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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Eu gostava de ter dito

"Eu não pago greves de ninguém. Querem fazer greve, façam, mas não esperem que eu pague. Já fiz muitas greves e nunca ninguém me ajudou."


Já eu acredito que é uma questão de empatia ajudar os colegas que ciclicamente vão faltando às reuniões para manter a greve que poderá acabar com o congelamento da carreira. 


 


"Os gajos enganaram-me e eu não dei conta. Comprei aquilo estragado. Então, pensei: ai é? Enganaram-me? Também não quero saber. Vou vender isto e quero lá saber se está estragado. Vendi aquilo, recuperei o dinheiro mas digo-lhe que Olx para mim nunca mais! "


Já eu acho que o sr. é um aldrabão tão grande como o outro primeiro que lhe vendeu um bem estragado. E dizê-lo assim à descarada, sem consciência de tal, só faz de si um aldrabão estúpido. 


 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Sou tão parvinha

Ela disse em voz alta para todo o supermercado ouvir: sabes, mãe, o meu número da sorte é o 69. 


E eu desatei a rir, feita parvinha. 


E ela só perguntava: mas porque é que te estás a rir assim?! 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

se calhar

Tenho a impressão de que a vida era um bocado mais divertida quando beber uns copos era coisa que me sabia bem.


Hoje, um dedo de uma qualquer bebida alcoólica é coisa para me deixar agoniada.


Se calhar, o problema está em mim e não na bebida bebida ou não bebida.


Se calhar, eu era uma pessoa mais divertida com uns copos em cima.


O que faz de mim uma pessoa a tender para o chato e aborrecido.


Pelo menos foi isso que senti no sábado à noite, na praça rodrigues lobo, cheia de gente bonita e divertida.


Parecia que só eu é que estava ali aborrecida ou pior, a aborrecer quem estava comigo.


Se calhar foi do cansaço de ter passado uma tarde a fazer conversa de circunstância com pessoas que não conhecia de lado nenhum.


Se calhar.


 

sábado, 23 de junho de 2018

Cábulas

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Deste não me safo se não recorrer a cábulas. Os nomes turcos são tramados. Não me lembro de precisar delas, nem para o cem anos de solidão. 

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Gr. tenta subornar o pai

Podemos sair da mesa? 


Não senhor. Vão pôr a loiça na máquina. 


Quanto custa? 


O quê? 


Quanto custa não ter de arrumar? 

alguma coisa está a correr bem (ou mal, depende do ponto de vista)

A escola acabou.


Chego à portaria e há duas miúdas em pranto, soluços arrancados do peito.


Olho lá para dentro e vejo uma gr., carregada com trabalhos feitos ao longo do ano, a vir lavada em lágrimas. Até o cabelo ela tem molhado.


É o último dia de aulas.


Eu chorava de alegria, saltava e dançava, feliz da vida pela liberdade que ia ter nos meses seguintes.


Estas miúdas choram de tristeza porque "só voltamos a ver-nos no próximo ano e vamos ficar sem ver a professorinha". 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Mãe exemplar

Oh minhas meninas, mais cinco minutos (de televisão) e acabou! Digo eu, enquanto me preparo para ver o terceiro video da bumba na fofinha no YouTube.


Bonito, não é? 

crónicas da hormona

Ontem, fomos a Coimbra.


Regressámos a casa com um dispositivo, que ainda vamos batizar, eu voto fifi, mas sou a única. Dispositivo este que permite a injeção de uma dose de hormona de crescimento no corpo da filha mais velha.


A filha mais velha foi uma valente: depois de ouvir as instruções de funcionamento da máquina, fifi, era perfeitamente capaz de se injetar, tal como a enfermeira ensinou, sem ais nem uis.


A máquina fifi veio para casa e agora está no frigorífico. Será um companheiro de alguns anos, não sabemos quantos, dependerá da forma como a filha mais velha reagir ao tratamento.


Quando a enfermeira comunicou que o caso da miúda tinha sido aceite para tratamento, os pais ficaram um bocado em choque (que disfarçaram muito bem), mas fizeram as perguntas todas que tinham de ser feitas e deram o seu consentimento informado. 


A ideia não é que a miúda cresça mais uns centímetros, é que a sua estrutura física seja mais forte, juntamente com os seus ossos. Os estudos revelam que crianças com défice de hormona de crescimento (como é o caso dela) têm problemas de ossos e menos resistência física. 


Vamos ver. 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

ela está de férias

aaaaahhhhhh! como faço para ela não passar os dias agarrada aos écrans?


vou ali cortar os pulsos!

sábado, 16 de junho de 2018

ementa semanal

A pedido da Ana, aqui vai a ementa que servirá para esta semana.


 


Segunda – ervilhas com ovos escalfados e arroz branco


                    Bife de frango grelhado com saladas (alface, cenoura, pepino e rabanete)


 


Terça – lombos de pescada com molho de caril e arroz


              Pernas de frango na actifry e esparguete salteada com alho e azeite


 


Quarta – salada russa (batatinhas, cenoura, ovo e atum)


                 Jardineira de novilho


 


Quinta – açorda de peixe


                 Esparguete a la bolognese


 


Sexta – legumes grelhados (courgete, cogumelos e beringela) com quinoa (momento vegetariano)


                Arroz de frango malandrinho 


 


Sábado – bacalhau/peixe à gomes de sá


                 Petiscos (queijo, azeitonas, pão, presunto) (e sopa)


 


Domingo – feijoada de legumes (momento vegetariano)


                    Tostas mistas (e sopa)


 


nota: há sopa a todas as refeições

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Insólito e divertido

Parei o carro no centro de Pombal para deixar um cão atravessar a estrada. Outro senhor, na direção oposta parou também. E ficámos os dois ali à espera. Depois olhámos um para o outro e desatamos a rir. 

ser mulher e ter hormonas femininas às carradas (essas gajas horríveis)

Isto de ser mulher tem muito que se lhe diga. Não sei se quem nos inventou fez de propósito para criar um ser tão estranho ou se foi sem querer ou se foi a forma como evoluímos que fez de nós, mulheres, criaturas tão complexas.


Tenho consciência de que metade do tempo são as minhas hormonas que controlam o que sinto e, em consequência, as minhas atitudes. Durante um determinado período do ciclo menstrual, tudo é lindo e maravilhoso. Toda eu sou amor e oh tão bom que é viver.


Depois, de repente, sem aviso, toda eu me afundo num mar negro de melancolia, para mais tarde iniciar um período de raiva e frustração.


Se eu conseguisse prever estas alterações ou humor ou se elas tivessem uma ordem sempre igual, a coisa ainda se ia levando: oh, daqui a uns dois dias vou ficar bem disposta! ai que vem aí o dark side, afastem-se! oh que maravilha, amanhã toda eu sou flores e amores!


Mas não, eles alternam-se de forma aleatória, alheios a qualquer ordem, comandados pelas minhas hormonas e não posso fazer nada. 


Deve ser tramado lidar comigo, mesmo eu tenho dificuldade em me aturar na maior parte do tempo. (se calhar, isto de eu achar que a malta cá da terra não vale um tostão furado é problema meu, se calhar só lido com a malta nas alturas más e se os encontrar nas outras é tudo maravilhoso, vá-se lá saber).


Não há nenhum tratamento para isto? um implante penial, talvez?


 


 

hoje

Os tipos na rádio disseram que ia estar sol.


O frasco de iogurte diz que o meu dia vai ser mágico.


Cambada de mentirosos, só mentirosos! 


 

terça-feira, 12 de junho de 2018

dúvidas existenciais

Eu consigo perceber o complexo de superioridade das pessoas de Guimarães (se é que ele existe. Como não conheço nenhum vimaranense não posso atestar se há ou não complexo de superioridade nessas bandas).


Consigo entender o do Porto, o de Lisboa e o de Coimbra. Mas não consigo mesmo entender o das gentes da Batalha! De onde vem esse sentido de que são melhores do que os outros? De que podem não respeitar as regras de boa educação, as de cidadadania, de boa convivência? 


Não entendo. 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

O que é que faço para o jantar?

O quê? 


De vez em quando lembro-me e faço ementas semanais. Munida dos ingredientes de que vou necessitar para cada refeição lá vou eu à minha segunda casa (o supermerado alemão). Quando chego a casa cozinho o que estava definido ou troco as voltas mas não há drama.


O problema é que este "de vez em quando" é uma coisa pouco frequente.


Por isso, a maior parte das vezes ando o dia todo a pensar "mas o que é que vou fazer para o jantar, o quê?"


E é um drama (de 1º mundo, está bem! eu sei, eu sei), porque gosto de cozinhar coisas de que todos gostem, gosto de variar e gosto que seja minimamente saudável.


O que faço para o jantar, o quê??

quinta-feira, 7 de junho de 2018

carta aberta aos fazedores de manuais de inglês do 1º ciclo

Senhores e senhoras que fazem os manuais de inglês do 1º ciclo, tenho um pedido a fazer.


Ora escutai-me com atenção, por favor.


Fazer os conteúdos girarem à volta das estações do ano é muito giro, mas depois uma pessoa chega a junho (que em inglês ainda mantém as maiúsculas e fazê-los escrever os meses do ano com elas passa a ser o fim da macacada) e começa a falar de ir à praia (há muita criancinha que nem sequer vai à praia no verão, mas deixemos isso para outra altura) fazer castelos na areia, com pá e balde (há muita criancinha que nem sequer vai à praia no verão, logo não tem pá nem balde, mas deixemos isso para outra altura), começamos a falar de usar calções e saias e vestidos e sandálias e queremos praticar com as criancinhas, mas as criancinhas aparecem-nos (e muito bem, porque está frio, caramba) de casacos de penas, botas, calças e nós não queremos nem podemos voltar atrás nos conteúdos (já demos essa parte).


Vou para as aulas e tenho de falar com eles sobre verão, mas tudo cheira a inverno. Ora pôrra!


Arranjem lá outra forma de organizar os manuais, por favor. Nós agradecemos, os putos agradecem e quem lê este blog agradece também, porque já devem estar fartos de me ler as queixinhas desta merda de tempo. 

quarta-feira, 6 de junho de 2018

uma hora

uma horinha, de sol, por dia...


pode ser toda seguidinha ou aos bochechos, como quiseres, mas uma horinha, todos os dias.


Só uma.


Depois, podes fazer chover, fazer ventar, fazer o que te apetecer.


Anda lá... 

terça-feira, 5 de junho de 2018

Para quando?

 um ministro da educação que não faça birras? 

bipolar é o amor

Ontem, ou dias atrás, ter-te-ia espiralizado, com o corte de esparguete. 


Hoje, agarras-me pela cintura, um bocadinho mais abaixo, e beijas-me o pescoço, respiras-me e olhas-me e eu perco a vontade de te espiralizar. 

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Animais de estimação

Os peixes desta casa devem pensar que são piranhas. De cada vez que alguém entra na sala, os gajos saltam na água como se nos quisessem apanhar e comer. Ainda bem que não passam de peixes de aquário. Às vezes tenho medo deles. 

sábado, 2 de junho de 2018

Tão engraçado

Quando vier o cartão de cidadão novo da Mr e ela não puder ir comigo levantá-lo, tenho de assinar um papel a autorizar-me a mim própria a levantá-lo. 


 


 


Achei que era digno de registo.

dúvidas existenciais

É muito cedo para estar a ver com ela freaks and geeks?

ela foi a Londres, eu fui à dermatologista

 É claro que adorou Londres, principalmente o museu de história natural. Gastou uma pipa de massa no hard rock, andou kms e kms, socializou ...