Miúdas,
apanhámos o voo das sete, o que significou sair de casa às três da matina. Nem vos fomos dar um beijinho com medo de vos acordar. A mãe tremia como varas verdes, de frio e de nervos miúdos e graúdos.
O pai, aparentemente, estava na boa.
Chegámos a Lisboa por volta das 4 e andámos meio perdidos à procura do parque onde o nosso carro ia ficar. O pai até tentou entrar no parque errado, que dois totós.
No aeroporto, depois de descobrirmos as voltas que tínhamos de dar, e de passarmos a segurança (que confusão pá, tanta gente que voa todos os dias e não morre, porque é que eu ia morrer logo naquele dia, naquele voo, tanta criança e tanto bebé, porque é que íamos morrer? não íamos, claro que não) tivemos muito tempo livre para dar em doidos, a mãe, pelo menos (tanta gente, tanta, é claro que não é hoje que morro num desastre de avião nem de ataque de pânico, aqui já tenho mais dúvidas... ná, ná...)
O pai continuava na boa, aparentemente. Às seis e meia entrámos no avião. Acho que a mãe fazia os possíveis para não hiper ventilar, o pai na boa.
Às sete partimos. Confirmou-se: a mãe chora sempre que o avião descola, é uma reação física parva. O pai, aparentemente na boa, apertando a mão da mãe, fazendo-lhe festinhas na cara e se esteve ele próprio à beirinha de um ataque de pânico, disfarçou que foi uma beleza.
Às nove aterrámos. A mãe voltou a chorar, o pai encostado no banco murmurava: brutal, brutal e batia palmas, juntamente com os outros passageiros. O pai merecia uma medalha.
Que maravilha!
ResponderEliminarSe te consola, eu começo logo a chorar em casa! É, está assim tão mal...
Hahahaha altamente!!! ;D
ResponderEliminarConsola. Obrigada. Afinal, não sou assim tão totó. .D
ResponderEliminarEu agora já não choro(só na cadeira do dentista), mas fico num estado de nervos que acho que irei desmaiar. Durante a viagem passa-me sempre pela cabeça que aquilo vai cair.É inevitavel.
ResponderEliminarMas também penso sempre "Ah se cair sou capaz de me safar"