Deixámos o último dia na ilha da Madeira para o Funchal. Já aqui falei das primeiras impressões que a chegada à cidade me provocou (isto vai tudo cair por aqui abaixo, este pessoal é maluco por viver aqui, nestas casinhas equilibradas em pedacinhos de terreno assente em rochas com metros e metros de altura, estas senhoras não devem ter celulite, mas isto só sobe e desce, ainda bem que não tive de tirar a carta de condução aqui, não deve haver muitos dentistas cá na terra... eram pensamentos que o meu cérebro ia debitando, uns mais parvos do que outros).
Na manhã desse último dia fomos com mais calma ao Mercado dos Lavradores, onde o M. fez fotografias cheias de cor e onde nos queriam impingir fruta a 20 euros/kg!!
Depois fomos à descoberta da cidade. Perdemo-nos um bom bocado no Parque de Santa Catarina, um jardim muito grande com diferentes níveis de altura, árvores monumentais, flora de vários cantos do mundo, um lago e uma zona relvada onde não me deitei porque não estava assim tão cansada. Na zona mais alta vê-se toda a baía do Funchal até à ponta do Garajau.
As ruas da parte baixa da cidade não são nada de especial, são ruas típicas de uma cidade.
Das zonas mais altas, o que me fica na memória é o cruzamento intrincado de ruas e ruelas, escadas íngrimes, apertadinhas, a mistura de grandes vivendas e casinhas pequeninas, mal arranjadas... os impasses (becos sem saída) onde parecia impossível fazer inversão de marcha...
De tarde, rumámos ao Jardim Botânico. O dia estava agora farrusco, aquele farrusco que deprime e chegou a chover, nada que nos obrigasse a fugir para debaixo de telha. O Botânico é bonito, mas confesso que não sou grande apreciadora de espaços deste género, especialmente se tenho de pagar e se recusam a passar recibo. Mais um sítio onde o M. se fartou de fotografar.
Quando saímos do jardim sentámo-nos no "nosso" carro e olhámos um para o outro "e agora? vimos tudo... que fazemos com o resto da tarde?" Seriam umas quatro horas.
Saquei do telemóvel e googlei "sítios a não perder na ilha da madeira".
Fomos fazendo check atrás de check, até chegarmos ao Paul da Serra, uma zona de planalto.
Alto lá! A Madeira tem um planalto?
Vamos embora!
Por volta das 5 da tarde estávamos literalmente acima das nuvens. De facto, a Madeira tem um planalto, mas as condições atmosféricas não nos deixaram usufruir dele. O frio e chuva miudinha foram-nos acompanhando e obrigando a prosseguir viagem.
Apesar de tudo, foi a caminho do planalto que vimos no interior da ilha as paisagens mais bonitas.
No regresso, voltámos a perder a taberna da poncha, mas conseguimos ir ver o Miradouro das Achadas de Cruz e o da Garganta Funda (o melhor de todos! :P). Todos os miradouros são magníficos, quer à beira mar, quer os do interior, mas este último, talvez pela hora a que lá chegámos ficou-nos marcado.
Parámos o carro no fim da estrada alcatroada estava o sol a pôr-se. O vento era gelado e o céu tinha farripas de laranja e cinzento. Fomos seguindo as indicações para o Garganta Funda a pé. Um carreirinho de terra batida, serpenteando entre casinhas de aldeia, até chegarmos a uma escarpa.
E não há fotografias que façam jus ao que vimos. Foi a primeira vez que o senhor meu marido sentiu frio (estavam 5 graus e o gajo de t-shirt).
Nessa noite fomos novamente ao Santo António (palermas, porque não foram experimentar o Vides? porque estávamos cansados, cheios de fome e no santo antónio já sabiamos com que que poderíamos contar)
Quero muito conhecer a Madeira, mas vai ser o pânico. Conduzir nessas estradas estreitas...oh Deus!
ResponderEliminarSe for o Miguel a conduzir só tens que apreciar a paisagem e que paisagem!!
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