terça-feira, 2 de outubro de 2018

Fomos ao Luso (II)

O M., estendido ao sol, de corpo molhado e ofegante, sempre com os olhos postos nas miúdas que estavam dentro da piscina, só dizia que fins de semana assim deviam ser mandatórios. E suspirava.


Quando todos se fartaram de piscinar (parece incrível, mas chegou uma altura em que até elas estavam fartas) tomámos um duche e partimos à descoberta da mata do Bussaco, não! Buçaco! não! Bussaco!


A pé, aventurámo-nos por um caminho de terra batida que ia dar, de acordo com o M., ao palácio. 


Olha, figos da índia, chamei a atenção. Dizem que são bons. Se eu disse mata, o gajo não disse esfola, mas foi todo afoito apanhar um.


Oh! Que caraças! Grande erro, grande, enorme. Mas antes de descobrir a cagada que fez, ainda deu a provar do fruto às miúdas. Para quem não sabe, como nós, grandes patêgos, aquilo tem picos que não se vêm mas que se espetam por tudo o que é sítio. 


Ele ficou com as mãos todas furadas, a Gr. até nos lábios tinha picos e a Mr na cara. Fizemos os possíveis por nos livrar deles, o que não foi fácil, dado que não se viam.


O passeio ficou um bocado arruinado, mas como já eram sete da tarde e a partir dessa hora os carros podem entrar de graça, rumámos estrada acima até ao palácio. Já havia mais sombras do que outra coisa. O palácio é um sonho de princesas e eu roguei pragas a todos os possíveis hóspedes e imaginei que uma bomba dava cabo daquilo tudo (sim, sou uma besta).

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