terça-feira, 30 de outubro de 2018

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Brasil e Bolsonaro

Acho que tínhamos de viver lá, naquela realidade, lá, para percebermos porque é que mais de metade da população votou num indivíduo que representa e afirma à boca cheia tudo aquilo que há de mais desprezível no ser humano.


Provavelmente é isso, teríamos de lá estar... e lá viver...


Ou já ter lá estado e vivido e nascido, pois se até quem está cá, em Portugal, votou nele...

domingo, 28 de outubro de 2018

é... conversas desta vida...

ela - "Vocês não choram com a músicas do ed sheeran?"


eu -  "não...."


ela - "nós choramos, fazem-nos lembrar coisas tristes e a morte da minha bisavó."


eu - "......."


ela - "eu cheguei lá, ela disse-me olá e morreu."


 


 


eu- "podia ter-te dito adeus." Disse eu...


 


podia ter pensado só, só pensado 


mas eu disse mesmo podia ter-te dito adeus

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Sara

No canal 2, domingo à noite. Tão bom! Vejam. Os primeiros quatro episódios estão na rtp play. 


O argumento é delicioso. A realização excelente, a imagem do melhor. E é tão boa para soltarmos os demónios.


 


 

terça-feira, 23 de outubro de 2018

viver

A vida dá-nos estaladas.


A mim, deu uma bem grande aqui há uns catorze anos. Andei uns tempos abananada... pensava que nunca mais nada ia ser o mesmo, mas o que é certo é que o tempo acabou por voltar a pôr as coisas no sítio. Quando dei por mim, estava tudo igual, estando tudo diferente, se é que isto faz sentido.


Continuei a acordar todos os dias, e a fazer tudo aquilo que fazia antes, uns dias melhor, outros pior, uns dias com grande sofrimento, outros mais leves, mas o mundo não parou e eu não parei também.


A vida vai dar-me mais estaladas, eu sei, estou a contar com elas e, mesmo assim, sei que vão doer como a merda, mas tenho a esperança de que, tal como há catorze anos, vou ser capaz de me levantar e fazer o que tem de ser feito, uns dias com mais dor, outros com menos.


E, no meu caso, tenho sérias dúvidas de que estas estaladas me transformem numa pessoa diferente. Será mau? 


 

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

doença ou PDI?

Dói-me o cotovelo. A sério, dor real, não daquelas dores fruto de andar pelos instagrams de malta que anda em luas de mel ou a comer comida que custa o meu salário.


Dói-me a sério porque há pouco, enquanto vestia o casaco, mandei uma cotovelada valente na ombreira da porta.


Depois, enquanto metia o porta moedas na carteira, mandei com a mão, com os dedinhos todos, noutra ombreira.


Ainda há cinco minutos, estando de vigia à chegada da carrinha dos CTT expresso, abri uma nesga da porta da varanda e meti lá a cabeça. Só que a nesga era pequena de mais e mandei com os óculos no vidro. Agora, estes óculos, que são relativamente novos, já estão tortos, porque esta não foi a primeira traulitada que dei com eles. 


Aqui há uns dias, fechei a porta do jipe, mas esqueci-me de tirar a cabeça do meio, portanto, mandei com a porta a mim mesma.


Uns dias antes, fechei a porta do armário das chávenas, mas também me esqueci de afastar a cabeça, a porta fechou-se levando consigo umas quantas células e tecido da pele da minha cara.


Terei algum tumor cerebral ou a idade dá para estas merdas?


 


 

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

ontem, hoje e amanhã (hei)

Com cinco seis anos eu ia à mercearia uns metros abaixo de casa, murmurando a lista de compras, invariavelmente pequenina:


"seis papo secos, seis papo secos, seis papo secos...."


Brincávamos, em magotes, ou sozinhos, ao longo da vila. Com frequência, eu descia até lá abaixo, pertinho do campo de futebol e ia brincar com a margarida maria alacoque, que é a santa que deus nos envia para dar o sinal dar o toque, margarida maria alacoque. A margarida, ou guida para os amigos e família, odiava esta lengalenga que o meu pai fazia questão de dizer de todas as vezes que a via, mas tal não a impedia de brincar comigo. Às tantas de noite, quando achava que seria hora de jantar, porque também em casa da guida se punha a mesa, lá voltava eu para casa.


Brincava com o meno, no bairro, perto da casa do carrola, brincava na encosta do castelo, muitas vezes sozinha.


Ia para escola e voltava, sempre sozinha ou com o bruno, o meu amigo inseparável, que no fim da primeira classe se mudou porque o pai era bancário e foi ser gerente noutro sítio.


Ia à catequese sozinha e voltava sozinha.


Em baltar assim continuou. Íamos e vinhamos, sozinhos, das brincadeiras, das tarefas diárias...


Hoje, não deixo as minhas flhas irem a lado nenhum.


Mas a coisa vai mudar. Já é tempo! De pequenino se torce o pepino. 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Paradoxos inusitados

 - Já decidiste se vais continuar na catequese? 


 - Já. Vou continuar.


 


 


Dez minutos depois: 


- Mãe, no halloween posso mascarar-me de anticristo? 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

tendências alimentares my ass!

Então, que almoçaste?


Uma tigela de quinoa com cogumelos salteados em alho e azeite, por volta da uma.


Oh! que vegan, que tão up to date, tão na crista da onda das tendências alimentares deste ano! oh!


Oh sim! às três estava a enfardar uma outra tigela, desta feita de iogurte com mel e corn flakes! Sim, que posso jurar que passada uma hora a minha barriga rugia, acho que até a ouvi dizer palavrões cabeludos, de tanta fome que tinha. 

domingo, 14 de outubro de 2018

Bota laike

Si você passou seu final dji semana limpando vômito e fazendo os trabalhos dji casa dji seus filhos! 

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Gr.

Estamos só meninas. Podíamos maquilhar-nos.


 


Não, não quero que comecem já a encher a cara de químicos.


 


A maquilhagem tem químicos? Então não me vou maquilhar todos os dias. Vou deixar para ocasiões especiais.


 


Boa ideia. Para o dia do teu casamento, por exemplo. Se te casares.


 


Claro que me vou casar. Eu quero ter filhos.


 


Podes ter filhos sem te casares. 


 


Mas eu vou precisar de ajuda!Tu sabes o trabalho que dá cuidar dos filhos! Claro que preciso de um pai. Eu bem vejo o trabalho todo que tu tens connosco. Então, quando trazemos muitos trabalhos de casa....!  

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Entra e fica à vontade

Entra. Senta-te aí, aí mesmo, nesse sofá. Queres beber alguma coisa? Não?


Fica como se estivesses em casa. Mas... é justo que saibas que não és a minha visita preferida. Sem rodeios, dispensava-te aí instalada, literalmente, podias ir para a putaquetepariu! 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

A Sensinha

Eu não sei o nome da Sensinha, sei que é a Sensinha porque é assim que todos se referem à velhinha de metro e quarenta que anda para baixo e para cima, com as mercearias da família.


A Sensinha não falha um ensaio de teatro. Se falha, sabemos que está doente.


A Sensinha é a primeira a decorar as suas falas e as suas deixas e nunca as falha, ainda que a dentadura lhe salte com o nervosismo. Deixa a canadiana que a ajuda a deslocar-se no dia a dia, e lá sobe ela ao palco, sejam muitas ou poucas as escadas. 


A Sensinha é a senhora que leva sempre uns pastéis de bacalhau ou um bolinho feitinho mesmo hoje de manhã, comam, comam que saiu do forno há bocadinho.


A Sensinha caiu do palco no sábado à noite, em Ermesinde e o "engraçado" é que todos vimos a queda em câmara lenta, o corpo pequenino da Sensinha a rebolar palco abaixo.


No domingo de manhã, a Sensinha chegou à hora marcada para partirmos para Guimarães, independentemente de ter o corpo cheio de mazelas da queda.


Deus dê muitos anos de vida à Sensinha. 

sábado, 6 de outubro de 2018

Em Ermesinde é que há gajas boas

Afinal, era só uma e vai-se a ver, era um homem.


Nós vamos lá e vamos encher aquilo de gajas e gajos giros, participando no Grande fim de semana de teatro. 


Muita merda. (bem necessitados estamos, porque o ensaio geral foi...  Ui... )

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Feijão

Às dez da manhã comecei a fazer a feijoada. Duas panelonas de feijoada. Assim se começa o dia da implantação da república e o dia do professor. Há de haver uma relação entre as três coisas, só não consigo encontrá-la agora. Será dos eflúvios do feijão? 

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Trabalho

Aí vou eu, garruchas abaixo, famalicao acima, até chegar a curvachia e o carro chia mesmo, que já estou atrasada. 

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Fomos ao Luso (II)

O M., estendido ao sol, de corpo molhado e ofegante, sempre com os olhos postos nas miúdas que estavam dentro da piscina, só dizia que fins de semana assim deviam ser mandatórios. E suspirava.


Quando todos se fartaram de piscinar (parece incrível, mas chegou uma altura em que até elas estavam fartas) tomámos um duche e partimos à descoberta da mata do Bussaco, não! Buçaco! não! Bussaco!


A pé, aventurámo-nos por um caminho de terra batida que ia dar, de acordo com o M., ao palácio. 


Olha, figos da índia, chamei a atenção. Dizem que são bons. Se eu disse mata, o gajo não disse esfola, mas foi todo afoito apanhar um.


Oh! Que caraças! Grande erro, grande, enorme. Mas antes de descobrir a cagada que fez, ainda deu a provar do fruto às miúdas. Para quem não sabe, como nós, grandes patêgos, aquilo tem picos que não se vêm mas que se espetam por tudo o que é sítio. 


Ele ficou com as mãos todas furadas, a Gr. até nos lábios tinha picos e a Mr na cara. Fizemos os possíveis por nos livrar deles, o que não foi fácil, dado que não se viam.


O passeio ficou um bocado arruinado, mas como já eram sete da tarde e a partir dessa hora os carros podem entrar de graça, rumámos estrada acima até ao palácio. Já havia mais sombras do que outra coisa. O palácio é um sonho de princesas e eu roguei pragas a todos os possíveis hóspedes e imaginei que uma bomba dava cabo daquilo tudo (sim, sou uma besta).

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Fomos ao Luso

Acho que metade do país foi ao Luso este fim de semana. A outra metade foi à benção dos capacetes em Fátima.


Foi a nossa primeira saída a quatro, só os quatro! Por incrível que pareça, nós andamos sempre aos magotes. Nunca tínhamos usufruído da compainha uns dos outros sem haver tias ou avós por perto.


Eu queria muito estar com ele e com elas, em família nuclear, num sítio relativemente perto de casa, a giboiar numa piscina. Uns meses antes fuçei o booking de uma ponta à outra e reservei o fim de semana.


Saímos da Batalha no sábado, por volta da hora de almoço, já com mantimentos para picnicar. 


Por volta das três estávamos no Luso, no Alegre hotel, a boiar na piscina. Elas e ele, que eu dei umas braçadas e depois fui-me estender ao sol.


Foi uma tarde que cumpriu as expetativas. 


 


 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...