da "apresentação" em Coimbra e, afinal, ainda terei direito a outro, graças aos trabalhos de fotografia do M. que nos vão levar a Viana ainda antes).


 


O M. e a formação original da banda reuniram-se num ensaio que os deixou perto do orgasmo musical. Pelo menos foi isso que deu para ver, nos olhos do gajo, que já não brilhavam assim há uma data de tempos. Parece que tocaram sem grandes falhas as músicas da primeira demo, que conta mais de uma dezena de anos e que o M. foi capaz de fazer a voz cavernosa, à laia de Cradle of Filth e manter a voz no final. 


 


As miúdas entupiram-se de televisão.


 


 


 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

domingo, 29 de janeiro de 2017

GR. e Mr.

Aparentemente, pela conversa delas no quarto ao lado, o espírito de Chopin desceu a Baltar e está neste momento a ensinar-lhes músicas.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

AEC

Gr.


 - Falámos de um músico na aula de música, um que morreu com 39 anos, era de  Colónia "sic". Não me lembro do nome dele. Tu sabes, mãe?


 - Hmmmmmmm.... Vivaldi?


 - Não.


 - Beethoven?


 - Não.


 - Mozart?


 - Não.


 Calo-me, embaraçada. Não me lembro de mais compositores de que possam ter falado na aula de música. Só me vêm à cabeça nomes como Shostakovitch e Rachmaninoff.


 - Oh mãe, é um nome parecido com chupa-chupa.


 - Chopin????


 - Sim! É isso! Chopin! 

lapsus linguae

Um destes dias, sem saber se a mandava lavar os dentes, se a mandava aquecer primeiro os pés, que estavam gelados, mandei-a ir aquecer os dentes. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Almoço de amanhã

Comeram a chinesice que fiz, comeram tudo.


Tive de improvisar com os restos de ervilhas guisadas do almoço de hoje o almoço de amanhã. Juntei-lhe a massa show mein que sobrou da chinesice, um ovo que deveria ter escalfado, mas não escalfou porque já não havia molho suficiente e mozarella ralada.


Que grande merda vai ser o meu almoço de amanhã!

piolhos

Com frequência, derivado da caspa, acho que tenho piolhos e peço ao M. para me examinar a cabeça (aí umas duas vezes por dia semana).


Hoje, o tipo diz-me que não tenho nada na cabeça! Assim, sem rodeios! Não é coisa que se diga à mulher com que se casou, pá! 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

eric clapton way

She's wondering what clothes to wear


she puts on her make up


and she brushes her long (used to be long) long hair


 


 


 


and then she stays home because the motherfucking car wouldn't start!!! 

domingo, 22 de janeiro de 2017

Nós somos uns aldrabões, mas depois temos filhos estúpidos

Atire a primeira pedra quem nunca baixou a idade dos filhos para ter entrada grátis.


Depois, os filhos, alternando entre o espanto ou a fúria, gritam: mas eu já tenho mais de seis anos!

guiomarês

 - Olha o meu dedo mendigo.


 - O teu dedo quê?


 - Mendigo, o meu dedo mendigo! 

sábado, 21 de janeiro de 2017

Há sempre uma melodia

Nestes últimos dias, a música que tem bailado na minha cabeça é all by myself. Deve haver uma explicação mas não me apetece chafurdar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

É bida!

Diz que a mais nova vai ter de usar aparelho. Está entusiasmada, a miúda. A nossa conta bancária é que está ali aos pulos que até me enerva. 


 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

escrever d'ouvido

Isto é um misto de "deixa-me gabar. Olhem como isto é giro e delicioso" e registo para memória futura.


Encontrei uma carta que a Gr. escreveu à amiga, antes de ir de férias de natal. Eu bem digo que ela escreve de ouvido. 


IMG_20170117_105246.jpg


 Tradução: o natal é muito especial. Vamos lá cantar, por favor, e toda a gente vai-se rir lalalalalalala.


Laura, tenho muitas saudades tuas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

já?

Quando chego a casa, abro o portão da garagem e meto lá o carro.


Antes, parei na frutaria a abasteci a casa de vegetais e fruta.


Quem diria que já sou adulta e responsável por estas coisas todas. Cheguei aqui tão depressa. 

domingo, 15 de janeiro de 2017

gone with the weekend

Lareira acesa, miúdas em ligeira crise de domingo à noite, o pai faz de juíz, a mãe faz de conta que não está, sentada no sofá, com as chamas refletidas na manta que lhe tapa os joelhos.


Sábado banal, domingo normal, com passeio à terra dos dinossauros e fim habitual (miúdas queixando-se de que passearam de mais e que não brincaram nada). Pai foi abraçar ex-aluno que perdeu o pai.


 

notas soltas

Há textos por aí que sinto como punhais porque me atingem nas minhas fragilidades. A Gr. anda a treinar a letra em cadernos de duas linhas. A Mr. anda em passos largos para a puberdade. Como é possível que uma coisa tão pequenina e tão bebé numas coisas já tenha tantas marcas de quem tem as hormonas aos saltos?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

hoje

Hoje não faço jantar


mando vir pizzas


hoje bebo um copo de tinto e como do queijo de cabra que comprei na segunda-feira


hoje bebo uns shots


hoje caio redonda na cama


amanhã é outro dia, mas é sábado

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

isto sou eu a falar sozinha, enquanto aspiro a casa

Ontem ouvi um bocado do discurso de despedida de Obama, já tinha ouvido a Meryl Streep e hoje uma das primeiras coisas que li online foi um título qualquer sobre Trump e segredos que a Rússia tem, supostamente, sobre o novo presidente e a reação do novo presidente. Depois, ainda de manhã, na rádio, ouvi que uma das primeiras ações do novo presidente será acabar com o Obamacare.


As linhas que se seguem não são um rol fundamentado de conclusões, são um conjunto de coisas que me tem passado pela cabeça nos últimos meses, desde a eleição de Trump. Decidi, no carro, que não quero saber. Não quero saber que merda anda o homem a fazer. Depois, cheguei a casa e refleti. Não querer saber, a desinformação  que tal decisão acarreta é a pior coisa que nos pode acontecer.


Eu não quero saber que porcarias o gajo anda a fazer do outro lado do mundo, mas sinto-me obrigada a contrariar essa vontade. O que se passa nos EUA, o que vai suceder fruto das políticas de Trump vai influenciar o que se passa aqui e no resto do mundo.


Abomino o homem, mas obrigar-me-ei a estar a par, atráves dos meios de informação que considero legítimos, de todas as patifarias ou não patifarias que o gajo há-de fazer. Porque só assim será possível reagir a tempo e horas.


 


 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Tem piada

Há sensivelmente seis meses que não temos televisão, mas a Gr. num desenho que ilustrava o que fazia aos sábados desenhou-se a pintar no chão da sala, ao lado da Mr. a ver televisão.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Eu uso o meu marido

Como bloco de notas. Quando tenho pressa de escrever alguma coisa que preciso de não esquecer, pego no telemóvel e escrevo-lhe uma mensagem com o conteúdo que quero não esquecer Já recebeu mensagens destas: she moves like a cyclone. Que é o nome da música nova que a Mr. está a treinar no ripi ropi.

creepy

Ontem, estava sentada a preparar aulas quando comecei a ouvir uns ruídos estranhos, nada de muito sonoro, eram uns toques em alguma coisa, uns roçares... eram barulhos novos na minha sala. Olhei para os lados, quieta e muda, baixei ainda mais o som da música que me acompanhava e fiquei alerta. Que pôrra eram aqueles sons?


Eram os estúpidos dos peixes, a baterem nas paredes de vidro do aquário. 

TPM

São 11.54.


Estou à lareira, a corrigir fichas (estava).


Pensei assim: se agora pudesses largar tudo pelo resto do dia, sem consequências, ias onde, fazer o quê?


E não sei, nao tenho uma resposta na ponta da língua. 


E acho triste... 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

pets

Os peixes chegaram no sábado à tarde. O pai foi com elas comprá-los e em vez de dois comprou quatro, um peixe para cada membro da família. O da Mr. é o bubble gum, o da Gr. manteve-se Felini, o meu é o Rasputine, aka Ras e o do pai é o Blackie. Está-se mesmo a ver quem é que anda desesperado por um cão!


 


Nota: os peixes sobreviveram o resto do fim de semana e o aquário é do mais kitch que pode haver. 


 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

elas venceram

Vamos ter um animal de estimação, melhor, dois!


A Gr. já escolheu o nome do seu: Felini (é muito culta, a miúda!)


A Mr. ainda não decidiu.


Já foram avisadas de que os animais democraticamente escolhidos são seres muito sensíveis (o que é sensíveis, perguntou a Gr.) e que poderão morrer muito pouco tempo depois de virem cá para casa.


Saem dois peixinhos para a mesa do canto. 

já podiam ter inventado

Inventam tanta merda e não há ninguém que consiga inventar uma porcaria para exterminar de vez os piolhos? Todos os anos é a mesma coisa. Gastam-se centenas de euros em quimicos, em água para lavar cabeças e roupa e os gajos arranjam maneira de voltar mais tarde ou mais cedo.


Cuecas que não se metam onde não são chamadas? Já se lembraram de inventar isso, cuecas com um sistema anti intrusão nadegal? As minhas cuecas, venham elas de onde vierem (feiras, womens' secrets, modalfas, lojinhas locais de roupa interior), independentemente da marca, acabam sempre por se meter onde não devem. Será problema das minhas nádegas do meu rabo?


Champô para os diferentes tipos de água? Champô para zonas com água calcária, champô para zonas com água mais mineralizada ou menos mineralizada, etc.? O meu cabelo é espetacular! no Porto e no Alentejo! na Batalha é um amontoado de fios histéricos, cheio de volume se o lavo todos os dias, deprimido e oleoso se fico um dia sem o lavar.


 

não tenho título para isto

Fazes-me andar encolhida, de costas curvadas todo o dia, onde quer que esteja. Dou por mim consciente desse curvamento e faço por me endireitar. Ando toda dorida, de cima a baixo, e não vou ao ginásio há quase três semanas.


Não tenho vontade de nada excepto (que se foda o acordo) de dormir, mas à noite, os momentos à lareira são o que há mais próximo da calma e calor que me faltam o resto do dia, por isso deito-me tarde.


Não suporto o inverno, ainda que seja generoso em dias de sol. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

exercícios de matemática e trocadilhos

A Gr. tem um sentido de humor subtil bem afinado. Não cansa de me surpreender.


Um dos exercícios de matemática do trabalho de casa de hoje pedia que a miúda pusesse alguns números por ordem crescente. Ela escreveu-os. Por ordem crescente. Como mantém a dificuldade em regular os tamanhos das letras e dos números, estes foram aumentando de tamanho. Quando a chamei à atenção, olhou para o papel, olhou para mim com uns olhos piscos e maliciosos e disse: "pois, era para pôr por ordem crescente não era, os números também cresceram."


Não consegui evitar um ataque de riso, em plena biblioteca municipal. 

say something loving (plize, plize)


 

?

Há frutas começadas por o?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

para registo e memória futura

A mais velha leu três livros e meio nas férias de natal. Está certo que foram uma cagada de livros, uns tais de diários de uma totó, mas sempre são quase quatro livros em duas semanas, havendo televisões nas casas por onde andou. Foram muitas as vezes em que optou pelo livro e não pela televisão.Um viva para a mais velha.


 


A mais nova ensaia-se a escrever frases com palavras que nunca aprendeu. Escreve "de ouvido". Se isso é bom ou mau no mundo da pedagogia não faço ideia, mas é algo que me deixa fascinada e cheia de, evidentemente, orgulho.

Bom ano!

Ainda não me habituei a isto de dizer "bom ano" à laia de saudação inicial, durante os primeiros dias do novo ano.

Untitled

Sinto um permanente desencanto.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

marcos

Acontecimentos pessoais que marcarão, ou não, o ano de 2017: a ida à Madeira, por alturas do carnaval; os dez anos de casamento; a entrada nos quarenta. 


Estes pequenos, grandes acontecimentos são "marcos" que ajudam à passagem dos dias. Todos precisamos deles, dos marcos, coisas pequeninas, médias ou grandes, que nos fazem, às vezes, acordar bem dispostos ou nem dar pela passagem dos dias.


Eu preciso de marcos na minha vida, com maiúscula ou sem maiúscula. 

'tás a fazer?

A ver ser descubro pra que lado me hei-de virar no desensacanço de sacos e saquinhos. Entretanto, bebo o segundo café da manhã.

Segundo round

Ajeitei-me para dormir, quando finalmente estava quentinha e pronta para uma boa noite de sono o despertador tocou. Bom dia. Eis que começa o segundo round do ano letivo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Tesouros deprimentes

Em casa dos pais, começamos o ano a descobrir velharias. Que estão neste momento a tocar no gira discos.


IMG_20170102_123635.jpg

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...